A nova pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16) mostra que a eleição presidencial de 2026 caminha para repetir o clima de forte polarização nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança em todos os cenários testados, mas os números também mostram que o bolsonarismo segue vivo, competitivo e com força suficiente para transformar a disputa em uma verdadeira guerra eleitoral.
Segundo análise do estrategista político Alex Rabelo, da ALX Comunicação, o levantamento traz três sinais importantes: Lula recuperou fôlego, a direita continua forte e o eleitor brasileiro permanece dividido.
Lula lidera o segundo turno contra Flávio Bolsonaro
No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 48,1%, contra 42,9% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A diferença é de 5,2 pontos percentuais.
Mesmo com Lula na frente, o resultado mostra uma disputa apertada, especialmente porque Flávio é o nome da direita que aparece mais próximo do presidente.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 47,7% e passou para 48,1%. Flávio também cresceu, saindo de 42,2% para 42,9%.
Ou seja, os dois lados avançaram, o que reforça a tese de que a polarização continua sendo o grande motor da eleição.
Bolsonarismo segue como principal força de oposição
Entre todos os nomes testados contra Lula, Flávio Bolsonaro é o adversário mais competitivo.
Veja os cenários de segundo turno:
Lula 48,1% x Flávio Bolsonaro 42,9%
Lula 48% x Michelle Bolsonaro 42,4%
Lula 45% x Ronaldo Caiado 36,3%
Lula 48,5% x Romeu Zema 34,9%
Lula 48,5% x Tereza Cristina 29,2%
Lula 48,3% x Renan Santos 30,8%
Os números mostram que o sobrenome Bolsonaro ainda tem peso nacional. Flávio e Michelle são os únicos nomes que conseguem manter Lula abaixo de uma vantagem confortável.
Para Alex Rabelo, esse é o principal alerta para o governo.
“Lula lidera, mas não enfrenta uma oposição fraca. O bolsonarismo continua tendo um eleitorado fiel, mobilizado e com capacidade de levar a disputa para um segundo turno muito duro”, avalia.
Aprovação de Lula melhora e muda o ambiente político
O dado mais relevante da pesquisa pode estar na avaliação do governo.
Segundo o levantamento, 49,6% aprovam a gestão Lula, enquanto 47,7% desaprovam.
Na pesquisa anterior, o cenário era inverso: 44,9% aprovavam e 51,8% desaprovavam.
Isso significa que Lula conseguiu melhorar sua aprovação e reduzir a desaprovação em um momento decisivo de pré-campanha.
Para Alex Rabelo, esse movimento ajuda a explicar a liderança do presidente.
“Quando a aprovação do governo melhora, Lula volta a respirar politicamente. Isso fortalece sua base, anima aliados e dá mais segurança para a construção da campanha de 2026”, analisa.
Mas a avaliação do governo ainda preocupa
Apesar da melhora na aprovação, a avaliação do governo segue dividida.
A pesquisa mostra que:
41,4% avaliam o governo como ruim ou péssimo
39,8% avaliam como ótimo ou bom
18% consideram regular
Esse recorte mostra que Lula ainda enfrenta forte resistência.
A aprovação melhorou, mas o governo ainda não conseguiu transformar essa recuperação em avaliação positiva ampla.
Na prática, existe um país praticamente dividido entre quem aprova e quem rejeita o atual governo.
Primeiro turno mostra Lula na frente, mas direita fragmentada
No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41,6%.
Flávio Bolsonaro vem em segundo, com 34,1%.
Depois aparecem:
Ronaldo Caiado: 4,5%
Romeu Zema: 3,5%
Renan Santos: 2,3%
Joaquim Barbosa: 2,1%
Cabo Daciolo: 1,1%
Augusto Cury: 0,9%
A leitura política é clara: Lula lidera porque tem uma base mais consolidada, enquanto a oposição ainda aparece dividida entre vários nomes.
Se a direita conseguir unificar o discurso e concentrar apoio em um único candidato, a disputa pode ficar ainda mais apertada.
O que a pesquisa revela
A pesquisa mostra que Lula está melhor do que estava em maio.
Mostra também que Flávio Bolsonaro cresce e se coloca como principal nome da direita.
E revela que 2026 não será uma eleição tranquila para nenhum dos lados.
Lula tem a máquina federal, melhora na aprovação e liderança nas pesquisas.
A direita tem força popular, base conservadora fiel e nomes competitivos ligados à família Bolsonaro.
Por isso, a eleição de 2026 promete ser uma disputa intensa, cara, emocional e altamente polarizada.
Fonte da pesquisa
Os números são da pesquisa Futura/Apex, divulgada pelo portal Info Verus. O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 12 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-01461/2026.
Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News


