O inverno começou oficialmente às 5h24 deste domingo (21) em todo o Hemisfério Sul e seguirá até o dia 22 de setembro, quando dará lugar à primavera. Apesar de ser tradicionalmente conhecido pelas temperaturas mais baixas, madrugadas frias e dias mais curtos, a estação deste ano deverá apresentar características diferentes em grande parte do Brasil.
A principal influência será o fenômeno climático El Niño, que voltou a atuar no Oceano Pacífico e promete impactar diretamente o comportamento do clima nos próximos meses. A expectativa dos meteorologistas é de um inverno menos rigoroso no Centro-Oeste e Sudeste, enquanto a Região Sul pode enfrentar períodos de chuva acima da média e maior risco de eventos climáticos extremos.
Mato Grosso pode ter inverno mais ameno
Em Mato Grosso, a tendência é de que as tradicionais ondas de frio tenham menor intensidade e duração ao longo da estação.
Segundo especialistas, o El Niño provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação dos ventos e o deslocamento das massas de ar frio que normalmente avançam pelo país nesta época do ano.
Com isso, frentes frias que costumam alcançar o Centro-Oeste com mais força podem perder intensidade antes de chegar à região.
“O El Niño acaba criando uma espécie de bloqueio atmosférico, dificultando o avanço das massas de ar frio para o Centro-Oeste e Sudeste. Por isso, existe a tendência de um inverno menos frio do que o registrado em outros anos”, explicam os meteorologistas.
Mesmo assim, algumas quedas pontuais de temperatura deverão ocorrer, principalmente entre julho e agosto, meses historicamente mais frios em Mato Grosso.
Sul do país pode enfrentar excesso de chuva
Enquanto o Centro-Oeste deve registrar temperaturas acima da média, a Região Sul poderá enfrentar um cenário oposto.
O El Niño costuma favorecer a formação de áreas de instabilidade e aumentar o volume de chuvas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Meteorologistas alertam que a combinação do inverno com os efeitos do fenômeno pode provocar temporais intensos, acumulados elevados de chuva em curto espaço de tempo e aumentar os riscos de enchentes, alagamentos e deslizamentos em algumas regiões.
Mudanças climáticas desafiam previsões
Especialistas também destacam que os efeitos das mudanças climáticas globais vêm tornando os fenômenos meteorológicos mais intensos e imprevisíveis.
Eventos que anteriormente duravam poucas semanas agora podem se prolongar por vários meses, dificultando projeções de longo prazo e aumentando a ocorrência de extremos climáticos.
O cenário tem levado meteorologistas a adotarem monitoramento constante das condições atmosféricas para atualizar previsões e alertas ao longo da estação.
Como será o inverno em Mato Grosso?
Apesar da influência do El Niño, os mato-grossenses ainda devem sentir algumas frentes frias durante os próximos meses. No entanto, a expectativa é que os períodos de frio sejam mais curtos e intercalados por dias de calor acima da média para a estação.
Na prática, o inverno de 2026 em Mato Grosso deverá ser marcado por madrugadas mais agradáveis, poucas ondas de frio intenso e temperaturas frequentemente elevadas durante as tardes, especialmente nas regiões Norte, Médio Norte e Araguaia.
O comportamento do clima continuará sendo monitorado pelos institutos meteorológicos, que acompanham a evolução do El Niño e seus impactos sobre o Brasil.
Por Alex Rabelo
MT Urgente News
Com informações da Agência Brasil

