Por Alex Rabelo
Jornalista e Estrategista em Marketing Político
MT Urgente News
O ambiente digital se tornou uma das principais arenas da política moderna. Em tempos de redes sociais, cada assunto em alta representa uma oportunidade para gerar engajamento, ampliar alcance e fortalecer posicionamentos. E com a aproximação da Copa do Mundo, os principais nomes da disputa eleitoral em Mato Grosso já entraram em campo para aproveitar o momento.
Mais do que futebol, a Copa se transformou em uma poderosa ferramenta de comunicação política. O evento mobiliza emoções, gera conversas espontâneas e atrai a atenção de milhões de brasileiros. E quem disputa votos sabe que estar inserido nesses assuntos aumenta as chances de alcançar novos públicos.
Nas últimas semanas, pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado passaram a utilizar referências ao futebol em vídeos, montagens, memes, figurinhas e conteúdos produzidos especialmente para as redes sociais.
O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo, foi um dos que mais explorou o tema. Em suas publicações, misturou política e futebol ao comentar a convocação da Seleção Brasileira e até utilizar inteligência artificial para criar vídeos em que aparece ao lado de aliados políticos formando uma espécie de “seleção” eleitoral.
Já o senador Jayme Campos (União Brasil) apostou em conteúdos mais descontraídos, utilizando figurinhas inspiradas no tradicional álbum da Copa e vídeos em que faz sua própria convocação de nomes para entrar em campo na disputa eleitoral.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), também pré-candidato ao Palácio Paiaguás, aproveitou a coincidência entre o número de seu partido e a tradicional camisa 10 da Seleção Brasileira para construir conteúdos relacionados ao incentivo ao esporte e à formação de novos atletas.
A médica Natasha Slhessarenko (PSD), por sua vez, utilizou a temática das figurinhas repetidas para fazer uma crítica ao cenário político estadual, associando a repetição de nomes conhecidos às disputas eleitorais que se aproximam.
Já o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), pré-candidato ao Senado, fez uma analogia entre gestão pública e futebol, comparando os resultados de sua administração aos critérios utilizados para a convocação de uma seleção vencedora.
O eleitor mudou
O fenômeno revela uma transformação importante na forma de fazer política.
Se no passado campanhas eram construídas apenas em períodos eleitorais, hoje a disputa por atenção acontece diariamente nas redes sociais. A lógica digital exige presença constante, rapidez e capacidade de dialogar com temas que estão mobilizando a opinião pública.
Assuntos como Copa do Mundo, Olimpíadas, grandes eventos, tendências da internet e acontecimentos nacionais passaram a ser oportunidades para que lideranças políticas ampliem alcance, humanizem a comunicação e fortaleçam sua conexão com o eleitor.
Especialistas em marketing político destacam que a estratégia funciona porque aproxima o candidato de conversas que já estão acontecendo naturalmente entre os cidadãos. O desafio, porém, é conseguir fazer essa conexão de forma autêntica, sem parecer apenas uma tentativa oportunista de aproveitar o assunto do momento.
A nova campanha já começou
Mesmo antes do período eleitoral oficial, os movimentos observados nas redes sociais mostram que a pré-campanha já acontece no ambiente digital.
Enquanto o eleitor acompanha a Seleção Brasileira em busca do tão sonhado hexa, os pré-candidatos também disputam seu próprio campeonato: o da atenção, do alcance e da conexão com o público.
Em uma eleição cada vez mais influenciada pelas redes sociais, quem consegue transformar os assuntos do momento em comunicação relevante larga na frente na corrida eleitoral.
Por Alex Rabelo
Jornalista e Estrategista em Marketing Político
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