Presidente da Câmara de Cuiabá busca reunir 18 votos para alterar regra que impede recondução à Mesa Diretora; grupo de Ilde Taques acredita que impasse pode mudar o rumo da sucessão.
A sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá entrou em uma fase decisiva. A presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), intensificou as articulações para aprovar uma alteração no Regimento Interno que permita sua candidatura à reeleição. A proposta precisa ser aprovada antes do recesso parlamentar e depende do apoio de pelo menos 18 dos 27 vereadores.
Pelas regras atuais, os integrantes da Mesa Diretora não podem ser reconduzidos ao mesmo cargo no mandato seguinte. Para disputar novamente a presidência, Paula Calil depende da aprovação de um projeto de resolução que modifica esse dispositivo. Segundo a parlamentar, a medida busca garantir segurança jurídica ao processo eleitoral da Casa.
A proposta foi apresentada pelo vereador Max, conhecido como Maxita, após semanas de negociações entre os parlamentares. Apesar das articulações em andamento, Paula afirma que ainda não pode se considerar oficialmente candidata, já que sua participação na eleição está condicionada à aprovação da mudança regimental.
Nos últimos dias, a presidente ampliou sua base política com a aproximação do vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e da vereadora Baixinha Giraldelli. O objetivo é consolidar um grupo capaz de reunir os votos necessários tanto para alterar o Regimento quanto para disputar o comando do Legislativo.
Paula Calil afirma que a construção da maioria ocorre por meio do diálogo e reforça que a disputa não deve ser encarada como uma questão pessoal. Como alternativa, caso a mudança nas regras não seja aprovada, ela admite integrar a chapa como primeira-secretária, tendo Dilemário Alencar como candidato à presidência.
Enquanto isso, o vereador Ilde Taques (Podemos) mantém sua candidatura e acompanha de perto o andamento das negociações. Nos bastidores, aliados afirmam que o parlamentar conta atualmente com o apoio de 13 vereadores e aposta justamente na possibilidade de a proposta de alteração do Regimento não alcançar os 18 votos exigidos.
A avaliação do grupo de Ilde é de que, caso Paula Calil fique impedida de disputar a presidência, parte dos vereadores que hoje compõem sua base poderá não migrar automaticamente para uma eventual candidatura de Dilemário Alencar, abrindo espaço para uma nova composição política e fortalecendo sua candidatura.
Apesar do cenário de intensa movimentação, Paula Calil evita fazer projeções sobre o resultado da eleição. Segundo ela, a definição da futura Mesa Diretora dependerá exclusivamente da capacidade de diálogo e da construção de consensos entre os vereadores.
Com a proximidade do recesso parlamentar, a votação da proposta que altera o Regimento Interno passa a ser considerada o principal divisor de águas da sucessão na Câmara de Cuiabá. A aprovação abrirá caminho para a reeleição de Paula Calil. Caso contrário, a disputa poderá ganhar um novo desenho, com Dilemário Alencar e Ilde Taques assumindo protagonismo na corrida pelo comando do Legislativo municipal.


