O cenário eleitoral para o Governo de Mato Grosso começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda marcado por forte equilíbrio entre os principais nomes. Pesquisa do Instituto Index aponta um empate técnico entre o senador Wellington Fagundes (PL), com 27% das intenções de voto, e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que aparece com 25%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, ambos estão em situação de igualdade na disputa.
Na sequência, o senador Jayme Campos (União Brasil) surge com 17%, consolidando-se como uma terceira via relevante, enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PSD) registra 9,5%. Rafael Millas (Missão) aparece com 1,5%. Ainda há um contingente significativo de eleitores indecisos ou que preferiram não responder, somando 17%, além de 3% de votos nulos.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 4 de julho de 2026, com 1.600 entrevistados, nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e registro na Justiça Eleitoral sob o número MT-04153-2026.
Disputa acirrada marca cenário eleitoral
O empate técnico entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta revela uma disputa aberta e altamente competitiva. Fagundes, com trajetória consolidada no Senado, mantém uma base eleitoral fiel, especialmente no interior do estado. Já Pivetta, no exercício do governo, tende a se beneficiar da visibilidade administrativa e da estrutura institucional.
A presença de Jayme Campos com 17% demonstra que o eleitorado está fragmentado e que há espaço para mudanças no cenário. O senador pode assumir papel estratégico, seja como alternativa de terceira via ou como peça-chave em futuras alianças políticas.
Alto número de indecisos chama atenção
Outro ponto relevante é o alto índice de indecisos, que chega a 17%. O dado indica que praticamente um em cada cinco eleitores ainda não definiu seu voto, tornando o cenário volátil e sujeito a mudanças ao longo da campanha. Esse grupo deve ser alvo prioritário das estratégias eleitorais nos próximos meses.
Natasha Slhessarenko, com 9,5%, aparece como um nome com potencial de crescimento, especialmente se ampliar sua presença política e firmar alianças. Já Rafael Millas, com 1,5%, ainda apresenta baixa densidade eleitoral neste momento.
Cenário ainda indefinido
Apesar dos números indicarem uma tendência de polarização entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta, a disputa está longe de ser definida. Especialistas apontam que o cenário atual é típico de pré-consolidação eleitoral, quando nenhum candidato conseguiu ainda se destacar de forma isolada.
Além disso, a confiabilidade das pesquisas também é um fator que exige cautela. Levantamentos recentes em eleições municipais apresentaram divergências significativas em relação aos resultados finais, o que reforça a necessidade de análise crítica dos dados.
Caso o cenário se mantenha, a tendência é de que Fagundes e Pivetta avancem para um eventual segundo turno. No entanto, o comportamento do eleitorado nas próximas semanas será decisivo para definir os rumos da disputa.
Alex Rabelo
Estrategista político


