Pré-candidata à Câmara Federal afirma que o avanço das fraudes financeiras e das bets exige novas regras para proteger consumidores e responsabilizar empresas.
O crescimento dos golpes digitais, das fraudes financeiras e das plataformas de apostas on-line ampliou os desafios da defesa do consumidor no Brasil e, na avaliação da pré-candidata à Câmara dos Deputados Gisela Simona, tornou urgente a atualização da legislação federal. O tema esteve no centro das discussões durante participações da dirigente do União Brasil em Cuiabá nos podcasts Hoje & Sempre e Professor Palomares.
Com mais de duas décadas de atuação na área de defesa do consumidor, Gisela afirmou que a experiência acumulada no Procon mostrou que muitas das dificuldades enfrentadas pela população dependem de mudanças na legislação nacional. Segundo ela, é no Congresso que podem ser criados mecanismos mais eficazes para proteger os consumidores diante das novas modalidades de fraude.
A pré-candidata destacou que a transformação digital trouxe benefícios, mas também abriu espaço para golpes cada vez mais sofisticados, atingindo principalmente idosos, pessoas de baixa renda e consumidores com pouca familiaridade com serviços financeiros digitais. Para ela, as instituições financeiras precisam assumir maior responsabilidade quando falhas de segurança permitem o uso indevido de dados pessoais.
Entre os problemas apontados está o cartão de crédito consignado, modalidade que, segundo Gisela, tem gerado elevado número de reclamações em órgãos de defesa do consumidor. Durante seu mandato parlamentar, ela apresentou proposta para extinguir esse tipo de contratação, defendendo maior transparência nas operações de crédito e proteção aos consumidores mais vulneráveis.
Outro tema abordado foi a expansão das plataformas de apostas esportivas. Gisela defendeu o aperfeiçoamento da regulamentação do setor, com regras mais rígidas para publicidade, medidas de prevenção ao jogo compulsivo e responsabilização de empresas e influenciadores que promovem apostas sem alertar sobre os riscos envolvidos.
Ao recordar sua atuação na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, ela afirmou que buscou transformar em propostas legislativas as demandas observadas durante anos de atendimento à população. Para a parlamentar, a defesa do consumidor deixou de estar restrita às relações comerciais e passou a envolver questões ligadas à segurança digital, inclusão financeira, tecnologia e saúde pública, temas que devem ganhar ainda mais relevância no debate nacional nos próximos anos.


