Senador afirma que Valdemar Costa Neto discutiu uma composição política, mas garante que pesquisas fortaleceram sua permanência na disputa pelo Palácio Paiaguás.
A candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso passou por intensas discussões dentro da direção nacional do Partido Liberal antes de ser oficializada. Durante a convenção estadual da legenda, realizada nesta quarta-feira (22), o parlamentar revelou que recebeu diversas ligações do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para tratar da possibilidade de o PL abrir mão da disputa estadual em favor de uma composição política.
Segundo Wellington, as conversas ocorreram ao longo dos últimos meses, em meio às articulações nacionais envolvendo o PL e o Republicanos. Apesar das tratativas, o senador afirmou que sempre defendeu a manutenção de sua pré-candidatura e propôs que qualquer decisão fosse baseada em pesquisas de intenção de voto.
De acordo com o parlamentar, os levantamentos realizados ao longo do período apontaram viabilidade eleitoral para o projeto do partido em Mato Grosso e consolidaram seu nome como o mais competitivo da legenda para disputar o Palácio Paiaguás. Wellington afirmou que não insistiria em permanecer candidato caso os números demonstrassem falta de competitividade, mas ressaltou que o cenário acabou fortalecendo sua posição.
O senador também lembrou que o empresário Odílio Balbinotti chegou a ser considerado como possível candidato ao governo pelo PL. Conforme Wellington, a legenda estava disposta a apoiá-lo caso apresentasse melhor desempenho nas pesquisas, mas o empresário decidiu não entrar na disputa.
Ao comentar o cenário político, Wellington destacou que pesquisas servem como um retrato do momento e não definem o resultado das eleições. Para ele, o foco agora é estruturar o partido e organizar a campanha, motivo pelo qual o PL antecipou a realização da convenção estadual para oficializar seus candidatos.
As declarações ocorrem em meio às negociações nacionais entre PL e Republicanos para as eleições de 2026. Nos bastidores, havia expectativa de que o partido do governador Otaviano Pivetta buscasse um acordo para unificar o campo da direita em Mato Grosso, dentro de uma estratégia que envolveria alianças em outros estados e na disputa presidencial.
Questionado sobre essas articulações, Wellington minimizou as conversas e afirmou que sua candidatura conta com o respaldo da direção nacional do PL e foi confirmada oficialmente durante a convenção estadual realizada nesta quarta-feira.


