Presidente da Assembleia Legislativa afirma que combate ao crime organizado exige integração entre instituições e rigor para impedir a infiltração de criminosos em cargos públicos.
O avanço das facções criminosas deve permanecer no centro das prioridades do poder público em Mato Grosso. Essa é a avaliação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, que defendeu uma atuação permanente e integrada entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar o crime organizado e impedir que organizações criminosas ampliem sua influência sobre as instituições.
Durante entrevista ao programa Conexão Poder, o parlamentar abordou a possibilidade de integrantes de facções tentarem ocupar espaços na política e afirmou que a responsabilidade de identificar eventuais vínculos criminosos não cabe aos partidos políticos, mas aos órgãos de investigação, fiscalização e à Justiça Eleitoral. Segundo ele, é essencial que essas instituições atuem de forma rigorosa para impedir que pessoas ligadas ao crime organizado disputem eleições ou utilizem cargos públicos para favorecer atividades ilícitas.
Para Max Russi, o enfrentamento às facções não pode ocorrer apenas em períodos eleitorais. O deputado destacou que o fortalecimento dessas organizações representa um dos principais desafios da segurança pública e exige ações contínuas, coordenadas e articuladas entre todas as instituições do Estado.
O presidente da ALMT também ressaltou que Mato Grosso vem ampliando investimentos na área da segurança pública, com reforço do efetivo policial, aquisição de equipamentos e modernização da estrutura das forças de segurança. Na avaliação dele, esses avanços são importantes, mas produzem melhores resultados quando acompanhados de integração entre os órgãos responsáveis pela prevenção e repressão ao crime.
Ao defender a continuidade das políticas de combate ao crime organizado, Max Russi afirmou confiar no trabalho desenvolvido pelas forças de segurança do Estado e reforçou que o fortalecimento das instituições é indispensável para preservar a ordem pública, ampliar a proteção da população e impedir que facções criminosas conquistem espaço dentro das estruturas estatais. Segundo o parlamentar, somente uma atuação conjunta e permanente será capaz de conter o avanço dessas organizações e garantir mais segurança aos mato-grossenses.

