Abilio Brunini, Cláudio Ferreira, Edilson Piaia e Sérgio Machnic estariam entre os nomes citados nas discussões internas do Partido Liberal
Por Alex Rabelo
Jornalista | MT Urgente News
A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo capítulo e pode provocar um dos maiores rachas da história recente do Partido Liberal (PL) no Estado.
Segundo reportagem publicada pelo Gazeta Digital, o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) estaria articulando, junto ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, a possibilidade de expulsão de prefeitos da legenda que vêm declarando apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
De acordo com a publicação, os nomes citados nas discussões internas são:
- Abilio Brunini, prefeito de Cuiabá;
- Cláudio Ferreira, prefeito de Rondonópolis;
- Edilson Piaia, prefeito de Campo Novo do Parecis;
- Sérgio Machnic, prefeito de Primavera do Leste.
Todos são filiados ao PL e, em momentos diferentes, manifestaram simpatia ou apoio ao projeto político de Otaviano Pivetta.
Crise se intensificou após acordo entre PL e MDB
Segundo o Gazeta Digital, a tensão aumentou após a construção da aliança entre PL e MDB, que levou a deputada estadual Janaina Riva (MDB) para o mesmo palanque de Wellington Fagundes.
A composição provocou forte reação de parte das lideranças liberais, especialmente de prefeitos que enfrentaram candidatos do MDB nas eleições municipais e passaram a demonstrar resistência pública ao novo cenário político.
Abilio foi o mais duro nas críticas
Entre os prefeitos mencionados, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, foi quem adotou o discurso mais contundente.
Em publicação nas redes sociais, declarou que prefere deixar o partido a apoiar o MDB.
“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou.”
Já o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, também criticou a aproximação, afirmando que seu grupo político derrotou o MDB em Rondonópolis e que não concorda com o projeto político da legenda para Mato Grosso.
Regra discutida seria não atacar Wellington publicamente
Ainda conforme a reportagem do Gazeta Digital, durante as conversas com a direção nacional do partido teria sido estabelecido um entendimento de que prefeitos não seriam obrigados a participar da campanha de Wellington Fagundes.
Por outro lado, o acordo também previa que lideranças do partido não deveriam realizar manifestações públicas contra o candidato do PL nem fazer declarações que fortalecessem adversários políticos.
Foi justamente esse ponto que, segundo o veículo, teria motivado o debate interno sobre possíveis medidas disciplinares.
Possibilidade ainda depende da direção nacional
Até o momento, não há anúncio oficial do Partido Liberal confirmando qualquer expulsão.
A informação divulgada pelo Gazeta Digital trata de uma articulação política em discussão nos bastidores da legenda, que ainda dependeria de eventual decisão da direção nacional do partido.
Análise | Alex Rabelo
Independentemente de qualquer punição, o episódio deixa evidente que o PL atravessa um momento de forte tensão interna em Mato Grosso.
De um lado está a direção nacional e a candidatura de Wellington Fagundes. De outro, prefeitos importantes do partido que mantêm proximidade política e administrativa com Otaviano Pivetta.
O desafio do PL será administrar essas divergências sem comprometer a unidade da legenda durante a campanha.
Caso as discussões evoluam para medidas disciplinares, o partido poderá enfrentar um desgaste ainda maior justamente no momento em que busca consolidar sua candidatura ao Governo do Estado.
Por outro lado, se prevalecer o diálogo, a tendência é que o partido tente preservar sua base municipal e evitar novos conflitos internos durante o processo eleitoral.
Fonte: Reportagem de Gazeta Digital, assinada pelo jornalista Aparecido Carmo, complementada com informações públicas sobre o posicionamento das lideranças envolvidas.


