Candidato ao Governo afirma que pretende ouvir prefeitos que rejeitaram a composição e defende união do partido em torno do projeto nacional liderado por Flávio Bolsonaro
O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo PL, Wellington Fagundes, afirmou que pretende recorrer ao diálogo para tentar reduzir as divergências internas provocadas pela aliança firmada entre o partido e o MDB para as eleições de 2026. A estratégia será conversar com os prefeitos da sigla que manifestaram resistência à composição e buscar uma solução que permita manter a unidade partidária.
Durante a convenção do MDB, realizada na terça-feira (4), Wellington reconheceu que o cenário exige cautela e disposição para ouvir os integrantes do partido. Segundo ele, a experiência política e pessoal mostrou que decisões em momentos de divergência precisam ser construídas com paciência e diálogo.
O desafio, porém, ganhou força nas últimas semanas. Três prefeitos do PL — Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis — já haviam sinalizado que não pretendiam apoiar a candidatura de Wellington ao Governo. Após a oficialização da aliança com o MDB e a definição da deputada estadual Janaina Riva como integrante da chapa na disputa pelo Senado, as manifestações contrárias ganharam novos contornos.
Entre os críticos estão os prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini, e de Várzea Grande, Flávia Moretti, que passaram a demonstrar publicamente insatisfação com a composição. Flávia foi uma das lideranças do PL a rejeitar a aliança com o MDB, ampliando a pressão sobre a direção partidária em Mato Grosso.
Diante do cenário, Wellington afirmou que pretende trabalhar para reunir novamente as diferentes correntes do PL. Na avaliação do candidato, a unidade partidária deve ser preservada especialmente em torno do projeto nacional da legenda, que tem o senador Flávio Bolsonaro como nome para a disputa pela Presidência da República.
A tentativa de reorganização ocorre após uma movimentação de lideranças do PL em Brasília. Na segunda-feira (3), Abilio Brunini, o pré-candidato ao Senado José Medeiros e o empresário Odílio Balbinotti, que integra a composição como suplente, estiveram na capital federal para tratar dos desdobramentos da aliança com o MDB junto ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
O entendimento anunciado pela direção nacional foi pela possibilidade de neutralidade de prefeitos que não desejarem participar da campanha de Wellington, mas sem autorização para que integrantes da legenda apoiem publicamente o governador Otaviano Pivetta, adversário do candidato do PL na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
Com isso, Wellington tenta evitar que a divergência regional se transforme em um rompimento mais amplo dentro da legenda. A aposta é que o diálogo e a construção de uma agenda comum possam aproximar as lideranças municipais e preservar a unidade do PL ao longo da campanha.


