Investigação aponta possível planejamento do crime e apura participação de pessoas próximas às vítimas
A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (11), a Operação Pele de Cordeiro para investigar um roubo majorado ocorrido em uma residência de Cuiabá, onde uma família foi mantida refém durante a ação criminosa. O prejuízo causado às vítimas é estimado em mais de R$ 95 mil.
Ao todo, estão sendo cumpridas 12 medidas judiciais, sendo cinco mandados de busca e apreensão, duas prisões preventivas e cinco ordens de quebra de sigilo. As determinações foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias e são executadas a partir das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital.
O crime ocorreu na madrugada de 17 de março deste ano. Por volta das 3h15, três homens armados abordaram as vítimas quando elas deixavam a residência e, na sequência, invadiram o imóvel. Depois de recolherem os bens, os criminosos levaram os familiares para uma área de mata, onde permaneceram amarrados e sob constantes ameaças.
Durante o período em que ficaram sob o domínio dos assaltantes, as vítimas foram obrigadas a realizar transferências bancárias por meio do Pix. Uma delas teria sido violentamente agredida ao tentar impedir uma das transações. Além do dinheiro transferido, os criminosos levaram ouro, celulares e outros objetos de valor.
Investigação aponta possível crime planejado
A apuração realizada pela Derf Cuiabá levantou indícios de que o assalto pode ter sido planejado previamente, com possível acesso a informações sobre a rotina da família, patrimônio e valores mantidos na residência.
Uma das principais frentes da investigação é justamente identificar se alguém próximo às vítimas teria repassado informações aos criminosos. Os investigadores também trabalham para definir a participação individual de cada suspeito, incluindo possíveis executores, pessoas responsáveis pelo suporte logístico e envolvidos na movimentação dos recursos obtidos com o roubo.
As medidas cumpridas nesta terça-feira também têm o objetivo de aprofundar a análise das comunicações e das movimentações financeiras dos investigados. Durante as buscas, os policiais procuram celulares, computadores, chips e outros dispositivos eletrônicos que possam armazenar mensagens, registros de chamadas, imagens, vídeos e contatos relacionados ao crime.
Também estão sendo procurados documentos, dinheiro, ouro e outros objetos que possam ter ligação com o assalto, além de eventuais armas e munições.
Com a operação, a Polícia Civil pretende reunir novas provas capazes de reconstruir toda a dinâmica do crime e esclarecer quem forneceu informações sobre as vítimas, quem teria planejado e executado o roubo, quem ofereceu suporte aos criminosos e quem participou da circulação ou eventual ocultação dos bens e valores subtraídos.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão da participação de cada um no crime.


