Senador registra 34% no primeiro turno e confirma posição de liderança na disputa pelo Governo de Mato Grosso
O senador Wellington Fagundes (PL) permanece na liderança da corrida pelo Governo de Mato Grosso. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) mostra o candidato com 34% das intenções de voto no cenário estimulado.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ocupa a segunda colocação, com 27%. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais.
Na sequência aparecem Natasha Slhessarenko (PSD), com 13%; Rafaell Milas (Missão), com 4%; e Sargento Laudicério (Agir), com 1%. Maurício Coelho (Mobiliza) não pontuou.
Os eleitores que disseram votar em branco ou anular o voto representam 10%. Outros 11% não souberam ou preferiram não responder.
Os números reforçam uma tendência observada ao longo da disputa: mesmo após o início oficial das campanhas, a ampliação da propaganda eleitoral e a maior exposição dos adversários, Wellington preserva sua base e continua ocupando a primeira posição.
No levantamento anterior do mesmo instituto, divulgado em agosto, Wellington também aparecia com 34%, enquanto Pivetta tinha 26%. Agora, o governador registra 27%, oscilação de apenas um ponto percentual e dentro da margem de erro.
WELLINGTON ABRE 12 PONTOS NO SEGUNDO TURNO
A vantagem do senador torna-se ainda mais expressiva nas simulações de segundo turno.
Em um confronto direto contra Otaviano Pivetta, Wellington venceria por 45% a 33%, abrindo 12 pontos percentuais sobre o atual governador. Brancos e nulos somariam 11%, mesmo percentual daqueles que não souberam ou não responderam.
Contra Natasha Slhessarenko, Wellington chegaria a 53%, diante de 27% da candidata do PSD — uma diferença de 26 pontos. Nesse cenário, brancos e nulos representariam 10%, e outros 10% não souberam responder.
Em uma eventual disputa entre Pivetta e Natasha, o governador teria 45%, contra 31% da candidata. Brancos e nulos somariam 13%, enquanto 11% permaneceriam indecisos.
Os cenários de segundo turno mostram que Wellington não apenas lidera a etapa inicial da eleição, como também demonstra capacidade de ampliar sua votação em confrontos diretos.
PIVETTA TEM A MAIOR REJEIÇÃO
A rejeição representa outro alerta para a campanha governista.
Otaviano Pivetta apresenta o maior índice entre os candidatos: 38% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma.
Natasha Slhessarenko aparece com 34%, seguida por Wellington Fagundes, com 31%. Rafaell Milas registra 23%; Sargento Laudicério, 20%; e Maurício Coelho, 19%.
Para Pivetta, portanto, o desafio não se resume a diminuir a diferença para Wellington. O governador também precisa reduzir a resistência ao seu nome, especialmente porque a rejeição elevada pode limitar seu crescimento na reta final e dificultar a conquista de novos eleitores em um eventual segundo turno.
ANÁLISE DE ALEX RABELO — A LIDERANÇA DE WELLINGTON DEIXOU DE SER CIRCUNSTANCIAL
Por Alex Rabelo — jornalista e estrategista político
Na minha avaliação, o dado mais importante desta pesquisa não está somente nos 34% registrados por Wellington Fagundes. Está na regularidade de seu desempenho.
Uma liderança pode ser tratada como circunstancial quando aparece isoladamente ou desaparece assim que a campanha começa. Não é o que os números vêm mostrando em Mato Grosso.
Wellington iniciou a disputa na frente, atravessou diferentes momentos do processo eleitoral e continua liderando mesmo após as campanhas chegarem às ruas, a propaganda eleitoral ampliar a exposição dos candidatos e os adversários intensificarem suas estratégias.
Essa estabilidade indica que existe uma base de voto mais consistente em torno de seu nome. Uma base construída por sua trajetória política, pela presença nos municípios e pela identificação com uma parcela expressiva do eleitorado mato-grossense.
Também é importante observar que Wellington não apenas conserva a liderança. Ele demonstra competitividade para além do primeiro turno.
Contra Pivetta, abre 12 pontos. Contra Natasha, a diferença chega a 26. Isso significa que, segundo o levantamento, Wellington apresenta capacidade de manter sua base e, ao mesmo tempo, atrair parte dos eleitores que hoje apoiam outros candidatos.
Pivetta enfrenta uma situação mais complexa. Mesmo ocupando o Governo do Estado e contando com a visibilidade proporcionada pelo cargo, ainda não conseguiu produzir uma mudança significativa no cenário. Além de estar sete pontos atrás no primeiro turno, aparece com a maior rejeição da disputa e perde por 12 pontos em uma simulação direta contra Wellington.
Rejeição não é um número secundário. Durante a campanha, ela funciona como uma espécie de teto eleitoral: quanto maior a resistência ao candidato, mais difícil se torna ampliar sua votação, principalmente quando a disputa se aproxima do momento decisivo.
Isso não significa que a eleição esteja definida. Pesquisa é um retrato do momento, não uma antecipação do resultado das urnas. Ainda existem 21% dos eleitores entre brancos, nulos e indecisos no cenário estimulado — um contingente suficiente para produzir movimentações importantes.
Também é necessário considerar que levantamentos realizados por institutos diferentes utilizam metodologias, amostras e períodos distintos. Por isso, não devem ser comparados como se fossem uma única série histórica. Entretanto, quando pesquisas sucessivas apontam o mesmo candidato à frente, temos uma tendência política que não pode ser ignorada.
Neste momento, Wellington Fagundes é o candidato a ser alcançado. Pivetta precisa crescer, diminuir a rejeição e apresentar ao eleitor uma razão suficientemente forte para alterar o quadro atual. Os demais candidatos precisam romper a polarização que começa a se desenhar entre os dois primeiros colocados.
A campanha ainda terá capítulos decisivos, mas a fotografia apresentada agora é objetiva: Wellington começou na frente, resistiu ao avanço da campanha e permanece liderando a disputa pelo Governo de Mato Grosso.
SOBRE A PESQUISA
O Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores de Mato Grosso. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-07156/2026.
Por Alex Rabelo
Jornalista e estrategista político | MT Urgente News