Operação Carta Contemplada 2 cumpre sete prisões e 11 buscas e mira grupo suspeito de aplicar golpes contra mais de 50 vítimas em Sinop e Sorriso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (3.9), a Operação Carta Contemplada 2 para desarticular um grupo investigado por uma série de golpes envolvendo falsas promessas de liberação de crédito em Sinop e Sorriso. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, além do sequestro de dois veículos, bloqueio de seis contas bancárias e suspensão de um site e de perfis em redes sociais ligados a uma empresa de assessoria.
A investigação aponta que o esquema funcionava desde 2022 e utilizava escritórios instalados nos dois municípios para atrair clientes. A principal estratégia de abordagem ocorria pelas redes sociais, onde as vítimas recebiam ofertas de supostos créditos para aquisição de imóveis.
Durante as negociações, os clientes eram convencidos a pagar valores de entrada com a promessa de que o crédito seria liberado em um período de 90 a 120 dias. O problema surgia após o fim do prazo: o dinheiro prometido não era disponibilizado e, ao buscar explicações, as vítimas descobriam que haviam assinado contratos de cartas de crédito em condições diferentes daquelas apresentadas inicialmente.
Segundo a Polícia Civil, mais de 50 pessoas já foram identificadas como vítimas, mas o número pode aumentar com o avanço das investigações.
A operação precisou ser antecipada depois que os investigadores descobriram que o casal apontado como líder do grupo havia comprado passagens aéreas para deixar o país. Com risco de fuga, as equipes foram mobilizadas e conseguiram localizar os dois no Aeroporto de Sinop antes do embarque.
Simultaneamente, policiais cumpriram ordens judiciais nos escritórios utilizados pelo grupo, em endereços residenciais e em outros locais relacionados aos investigados em Sinop e Sorriso. Ao final da ação, todos os alvos dos mandados de prisão foram encontrados e detidos.
A operação é conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Sinop, com apoio da Delegacia de Polícia de Sorriso. As diligências continuam para dimensionar os prejuízos causados, esclarecer a participação de cada investigado e identificar o destino dos valores pagos pelas vítimas.
A Polícia Civil também busca verificar a existência de outras vítimas e possíveis crimes relacionados ao esquema.