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PODEMOS MIRA BANCADA FORTE NA ALMT: Max lidera pesquisas e Priscila Dourado surge como aposta de crescimento no partido

Com Max Russi no comando de uma chapa competitiva e Beto Dois a Um entre os mais lembrados, Podemos trabalha para ampliar sua bancada; no interior, Priscila Dourado tenta romper a barreira regional e transformar força no Vale do Araguaia em votação estadual

A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso começa a revelar não apenas candidatos competitivos, mas também quais partidos conseguiram montar chapas com maior capacidade de somar votos em diferentes regiões do Estado.

Entre eles está o Podemos, comandado em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que chega à reta decisiva da campanha como um dos principais nomes da eleição proporcional.

A legenda trabalha com uma projeção ambiciosa. Max afirmou nesta semana que o Podemos aposta na eleição de até seis deputados estaduais, ampliando significativamente sua presença na próxima legislatura.

E os números ajudam a explicar o otimismo.

Na pesquisa espontânea mais recente do Instituto Data Index, Max aparece como o candidato a deputado estadual mais lembrado pelos eleitores, com 2,56%. Logo atrás está outro nome do Podemos, Beto Dois a Um, com 1,94%, seguido de Lúdio Cabral, com 1,88%. O levantamento ouviu 1,6 mil eleitores entre 28 e 31 de agosto e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-07360/2026.

O resultado coloca dois candidatos do mesmo partido nas duas primeiras posições e mostra a força que o Podemos conseguiu reunir na disputa pela ALMT.

MAX É O PUXADOR DA CHAPA

Deputado Max Russi lança campanha em Barra do Garças nesta segunda (14/9) -  Araguaia Notícia

Max Russi é, hoje, a principal referência eleitoral do partido.

Presidente da Assembleia Legislativa e também presidente estadual do Podemos, chega à eleição apoiado em uma extensa rede de lideranças municipais e na presença política construída em diversas regiões de Mato Grosso.

Não é uma liderança que apareceu apenas nesta campanha.

Em julho, outra pesquisa Data Index já apontava Max na primeira posição espontânea, naquele momento com 3,14% das citações.

A expectativa dentro do grupo é de que ele esteja entre os deputados estaduais mais votados do Estado.

Além disso, a eleição deste ano pode ter um significado ainda maior para seu futuro político. Durante o lançamento de sua campanha, Max afirmou que a nova Assembleia poderá ter uma renovação de cinco a dez parlamentares e reiterou a expectativa de crescimento do Podemos.

Na prática, uma votação expressiva de Max e uma bancada ampliada poderão fortalecer ainda mais sua influência dentro da política estadual.

BETO DOIS A UM REFORÇA O PODER ELEITORAL DO PARTIDO

Se Max entra como principal puxador, Beto Dois a Um oferece ao Podemos um segundo nome com desempenho forte nas pesquisas.

Com 1,94% no último Data Index, Beto aparece numericamente na segunda colocação geral, atrás somente de Max.

Ter dois candidatos nas primeiras posições é uma vantagem importante para qualquer partido em uma eleição proporcional.

Mas existe um detalhe fundamental: para transformar votos em várias cadeiras, o Podemos precisará do desempenho de toda a chapa.

E é justamente aí que começam a aparecer candidaturas que podem fazer diferença na soma final.

PRISCILA DOURADO TENTA ROMPER A BARREIRA REGIONAL

Entre os nomes observados dentro da legenda está Priscila Dourado, candidata de número 20.333, cuja candidatura consta como deferida nos dados divulgados a partir da base do TSE.

Sua trajetória eleitoral tem uma característica diferente das candidaturas mais consolidadas.

Priscila parte de uma base fortemente ligada ao Vale do Araguaia, especialmente Alto Araguaia, mas vem ampliando a campanha para outras regiões, incluindo Cuiabá.

Esse movimento pode ser decisivo.

Em uma eleição para deputado estadual, uma candidatura exclusivamente regional muitas vezes encontra um teto. Para crescer, é necessário atravessar fronteiras políticas e territoriais.

É exatamente o que Priscila tenta fazer.

Nas últimas semanas, sua agenda passou a incluir reuniões com empresários, comerciantes, representantes comerciais, lideranças comunitárias e diferentes segmentos da Capital.

A estratégia mostra uma candidata buscando transformar uma identidade regional em uma candidatura estadual.

UMA HISTÓRIA QUE ENCONTRA ESPAÇO NO COMÉRCIO

Um dos setores em que Priscila vem buscando aproximação é o comércio.

A relação não nasceu durante a campanha.

Filha de comerciantes, cresceu acompanhando o supermercado mantido pela família em Alto Araguaia e assumiu responsabilidades ainda jovem.

Atendeu clientes, participou das compras, acompanhou contas, impostos, fornecedores, representantes comerciais e a administração dos colaboradores.

Foi nessa rotina que conheceu, ainda cedo, a outra face de uma empresa: a responsabilidade de manter portas abertas, honrar compromissos e garantir renda para famílias que dependem daquele negócio.

Essa experiência passou a ocupar espaço em seu discurso político.

Segundo Priscila, comerciantes e empreendedores precisam ter uma representação mais próxima dentro da Assembleia.

“Eu sei o que é estar do outro lado do balcão porque vivi isso. Vi meus pais trabalhando, assumi responsabilidades dentro do supermercado e aprendi muito cedo que uma empresa não é somente faturamento. Tem funcionário, fornecedor, imposto, conta para pagar e famílias que dependem daquele negócio.”

A candidata afirma que a experiência despertou ainda jovem o interesse em discutir medidas que reduzam dificuldades enfrentadas por quem empreende.

DO ARAGUAIA PARA TODO MATO GROSSO

Talvez o principal desafio de Priscila nesta eleição seja justamente esse: transformar reconhecimento regional em votos espalhados pelo Estado.

Seu nome possui forte ligação com Alto Araguaia e municípios do Vale do Araguaia.

Agora, a campanha tenta entrar em Cuiabá, Várzea Grande e outros grandes colégios eleitorais sem abandonar sua origem.

Esse processo costuma ser determinante para candidatos que pretendem surpreender em eleições proporcionais.

A pergunta deixa de ser apenas “quantos votos conseguirá em sua região?” e passa a ser:

quanto conseguirá somar fora dela?

É nessa conta que Priscila pode se tornar uma peça importante para o Podemos.

A MATEMÁTICA DA CHAPA

Uma eleição proporcional possui uma dinâmica diferente das disputas para governador ou senador.

Não basta saber quem é o primeiro colocado individualmente.

Os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos ajudam a determinar quantas cadeiras o partido poderá conquistar, dentro das regras do sistema proporcional.

É por isso que Max trabalha para montar uma bancada numerosa.

O Podemos atravessou a janela partidária reforçado, com filiações de deputados e prefeitos, e chegou a projetar mais de 400 mil votos para a legenda na disputa estadual.

No lançamento recente da campanha, a expectativa passou a ser de até seis cadeiras.

Para chegar lá, Max e Beto terão papel fundamental.

Mas não conseguirão fazer isso sozinhos.

Será necessário que a chamada faixa intermediária da chapa também produza votações expressivas.

É exatamente nesse grupo que Priscila tenta avançar.

PRISCILA PODE SER UMA DAS SURPRESAS DO PODEMOS?

Ainda não há pesquisa pública recente que sustente afirmar que Priscila esteja entre os primeiros colocados da disputa estadual.

Esse cuidado é importante.

Mas também seria um erro analisar uma eleição proporcional somente pelas pesquisas espontâneas estaduais.

Candidaturas regionais costumam ter percentuais pequenos quando diluídas numa amostra de todo Mato Grosso, mesmo quando possuem concentração significativa de votos em determinados municípios.

Por isso, o que pode ser observado neste momento é a movimentação política.

Priscila vem ampliando agendas.

Vem saindo de sua região.

Vem buscando novos segmentos.

E está dentro de uma chapa que possui dois dos candidatos mais lembrados desta eleição.

Esses fatores não garantem eleição.

Mas ajudam a colocar seu nome entre aqueles que merecem acompanhamento nesta reta final.

O DESAFIO DE MAX É TRANSFORMAR FORÇA INDIVIDUAL EM BANCADA

Max Russi já demonstrou possuir força própria.

Agora, sua grande missão política é outra.

Transformar sua liderança eleitoral em uma bancada grande.

Se o Podemos conseguir eleger cinco ou seis parlamentares, Max sairá desta eleição não apenas com um novo mandato, mas comandando uma das principais forças dentro da Assembleia Legislativa.

Beto Dois a Um aparece como peça importante nesse projeto.

E candidaturas como a de Priscila Dourado podem definir até onde essa chapa conseguirá chegar.

Porque eleição proporcional é assim:

o líder abre caminho, mas é a força do conjunto que define quantos atravessam a porta.

UMA ELEIÇÃO PARA FICAR DE OLHO

A campanha ainda tem muito chão pela frente.

Max aparece hoje como favorito a uma grande votação.

Beto confirma sua competitividade.

E Priscila tenta fazer aquilo que muitas candidaturas precisam fazer nas semanas finais: romper sua fronteira original e conquistar novos públicos.

Se conseguirá transformar essa movimentação em votos suficientes para chegar à Assembleia, somente as urnas dirão.

Mas dentro de uma chapa que pretende ampliar significativamente sua representação, seu desempenho pode se tornar importante não apenas para sua candidatura, mas para o projeto eleitoral de todo o Podemos.

No dia da votação, a disputa dentro da legenda também terá uma pergunta interessante:

além de Max e Beto, quem serão os nomes capazes de crescer na reta final e ajudar o Podemos a conquistar as vagas que projeta?

Priscila Dourado trabalha para estar entre eles.

MT Urgente News
Eleições 2026 | Política em Mato Grosso

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Alex Rabelo de Araújo
Jornalista — DRT 3336

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