Cinco candidatos participaram do confronto na TV Vila Real, que teve como principais temas o Supremo Tribunal Federal, alianças políticas, segurança pública e relações com os governos Lula e Bolsonaro
O primeiro debate televisionado entre candidatos ao Senado por Mato Grosso foi marcado por confrontos diretos, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e divergências sobre alianças e posicionamentos políticos. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (17), pela TV Vila Real, e reuniu José Medeiros (PL), Antônio Galvan (Avante), Margareth Buzetti (PP), Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB).
Dividido em quatro blocos, o debate abriu espaço para perguntas entre os próprios candidatos e colocou em evidência temas nacionais e estaduais. Entre os assuntos mais recorrentes estiveram a atuação do STF, a relação entre o Senado e o Judiciário, segurança pública, agronegócio, política externa e as alianças construídas pelos candidatos ao longo de suas trajetórias.
Carlos Fávaro esteve entre os principais alvos dos questionamentos. Antônio Galvan e José Medeiros fizeram críticas à aproximação do senador com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à sua atuação política após ter integrado o governo federal como ministro da Agricultura. Medeiros também fez referência à relação de Fávaro com movimentos ligados à esquerda. Fávaro rebateu as críticas e afirmou que sua atuação no Senado é orientada por decisões que considera de interesse do país e da população.
O STF ocupou parte significativa do confronto. Os candidatos discutiram a possibilidade de impeachment de ministros, os limites da atuação da Corte e o papel do Senado na fiscalização do Judiciário. Fávaro defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas e afirmou que considera possível a abertura de processo contra o ministro Alexandre de Moraes. Medeiros e Buzetti também cobraram posicionamentos mais claros dos adversários sobre a atuação do Supremo.
Outro momento de forte divergência ocorreu durante a discussão sobre política internacional. Fávaro fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto Galvan defendeu a postura do norte-americano e apresentou críticas à condução da política brasileira. A relação do Brasil com Estados Unidos e China também esteve entre os temas abordados pelos candidatos.
A pandemia da Covid-19 também entrou no debate. Galvan fez uma afirmação sobre a origem da pandemia que foi apresentada durante o confronto como parte de sua argumentação política. O tema gerou repercussão entre os participantes.
Margareth Buzetti, por sua vez, questionou o excesso de ataques pessoais e cobrou maior espaço para a apresentação de propostas. A candidata destacou temas relacionados à segurança pública e ao combate à violência contra a mulher, enquanto os demais participantes também apresentaram diferentes propostas para áreas como infraestrutura, agronegócio e enfrentamento ao crime organizado.
O debate também foi marcado pela ausência de dois candidatos convidados. Mauro Mendes (União) não participou porque cumpria agenda de campanha no interior de Mato Grosso ao lado do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos). Janaina Riva (MDB) também não compareceu. As ausências foram mencionadas diversas vezes pelos participantes ao longo do programa.
Com os cinco candidatos presentes, o encontro terminou concentrado nas diferenças políticas e nas estratégias de atuação no Senado. O confronto também serviu para expor posições distintas sobre o STF, segurança pública, relações internacionais, agronegócio e alianças políticas, temas que devem continuar presentes na disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal.