Candidato ao Governo de Mato Grosso afirma que medidas de proteção social devem ser ampliadas e evita classificar reajuste de 15% como eleitoreiro
O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), declarou apoio ao reajuste de 15% no Bolsa Família concedido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a 17 dias do primeiro turno das eleições. Ao comentar a medida, o candidato evitou classificá-la como eleitoreira e afirmou que também defende a ampliação do salário mínimo.
Segundo Wellington, diante do cenário de pobreza e dos problemas relacionados à segurança pública, é necessário manter políticas voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Ele também citou a ampliação do auxílio emergencial durante a pandemia da Covid-19, quando o benefício passou de R$ 300 para R$ 600, e afirmou que, em sua avaliação, os valores destinados à população que necessita de assistência social devem ser ampliados.
“É essa a atitude que nós tivemos quando éramos governo e nós queremos que aumente mais, porque as pessoas estão precisando”, afirmou.
A declaração de Wellington contrasta com o posicionamento de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. Ao comentar o reajuste, Flávio classificou a medida como um “ato de desespero” e afirmou que Lula estaria tentando “comprar o voto das pessoas mais pobres”.
As declarações evidenciam posições distintas entre os dois candidatos do PL em relação ao reajuste do principal programa de transferência de renda do governo federal.