Equipes atuam em dez municípios, com reforço de estruturas aéreas e órgãos de segurança; uso irregular do fogo segue proibido no Estado
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) mantém, neste domingo (27.9), equipes mobilizadas no combate a 12 incêndios florestais registrados em dez municípios do Estado. As ocorrências estão distribuídas entre Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Novo Mundo, Rondonópolis, Ribeirão Cascalheira, Ponte Branca, Nossa Senhora do Livramento, Paranatinga, Juara e Novo Santo Antônio.
Marcelândia e Peixoto de Azevedo concentram o maior número de ocorrências, com dois incêndios em cada município. Nas demais localidades, os bombeiros realizam ações de combate direto, controle das chamas e contenção da propagação do fogo, com estratégias definidas de acordo com as características de cada ocorrência.
As operações contam, conforme a necessidade, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada busca ampliar a capacidade de resposta e reduzir os impactos dos incêndios sobre a população, propriedades rurais e o meio ambiente.
Focos de calor
Dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 59 focos de calor em Mato Grosso nas 24 horas anteriores à última atualização, realizada às 17h. Segundo os dados do satélite de referência Aqua Tarde, foram identificados 30 focos na Amazônia e 29 no Cerrado.
Nas Terras Indígenas, foram registrados seis focos de calor: três na Terra Indígena Wedezé, em Cocalinho; um na Terra Indígena Bakairi, em Paranatinga; um na Terra Indígena Manoki, em Brasnorte; e um na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.
O CBMMT reforça que a identificação de um foco de calor por satélite não significa, necessariamente, a existência de um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada que pode ou não estar relacionada à presença de fogo. A ocorrência de incêndios costuma ser verificada a partir da análise conjunta dos focos e das condições observadas em campo.
No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar diretamente nessas áreas.
Monitoramento e fiscalização
Além das ações de combate, o Corpo de Bombeiros realiza o monitoramento do uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. O trabalho é coordenado pela Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
A operação utiliza imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas para identificar áreas com risco de incêndio ou onde o fogo tenha sido iniciado de maneira irregular. A estratégia permite atuar tanto na prevenção quanto na identificação de possíveis responsáveis por infrações ambientais.
Desde o início do período proibitivo para o uso do fogo, o CBMMT já registrou atuação na extinção de incêndios em diversos municípios mato-grossenses, entre eles Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
O uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano.
Além de representar risco à segurança da população, à saúde e ao meio ambiente, o uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas na legislação. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.