Os moradores dos residenciais Villas das Minas e Lavras do Sutil I e II agradeceram as articulações do deputado estadual Max Russi (Pode), candidato à reeleição, para impedir o despejo de centenas de famílias que vivem nos condomínios, na região do Porto, em Cuiabá. Durante reunião de campanha realizada na noite de domingo (27), o parlamentar reafirmou o compromisso de continuar acompanhando o caso e buscar alternativas para que o impasse envolvendo os imóveis seja definitivamente solucionado. “Eu como presidente da Assembleia tenho que usar a minha influência para ajudar as pessoas. Foi isso que eu fiz aqui, como fiz em tantos outros lugares. Nós ganhamos uma luta, mas não a guerra. Precisamos pensar em novas estratégias para avançar. Têm condições da gente buscar recursos do governo do Estado, eu já falei com o governador Otaviano Pivetta. Se precisar mudar a legislação do Estado, eu ajudo com a mudança para que isso seja possível”, afirmou o deputado. A atuação de Max no caso começou em abril deste ano, quando o parlamentar foi pessoalmente aos condomínios após os moradores receberem a notícia de que poderiam ser retirados dos imóveis. O conflito tem origem na falência da Trese Construtora e Incorporadora Ltda. e se agravou depois que a empresa Trunk Gestão Empresarial arrematou os empreendimentos em leilão judicial. Na época, decisão da 1ª Vara Cível de Cuiabá reconheceu o direito da empresa à posse dos imóveis e autorizou o cumprimento dos mandados, inclusive com uso de força policial e arrombamento em caso de resistência. A medida provocou apreensão entre famílias que afirmam ter adquirido os apartamentos de boa-fé e vivem nos residenciais há décadas. Diante da situação, Max acionou a Corregedoria-Geral da Justiça e pediu formalmente a suspensão das desocupações. A solicitação foi acolhida e, em abril, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, recomendou a suspensão do despejo e o encaminhamento do caso para análise da Comissão Regional de Soluções Fundiárias. Posteriormente, a Justiça também autorizou a continuidade do processo de regularização fundiária dos imóveis. Meses depois, os moradores aproveitaram o retorno do deputado aos residenciais para agradecer a atuação naquele momento de incerteza. “Estou muito feliz e satisfeita com o trabalho do deputado Max Russi, se não fosse ele a gente estaria fora da nosssa moradia. Ele teve muita vontade de nos fortalecer, a gente estava desesperado, sem saber o que fazer”, relatou Elen Regina de Almeida Lopes, que mora há 23 anos no condomínio Lavras do Sutil I. “Eu já estava muito desacreditada. Muita pressão, falavam que iam despejar e eu paguei, comprei na planta, paguei, foi uma luta. O Max foi um anjo enviado por Deus. Nós sairemos vitoriosos se Deus quiser”, completou Arlinda Almeida Silva que adquiriu um dos apartamentos há 30 anos.
Justiça derruba quórum de dois terços para mudanças no Regimento da Câmara de Cuiabá
Decisão permite que o Projeto de Resolução nº 31.173/2026 seja votado por maioria dos vereadores e abre caminho para alteração da regra que impede a reeleição da presidência da Casa. O juiz Luís Aparecido Bortolussi Junior, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, concedeu mandado de segurança para afastar a regra que exige quórum de dois terços dos vereadores para alterações no Regimento Interno da Câmara Municipal de Cuiabá. Com a decisão, fica afastada a exigência que impedia a votação do Projeto de Resolução nº 31.173/2026, que prevê justamente a alteração dessa regra no texto do regimento. A decisão atende a pedido do vereador Wilson Kero Kero (Democratas). Com a decisão, fica aberto o caminho para que a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), altere o regimento e permita sua própria tentativa de reeleição ao cargo, atualmente proibida pelas regras internas. Com a exigência de dois terços, Paula precisaria de 18 votos para alterar o regimento. Com a nova decisão, são necessários 14 votos, desde que presente a maioria absoluta dos vereadores. A movimentação, que contou com interferência direta do prefeito Abilio Brunini (PL), provocou um racha na Câmara Municipal, que passou a ter dois grupos. Ilde Taques (Podemos) lidera o bloco de oposição a Paula Calil. Já Dilemário Alencar (União), que deixou o cargo de líder do prefeito e afirma ter sido traído por Abilio e Paula, não conseguiu viabilizar seu projeto para disputar a presidência e segue isolado. O Projeto de Resolução nº 31.173 deveria ter sido votado no dia 16 de julho, mas isso não ocorreu após uma decisão do desembargador Mário Kono que proibiu a votação. Leia também – Decisão judicial suspende votação sobre mudança no Regimento da Câmara de Cuiabá No processo, o parlamentar alegou que a exigência de um número tão elevado de votos contraria o que está previsto na Lei Orgânica do Município, na Constituição do Estado de Mato Grosso e na Constituição Federal. Uma decisão anterior havia determinado a suspensão da votação da proposta até que houvesse uma decisão definitiva do Judiciário. O vereador também citou que a própria Prefeitura de Cuiabá, embora não tenha relação direta com o funcionamento do Poder Legislativo, acionou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para questionar essas previsões do regimento interno da Câmara. O Ministério Público, por sua vez, manifestou-se favoravelmente ao pedido do parlamentar e à alteração do regimento. Na decisão, o magistrado ressaltou a independência entre os Poderes e afirmou que sua atuação não tem o objetivo de conduzir os trabalhos legislativos, mas de compatibilizar as normas do ordenamento jurídico aplicáveis ao processo legislativo. Além disso, destacou ser de competência privativa da Câmara Municipal promover alterações em seu próprio regimento. Ressaltou, porém, que essa autonomia deve ser exercida em conformidade com a legislação vigente. “Tal atribuição assegura autonomia para disciplinar a organização dos trabalhos, a tramitação das proposições, os debates, as votações e os demais aspectos próprios da atividade parlamentar, mas deve ser exercida dentro dos limites traçados pelas normas superiores”, disse o magistrado. Em sua argumentação, o juiz citou decisão anterior da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT. Na ocasião, os desembargadores entenderam que não seria possível aprovar uma alteração no regimento por maioria simples dos votos. Nesse sentido, o magistrado de primeira instância avaliou que o TJ havia aplicado a própria norma prevista no regimento, que exige quórum de dois terços. Dessa forma, o descumprimento da regra poderia resultar na nulidade da decisão. O magistrado ponderou, contudo, que aquele julgamento tratava da validade do procedimento adotado, enquanto o processo atual questiona a validade da própria norma que estabelece o quórum de dois terços, à luz da Lei Orgânica do Município, da Constituição Federal e das demais normas aplicáveis. “O dispositivo constitucional estabelece que, salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa do Congresso Nacional e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros, servindo como referência do modelo constitucional de deliberação parlamentar, mas a solução concreta encontra fundamento suficiente na própria disciplina normativa municipal”, diz trecho da sentença. O juiz também citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que anularam legislações do Distrito Federal e de Rondônia que desrespeitaram essa normativa federal. Para o magistrado, a autonomia normativa da Câmara não é suficiente para prevalecer sobre normas superiores, uma vez que todos os Poderes estão submetidos à Constituição Federal. O juiz destacou ainda que o próprio Regimento Interno da Câmara de Cuiabá estabelece o compromisso de que seu funcionamento e o processo legislativo estejam condicionados às Constituições Federal e Estadual e à Lei Orgânica do Município. “Diante do exposto, concedo a segurança, com resolução do mérito, para confirmar a medida liminar anteriormente deferida (ID. 241156427) e determinar à autoridade coatora que, na tramitação e deliberação do Projeto de Resolução nº 31.173/2026, afaste a exigência do quórum qualificado de dois terços prevista no art. 177, inciso XIII, do Regimento Interno da Câmara Municipal de Cuiabá, observando-se, quanto ao número de votos necessário à aprovação, a regra estabelecida pelo art. 9º da Lei Orgânica do Município de Cuiabá, segundo a qual a deliberação será tomada por maioria de votos, presente a maioria absoluta dos membros da Câmara”, conclui a sentença.
A ÚLTIMA CORRIDA MALUCA: A BANDEIRADA ESTÁ CHEGANDO E MT TEM CARRO COLADO, TURBO LIGADO E PILOTO PROCURANDO O BOX
Quaest mostra Pivetta com 29%, Wellington com 27% e Natasha com 11%; com 35% dizendo que ainda podem mudar o voto, a última volta promete movimentação Atenção, senhores passageiros… quer dizer, eleitores! A última volta começou em Mato Grosso. Depois de meses de campanha, alianças, mudanças de estratégia, debates, vídeos, pesquisas e muito combustível queimado, os candidatos entram nos quilômetros finais da Corrida Maluca das Eleições 2026. E o painel da última Quaest mostra que, na disputa pelo Governo, dois carros chegam praticamente emparelhados. 🏎️ Pivetta: 29% 🏎️ Wellington: 27% 🏎️ Natasha: 11% 🏎️ Laudicério: 2% 🏎️ Maurício Coelho: 2% 🏎️ Rafaell Milas: 1% Brancos, nulos ou quem afirma que não vai votar somam 22%, e 6% estão indecisos. Mas atenção para a luz amarela piscando no painel: 35% dizem que ainda podem mudar de candidato. Traduzindo para o automobilismo eleitoral: tem muito eleitor esperando a última curva para decidir em qual carro vai embarcar. CARRO 10 — PIVETTA: O CARRO DA CONTINUIDADE Pivetta chega numericamente na frente. Saiu de 23% para 29% entre as duas rodadas da Quaest. No adesivo principal do carro está escrito: CONTINUIDADE. Pivetta foi vice de Mauro Mendes desde 2019 e assumiu definitivamente o Governo em 2026. Por isso, sua campanha associa sua candidatura às realizações e aos resultados da administração da qual participou. É como se Mauro tivesse levado o carro durante boa parte do campeonato e agora entregasse o volante: — Vai, Pivetta. Agora é contigo! Só que eleição tem dessas. Não basta mostrar o carro que recebeu. O candidato também precisa apresentar ao eleitor qual será sua própria direção. E essa talvez seja uma das questões políticas da reta final: quanto da avaliação do governo anterior será transferido eleitoralmente para Pivetta e quanto dependerá da construção de uma identidade própria. A Quaest registra que 61% dizem que Mauro Mendes merece eleger um sucessor, enquanto 22% respondem que não. Ou seja: existe combustível no tanque da continuidade. A pergunta é quanto desse combustível chega efetivamente às urnas. CARRO 22 — WELLINGTON: TOMOU CHUVA, PEGOU BURACO E CONTINUA NA RETA Do outro lado aparece Wellington Fagundes. Se fosse desenho animado, provavelmente seu carro chegaria à última volta com fita adesiva no para-choque, retrovisor balançando e alguém gritando pelo rádio: — Wellington, o carro ainda está inteiro? E ele responderia: — Está andando? Então acelera! Wellington tinha 27% em agosto. Agora? 27% novamente. Não avançou numericamente nessa comparação, mas também não recuou e aparece dois pontos atrás de Pivetta — diferença inferior à margem de erro da pesquisa. Sua campanha passou por disputas políticas e rearranjos de alianças, enquanto Wellington manteve sua candidatura identificada com o PL e com seu posicionamento de oposição ao grupo que administra Mato Grosso. Só que há uma luz vermelha no painel: 33% dizem conhecer Wellington e não votar nele. Para Pivetta, esse indicador é de 20%. Portanto, além de procurar novos votos, Wellington chega à última volta tendo também o desafio de ampliar sua aceitação entre eleitores que já o conhecem. CARRO 55 — NATASHA: “SEGURA QUE EU AINDA ESTOU NA PISTA!” E quando todo mundo olha apenas para os dois carros da frente… VRUUUUM! Surge Natasha pelo retrovisor. Ela passou de 8% para 11% entre as duas pesquisas. Continua numericamente atrás dos dois primeiros, mas chega à reta final tentando ampliar seu espaço justamente quando parte do eleitorado ainda admite rever sua escolha. Na nossa Corrida Maluca, Natasha seria aquela piloto avisando pelo rádio: — Não guarda o capacete ainda, não! O desafio está nos números: transformar crescimento em votos suficientes para reduzir uma distância ainda significativa para Pivetta e Wellington. 🔧 E O RESTANTE DO GRID? Laudicério aparece com 2%. Maurício Coelho, 2%. Rafaell Milas, 1%. Continuam oficialmente na corrida. Mas olhando apenas a fotografia da Quaest, a disputa pelo Governo chega aos quilômetros finais com Pivetta e Wellington numericamente à frente e Natasha atrás deles. E aí aparece o personagem mais importante desta história. O ELEITOR QUE AINDA ESTÁ ESCOLHENDO O CARRO Esse sujeito passou a corrida inteira olhando. Viu carro verde. Viu carro azul. Viu carro rosa. Viu ultrapassagem. Viu discussão nos boxes. Viu vídeo no Instagram. Viu santinho. Viu candidato tomando café, andando em feira, abraçando eleitor e quase aprendendo a dançar para o Reels. E ainda responde: — Calma… estou pensando. Na pesquisa estimulada, 6% aparecem indecisos. Mais importante para a reta final: 35% afirmam que ainda podem mudar o voto. É por isso que ninguém pode tratar essa última volta como mera formalidade. 🏎️ E NO SENADO? AÍ TEM DUAS VAGAS NO PÓDIO A Corrida Maluca muda completamente quando entramos na pista do Senado. São duas vagas. No consolidado apresentado no material da Quaest usado nesta análise, o grid aparece assim: Mauro Mendes: 27% Janaina Riva: 19% José Medeiros: 9% Pedro Taques: 9% Carlos Fávaro: 8% Antônio Galvan: 2% Margareth Buzetti: 1% Coronel Darwin: 1% Professor Nelson Ferreira: 1% E 18% aparecem indecisos. Aqui não adianta perguntar apenas: — Quem está na frente? A pergunta correta é: — Quem consegue ocupar as duas vagas? Mauro e Janaina aparecem numericamente nas primeiras posições, enquanto Medeiros, Taques e Fávaro formam um grupo mais próximo entre si atrás deles. Na Corrida Maluca, seria aquela cena clássica: Mauro olhando pelo retrovisor. Janaina acelerando. Medeiros tentando encontrar espaço. Taques chegando por um lado. Fávaro tentando aparecer pelo outro. E o narrador quase perdendo a voz: — TEM TRÊS CARROS QUERENDO PASSAR NO MESMO LUGAR! 😂 🏁 AGORA NÃO TEM MAIS VOLTA DE AQUECIMENTO Chegamos ao ponto em que pesquisa é fotografia, não resultado. No Governo, a Quaest registra 29% a 27% entre os dois primeiros. Natasha aparece com 11%. E uma parcela relevante do eleitorado ainda admite mudar sua escolha. No Senado, são duas vagas e vários candidatos tentando conquistar espaço nesta reta final. Agora vem debate. Vem agenda. Vem vídeo. Vem corte de rede social. Vem apoio de última hora. Vem candidato acelerando. E provavelmente vem mecânico eleitoral pedindo: — Pelo amor de Deus, não
Wellington aposta em “voto silencioso” e acusa pressão sobre prefeitos e servidores
Candidato ao Governo afirma que lideranças municipais estariam sendo pressionadas por meio de convênios e repasses estaduais para apoiar Otaviano Pivetta O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou nesta segunda-feira (28) acreditar que o chamado “voto silencioso” poderá alterar o resultado das urnas. Segundo ele, servidores públicos e lideranças municipais estariam evitando declarar publicamente sua preferência eleitoral devido a supostas pressões políticas. Fagundes afirmou que prefeitos do interior estariam sendo pressionados a apoiar o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), sob o risco de perder ou ter recursos de convênios estaduais comprometidos. “Há pressão em cima das lideranças. Assinaram o convênio com os prefeitos e falaram: ‘se você não apoiar, você não receberá o convênio’”, relatou o senador a jornalistas. De acordo com Fagundes, alguns prefeitos teriam relatado a ele que estariam mantendo uma postura pública favorável a Pivetta por receio de retaliações, mas que, no momento da votação, poderiam optar por outro candidato. O senador classificou a prática, caso confirmada, como abuso de poder político. O termo “voto silencioso” é utilizado para definir situações em que o eleitor não revela publicamente sua intenção de voto. Fagundes afirmou que esse comportamento poderia fazer com que sua votação nas urnas fosse diferente dos percentuais apresentados atualmente pelas pesquisas eleitorais. As acusações de pressão sobre prefeitos, porém, já foram negadas por Pivetta. O cenário também envolve prefeitos filiados ao próprio PL que declararam apoio à candidatura do governador. Entre eles estão Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis. A disputa entre os dois candidatos também tem provocado divergências dentro do PL, com parte dos prefeitos da legenda declarando apoio à reeleição de Pivetta, apesar de Wellington ser o candidato oficial do partido ao Governo. Fagundes encerrou a declaração reforçando a acusação de que haveria condicionamento político na liberação de recursos. “Eles exigem que todos os prefeitos têm que apoiar, que senão não vai pagar o convênio. Sabe o que é isso? Abuso de poder político”, afirmou.
Mauro Mendes aparece com 36% no primeiro voto para o Senado, aponta Veritá
Janaina Riva registra 19,9%, seguida por Carlos Fávaro, com 17,7%, e José Medeiros, com 15,6%; levantamento ouviu 1.220 eleitores em Mato Grosso O ex-governador Mauro Mendes (União) aparece com 36% dos votos válidos no primeiro voto para o Senado em Mato Grosso, segundo pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta segunda-feira (28). Na sequência, aparecem a deputada estadual Janaina Riva (MDB), com 19,9%; o senador Carlos Fávaro (PSD), que busca a reeleição, com 17,7%; e o deputado federal José Medeiros (PL), com 15,6%. O levantamento mostra uma diferença de 4,3 pontos percentuais entre Janaina Riva, segunda colocada, e José Medeiros, quarto colocado. O produtor rural Antônio Galvan (Avante) registra 3,8% nesse recorte. A pesquisa também avaliou o segundo voto para o Senado. Mauro Mendes aparece com 23,2%, enquanto José Medeiros registra 22,9%. Janaina Riva soma 15,1%, Pedro Taques (PSB), 10%, e Carlos Fávaro, 7,3%. Outros candidatos, além de eleitores que não souberam ou não responderam e votos brancos e nulos, representam 26,8%. Como Mato Grosso elegerá dois senadores em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Por isso, o instituto apresenta separadamente os resultados referentes ao primeiro e ao segundo voto. O levantamento também reúne as duas escolhas em um resultado consolidado: Mauro Mendes soma 55,6% das menções, José Medeiros 36,1%, Janaina Riva 32,9%, Carlos Fávaro 23,5%, Pedro Taques 10,8% e Antônio Galvan 9,6%. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 24 de setembro, com 1.220 eleitores de Mato Grosso, e encomendada pelo Sistema de Comunicação Pantanal/Rede Brasil de Televisão. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-09975/2026 e BR-04418/2026.
A SEIS DIAS DA ELEIÇÃO, MT LIDERA INDECISÃO PARA GOVERNADOR E RETA FINAL PODE MUDAR DISPUTA
Quaest aponta que 65% dos eleitores mato-grossenses não citam espontaneamente um candidato ao Governo; na estimulada, Pivetta tem 29%, Wellington 27% e Natasha 11%. Para Alex Rabelo, reta final será uma disputa por atenção, confiança e capacidade de transformar exposição em voto. A apenas seis dias do primeiro turno das eleições de 2026, Mato Grosso apresenta um dado que ajuda a dimensionar a importância da última semana de campanha: 65% dos eleitores não souberam citar espontaneamente um nome para governador, segundo levantamento Quaest. O percentual é o maior entre os estados destacados na rodada nacional de pesquisas divulgadas pelo instituto entre os dias 21 e 26 de setembro. Na pesquisa espontânea — quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos — o cenário de Mato Grosso é: Otaviano Pivetta (Republicanos): 16% Wellington Fagundes (PL): 9% Doutora Natasha: 4% Branco/nulo/não vai votar: 4% Indecisos: 65% Os demais candidatos aparecem com 0% após arredondamento. Apesar do número elevado, houve redução significativa da indefinição. Na rodada anterior, realizada em agosto, 78% estavam indecisos na espontânea. Agora são 65%. ESTIMULADA MOSTRA UMA ELEIÇÃO MUITO MAIS DEFINIDA Existe, entretanto, uma diferença fundamental. Quando a Quaest apresenta os nomes dos candidatos aos entrevistados, a chamada pesquisa estimulada, o número de indecisos despenca para 6%. Nesse cenário: Pivetta: 29% Wellington: 27% Natasha: 11% Sargento Laudicério: 2% Maurício Coelho: 2% Rafaell Milas: 1% Branco/nulo/não vai votar: 22% Indecisos: 6% Com margem de erro de três pontos percentuais, Pivetta e Wellington estão tecnicamente empatados. Portanto, é preciso cuidado ao interpretar os 65%. O dado não significa que 65% necessariamente chegarão às urnas sem qualquer preferência. Ele revela que uma parcela muito grande do eleitorado ainda não menciona espontaneamente um candidato quando nenhum nome é apresentado. E existe outro número talvez ainda mais importante para entender a reta final. Para 64%, a escolha já é definitiva. Mas 35% afirmam que ainda podem mudar o voto até a eleição de 4 de outubro. Isso representa um contingente relevante de eleitores ainda potencialmente aberto à movimentação da última semana. ANÁLISE | POR ALEX RABELO A eleição entra agora na disputa pela memória do eleitor Na minha análise, esses números mostram por que os últimos dias podem ser tão importantes em Mato Grosso. Existe uma diferença enorme entre o eleitor reconhecer um candidato quando vê seu nome e lembrar espontaneamente dele quando perguntado em quem pretende votar. E é justamente aí que entra a comunicação política. Nos próximos seis dias, os candidatos não disputam somente agenda, bandeirada, reunião ou espaço na televisão. Eles disputam atenção. Disputam quem consegue entrar na conversa das famílias. Quem aparece nos grupos de WhatsApp. Quem produz o corte de debate que circula no dia seguinte. Quem consegue transformar uma entrevista em assunto. E, principalmente, quem consegue fazer o eleitor associar rapidamente nome, número, proposta e posicionamento. PIVETTA E WELLINGTON TÊM DESAFIOS DIFERENTES Pivetta chega numericamente à frente na estimulada, com 29%, depois de ter 23% na rodada anterior. Seu desafio é transformar a condição de governador e a ligação com o grupo que comandou Mato Grosso nos últimos anos em uma mensagem clara de continuidade. Ao mesmo tempo, precisa consolidar uma identidade própria diante do eleitor. Wellington aparece com 27%, exatamente o mesmo percentual registrado na rodada anterior. Seu desafio é diferente: apresentar-se como alternativa ao grupo governista e, ao mesmo tempo, ampliar sua lembrança espontânea — hoje em 9%. Nenhum desses desafios pode ser resolvido apenas com volume de propaganda. Comunicação eficiente não é simplesmente aparecer mais. É ser lembrado pelo motivo certo. Natasha, por sua vez, avançou de 8% para 11% na estimulada e de 1% para 4% na espontânea, movimentos numéricos que também colocam sobre sua campanha a necessidade de aproveitar intensamente os últimos dias. DEBATES PODEM GANHAR AINDA MAIS IMPORTÂNCIA É por isso que os debates e entrevistas desta última semana merecem atenção. Com 35% dizendo que ainda podem mudar de voto, uma boa ou má participação pode ganhar repercussão muito além da audiência ao vivo. Hoje, o debate não termina quando as câmeras são desligadas. Uma resposta de 30 segundos pode virar Reels, TikTok, Shorts, circular no WhatsApp e alcançar milhares de pessoas no dia seguinte. O mesmo vale para um erro. A eleição de 2026 mostra cada vez mais que o debate acontece na televisão, mas a repercussão acontece no celular. 65% É UM ALERTA PARA TODAS AS CAMPANHAS O dado da espontânea talvez seja o maior alerta dessa reta final. Se 65% não conseguem citar espontaneamente um candidato, ainda existe uma batalha enorme por lembrança, consolidação e mobilização. Não significa que todo esse eleitorado esteja disponível para qualquer candidato, nem permite concluir para onde esses votos irão. Mas demonstra que, mesmo a poucos dias da urna, parte relevante do eleitorado ainda não consolidou espontaneamente um nome. Por isso, considero que a última semana será muito menos sobre inventar uma campanha nova e muito mais sobre consolidar aquilo que cada candidato tentou construir até agora. Quem é? O que representa? Por que está disputando? E o que pretende fazer? Se o eleitor não consegue responder rapidamente a essas perguntas, existe um problema de comunicação. A pesquisa mostra a fotografia de hoje. A urna mostrará quem conseguiu transformar presença, lembrança e confiança em voto. SOBRE A PESQUISA EM MATO GROSSO A Quaest ouviu 804 eleitores de Mato Grosso com 16 anos ou mais entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) e registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-08098/2026 e BR-09594/2026. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
O VOTO É INDIVIDUAL. MAS A ESCOLHA É REALMENTE SUA?
Chega o período eleitoral e, de repente, política está em todo lugar; está no celular, no trabalho, na mesa de almoço, no grupo da família, na conversa entre amigos e até naquele encontro em que ninguém pretendia falar sobre o assunto. Cada pessoa tem sua preferência, suas convicções, suas decepções e suas esperanças, e isso faz parte da democracia. O problema começa quando a opinião deixa de ser opinião e se transforma em pressão, quando alguém acredita que, além de escolher o próprio voto, também tem o direito de controlar a escolha do outro; pode ser o patrão, um conhecido, alguém da própria família, uma liderança ou qualquer pessoa que tente ultrapassar a linha entre convencer e constranger. É justamente aí que o Direito precisa ser lembrado, o voto é individual, secreto e deve representar uma escolha livre do eleitor. Ninguém precisa provar em quem votou, ninguém deve ser obrigado a fotografar a urna para demonstrar sua escolha; aliás, celulares, câmeras e outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto não podem ser levados à cabine de votação, regra que existe justamente para preservar a liberdade e o segredo daquele momento. E há uma razão muito importante para isso: imagine se alguém pudesse exigir uma fotografia do voto para comprovar que uma promessa foi cumprida, que uma ameaça foi obedecida ou que determinada vantagem foi correspondida; o que deveria ser uma escolha livre deixaria de ser liberdade. A democracia não protege apenas o direito de votar, ela protege o direito de escolher sem medo. Por isso, oferecer ou prometer vantagem em troca de voto, assim como utilizar violência ou grave ameaça para interferir na escolha do eleitor, pode trazer consequências previstas na legislação eleitoral. E aqui é preciso fazer uma distinção importante: conversar sobre política não é crime, tentar convencer alguém também não; defender uma candidatura, discordar de outra pessoa e manifestar uma preferência fazem parte do processo democrático, o que não pode acontecer é transformar influência em imposição. Existe uma enorme diferença entre dizer “eu penso assim” e dizer “você precisa votar assim”, especialmente quando essa segunda frase vem acompanhada de ameaça, vantagem, medo, dependência ou algum tipo de constrangimento. Talvez esse seja um dos maiores exercícios de respeito que uma eleição pode nos ensinar: aceitar que alguém próximo de nós possa olhar para os mesmos problemas e chegar a uma conclusão diferente. E quando essa pressão ultrapassa o limite? É nesse momento que muita gente não sabe o que fazer, por isso, se houver ameaça, constrangimento, promessa de vantagem, cobrança para comprovar o voto ou outra situação que possa comprometer a liberdade de escolha, é importante não agir por impulso; mensagens, áudios, fotografias, documentos e outros elementos relacionados ao fato podem ser relevantes para esclarecer posteriormente o que aconteceu. A Justiça Eleitoral também disponibiliza canais para comunicação de possíveis irregularidades, e a legislação prevê mecanismos destinados justamente à proteção da liberdade do eleitor. E onde entra o advogado? O advogado não precisa aparecer somente depois que o problema virou processo; diante de uma situação concreta, ele pode analisar os fatos e as provas, orientar o cidadão sobre seus direitos, indicar quais autoridades ou canais devem ser procurados e avaliar as medidas jurídicas cabíveis, dependendo da situação, também poderá acompanhar os procedimentos necessários para que aquela pessoa não fique desamparada diante de uma ameaça ou violação de seus direitos. A orientação preventiva também é importante para empresas, empregadores, instituições e qualquer pessoa que tenha dúvida sobre até onde pode ir uma manifestação ou abordagem durante o período eleitoral; muitas vezes, conhecer o limite antes de ultrapassá-lo evita um problema muito maior depois. Estamos chegando a mais uma eleição e, naturalmente, as diferenças ficam mais evidentes; alguns pensarão de uma forma, outros de maneira completamente diferente, mas isso não deveria nos transformar em inimigos. No momento em que o eleitor estiver diante da urna, não deveria importar a pressão que recebeu, a discussão que teve ou a opinião de quem está ao seu lado; naquele espaço, deve prevalecer a liberdade de consciência de cada cidadão. O voto é individual. A responsabilidade pela escolha também é. Democracia não é fazer todo mundo pensar igual, é permitir que pessoas diferentes possam escolher livremente, conviver com suas diferenças e continuar se respeitando quando a eleição terminar. Porque candidatos passam, eleições terminam e governos mudam, mas o respeito ao direito de escolha do outro precisa permanecer. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade, MT Urgente News Advogado, fundador do escritório Diogo Fernandes Advocacia
AQUELE CALOR QUE SÓ CUIABÁ SABE FAZER: TERMÔMETROS PODEM CHEGAR AOS 43°C EM MT
Nem a previsão de chuva deve ser suficiente para dar trégua imediata ao calor. Cuiabá pode registrar 40°C, enquanto algumas regiões de Mato Grosso podem alcançar máximas de 43°C nos próximos dias. Quem mora em Mato Grosso conhece bem: o céu fecha, aparecem algumas nuvens, vem aquela esperança de chuva e de temperaturas mais agradáveis… mas o calor continua firme. A semana será marcada por temperaturas elevadas em várias regiões do estado. Conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros podem alcançar 43°C, enquanto a umidade relativa do ar pode oscilar entre 85% e 25%. Cuiabá pode chegar aos 40°C Na capital, a segunda-feira (28) começa com muito calor e possibilidade de chuva isolada. A máxima prevista é de 40°C. Na terça-feira (29), os termômetros podem novamente alcançar os 40°C. Na quarta (30), a máxima prevista fica em torno de 38°C. Uma mudança mais significativa é esperada a partir de quinta-feira (1º), quando há previsão de chuvas mais intensas acompanhadas de trovoadas. As temperaturas devem ficar mais amenas, com mínima podendo chegar aos 22°C. Interior pode registrar até 43°C E quem pensa em fugir para Chapada dos Guimarães atrás daquele tradicional “arzinho fresco” pode se surpreender. A previsão aponta temperaturas que podem chegar aos 42°C, apesar da altitude do município. Em Sinop e Sorriso, as máximas podem atingir 41°C, com possibilidade de chuva a partir de quinta-feira. Já em Nobres e Nova Mutum, há previsão de pancadas de chuva a partir de terça-feira, mas o calor permanece: as máximas podem se aproximar dos 43°C. Ou seja, a chuva até pode aparecer… Mas o calor de Mato Grosso ainda não parece disposto a ir embora. 🌡️ E aí na sua cidade: quantos graus está marcando o termômetro? Por: Alex Rabelo — jornalista | MT Urgente News
Polícia Civil mira grupo suspeito de tráfico e organização criminosa em Cuiabá
Operação Vértice cumpre cinco prisões preventivas e cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por participação na distribuição e comercialização de drogas A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (28.9), a Operação Vértice, com o objetivo de desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas e organização criminosa em Cuiabá. Ao todo, são cumpridas 10 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a partir de uma investigação que teve início com a análise de materiais apreendidos em ações policiais anteriores. Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram a estrutura de atuação do grupo e o papel desempenhado por cada um dos envolvidos. Segundo as apurações, um dos investigados teria posição de liderança na organização, enquanto os demais estariam ligados às etapas de fornecimento, distribuição e comercialização dos entorpecentes. O grupo é investigado pela venda de maconha, cocaína e loló em diferentes pontos da capital. As investigações também reuniram informações que indicam uma possível ligação dos suspeitos com uma facção criminosa que atua em Cuiabá. Com base nos elementos obtidos ao longo da apuração, a Polícia Civil representou pela expedição das medidas judiciais, posteriormente autorizadas pela Justiça. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá e estão sendo cumpridos por equipes da Denarc. A Operação Vértice faz parte das ações da Polícia Civil voltadas ao enfrentamento do tráfico de drogas e à desarticulação das estruturas responsáveis pelo financiamento, abastecimento e distribuição de entorpecentes no Estado.
CIEE oferta mais de 160 vagas de estágio em Mato Grosso
O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, oferece diariamente milhares de oportunidades de estágio e aprendizagem em todo o Brasil. Nesta semana, o CIEE tem mais de 6,3 mil oportunidades de estágio no Brasil, das quais 168 vagas são em Mato Grosso. As vagas de estágio são para atuar em empresas privadas e órgãos públicos, destinadas a estudantes de diversas áreas de atuação. As áreas de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Comunicação, Construção Civil, Contabilidade, Direito, Economia, Educação, Esportes, Informática, Marketing, Meio Ambiente, Saúde e Técnico Administrativo são as que estão contratando no estado. Outro destaque é a oferta de vagas para quem está cursando o Ensino Médio. Para se cadastrar nas oportunidades e montar um perfil no Portal CIEE, basta acessar ciee.online (https://portal.ciee.org.br/) O cadastro é gratuito e é importante sempre manter os dados pessoais atualizados, pois é dessa forma que a empresa e o CIEE fazem contato para encaminhamentos de entrevista. O jovem pode ainda incluir uma redação e um vídeo de apresentação para tornar o seu perfil ainda mais completo e aumentar suas chances de ser convocado para uma entrevista. O CIEE atua há 62 anos criando portas de entrada para jovens e adolescentes no mundo do trabalho. Sua atuação contribui para a diminuição da informalidade e garante oportunidades seguras para os jovens. Confira as unidades do CIEE em Mato Grosso: Cuiabá – Av. Mato Grosso, nº 226, Centro Norte Primavera do Leste – Anexo à Anhanguera – Av. Paulo César Aranda, 241 – Jardim Riva Rondonópolis – Rua Otávio Pitaluga, nº 2078, Bairro La Salle A Sinop – Rua dos Ingás, nº 2123, Bairro Jardim Maringá Sapezal – Anexo à Unicesumar – Avenida Silvestre Domingos Barbon, SN CIEE 62 anos: Imparável Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à inserção de jovens no mundo do trabalho. Além disso, a instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém cursos online gratuitos para qualificar a juventude e uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.