Comissão coordenada por Rogério Gallo fará diagnóstico de cargos, despesas, contratos e estruturas do Estado para embasar reforma administrativa.
O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo do Estado para o próximo mandato. Antes de definir cortes ou mudanças, a gestão pretende realizar um diagnóstico detalhado das secretarias e órgãos estaduais para identificar despesas, cargos e estruturas que possam ser reduzidos ou reorganizados a partir de 2027.
A primeira medida será a criação de uma comissão específica, que deverá ser instituída por decreto até sexta-feira (9). O grupo deve ser comandado pelo ex-secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, que também participou da coordenação da campanha de Pivetta.
A equipe terá a missão de levantar informações sobre o funcionamento da máquina pública, incluindo quadro de servidores, cargos comissionados, contratos, despesas administrativas e atribuições de cada órgão. O objetivo é identificar possíveis sobreposições de funções, estruturas que podem ser unificadas e despesas passíveis de redução.
O levantamento também deverá apontar quais áreas precisam ser preservadas por desempenharem serviços essenciais ou consideradas prioritárias pela administração estadual. Dessa forma, eventuais mudanças deverão ser definidas a partir dos dados coletados, e não por cortes lineares.
Entre as possibilidades em análise está a redução de cargos comissionados. Ainda não há, porém, uma estimativa de quantos postos poderão ser extintos. Eventuais mudanças na quantidade ou na organização das secretarias e demais órgãos também dependerão das conclusões apresentadas pela comissão.
O diagnóstico será utilizado como base para uma reforma administrativa mais ampla no início do próximo mandato. A expectativa é que uma proposta com as primeiras diretrizes da reorganização seja encaminhada à Assembleia Legislativa já na próxima semana.
Com a antecipação do planejamento, Pivetta pretende deixar encaminhada a nova configuração da administração estadual antes da posse. A estratégia busca reduzir despesas de custeio e ampliar a capacidade de investimento do Estado, direcionando recursos para serviços e áreas consideradas prioritárias.