Ilde Taques e Alex Rodrigues foram abordados quando retornavam do Distrito da Guia. Um dos parlamentares afirmou que o dinheiro era de um empréstimo para custear uma reforma. O caso passou a integrar investigação do Gaeco.
Por: Redação MT Urgente News
Uma denúncia anônima recebida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) levou policiais da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) a abordarem os vereadores de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos.
Os parlamentares estavam em um Volkswagen T-Cross preto e retornavam do Distrito da Guia para Cuiabá quando foram interceptados pela equipe policial.
Durante a vistoria, os militares encontraram aproximadamente R$ 40 mil em dinheiro vivo dentro de uma mochila que estava no veículo.
A ocorrência passou a integrar o contexto das investigações relacionadas à Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco na terça-feira (20 de outubro).
O que motivou a abordagem?
De acordo com um relatório de inteligência do Gaeco, divulgado pela Gazeta Digital, as autoridades receberam uma denúncia indicando que pessoas supostamente ligadas a uma organização criminosa poderiam estar transportando uma quantia em dinheiro.
Diante das informações, o Gaeco solicitou apoio da Rotam para localizar e fiscalizar o veículo mencionado.
Durante a abordagem, os ocupantes desceram espontaneamente do automóvel e se identificaram como vereadores da capital.
Os policiais realizaram buscas pessoais, consultaram os sistemas de segurança e vistoriaram o carro. Foi nesse momento que localizaram a mochila com aproximadamente R$ 40 mil em espécie.
Ilde Taques afirma que dinheiro seria utilizado em reforma
Conforme o relato policial, o vereador Ilde Taques assumiu ser o proprietário do dinheiro.
Ele explicou que a quantia seria proveniente de um empréstimo feito entre particulares e que os recursos seriam utilizados para pagar despesas de uma reforma.
O parlamentar também afirmou possuir uma nota promissória referente ao empréstimo.
O relatório citado pela reportagem não esclarece qual reforma seria realizada nem informa se a documentação mencionada pelo vereador foi efetivamente apresentada aos investigadores.
Os policiais fizeram a contagem do dinheiro, registraram fotografias e repassaram as informações ao Gaeco.
Apesar da quantia encontrada, os vereadores não foram presos.
Segundo o relatório, a equipe não identificou mandados de prisão em aberto, ilícitos penais ou outras circunstâncias que justificassem medidas adicionais naquele momento. Os ocupantes foram liberados após os procedimentos policiais.
Operação investiga suspeitas envolvendo eleição da Mesa Diretora em Várzea Grande
A abordagem ganhou repercussão com a Operação Cathedra Venalis, realizada pelo Gaeco na terça-feira (20).
A investigação apura suspeitas de corrupção, recebimento de vantagens indevidas e possível atuação de uma organização criminosa em articulações políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Além dos vereadores de Cuiabá, a investigação envolve parlamentares de Várzea Grande e outros agentes públicos.
A operação busca esclarecer se houve práticas ilegais nas negociações políticas relacionadas à composição da Mesa Diretora do Legislativo municipal.
Vereadores negam irregularidades
Os dois parlamentares de Cuiabá negaram qualquer envolvimento em atividades ilícitas.
Ilde Taques afirmou que não houve apreensão de material ilegal durante a abordagem.
Alex Rodrigues, por sua vez, declarou que havia participado de um almoço com políticos de Várzea Grande a convite do vereador Miguel Júnior, conhecido como Miguelzinho.
Alex afirmou que sua presença ocorreu em razão do convite e negou participação em possíveis irregularidades.
Investigação deverá esclarecer a origem do dinheiro
Embora a abordagem tenha sido registrada no relatório de inteligência, a localização de dinheiro em espécie não constitui, por si só, comprovação de crime.
A reportagem original informa que o valor foi contado e fotografado, mas não esclarece de forma conclusiva se houve apreensão formal da quantia. Por isso, o MT Urgente News utiliza a expressão “dinheiro encontrado”.
Caberá às autoridades verificar a origem dos recursos e esclarecer se há alguma relação entre o episódio e os fatos investigados na Operação Cathedra Venalis.
Os vereadores negam irregularidades, e não há, nas informações apresentadas, conclusão de responsabilidade criminal dos parlamentares.
Fonte: Gazeta Digital — reportagem de Fred Moraes e Pablo Rodrigo, publicada em 21 de outubro de 2026, com informações de relatório de inteligência do Gaeco.
MT Urgente News — Informação com responsabilidade.


