Demissões atingem pessoas apontadas pela Polícia Federal como integrantes do núcleo próximo ao conselheiro afastado Sérgio Ricardo; medidas estão entre os primeiros atos da nova presidência.
O novo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Waldir Teis, exonerou 16 servidores investigados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Tomada de Contas. As demissões foram oficializadas no Diário Oficial de Contas desta terça-feira (4), um dia após a posse do novo presidente.
Entre os exonerados está o consultor jurídico Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, apontado pela investigação como um dos principais alvos da operação e suspeito de integrar o núcleo de atuação ligado ao conselheiro afastado Sérgio Ricardo de Almeida.
Também foi exonerada Roseli Loss, secretária executiva e ex-chefe de gabinete de Sérgio Ricardo. Segundo o inquérito policial, ela seria responsável pela movimentação financeira do conselheiro e pela realização de saques milionários destinados ao então presidente do Tribunal.
A lista inclui ainda Gustavo Fernandes da Silva, assessor jurídico; Felipe José Glinke, assessor jurídico da Presidência; e Adriangelo Barros Antunes, secretário executivo de comissão permanente. Este último é apontado pela investigação como responsável pelo transporte de dinheiro que seria repassado a conselheiros e outros servidores envolvidos no suposto esquema.
As exonerações marcam os primeiros movimentos administrativos de Teis à frente do Tribunal, em meio às mudanças provocadas pela operação policial, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo integrantes da instituição.
Nova gestão
Waldir Teis assumiu a presidência do TCE-MT na terça-feira (3), com o compromisso de assegurar a continuidade dos trabalhos e a normalidade das atividades, especialmente das ações de controle externo.
Antes mesmo da posse, na segunda-feira (2), o conselheiro já havia nomeado três auditores substitutos para ocupar as vagas de Guilherme Maluf, Alisson Carvalho de Alencar e José Carlos Novelli, afastados por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no contexto das investigações da Operação Tomada de Contas.
A chegada de Teis à presidência também representa uma mudança no cenário interno do Tribunal. Semanas antes, ele havia sido criticado publicamente por Sérgio Ricardo, que questionou sua produtividade à frente de comissões permanentes. Na ocasião, Teis também foi afastado da direção da Escola Superior de Contas.
A nova gestão começa, portanto, em um momento de reestruturação administrativa e institucional do TCE-MT, com o afastamento de conselheiros e a exoneração de servidores investigados pela Polícia Federal.


