Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News Deputado confirma movimento interno no União Brasil e diz que grupo articula candidatura própria com o nome do senador Jayme Campos Em meio às crescentes especulações sobre o cenário eleitoral de 2026, o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) confirmou que um grupo expressivo do partido tem trabalhado para lançar o senador Jayme Campos (União) como candidato ao governo de Mato Grosso. Com o bom humor que lhe é característico, Júlio usou uma metáfora curiosa para descrever o ritmo das articulações: “Estamos andando mais que notícia ruim pelo Estado”, brincou o parlamentar, ao ser questionado por jornalistas sobre a movimentação do grupo. União Brasil quer protagonismo em 2026 De acordo com Júlio Campos, o União Brasil tem realizado uma série de reuniões e visitas a municípios do interior para fortalecer alianças e consolidar a proposta de ter candidatura própria ao Palácio Paiaguás. “Há um grupo grande de políticos, não apenas da esfera estadual, que defende que o União precisa ter um nome na disputa. Todo partido deveria lançar candidato no primeiro turno e, só depois, discutir alianças. As pesquisas mostram que temos um bom nome, e não há motivo para ficarmos de fora”, afirmou. O deputado também enfatizou que o movimento ainda está em fase de construção política, sem pressa para anúncios formais. Jayme Campos, o nome da experiência O senador Jayme Campos, figura histórica da política mato-grossense, tem evitado declarações públicas, mas seus aliados seguem mobilizados. Júlio garantiu que Jayme está sendo incentivado a disputar o governo e que sua experiência o credencia a liderar o projeto. Nos bastidores, a movimentação é vista como uma tentativa de manter o União Brasil com protagonismo, já que o atual governador Mauro Mendes, presidente estadual da legenda, apoia o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) — uma decisão classificada por aliados de Jayme como “pessoal”, e não representativa de todo o grupo partidário. Conversas intensas e convites do PSD Júlio Campos confirmou que as articulações do grupo têm sido constantes, especialmente nos finais de semana, com visitas a lideranças e prefeitos do interior. “Estamos conversando com muita gente. O União é um partido forte e tem base em todo o Estado. O objetivo é unir forças em torno de um projeto que represente o que Mato Grosso quer para o futuro.” Na última semana, o PSD nacional, presidido por Gilberto Kassab, convidou Jayme Campos a ingressar na sigla para disputar o governo, caso encontre dificuldades de espaço no União. Apesar do convite, o senador declarou estar “bem acomodado” em seu partido atual. “A imprensa está apressada” O deputado Júlio também aproveitou para criticar a antecipação de análises sobre o cenário eleitoral. “Não é momento de lançar campanha. A imprensa está apressada. Ainda nem começou a janela partidária e já querem colocar candidatura na rua. O que estamos fazendo é construir, e estamos andando mais que notícia ruim”, reforçou. Cenário ainda em movimento Com a proximidade de 2026, o União Brasil tenta decidir se vai para a disputa com candidatura própria ou se reforçará alianças já existentes. Enquanto isso, Jayme Campos — veterano, experiente e respeitado — observa o tabuleiro com calma, ciente de que ainda há muito jogo pela frente. As palavras de Júlio Campos reforçam que o União Brasil não pretende ser mero coadjuvante em 2026. Mesmo com Mauro Mendes ao lado de Pivetta, o grupo ligado a Jayme quer garantir espaço e influência.Nos bastidores, a avaliação é de que Jayme ainda não falou tudo o que tem a dizer — mas quando falar, deve movimentar o cenário político de Mato Grosso.
Obras do BRT seguem causando transtornos, mas governo garante entrega até julho de 2026
Secretário Marcelo Oliveira admite falta de mão de obra e cronograma apertado, mas afirma que o modal será concluído em Cuiabá e Várzea Grande. Por Alex Rabelo – Jornalista | MT Urgente NewsPublicado em 20 de outubro de 2025 Mais de um ano após o início das obras, o sistema BRT (Bus Rapid Transit) continua sendo motivo de reclamações e transtornos em Cuiabá e Várzea Grande. Ruas parcialmente interditadas, lentidão no trânsito e queda no movimento do comércio são reflexos diretos do atraso nas frentes de trabalho, que ainda avançam em ritmo lento. Nesta segunda-feira (20), o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, compareceu à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras. A convocação foi feita pelo deputado Lúdio Cabral (PT), após sucessivos descumprimentos de prazos e reclamações de moradores e empresários das regiões afetadas. Obras atrasadas e comércio prejudicado O secretário foi questionado sobre o não cumprimento do acordo que previa a conclusão do trecho entre o Crea-MT e o Hospital de Câncer até o fim de agosto.Empresários e motoristas relatam que as intervenções nas avenidas do CPA, Prainha, Tenente-Coronel Duarte, Fernando Corrêa e na avenida da FEB, em Várzea Grande, têm causado prejuízos e confusão no tráfego. “O impacto é enorme, tanto para quem precisa se deslocar quanto para o comércio. Muitos estabelecimentos tiveram queda nas vendas e dificuldades de acesso de clientes e fornecedores”, afirmou um comerciante da Prainha, que preferiu não se identificar. O deputado Lúdio Cabral reforçou que vai acompanhar de perto o andamento dos trabalhos. “As explicações foram apresentadas, mas cabe a nós fiscalizar e cobrar. A população já espera há tempo demais e precisa de resultados concretos”, disse. Governo promete entrega total até julho de 2026 Marcelo Oliveira garantiu que todas as etapas do BRT em Cuiabá e Várzea Grande serão concluídas até julho de 2026. Segundo ele, o novo contrato está orçado em R$ 156 milhões e o cronograma, apesar de apertado, segue dentro do previsto. “As obras estão andando. Se houver necessidade de ajustes, serão prazos curtos. O objetivo é entregar tudo até julho de 2026”, afirmou o secretário. O deputado Lúdio informou que vai propor novas audiências públicas em três e seis meses para verificar o avanço das frentes de trabalho e garantir o cumprimento da promessa do governo. Falta de mão de obra e trabalho noturno limitado Durante a audiência, Marcelo Oliveira reconheceu que a principal dificuldade enfrentada pelas empresas é a falta de profissionais especializados.Segundo ele, o problema é nacional e tem impedido que as obras sejam executadas em três turnos, como planejado. “Há escassez de mão de obra qualificada. Isso ocorre não só em Mato Grosso, mas em todo o Brasil. Estamos ajustando os horários para ampliar a produtividade, realocando parte das equipes para o período noturno”, explicou. Ele destacou ainda que a logística urbana também impacta o ritmo dos trabalhos. “Durante os horários de pico, precisamos interromper concretagens e transportes de material para não travar ainda mais o trânsito. Em alguns casos, um caminhão de concreto leva até 40 minutos para chegar ao canteiro de obras”, relatou. População cansada e expectativa crescente Enquanto o governo tenta ajustar cronogramas e contratos, a paciência da população diminui.Motoristas enfrentam congestionamentos diários e comerciantes cobram agilidade e planejamento para minimizar os prejuízos. Apesar das críticas, o secretário mantém o compromisso de que o BRT será concluído dentro do novo prazo, e que o sistema trará modernização ao transporte coletivo da região metropolitana de Cuiabá. “A população cuiabana e várzea-grandense já esperou demais. Agora, é nossa obrigação concluir e entregar o que foi prometido”, garantiu Marcelo Oliveira. Entenda o que falta no BRT Trecho entre Sefaz e ponte do rio Cuiabá: em execução; prazo até fevereiro de 2026. Licitação dos terminais e estações: em andamento. Trecho da Avenida Fernando Corrêa: nova licitação prevista em 45 dias, com execução em 12 meses. Entrega final do sistema: julho de 2026. Enquanto o governo garante que o BRT será entregue dentro do prazo, a realidade nas ruas é outra: obras lentas, trânsito congestionado e comerciantes impacientes.A promessa é de um transporte moderno e eficiente — mas, até lá, os cuiabanos continuam enfrentando os efeitos de uma obra que já dura mais do que o planejado.
Lula embarca para a Ásia e pode se reunir com Donald Trump durante cúpula internacional
Presidente brasileiro participa de reuniões na Indonésia e na Malásia; encontro com o líder americano depende apenas de alinhamento de agendas. Por Alex Rabelo – Jornalista | MT Urgente NewsPublicado em 21 de outubro de 2025 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta terça-feira (21) para uma viagem oficial à Indonésia e à Malásia, onde participará da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). A visita, que deve durar uma semana, tem como foco o fortalecimento das relações comerciais e diplomáticas com países asiáticos, mas ganhou destaque internacional pela possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula e Trump: encontro em negociação Segundo fontes do Palácio do Planalto, há disposição de ambas as partes para que a reunião bilateral aconteça ainda durante a cúpula, em Kuala Lumpur, na Malásia. Diplomatas brasileiros e americanos trabalham nos bastidores para encaixar o encontro nas agendas oficiais. Caso se confirme, será a primeira reunião presencial entre os dois líderes desde o início da crise do “tarifaço”, imposta por Trump sobre produtos brasileiros. Os presidentes conversaram por telefone no início de outubro, em uma ligação de cerca de 30 minutos, e se encontraram brevemente em setembro, nos corredores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, Trump afirmou ter tido “uma excelente química com Lula”, a quem descreveu como “um cara agradável”. Relação em reconstrução No Palácio do Planalto, a avaliação é de que um eventual encontro entre Lula e Trump pode marcar um recomeço nas relações bilaterais, elevando o diálogo a “um novo patamar diplomático”. O clima entre os dois países melhorou após a reunião entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, considerada “produtiva e amistosa”. “Há um entendimento mútuo de que é hora de reorganizar a relação e superar o período de tensão comercial”, afirmou uma fonte diplomática. O impasse do “tarifaço” Em julho deste ano, Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.A medida, segundo ele, foi uma “resposta política” à forma como o Brasil lidou com o ex-presidente Jair Bolsonaro e às críticas feitas por aliados brasileiros à nova administração americana. Desde então, o governo brasileiro vem tentando reverter as tarifas.Durante o telefonema em outubro, Lula pediu pessoalmente que Trump revogasse o tarifaço, apelo que deve ser reforçado em um possível encontro presencial. A equipe de Lula quer aproveitar o diálogo para tratar de temas comerciais e ambientais, além de discutir as sanções impostas a autoridades brasileiras e as tensões na América do Sul, especialmente com Venezuela e Colômbia. O presidente brasileiro, no entanto, mantém posição contrária a qualquer tipo de intervenção militar na região. “A América do Sul deve ser uma zona de paz”, tem repetido Lula. A agenda oficial: Indonésia e Malásia A viagem presidencial terá início na quarta-feira (22), com desembarque em Jacarta, capital da Indonésia.No dia seguinte (23), Lula participa de um encontro com empresários asiáticos e, na sexta (24), visita a sede da ASEAN. No sábado (25), o presidente segue para Kuala Lumpur, na Malásia, onde cumprirá agenda de reuniões bilaterais e assinatura de atos oficiais.A Cúpula da ASEAN acontece no domingo (26), quando Lula deve participar da abertura do evento, de rodadas empresariais e de uma reunião com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Foi justamente nesse dia que o Itamaraty reservou espaço na agenda de Lula para um possível encontro com Donald Trump. “Há disponibilidade de horário e disposição política. Agora, é questão de acertar o momento certo”, disse o embaixador Everton Frask Lucero, diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste Asiático. O que está em jogo Analistas políticos avaliam que o encontro entre Lula e Trump, se confirmado, poderá redefinir a diplomacia entre Brasil e Estados Unidos, sobretudo no campo econômico e comercial. Além de buscar o fim das tarifas, Lula tenta reaproximar o Brasil da esfera global, equilibrando relações com os Estados Unidos, China e países do Sudeste Asiático, reforçando o papel do país como potência de diálogo no cenário internacional. “A viagem à Ásia é estratégica. O encontro com Trump, se ocorrer, será o ponto alto e um teste de diplomacia para Lula”, avalia um analista ouvido pelo MT Urgente News. Resumo da viagem de Lula à Ásia: 🗓️ 21 a 27 de outubro de 2025 🌏 Países: Indonésia e Malásia 🎯 Objetivos: Fortalecer relações comerciais com países asiáticos e reabrir diálogo com os EUA 🤝 Encontros previstos: Narendra Modi (Índia) e possível reunião com Donald Trump (EUA) 💼 Temas centrais: Tarifaço, comércio bilateral, estabilidade política e defesa da “zona de paz” na América do Sul
Terceira fase de operação da Polícia Civil de MT desmantela rede criminosa nacional de fraudes virtuais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (21.10), a terceira fase da Operação Código Seguro, com alvo em um grupo criminosa pulverizado em diversos estados do país, dedicado à obtenção e comercialização de dados sensíveis e ferramentas para práticas de diferentes tipos de fraudes e outros crimes pela internet. São cumpridas na operação 48 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias de Cuiabá com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Dentre as ordens judiciais estão sete mandados de prisão, 15 de busca e apreensão, 15 de afastamento telemático, três retiradas de sites do ar, sete retiradas de canais do Telegram, uma retirada de grupo de WhatsApp e sequestro de valores no valor de mais de R$ 5,9 milhões. Todos os mandados são cumpridos fora do estado de Mato Grosso, sendo identificados alvos em nove estados do país. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de São Paulo (SP), Francisco Alves (PR), Fortaleza (CE), Riachão (MA), Cabo Frio (RJ), Jaraguá do Sul (SC), Lauro de Freitas e Apuarema (BA), Manaus (AM), Coronel Murta (MG). As investigações, coordenadas pelos delegados Gustavo Godoy Alevado e Guilherme Rocha e que levaram à identificação do grupo criminoso iniciaram no ano de 2023, após acessos indevidos a sistemas policiais, por meio de credenciais (senhas) vazadas. As duas fases anteriores da operação Código Seguro foram realizadas em julho e novembro de 2024. Eixos de atuação e diversidade de fraudes Por meio do material apreendido nas primeiras fases da operação, foi possível identificar um primeiro eixo de atuação do grupo criminoso, que consistia na manipulação de informações veiculares por meio da aquisição de credenciais de acesso a sistemas governamentais restritos, com o fim de obter dados confidenciais de chassis, motores e placas de veículos. O propósito da coleta indevida de dados era fazer com que veículos furtados ou roubados fossem “esquentados”, ou seja, tivessem seus sinais identificadores adulterados para simular uma situação de regularidade, facilitando sua reinserção no mercado. Porém, com o avanço das investigações foi possível identificar que a rede criminosa atuava em diversos tipos de fraudes e crimes cometidas por meios virtuais como clonagens de cartões de crédito, comércio de dados, operados por meio de sites específicos ligados ao grupo e canais do Telegram e grupos de WhatsApp. Além disso, a investigação apontou o uso de plataformas de apostas esportivas e corretoras de criptomoedas como meios para reintroduzir os valores no mercado formal, simulando ganhos lícitos. As atividades criminosas se estendiam a fraudes contra serviços específicos, como aplicativos de transporte (99, Uber) e empresas de recarga de celular (RecargaPay), onde cartões clonados ou gerados eram empregados para obter serviços de forma indevida. Segundo o delegado titular da unidade Guilherme Fachinelli, a terceira fase da Operação Código Seguro representa um marco importante nas investigações de crimes informáticos conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso. “A operação ação demonstra, de forma inequívoca, a capacidade técnica e operacional da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos em identificar, mapear e desarticular a rede criminosa que atuam em larga escala no ambiente virtual, por meio da investigação qualificada e o combate efetivo aos crimes tecnológicos, preservando a segurança dos dados, a integridade das instituições e o patrimônio da sociedade”, destacou o delegado. Apoios operacionais Participam da operação policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) em parceria com as equipes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso. O cumprimento dos mandados contam com apoio das Polícias Civis do Amazonas, Bahia, Maranhão, Ceará Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina ( PC/AM, PC/BA, PC/MA, PC/CE, PC/RJ, PC/SP, PC/MG, PC/PR e PC/SC.), sob a organização operacionalizada da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor) da Polícia Civil de Mato Grosso.
Semana começa com pancadas de chuva e alerta de temporais em Mato Grosso
Por Alex Rabelo – Jornalista | MT Urgente News A semana começa com chuvas isoladas e alerta de temporais em várias regiões de Mato Grosso, conforme o boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Apesar da instabilidade, o calor segue presente, mas de forma menos intensa nas regiões Sul e Oeste do Estado. A mínima registrada deve chegar a 19°C. Cuiabá com chuva leve e calor moderado Em Cuiabá, a segunda-feira (20) será marcada por pancadas de chuva isoladas durante a tarde, com temperaturas variando entre 21°C e 31°C.Na terça-feira (21), a chuva ganha força e pode ocorrer entre a tarde e a noite, elevando os termômetros para até 35°C, com mínima de 22°C.O clima se mantém semelhante ao longo da semana, e na sexta-feira (24), a capital deve registrar mínimas de 25°C e máximas de 37°C, combinando calor e umidade típicos do período de transição para o verão. Chapada dos Guimarães sob alerta amarelo Na vizinha Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá), o Inmet emitiu alerta amarelo de chuvas intensas para o início da semana. As temperaturas variam entre 19°C e 34°C, com previsão de pancadas isoladas e possibilidade de ventos fortes. Cáceres com calor intenso e trégua só na quinta Em Cáceres (225 km da capital), o tempo segue instável até quinta-feira (23), quando a chuva deve dar uma breve trégua. As máximas chegam a 39°C, com mínimas de 21°C, mantendo o ar abafado e úmido durante a semana. Rondonópolis terá chuvas mais fortes No Sul do Estado, Rondonópolis (215 km de Cuiabá) deve enfrentar chuvas mais intensas e frequentes, acompanhadas de variação de temperatura entre 20°C e 37°C. O volume de precipitação deve se concentrar entre terça e quinta-feira, com risco de trovoadas isoladas. Sinop: instabilidade e dois alertas ativos No Norte, Sinop (500 km da capital) segue com o tempo instável, muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. As temperaturas variam entre 21°C e 36°C.O município está sob dois alertas do Inmet para chuvas intensas, que permanecem válidos até terça-feira (21), com possibilidade de ventos fortes e descargas elétricas. 🗓️ Dica:Com a previsão de instabilidade e calor elevado, a orientação é evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e redobrar os cuidados em áreas abertas durante as pancadas de chuva.
Pivetta descarta mudança de modal e garante conclusão do BRT até abril de 2026
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (17) que não há nenhuma possibilidade de o governo estadual alterar o modal do transporte coletivo da Região Metropolitana de Cuiabá, substituindo o BRT (Bus Rapid Transit) pelo BUD (bonde urbano sobre trilhos), como chegou a ser especulado nos últimos dias. Segundo Pivetta, o projeto do BRT está definido e seguirá sendo executado conforme o planejamento original, sem qualquer interrupção. Ele destacou que todas as intervenções estão sendo feitas de forma técnica e compatível com possíveis expansões futuras, mas garantiu que não há discussão sobre troca de modelo neste momento. “O que está definido é BRT. Tudo que está sendo feito está correto, inclusive para a possibilidade — não sei se vai ser ou não — de mudar ou inserir outro modal também”, explicou o vice-governador. Obras seguem e prazo de entrega está mantido Pivetta reforçou que não existe chance de o BRT não ser concluído, e que o governo trabalha com prazo de entrega entre março e abril de 2026. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a população de Cuiabá e Várzea Grande, que aguarda há mais de uma década por uma solução definitiva no transporte urbano. “Não existe possibilidade de não ser concluído. O povo cuiabano e várzea-grandense já sofreu muito com isso desde 2010, 2011. As obras vão ser terminadas até março, abril do ano que vem”, garantiu. Determinação do governador Mauro Mendes De acordo com Pivetta, a ordem para garantir a conclusão do BRT partiu diretamente do governador Mauro Mendes (União Brasil), que acompanha de perto o andamento das obras e os processos relacionados à compra dos veículos que irão operar no sistema. “Nós estamos estudando, já cotando os ônibus, conversando com quem precisa conversar. Foi uma determinação do governador”, completou. Com o anúncio, o governo do Estado reafirma o compromisso de entregar um sistema moderno, eficiente e dentro do prazo, encerrando um ciclo de atrasos e incertezas que se arrasta desde o projeto inicial do VLT.
Força Tática prende casal com porções de maconha e pasta base de cocaína em Várzea Grande
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam um homem, de 22 anos, e uma mulher, de 18 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite deste domingo (19.10), em Várzea Grande. Com o casal, foram apreendidas 76 porções de substâncias análogas à pasta base de cocaína e maconha. Durante patrulhamento pela Operação Refac (Rede Enfrentamento às Facções Criminosas), a equipe da Força Tática recebeu denúncias sobre um casal que estava fazendo a venda de entorpecentes, em um conjunto habitacional, no bairro Parque Sabiá. Diante das informações e características dos suspeitos, os militares se deslocaram ao endereço da denúncia e encontraram o casal, realizando abordagem imediata. Com a mulher, foram encontradas oito porções de pasta base. Já o homem foi flagrado tentando esconder uma sacola, contendo 30 porções da mesma droga. Na continuidade das buscas, a Força Tática entrou na residência do casal e localizou o restante dos entorpecentes, que estavam espalhados em potes pela casa. Ainda foram apreendidos quatro celulares, uma balança de precisão e a quantia de R$ 713,00 em dinheiro. Questionados sobre a procedência da droga e a denúncia de tráfico, os suspeitos permaneceram em silêncio. O casal foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Corrida Maluca 2026: quem acelera, quem derrapa e quem só aparece no retrovisor da política de Mato Grosso
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News Senhoras e senhores, liguem seus motores políticos — a Corrida Maluca rumo às eleições de 2026 começou em Mato Grosso!Nos boxes, os mecânicos são prefeitos, deputados e marqueteiros.Na pista, os motores já estão roncando — e o Palácio Paiaguás é o troféu mais cobiçado.Mas calma… ainda tem uma segunda pista, o Senado Federal, onde a disputa promete ser digna de foto de chegada. Vamos conhecer os pilotos, as escuderias e os rumos dessa corrida que promete fortes emoções até o último voto! 🏎️💨 Pivetta (Republicanos): o piloto da estabilidade Na pole position está o vice-governador Otaviano Pivetta, o homem que carrega o selo de confiança do governador Mauro Mendes (União Brasil).Com o motor da continuidade e o patrocínio oficial do Palácio Paiaguás, Pivetta tenta manter o carro na linha, sem se envolver em batidas políticas. Conhecido pelo estilo técnico e silencioso, ele não buzina — mas entrega resultado.Na estratégia de corrida, seu plano é claro: seguir o traçado do governo atual, sem sair da pista do equilíbrio fiscal e da gestão eficiente. Mas há um desafio no horizonte: convencer o eleitor de que o “carro da continuidade” ainda tem combustível para mais quatro anos. 🗣️ Comentário dos boxes: “Pivetta é aquele piloto que não fala muito, mas sempre termina a corrida entre os primeiros.” 🏎️💨 Wellington Fagundes (PL): o veterano tentando segurar o volante Wellington Fagundes chega acelerando no carro da direita bolsonarista.Com o ex-presidente Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto no apoio, ele tenta colocar o PL no topo do pódio. Mas o caminho está cheio de óleo na pista. 🛢️O partido está rachado e muitos prefeitos já mudaram de escuderia — inclusive Abílio Brunini (Cuiabá), Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Dorner (Sinop) e Flávia Moretti (Várzea Grande), que acenaram apoio ao carro de Pivetta. Mesmo assim, Wellington pisa fundo, confiante na força dos eleitores conservadores e na fidelidade dos fãs da direita.Ele aposta na experiência e no discurso raiz, mas precisa calibrar melhor o motor da unidade. e ainda aposta que com o apoio da nacional os candidatos que estao de mandato terao que apoialo por pedido da nacional aonde welligton confia no Valdermar costa nesto que deve punir quem nao caminhar seu candidato. 🗣️ Comentário dos boxes: “Tem motor potente, mas o time ainda briga entre si. Se alinhar o pit stop, pode surpreender.” 🏎️💨 Jayme Campos (União Brasil): o veterano que conhece cada curva e ainda tem gasolina pra queimar Jayme Campos é aquele piloto das antigas que já viu de tudo na pista.Com décadas de estrada e um currículo cheio de voltas vitoriosas, ele não perdeu o instinto — pelo contrário, parece estar apenas calibrando o motor para outra grande corrida. A rivalidade com Mauro Mendes vem de outras temporadas e, mesmo que hoje ambos usem o mesmo uniforme do União Brasil, o clima nos boxes é de disputa velada.Mauro, presidente estadual do partido, apoia pessoalmente o seu vice Otaviano Pivetta, mas o grupo interno do União ainda defende que o partido tenha um candidato próprio na majoritária — e o nome mais cotado para isso é justamente o de Jayme Campos. Veterano e estrategista, Jayme aposta na força do grupo, na fidelidade dos prefeitos e no histórico de entregas pelo Estado.Ele tem base consolidada, conhece cada atalho e sabe exatamente onde estão as zebras da pista.Enquanto isso, o PSD nacional, comandado por Gilberto Kassab, já fez um convite formal para que ele troque de equipe — um movimento que pode mudar completamente o rumo da corrida. 🗣️ Comentário dos boxes: “Jayme é o cacique que todo mundo respeita — corre no silêncio, mas quando liga o motor, o barulho se ouve no Estado inteiro.” O que chama atenção de muitos é justamente o silêncio de Jayme, que prefere observar e esperar a hora certa de acelerar.E quem conhece política sabe: quando ele acelera, é porque já mapeou todas as curvas do circuito. 🏎️💨 Slhessarenko (PSD): a médica que quer curar o caos político No carro rosa e verde, quem acelera é a médica Natasha Slhessarenko, que vem se apresentando como o nome da renovação técnica e moderada.Com discurso de empatia e gestão eficiente, Natasha quer provar que é possível governar sem gritar, sem brigar e sem tretar no trânsito político. O ministro Carlos Fávaro (PSD), um dos principais nomes do partido, é seu grande apoiador e também disputa espaço na pista do Senado.Nos bastidores, o PSD prepara um carro completo: uma chapa técnica, moderna e, quem sabe, com Natasha na frente. 🗣️ Comentário dos boxes: “Corre com elegância e estratégia. Pode não ter o motor mais barulhento, mas tem boa direção.” 🏎️💨 Max Russi (PSB): o piloto do diálogo e da entrega Eis o nome que vem surpreendendo no grid: Max Russi, o presidente da Assembleia Legislativa.Com estilo calmo, mas direção firme, Max tem feito uma corrida de resultados — entregando obras, ajudando prefeitos e fortalecendo alianças. Na última temporada, foi decisivo na vitória de dezenas de prefeitos e vereadores, ampliando sua rede de apoio.Nos bastidores, muitos já o veem como o piloto mais preparado para assumir o comando do Estado — aquele que une, sem vaidade, e acelera com propósito. 🗣️ Comentário dos boxes: “Max é o piloto que não joga sujeira na pista. Corre limpo, conversa com todo mundo e sempre chega no pódio.” Segunda pista: a corrida pelo Senado Se o Palácio Paiaguás é o grande troféu, o Senado Federal é o pódio dos gigantes.E a disputa promete ultrapassagens e curvas fechadas. 🔹 Mauro Mendes (União Brasil) O atual governador troca o cockpit do Executivo pelo carro do Senado.Com gestão bem avaliada e pista limpa, Mauro entra na disputa com o combustível da entrega — e quer continuar influente na política nacional. 🔸 Pedro Taques O ex-governador volta à corrida com o discurso de retomada e ética.Veterano e combativo, Taques quer provar que ainda sabe acelerar forte. 🔹 José Medeiros (PL) Com o selo bolsonarista, Medeiros corre com o motor
Terminal do CPA 3: obra de R$ 2,5 milhões parada há mais de um ano vira retrato do descaso em Cuiabá
Por Alex Rabelo – MT Urgente News Mais de um ano depois do fechamento total para reforma, o Terminal do CPA 3, um dos principais pontos de embarque e desembarque de Cuiabá, segue fechado, inacabado e sem previsão de conclusão.O local, que deveria ser entregue em 210 dias, está com obras paralisadas e estrutura degradada, transformando-se em um símbolo do abandono da gestão pública na capital. Fechado oficialmente em junho de 2024, o terminal deveria ter sido modernizado para atender melhor cerca de 40 mil passageiros por dia.A promessa incluía banheiros novos, climatização e acessibilidade, mas o que se vê hoje é o oposto: tapumes, entulho, improviso e frustração. Em janeiro de 2025, a obra chegou a 80% de conclusão, segundo a prefeitura. Desde então, nenhum avanço foi registrado.A equipe do MT Urgente News esteve no local e confirmou o cenário: dentro do terminal, o silêncio das máquinas e a poeira acumulada substituíram o barulho dos ônibus e o vai e vem da população. “A gente também é impactado, porque o povo fica revoltado — e com toda razão”, disse um motorista do transporte coletivo, que pediu para não ser identificado. Reforma simples, problema crônico O projeto inicial, orçado em R$ 1,5 milhão, foi apresentado ainda em 2022, com promessa de modernização rápida.Três anos e um novo contrato depois, o custo saltou para R$ 2,5 milhões — e a entrega nunca aconteceu. O terminal está cercado por tapumes, com apenas uma pequena “portinha” aberta para motoristas acessarem o banheiro.De fora, moradores veem a estrutura se deteriorar, sem explicações claras sobre prazos ou responsáveis. “Isso aqui é o menor dos problemas da cidade, mas mesmo assim não conseguem resolver”, afirma Moisaniel Batista, 60 anos, morador do CPA.“Pra prefeitura é uma obra pequena, mas pra gente significa conforto e dignidade.” Paradas improvisadas e insegurança Com o terminal interditado, os passageiros foram espalhados em oito pontos de parada improvisados ao redor da obra.Os abrigos são simples e não protegem contra o sol nem a chuva.Durante o dia, o calor é insuportável; à noite, a falta de iluminação cria um ambiente de medo e insegurança. “O sol bate de frente, o povo disputa um pedacinho de sombra”, reclama Euriene Lourdes, 29 anos, usuária do transporte coletivo.“À noite é ainda pior, porque fica escuro e perigoso.” A falta de acessibilidade também é constante:os pontos improvisados não têm rampas e dificultam o embarque de idosos e pessoas com deficiência.Uma comerciante próxima afirma já ter visto idosos quase caindo ao tentar subir no ônibus. Sem banheiro, sem água, sem estrutura Com o fechamento, a população perdeu serviços básicos que existiam dentro do terminal — como banheiros, bebedouros e lanchonetes.Ambulantes que trabalhavam no local também foram prejudicados, sem espaço regularizado para vender. “Prometeram que a gente voltaria logo, mas já faz mais de um ano.A verdade é que ninguém dá satisfação e a gente continua nesse improviso”, desabafa uma vendedora ambulante. A iluminação precária à noite agrava o sentimento de abandono.“Nos sentimos enganados, porque prometeram modernização e o que temos é descaso”, completou. Falta gestão, sobram promessas O caso do Terminal do CPA 3 é mais do que uma obra parada: é o retrato da falta de planejamento e continuidade administrativa em Cuiabá.Enquanto o tempo passa, milhares de usuários enfrentam calor, poeira, insegurança e improviso todos os dias. Uma reforma que deveria representar avanço e respeito com o cidadão, acabou virando símbolo da lentidão e da falta de prioridade da gestão municipal. “O problema não é só a demora. É a sensação de que ninguém se importa com quem depende do transporte público”, disse um morador. E enquanto a prefeitura não define uma data para entrega, o terminal segue fechado —um monumento ao esquecimento no coração da capital mato-grossense.
Polícia Civil deflagra operação contra cooperativas envolvidas com extração ilegal de minérios em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (20.10), a Operação Rastro de Érebo, para cumprimento de mandados judiciais em cooperativas que realizavam a extração ilegal de minérios em áreas de preservação permanente nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), busca apurar e coibir crimes de danos ambientais em áreas estaduais, provocados por balseiros que realizavam a extração ilegal de minérios nos rios Peixoto e Peixotinho, entre as duas cidades. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cooperativas, localizadas em Peixoto de Azevedo, que exploravam a atividade minerária sem licença ambiental emitida pelo órgão estadual competente, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A decisão da Justiça da Comarca de Peixoto de Azevedo também determinou a eventual inutilização das balsas quando não for possível a remoção, estabeleceu o bloqueio das atividades das cooperativas, a interdição dos empreendimentos até que regularizem a situação junto aos órgãos ambientais competentes e a proibição de emitir notas fiscais e movimentar a exploração minerária ilegal causadora de dano ambiental, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O trabalho operacional, realizado pelas vias fluvial, aérea e terrestre, contou com a atuação integrada das forças de segurança pública e órgãos fiscalizadores ambientais, com o objetivo de conter o avanço dos danos contra o meio ambiente causados pela extração ilegal. Participaram da operação equipes da Dema, Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core), Delegacia Regional de Sinop, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, 41 profissionais foram empregados na Operação Rastro de Érebo, entre policiais civis, militares, agentes de fiscalização estadual e federal e peritos oficiais, com apoio de 13 viaturas, um helicóptero e cinco embarcações. Investigação A Dema iniciou a investigação em junho deste ano, após receber denúncias acerca de um cenário preocupante de degradação ambiental provocado por atividades de mineração ilegal nas proximidades dos rios Peixoto e Peixotinho. Conforme apurado pela Polícia Civil, a extração clandestina vem causando uma série de impactos ambientais que comprometem não apenas o equilíbrio ecológico local, mas também a qualidade da água que abastece a população de Peixoto de Azevedo e Matupá. As investigações apontaram que as áreas de preservação permanente foram invadidas e degradadas por maquinários utilizados em garimpo, resultando em processos erosivos e no assoreamento dos cursos d’água. Os suspeitos são investigados pelos crimes de poluição, causar danos a florestas de preservação permanente e impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas, previstos na Lei Ambiental nº 9.605/98. Dano Contra a Natureza O delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação, explica que a principal consequência desse tipo de crime é a crescente poluição dos rios, cujas águas têm apresentado níveis elevados de sedimentos, produtos químicos e metais pesados. Essa contaminação coloca em risco o sistema de captação e tratamento de água municipal, podendo gerar sérios prejuízos à saúde pública, além de destruir e comprometer a fauna e a flora aquáticas. Além da poluição das águas, a extração ilegal também devastou extensas áreas de vegetação nativa, comprometendo habitats de espécies aquáticas e terrestres. “O uso de maquinário pesado agravou a erosão das margens, alterou o curso natural dos rios e intensificou o assoreamento. O resultado é um ambiente em desequilíbrio, no qual a fauna e a flora lutam para sobreviver diante da pressão crescente das atividades criminosas”, disse o delegado. De acordo com a delegada titular da Dema, Liliane Murata, essa investigação exige alto grau de especialização das equipes envolvidas, bem como demanda integração entre inteligência e ação operacional, desde o início das diligências até a sua execução final, pois envolve risco elevado e grande complexidade. “O principal objetivo é reduzir os danos ambientais, restabelecer a sensação de segurança e proteger a saúde da população e do meio ambiente, que, quando utilizado de forma sustentável, gera conforto e benefícios econômicos à sociedade. No entanto, quando explorado ilegalmente, causa prejuízos sociais, ambientais e econômicos a todos”, destacou a delegada Liliane Murata. Nome da Operação Érebo, na mitologia grega, é a personificação das trevas e da escuridão profunda, sendo um dos deuses que nasceu do Caos, associado às regiões escuras e ocultas da Terra, onde há ausência total de luz — simbolizando mistério, perigo e ocultação. O nome “Rastro de Érebo” significa uma investigação profunda em um ambiente hostil, misterioso e prejudicial, pois evoca a ideia de um rastro deixado pela escuridão e pelas sombras que permeiam o subsolo e lugares ocultos onde ocorre a lavra ilegal de forma clandestina.