O deputado estadual Eduardo Botelho (União) subiu o tom, nesta quarta-feira (24), em discurso no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e deixou claro que não apoiará uma eventual candidatura do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado Federal em 2026. De forma enfática, Botelho criticou a atuação do parlamentar bolsonarista durante seus quase oito anos de mandato em Brasília: “Se houver uma coligação aqui, com o candidato Medeiros, por exemplo, eu não apoio. Jamais vou apoiar um cara que não produziu nada para o Estado. Só produziu discurso vago que não deu resultado nenhum”, afirmou. A declaração foi uma resposta direta às movimentações políticas que buscam consolidar um palanque entre o governador Mauro Mendes (União) e Medeiros, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apoio a Janaina Riva Botelho reforçou que, caso essa composição seja confirmada, vai pedir liberação ao União Brasil para apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata ao Senado. “Se isso acontecer, vou pedir a liberação para apoiar Janaina. Apoiar ele sem chance. É um atraso para Mato Grosso. Sair do senador Jayme Campos, que está lá produzindo muito para o Estado, e entrar em um senador que não vai dar resultado nenhum, pelo amor de Deus”, disparou. Cobrança a Jayme Campos O deputado ainda cobrou uma posição mais clara do senador Jayme Campos (União), que tem sido cotado como possível candidato ao Governo do Estado, mas não definiu oficialmente seus planos. “Não existe tratativa nenhuma, ele nunca falou que [de fato] é candidato. É isso que estou cobrando dele: que tenha uma posição. Ele é candidato a governador, senador, o que ele quer ser, para nós podermos nos defender”, concluiu Botelho.
“A irrigação é a arma secreta do futuro”: Hugo Garcia lidera bandeira que pode transformar a agricultura de Mato Grosso
Mato Grosso é líder no agronegócio brasileiro, mas enfrenta um desafio cada vez mais urgente: a dependência das chuvas. Em um estado onde os períodos de estiagem se tornam mais longos e severos, a irrigação surge não apenas como alternativa, mas como solução estratégica para garantir a segurança alimentar, preservar empregos no campo e sustentar o crescimento econômico. Quem tem puxado essa bandeira com força é Hugo Garcia, presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir). Ele defende que a irrigação precisa deixar de ser vista como tecnologia de luxo e se consolidar como política de Estado. “A irrigação é inclusão, é produtividade, é segurança alimentar. Não podemos permitir que custos altos e burocracias excluam quem mais precisa dela: o pequeno produtor”, afirma Hugo. 🌾 Por que a irrigação é estratégica? Em períodos de seca, áreas irrigadas são a diferença entre perder uma safra inteira ou garantir colheitas estáveis. Além de dar previsibilidade ao produtor, a irrigação: Protege investimentos já feitos no campo; Mantém a qualidade dos alimentos, mesmo em condições climáticas adversas; Fortalece toda a cadeia de abastecimento, do pequeno comércio às grandes indústrias; Diversifica a produção: hortaliças, frutas e sementes especiais podem ser cultivadas o ano inteiro; Inclui a agricultura familiar, que passa a ter autonomia e renda estável. Uma lei que muda o jogo A liderança de Hugo foi decisiva para a criação da Política Estadual de Agricultura Irrigada, aprovada pela Assembleia Legislativa. A lei estabelece diretrizes para: Expandir áreas irrigadas; Promover o uso racional da água; Estimular a modernização tecnológica do setor. A Aprofir participou ativamente do debate e acompanha a implementação. Para Hugo, essa é a base para transformar a irrigação em política permanente, acessível a todos os produtores. Os desafios a superar Apesar dos avanços, expandir a irrigação em Mato Grosso ainda esbarra em gargalos históricos: Energia cara: o alto custo da rede elétrica impacta diretamente os sistemas de bombeamento; Burocracia na outorga da água, que é lenta e inacessível, sobretudo para o pequeno agricultor; Falta de crédito e capacitação, que impede famílias de aderirem à tecnologia. O papel da Aprofir Sob a presidência de Hugo Garcia, a Aprofir atua para: Reduzir tarifas de energia aplicadas ao setor; Simplificar a concessão de outorgas de uso da água; Criar linhas de crédito específicas para irrigação; Ampliar programas de capacitação e assistência técnica. Irrigação é desenvolvimento Garantir a expansão da irrigação é mais do que uma pauta técnica: é uma questão estratégica de futuro para Mato Grosso e para o Brasil. Resiliência climática: enfrentar os impactos da mudança no regime de chuvas; Segurança alimentar: garantir colheitas estáveis e alimentos acessíveis; Inclusão social: dar oportunidades de renda para agricultores familiares; Competitividade: manter Mato Grosso como protagonista no agronegócio mundial. “Investir em irrigação é investir em pessoas, em desenvolvimento sustentável e no futuro de Mato Grosso”, resume Hugo.
MT Hemocentro enfrenta baixa nos estoques de sangue
O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, enfrenta baixa nos estoques de sangue dos tipos O-, A-, AB- e B-. Embora todos os tipos sejam necessários para manter os estoques abastecidos, esses estão em estado de alerta. A unidade está localizada na Rua 13 de junho, 1055, Centro Sul de Cuiabá. O hemocentro funciona das 07h30 às 18h, sem pausa para o almoço, de segunda à sexta-feira. O diretor da unidade, Fernando Henrique Modolo, reforça o convite a todos, especialmente às pessoas que possuem esses tipos sanguíneos. “Nossos estoques estão em estado de alerta e por isso convidamos todos aqueles que possuem esses tipos sanguíneos a nos ajudarem a manter os estoques abastecidos e a continuar ajudando a quem precisa. Estamos de portas abertas para recebê-los e a equipe do MT Hemocentro está preparada para atendê-los”, destacou. Para doar sangue, os interessados devem comparecer à unidade de coleta portando documento oficial com foto. É preciso ter entre 16 e 69 anos e 11 meses e 29 dias. Menores com idade entre 16 e 17 anos devem levar documento de autorização assinado pelo pai, mãe ou responsável legal. Além disso, todos os doadores precisam pesar 50 kg ou mais. De acordo com o Ministério da Saúde, homens podem fazer até quatro doações por ano, com intervalo de dois meses entre cada uma. Já as mulheres podem doar sangue três vezes ao ano, com intervalo de três meses entre cada doação. As doações são seguras e levam cerca de 60 minutos para serem realizadas. Não é recomendado doar sangue em jejum: realize alimentação leve e equilibrada antes de doar. Serviço Para realizar o agendamento da doação de sangue, basta acessar este link. O voluntário também pode agendar as doações pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026. O banco de sangue funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, na rua 13 de Junho, 1.055, em Cuiabá. A unidade fornece o atestado de comparecimento ao doador. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pode doar, o MT Hemocentro fornece um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho. *Sob a supervisão de Ana Lazarini
Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais nesta terça-feira (23)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nas últimas 24 horas, um incêndio florestal em Vila Bela da Santíssima Trindade e mantém controlados 15 focos ativos. As equipes seguem, nesta terça-feira (23.9), no combate a outros 13 incêndios florestais em diversas regiões do estado. Os incêndios, que estão controlados e não apresentam risco imediato de propagação por estarem contidos dentro de um perímetro seguro, localizam-se nos municípios de Paranaíta, com cinco focos sob monitoramento; em Vila Bela da Santíssima Trindade, com quatro focos sendo monitorados; União do Sul, com dois focos, além dos municípios de Guarantã do Norte, Pontes e Lacerda, Barra do Garças e Santa Carmem. As equipes permanecem atuando no combate aos incêndios em Pontes e Lacerda, onde há três focos ativos, e em Vila Bela da Santíssima Trindade, que também tem registros de dois focos. Os bombeiros combatem ainda incêndios florestais em Rosário Oeste, Cocalinho, Nobres, Cáceres, Nova Ubiratã, Poconé, Nova Bandeirantes e Rondonópolis. O combate aos incêndios conta com equipes atuando diretamente no campo, com o apoio de máquinas pesadas, caminhões-pipa e aeronaves, que compõem a estrutura disponível para reforçar o enfrentamento das chamas. As operações seguem de forma contínua, com controle dos focos e proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil do Estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), além da Polícia Militar, que atua de forma integrada. Monitoramento O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento de 66 focos de calor em todo o estado, incluindo os que estão em combate e controlados. Desse total, 47 são incêndios florestais e outros 19 focos restantes correspondem a queimadas irregulares. Nas terras indígenas, são registrados 9 incêndios. As ocorrências em terras indígenas incluem: dois focos na Terra Indígena Zoro, em Rondolândia; dois focos na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; além da Terra Indígena Gleba Iriri, em Matupá; na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondolândia; na Terra Indígena Sararé, em Conquista D’Oeste; na Terra Indígena Parque do Xingu, em Gaúcha do Norte; e na Terra Indígena Tereza Cristina, em Santo Antônio de Leverger. No caso de áreas indígenas, o combate deve ser feito por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar. Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar não foi acionado. Fiscalização – Operação Infravermelho Os outros 19 focos de calor decorrentes do uso irregular do fogo estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho, cujo monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar de forma antecipada áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores. Incêndios extintos Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de 209 incêndios. Os municípios são: Acorizal, Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Paraguai, Alto Taquari, Apiacás, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Bugres, Barra do Garças, Barão de Melgaço, Bom Jesus do Araguaia, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cláudia, Cocalinho, Colíder, Colniza, Comodoro, Confresa, Conquista D’Oeste, Cotriguaçu, Cuiabá, Denise, Diamantino, Feliz Natal, Figueirópolis do Oeste, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Guarantã do Norte, Guiratinga, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Jaciara, Jauru, Juara, Juscimeira, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Mundo, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Poconé, Pontal do Araguaia, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, Poxoréu, Primavera do Leste, Querência, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Carmem, Santa Cruz do Xingu, Santa Rita do Trivelato, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio de Leverger, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Povo, São José do Rio Claro, São José do Xingu, Sapezal, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah, Terra Nova do Norte, Tesouro, Torixoréu, União do Sul, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Rica. Focos de calor Em Mato Grosso, foram registrados 54 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Destes, 41 são na Amazônia, 9 no Cerrado e 4 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). É importante destacar que um foco de calor isolado não caracteriza, por si só, um incêndio florestal. No entanto, um incêndio florestal geralmente envolve o acúmulo de diversos focos de calor em uma mesma área. Proibição do uso do fogo O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano. Em caso de qualquer indício de incêndio florestal, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).
‘Lula é genial’ x ‘Trump fez a parte dele’: como esquerda e direita reagiram aos discursos na ONU
Em meio a tensão diplomática com o Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ele e o líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tiveram uma “química excelente” ao se cumprimentarem antes do início da Assembleia Geral da ONU. Trump também confirmou um encontro entre os dois na próxima semana. Segundo Trump, ele entrava para discursar, enquanto Lula saia quando se viram. “Nos abraçamos”, detalhou, completando que ambos concordaram em ter “um encontro na próxima semana”. “Ele me parece um homem muito agradável. Ele gostou de mim, eu gostei dele. E eu só faço negócios com pessoas que eu gosto. Tivemos, ao menos por 39 segundos, uma excelente química. É um bom sinal. Sem a gente [EUA], eles [Brasil] vão falhar assim como outras nações”, comentou Trump. A fala foi feita após o presidente americano discursar sobre as tarifas comerciais aplicadas pelos EUA aos demais países. Segundo ele, a medida é um mecanismo para garantir a “soberania e segurança” do país, justificando, ainda, que durante “muitos anos”, diversas nações foram injustas com os EUA. Na sequência, o líder norte-americano comentou que as tarifas aplicadas ao Brasil são uma resposta “aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades de nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e ataques a críticos políticos nos Estados Unidos”, disse. Desde agosto, os produtos brasileiros enfrentam uma taxa de 50%, o que fez com que as exportações ao país norte-americano caíssem 18,5% no primeiro mês do tarifaço. A tensão diplomática entre os dois países teve uma piora após Trump justificar a situação do ex-presidente Bolsonaro como um dos motivos para a aplicação de sanções no Brasil. Recentemente, Jair Bolsonaro e outros sete aliados foram condenados por tentativa de golpe de Estado. Discurso Durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Trump criticou a administração da organização e disse ser responsável por mediar e terminar sete conflitos ao redor do mundo. Em um discurso focado na própria gestão, o líder norte-americano também condenou a gestão do ex-presidente Joe Biden e disse que os EUA estão vivendo a “era dourada”. “Qual é o propósito das Nações Unidas? Na maioria dos casos, pelo menos por enquanto, tudo o que parecem fazer é escrever uma carta com palavras muito fortes e nunca dar seguimento a essa carta. São palavras vazias, e palavras vazias não resolvem guerras”, disse.
Animais resgatados em canil clandestino recebem cuidados de saúde e alimentação da Prefeitura de Cuiabá
Os animais resgatados em uma operação conjunta realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal (BEA), da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), na última semana, seguem recebendo atendimento veterinário e cuidados diários, como banho, tosa e alimentação. A ação interditou um canil clandestino que mantinha cães e roedores em condições precárias de sobrevivência e de comercialização irregular. De acordo com a diretora de Bem-Estar Animal e médica-veterinária Morgana Thereza Ens, foram resgatados cerca de 65 cães, entre machos, fêmeas e filhotes, além de 320 roedores das espécies anão russo, esquilo, twister e hamster. Os animais estavam em situação de negligência. Logo após o resgate, passaram por triagem clínica com veterinários da BEA. Entre os primeiros cuidados, foram realizados banhos, tosa higiênica, vermifugação, controle antiparasitário e exames de sangue. A equipe também disponibilizou rações específicas para atender às necessidades nutricionais de raças pequenas, que exigem grãos em formato proporcional, miúdos. Parte dos animais resgatados, sendo 26, ficou no canil da BEA, enquanto 10 estão em lares temporários junto à sociedade civil. Outros 36 cães, principalmente mães e filhotes, foram encaminhados para a ONG parceira, que dispõe de estrutura para atender demandas especiais e se prontificou a acolhê-los até a decisão final do processo. Os roedores também foram acolhidos pela Lunnar e passaram por avaliação de um veterinário especialista em animais silvestres. A BEA forneceu uma tonelada de ração, além de caixas de vermífugos e vacinas. Quanto à alimentação dos roedores, a Prefeitura está se mobilizando para conseguir doações, já que nunca havia sido realizada compra específica para esse tipo de animal, configurando uma situação emergencial. Morgana destacou a importância da parceria entre os órgãos de segurança e o município para combater práticas ilegais. “Eles eram mantidos sem alimentação adequada, sem acesso à água fresca, em meio ao calor, com cruzamentos irregulares e misturados em ambientes completamente incompatíveis com o que precisam para sobreviver. Muitos apresentavam parasitas como pulgas e carrapatos, além de desidratação e pelos extremamente embolados”, relatou. Segundo ela, o papel da BEA não é fechar canis, mas encerrar atividades irregulares onde animais sofrem exploração e maus-tratos. “A sociedade tem sido parceira nesse processo e queremos que continue participando, adotando de forma consciente e responsável”, afirmou. Além de resgatar animais vítimas de maus-tratos, a BEA também atua em projetos de castração e em ações educativas em escolas, reforçando a política pública de proteção animal em Cuiabá. Critérios de adoção responsável Os animais permanecem sob tutela da Prefeitura de Cuiabá, e a adoção segue os mesmos critérios já utilizados para os demais animais do canil, mediante pré-cadastro feito em formulário online disponível nos canais oficiais do município. “Nosso objetivo não é manter os animais no canil, muito menos transferi-los para ONGs de forma sobrecarregada. Queremos destiná-los a lares responsáveis. Para isso, avaliamos se a família tem tempo disponível, se há crianças ou idosos em casa, se o ambiente é adequado e se compreendem que animal não é brinquedo ou presente. Também não buscamos atender interesse de ‘escolha’, mas sim garantir o bem-estar do animal”, explicou Morgana. Todos os animais resgatados serão castrados antes de irem para adoção. Expansão do Canil Municipal A Prefeitura de Cuiabá trabalha na ampliação do canil municipal. As obras incluem melhorias estruturais e áreas de convivência, garantindo maior qualidade de vida aos animais acolhidos temporariamente. “O canil municipal não é o fim da vida do animal, mas o começo de um recomeço em uma nova família. Nosso trabalho é dar suporte emergencial, devolver saúde e dignidade, e encaminhá-los para um lar adequado”, reforçou a diretora. Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 48 milhões
As seis dezenas do concurso 2.918 da Mega-Sena serão sorteadas nesta terça-feira (23/9), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 48 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. Fonte: Agência Brasil
Max Russi: Inclusão social que transforma vidas em Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso vive um novo momento sob a presidência do deputado Max Russi (PSB). Reconhecido por sua atuação próxima da população, Russi tem colocado a inclusão social como prioridade absoluta de sua gestão, transformando discursos em medidas concretas que já impactam milhares de mato-grossenses. Leis que garantem direitos Entre as principais iniciativas aprovadas sob sua liderança, destaca-se a Lei nº 12.964/2025, de autoria de Max Russi, que assegura às pessoas com deficiência o direito de obter a carteira de habilitação em veículos adaptados, com instrutores capacitados e sem custo adicional. A medida representa um avanço histórico para a acessibilidade no Estado. Outra conquista importante foi a Lei nº 11.664, que institui a Política Estadual de Assistência Social. A legislação busca fortalecer a rede de apoio a famílias em situação de vulnerabilidade, integrando ações entre Estado e municípios para garantir maior efetividade às políticas públicas. Programas que mudaram a realidade de milhares A experiência de Max Russi na área social também é marcada pela criação e implantação do Pró-Família, programa que retirou mais de 22 mil famílias da vulnerabilidade social durante sua passagem pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania. A iniciativa se tornou referência nacional, por aliar transferência de renda, capacitação e acompanhamento familiar. Outro destaque é o Programa de Aprendizagem da ALMT, desenvolvido já em sua gestão como presidente da Assembleia. Voltado a jovens em situação de risco, o projeto oferece oportunidade profissional ao mesmo tempo em que incentiva a permanência na escola, ajudando a reduzir a evasão escolar e prevenir o envolvimento com a criminalidade. Novos olhares para velhos problemas Atento aos desafios contemporâneos, Russi também propôs a Campanha de Conscientização sobre Depressão Infantil e na Adolescência, diante do crescimento de casos de suicídio juvenil no Brasil. Para ele, a inclusão social também passa pelo cuidado com a saúde mental das novas gerações. Outro passo foi a criação da Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena, iniciativa que busca dar voz às comunidades tradicionais, garantindo acesso justo e digno ao sistema de saúde. Já a Lei da Linguagem Simples, regulamentada em sua gestão, obriga os órgãos públicos a adotarem uma comunicação clara e acessível, aproximando o cidadão das instituições e facilitando o exercício pleno da cidadania. Inclusão como marca da gestão Para Max Russi, a inclusão social precisa ser tratada como prioridade e não como promessa. “Quando dizemos que a Assembleia é a Casa do Povo, não é apenas um slogan. É uma missão que precisa ser cumprida com ações concretas, aproximando a política de quem mais precisa dela”, afirma o parlamentar. Com esse posicionamento firme, o presidente da ALMT tem reforçado que a política deve ser instrumento de transformação social e não de privilégios. “O povo não quer discursos, quer resultados. E nosso compromisso é entregar políticas públicas que cheguem de verdade a cada cidadão mato-grossense”, completou. A força de uma liderança próxima do povo Ao longo de sua trajetória, Max Russi se consolidou como uma liderança que escuta, dialoga e age. Sua gestão à frente da Assembleia Legislativa reafirma a ideia de que inclusão social não é um favor, mas um direito, e que cabe ao poder público criar condições reais para que todos possam exercer sua cidadania com dignidade. Com leis inovadoras, programas de impacto e um olhar humano para os problemas sociais, Max Russi coloca Mato Grosso em um novo patamar de políticas inclusivas, mostrando que é possível transformar vidas com compromisso, responsabilidade e trabalho sério.
Fies 2025: como faculdades podem oferecer vagas remanescentes
O Ministério da Educação (MEC) abriu o processo para que faculdades privadas participem da oferta de vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre de 2025. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22), por meio do Edital nº 18/2025. Como funciona As instituições interessadas precisam registrar no Sisfies (sistema do programa) quais cursos, turnos e unidades terão vagas disponíveis. O prazo vai de 1º a 8 de outubro de 2025. Só podem participar faculdades que já tenham adesão válida ao Fies e ao Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies). Regras para participação Para oferecer as vagas, as faculdades devem: ter cursos de graduação bem avaliados pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes); divulgar em seus sites e murais a lista de cursos e turnos com vagas; garantir acesso gratuito à internet para inscrições; não cobrar taxa dos candidatos. Se houver erros ou necessidade de ajustes, as instituições terão de 9 a 14 de outubro de 2025 para corrigir as informações no sistema. Como será a seleção A escolha das vagas será feita pela Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC), levando em conta: o orçamento disponível; a avaliação dos cursos no Sinaes; a demanda por financiamento em cada região; prioridade para cursos de medicina. Edital para estudantes No dia 14 de outubro de 2025, o MEC deve publicar um novo edital voltado diretamente aos estudantes interessados em disputar essas vagas. Nesse documento estarão as regras e o calendário do processo seletivo. As vagas serão destinadas a alunos que consigam cumprir a frequência mínima exigida no segundo semestre de 2025. O que é o Fies Criado em 2001, o Fies é um programa do MEC que financia cursos de graduação em faculdades privadas com boas avaliações no Sinaes. O objetivo é ampliar o acesso ao ensino superior, oferecendo crédito estudantil com condições facilitadas de pagamento.
Valdemar reafirma liderança de Bolsonaro no PL e cita Tarcísio, Ratinho e Michelle como opções para 2026
Mesmo declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo considerado por aliados a figura central nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, caberá exclusivamente a Bolsonaro a escolha do candidato que representará a sigla na disputa. Em entrevista ao Podcast Política de Primeira, Valdemar destacou que o ex-presidente mantém uma liderança “incontestável” no partido e, por isso, ninguém será lançado sem o aval dele. “É ele quem vai decidir, porque é o dono dos votos. Pode definir no próximo ano ou até às vésperas da eleição. Em 2018, Lula, mesmo preso, escolheu Haddad na última hora. Bolsonaro terá a mesma prerrogativa”, afirmou Valdemar. O peso político de Bolsonaro Para Valdemar, apesar da inelegibilidade, Bolsonaro ainda é a principal força da direita no Brasil e possui a capacidade de transferir votos, o que o torna peça-chave na definição da chapa presidencial. O dirigente ressaltou que o partido aguarda a decisão final da Justiça Eleitoral, mas que a palavra de Bolsonaro será determinante. Possíveis nomes em análise Embora tenha evitado apontar favoritos, Valdemar mencionou lideranças que, segundo ele, têm aprovação popular sólida em seus estados e poderiam representar o PL ou compor alianças: Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, considerado um dos nomes mais próximos a Bolsonaro; Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, que mantém alta aprovação; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, com bom desempenho regional; Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás; Tereza Cristina (PP), senadora por Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura; Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, além dos filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro, que também aparecem como alternativas. “Na minha opinião, vai rodar por aí. Temos opções fortes. Mas será Bolsonaro quem vai bater o martelo”, disse Valdemar. “Ainda há esperança” de candidatura Apesar da decisão do TSE, Valdemar afirmou acreditar que ainda existe chance de Bolsonaro voltar a disputar diretamente a presidência, citando o exemplo de Lula, que após ser preso retornou ao Palácio do Planalto. “Quando Lula estava preso, ninguém acreditava que ele seria candidato novamente. Ele foi, concorreu e venceu. Então, ainda há esperança”, declarou. O cenário para 2026 O PL se prepara para a eleição presidencial apostando na força da imagem de Bolsonaro como líder do campo conservador. Mesmo sem estar nas urnas, o ex-presidente poderá influenciar alianças, compor chapas e direcionar sua base de apoiadores. A expectativa é que a decisão oficial do partido seja anunciada após as convenções partidárias de 2026, mas os bastidores já indicam movimentações intensas para a escolha do nome que tentará suceder Lula no Planalto.