Proposta busca incentivar mobilidade sustentável, reduzir poluentes e alinhar o Estado às políticas de descarbonização em vigor no Brasil. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) apresentou, nesta quarta-feira (17), um projeto de lei inovador que prevê isenção total do IPVA para veículos elétricos e redução de 50% para os híbridos em Mato Grosso. A iniciativa, protocolada em sessão plenária, tem como meta estimular a transição para uma frota menos poluente, promover a modernização da mobilidade urbana e fortalecer a agenda ambiental no Estado. O que a proposta prevê O texto estabelece que o benefício fiscal será concedido exclusivamente a veículos adquiridos ou emplacados em Mato Grosso, mediante comprovação de que se tratam de modelos elétricos ou híbridos.A regulamentação caberá ao Poder Executivo, que deverá: Definir critérios técnicos e operacionais; Calcular os impactos financeiros para o Estado; Estabelecer mecanismos de compensação da renúncia fiscal. Argumentos da deputada Na justificativa, Janaina ressaltou que o projeto coloca Mato Grosso em sintonia com políticas já adotadas em outras unidades da federação, como Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. “O objetivo é fomentar o uso de veículos ambientalmente sustentáveis, como incentivo à mobilidade limpa, ao desenvolvimento tecnológico e à preservação ambiental. Essa é uma tendência nacional e Mato Grosso não pode ficar para trás”, declarou. Segundo a deputada, os benefícios da proposta vão além da redução da emissão de gases de efeito estufa. Ela lembrou que os veículos elétricos e híbridos também contribuem para cidades mais silenciosas e modernas, além de incentivarem o desenvolvimento de um mercado tecnológico em expansão. Impactos esperados A medida pode ter reflexos positivos em diferentes áreas: Ambiental: redução significativa da poluição do ar e das emissões de carbono. Econômica: estímulo ao mercado de veículos sustentáveis e fortalecimento da cadeia de fornecedores e concessionárias no Estado. Turismo e imagem: Mato Grosso passa a se posicionar como estado inovador e alinhado às metas globais de sustentabilidade. Social: incentivo à modernização da frota e melhora na qualidade de vida nas cidades, com menos poluição sonora e atmosférica. Próximos passos O projeto seguirá agora para análise nas comissões temáticas da Assembleia Legislativa, onde poderá receber ajustes técnicos, antes de ser submetido à votação em plenário. Se aprovado, Mato Grosso se juntará a um grupo seleto de estados que já implementaram políticas de incentivo à eletromobilidade, reforçando o compromisso com a inovação, sustentabilidade e futuro verde.
Câmara aprova urgência do PL da Anistia; bancada de MT vota majoritariamente a favor
Proposta acelera tramitação de perdão aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro; apenas um deputado de Mato Grosso se posicionou contra. A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), o requerimento de urgência do Projeto de Lei 2162/2023, conhecido como PL da Anistia, que concede perdão aos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O placar foi de 311 votos favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções. Com a aprovação, a proposta poderá ser votada diretamente em plenário a qualquer momento, sem precisar passar pelas comissões da Casa. Bancada de Mato Grosso Entre os oito deputados federais do Estado, sete participaram da votação: A favor: Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Fábio Garcia (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB) e Rodrigo Zaeli (PL). Contra: Emanuelzinho (MDB). O que diz o projeto De autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), o texto concede anistia aos participantes de manifestações políticas ocorridas entre 30 de outubro de 2022 – segundo turno das eleições presidenciais – e a data de entrada em vigor da lei. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendem que a anistia seja estendida também a ele, condenado na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão no processo sobre a tentativa de golpe. Contexto dos atos de 8 de janeiro Naquele dia, apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes: Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. O episódio resultou em centenas de prisões e condenações por crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e dano qualificado. Próximos passos Com a urgência aprovada, a Câmara deve designar ainda nesta quinta-feira (18) um relator para elaborar um substitutivo capaz de reunir apoio da maioria ampla. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ordenou a inclusão do tema após reunião com líderes partidários.
Palmeiras vence River Plate na Argentina e abre vantagem nas quartas da Libertadores
Com gols de Gustavo Gómez e Vitor Roque, Verdão supera ambiente hostil e mostra força em Buenos Aires O Palmeiras deu um passo importante rumo à semifinal da Conmebol Libertadores ao vencer o River Plate por 2 a 1, nesta quarta-feira (17), no estádio Monumental de Núñez, diante de mais de 80 mil torcedores argentinos. Na véspera, o técnico Abel Ferreira já havia dado o tom da postura da equipe: “Eu admiro e respeito muito (Gallardo), mas não temo ninguém. Respeitamos muito todas as equipes, mas não tememos ninguém.” E foi com essa confiança que o Verdão entrou em campo. Escalação ousada e início avassalador Abel inovou ao escalar Andreas Pereira como titular no lugar de Facundo Torres. O camisa 8 não demorou a justificar a escolha: logo aos 5 minutos, cobrou escanteio com perfeição para Gustavo Gómez abrir o placar de cabeça. O Palmeiras dominava as ações e tinha mais de 60% da posse de bola, mesmo em um ambiente considerado intimidador. Andreas, aberto pela direita, se movimentava para o meio e encontrava espaço para articular, aproximando-se de Flaco López e Vitor Roque, dupla ofensiva que vem funcionando bem. Solidez defensiva e segundo gol Com a marcação encaixada, o Verdão neutralizava o River. Felipe Anderson reforçava a recomposição, formando linha de cinco quando necessário, o que dificultava as investidas argentinas. Ainda no primeiro tempo, a estratégia foi coroada: Vitor Roque marcou o segundo gol, premiando uma grande atuação coletiva e ampliando a vantagem para 2 a 0. Pressão final e desconto do River O River Plate tentou reagir na etapa final, aproveitando-se do apoio da torcida e do cansaço palmeirense. O time argentino descontou, mas não conseguiu evitar a vitória brasileira em seus domínios. O resultado mantém o Palmeiras com vantagem para o jogo de volta, em São Paulo. Próximos passos Após a partida, Abel Ferreira valorizou o desempenho, mas alertou: “Foi uma grande vitória, mas ainda faltam 90 minutos.” O Palmeiras agora se prepara para decidir a vaga em casa, podendo até empatar para garantir presença em mais uma semifinal de Libertadores.
Governo realiza obras de melhorias no acesso ao Hospital Central
O Governo de Mato Grosso está realizando obras de melhorias nas ruas do entorno do Hospital Central, em Cuiabá. O objetivo é facilitar o acesso à nova unidade hospitalar e também promover melhorias na mobilidade do Centro Político Administrativo. As obras executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) incluem a implantação de uma nova rua, duplicação de alguns trechos, além de recuperação do asfalto de ruas já existentes. No total, o investimento chega a R$ 13,8 milhões. A nova rua que está sendo implantada vai ligar da lateral do prédio do Incra, até a rotatória na rua Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes, logo abaixo do Hospital Central. A nova rua já foi asfaltada e as obras seguem para outros serviços, como meios-fios, calçadas e depois sinalização e iluminação. Um dos trechos que será duplicado é a subida da Rua G (rua da Creche Maria Eunice) entre a Rua Desembargador Milton Figueiredo e a entrada do Hospital Central. Essa rua também já teve o seu asfaltado totalmente recuperado. Outro trecho que será duplicado compreende parte da Rua Desembargador Milton Figueiredo, em frente ao Fórum Cível e ao Ministério Público do Estado. Assim como a Rua Dr. Hélio Ponce de Arruda (Acesso ao Inpe), entre o Ministério Público e a Avenida do CPA. O secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, explica que o objetivo das obras é garantir uma mobilidade melhor nas ruas do entorno do novo hospital. “Essa é uma das grandes obras realizadas pelo Governo de Mato Grosso, mas o acesso para ele não era dos mais fáceis. Com essas melhorias implementadas pelo Estado, o cidadão que precisar utilizar o hospital vai poder chegar nele com mais tranquilidade”, afirmou. Hospital Central A estrutura do Hospital Central, localizada em Cuiabá, ficou abandonada por 34 anos. Em 2019, o Governo de Mato Grosso apresentou um novo projeto para o hospital, com a ampliação de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída. As obras foram retomadas em 2020 e já estão 99% executadas. Com uma infraestrutura de ponta, o Hospital Central conta com 287 leitos e está sendo estruturado para realizar uma média de 32 mil consultas médicas, 80 mil exames e 6.500 cirurgias por ano. O Einstein Hospital Israelita será responsável pela gestão da unidade, que ofertará serviços gratuitos à população e funcionará 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mato Grosso será o quarto estado do Brasil a ter um hospital público gerido pelo Einstein.
Mato Grosso finaliza colheita da 2ª safra de milho com recorde de produção
Mato Grosso encerrou a colheita da segunda safra de milho 2024/25 com um resultado recorde. O estado alcançou 55,1 milhões de toneladas, volume 12,9% superior ao registrado na safra anterior, de 2023/24. Os números são do 12º e último Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e reforçam o protagonismo mato-grossense na produção nacional e internacional do grão. A área plantada também cresceu. No ciclo 2024/25 foram 7,28 milhões de hectares, um aumento de 3,3% em relação à temporada passada. O bom desempenho da safra está relacionado às condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, especialmente pela boa distribuição das chuvas durante as fases de desenvolvimento das lavouras. A Conab, em seu último levantamento, ressaltou que o desempenho de Mato Grosso advém do equilíbrio entre fatores naturais e técnicas modernas de produção. “O resultado é fruto da combinação das condições climáticas favoráveis, associada às práticas agrícolas avançadas com o uso de sementes de alta qualidade e manejo eficiente no uso de fertilizantes e contenção de pragas. Tal conjuntura culminou no recorde de produtividade e produção, beneficiando não apenas produtores locais como também o abastecimento nacional e global.” A produção mato-grossense corresponde a 49% de todo o milho de segunda safra colhido no Brasil. Em relação a produção total do grão, o estado contribui com cerca de 4% da oferta global, fortalecendo a posição do Brasil como o terceiro maior produtor mundial. De acordo com a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia, Linacis Silva Vogel Lisboa destacou que os resultados refletem a solidez da cadeia produtiva do milho em Mato Grosso. “Alcançar 55,1 milhões de toneladas demonstra o alto nível tecnológico e de gestão adotado pelos produtores, o que se traduz em ganhos de produtividade e competitividade. Esse desempenho fortalece o setor logístico, amplia as exportações e garante maior circulação de divisas, consolidando Mato Grosso como um dos principais motores da economia nacional e um player relevante no mercado global de grãos”, afirmou. Fonte: SECOM-MT
Ruim com Jaime Campos no grupo, pior sem ele: os dilemas do União Brasil em Mato Grosso
Senador enfrenta isolamento dentro do grupo governista, enquanto nomes como Mauro Mendes, Janaina Riva e Carlos Fávaro ganham força para o Senado. Disputa interna pode fragilizar a base do União Brasil. O cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 tem como um dos principais pontos de tensão o futuro do senador Jaime Campos (União Brasil). Nome histórico da política estadual, com passagens pelo Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande e pelo Senado, Jaime hoje enfrenta um paradoxo: sua experiência o credencia a disputar qualquer cargo majoritário, mas dentro do grupo do governador Mauro Mendes parece cada vez mais isolado. De aliado estratégico a figura secundária Em 2018, Jaime foi peça-chave para a vitória da atual composição do União Brasil, quando uniu forças com Mauro Mendes e Carlos Fávaro. À época, vestiu a camisa, pediu votos e ajudou a consolidar o bloco que comanda o Estado até hoje. De lá para cá, entretanto, o trio se distanciou. Mendes se consolidou como principal liderança, Fávaro ganhou projeção nacional ao assumir o Ministério da Agricultura no governo Lula, e Jaime passou a ter menos espaço nas grandes decisões do grupo. Hoje, quando naturalmente poderia ser cogitado como candidato à sucessão de Mendes ou à reeleição no Senado, encontra resistências dentro do próprio partido. O Senado e o risco da divisão de votos As eleições de 2026 terão duas vagas ao Senado. Analistas avaliam que uma delas deve ser ocupada por Janaina Riva (MDB), que vem crescendo nas pesquisas e conquistando espaço político. A outra vaga tende a ser disputada entre Carlos Fávaro, que deve consolidar o eleitorado da esquerda com cerca de 25% dos votos, e nomes da direita e centro-direita. Nesse campo, aparecem Mauro Mendes, José Medeiros, Pedro Taques, Antônio Galvan e o próprio Jaime Campos. O impasse é claro: se Jaime disputar ao Senado, pode dividir votos no campo governista e fragilizar a estratégia do União Brasil. Isso abriria espaço para a esquerda manter uma cadeira e para outra ser conquistada por um nome alternativo da direita, deixando até mesmo Mendes de fora. A alternativa do Governo Outra possibilidade seria Jaime lançar candidatura ao Governo do Estado, o que colocaria em xeque o projeto de Otaviano Pivetta, atual vice-governador e nome escolhido por Mendes como sucessor natural. Nesse cenário, a base governista entraria rachada na disputa pelo Palácio Paiaguás, aumentando as chances da oposição ou de outras forças políticas capitalizarem os votos de um eleitorado dividido. O dilema do grupo A equação é conhecida nos bastidores: “ruim com Jaime no grupo, pior sem ele”. Se o União Brasil não oferecer espaço, corre o risco de vê-lo concorrer por fora, atrapalhando os planos de Mendes e Pivetta. Se tentar acomodá-lo, terá que redesenhar toda a estrutura da majoritária, enfrentando resistências internas. Com uma carreira marcada pela experiência e pelo peso político, Jaime Campos ainda é considerado um fator decisivo no tabuleiro eleitoral de 2026. O desafio para o União Brasil será encontrar um caminho que evite que as divisões internas acabem fortalecendo adversários e comprometendo o projeto de continuidade no Estado. A disputa de 2026 não será apenas entre partidos e candidatos, mas também dentro do próprio grupo que governa Mato Grosso. Jaime Campos pode ser tanto o trunfo quanto o problema para o União Brasil. O rumo da sua decisão – se ao Senado, ao Governo ou se ficará de fora – terá impacto direto no equilíbrio de forças do próximo pleito.
Polícia Civil registra aumento de 27% no número de atendimento às vítimas de violência em Cuiabá 16 de Setembro de 2025 às 17:36
O aumento em 27% no número de atendimento prestado a mulheres vítimas de violência doméstica foi o principal dado estatístico registrado pela Polícia Civil, durante o lançamento do “Anuário de Violência Doméstica e Crimes Sexuais – 2024”. De 2.061 casos registrados em 2023, subiu para 6.223, no ano de 2024. O documento tem como base de dados o Relatório Estatístico e Análise dos Atendimentos na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) e do Plantão da Violência Doméstica e Crimes Sexuais – 24h (PLVD). Para a delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), Judá Maali, esse aumento representa a melhoria do atendimento prestado pelos profissionais, que passaram por inúmeras capacitações. “O acolhimento pode representar o primeiro passo para o rompimento do ciclo da violência”, disse delegada Judá Marcondes. Conforme o Anuário, os meses de maio e outubro foram os que mais houve demanda. Segundo a delegada, essa procura representa a autoconsciência da vítima. “A gente acredita que, a partir do momento que a mulher se autoavalia, ela cria uma maior consciência sobre o que contexto que ela está inserida”, considerou a delegada, associando os indicativos com as datas em que são celebradas Dia das Mães (maio) e Outubro Rosa. Além disso, o levantamento indicou que a segunda-feira é o dia da semana em que há maior procura pelas unidades policiais voltadas à política de segurança à mulher. Perfil da vítima Conforme levantamento do Anuário, dos 6.223 casos registrados no ano de 2024, 62% das vítimas possuem nível de escolaridade médio e superior (3.858). Além disso, os dados retrataram que 55% das vítimas eram pretas/pardas (3.423), 55% tinham entre 30 a 49 anos (3.423), e 58% tinha como renda de uma a três salários mínimos (3.611). Perfil do Suspeito De acordo com o Anuário, dos 6.223 casos registrados no ano de 2024, 36% dos suspeitos possuem nível de escolaridade médio e superior (2.240). Além disso, os dados retrataram que 33% dos suspeitos eram pretas/pardas (2.054), 63% tinham entre 18 a 49 anos (3.919), e que têm profissões diversificadas. Lançamento A divulgação do Anuário ocorreu nesta terça-feira (16.9), na sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), em Cuiabá. O evento contou com a presença da Coordenadora de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher, Mariell Antonini, e do delegado do Plantão de Violência Doméstica de Cuiabá, Richard Damaceno. Fonte: SECOM
Câmara aprova PEC que amplia foro privilegiado e gera críticas de retrocesso democrático
Proposta permite que deputados e presidentes de partidos só sejam investigados com aval do Congresso e amplia blindagem para a esfera cível. Texto segue para o Senado. A Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que amplia o foro privilegiado de parlamentares e presidentes de partidos políticos. A medida, considerada por especialistas como um retrocesso democrático, cria novas blindagens jurídicas e muda a forma como parlamentares poderão ser investigados e processados. Como votaram os deputados de Mato Grosso Em Mato Grosso, a proposta recebeu apoio integral da bancada bolsonarista – Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL). Também votaram favoravelmente Gisela Simona e Coronel Assis, ambos do União Brasil. Apenas os deputados do MDB, Emanuelzinho e Juarez Costa, votaram contra. Agora, o texto segue para apreciação no Senado Federal. O que muda com a PEC Foro ampliado para esfera cível: parlamentares só poderão ser processados mediante autorização do Congresso. Prisão em flagrante: em caso de qualquer crime, será o Legislativo – e não mais a Justiça – que decidirá se o parlamentar permanecerá preso. Blindagem inédita: presidentes de partidos também passam a ter foro privilegiado, algo que nunca havia sido previsto na legislação brasileira. Quem se beneficia Além de deputados e senadores, a proposta estende a proteção a presidentes nacionais de partidos, garantindo a eles a mesma blindagem jurídica dos parlamentares. Apoio político A PEC foi articulada principalmente pelo Centrão, bloco formado por partidos de direita e centro como PL, União Brasil, PP, MDB e PSDB. Especialistas apontam que a aprovação reduz a transparência e a responsabilização da classe política, ao transferir para o próprio Congresso a decisão sobre investigações e prisões de seus membros.
Max Russi: “Chega de atraso, precisamos concluir o BRT”
Presidente da Assembleia Legislativa afirma que a população não aguenta mais esperar e exige celeridade na entrega das obras de mobilidade em Cuiabá e Várzea Grande O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), defendeu nesta terça-feira (16) a conclusão imediata do BRT (Bus Rapid Transit) e criticou a tentativa de reabrir o debate sobre a troca do modal de transporte coletivo na Capital. Segundo o parlamentar, a prioridade é finalizar a obra, que já se arrasta há mais de dez anos, em vez de prolongar ainda mais a espera da população. “Não vou discutir modal, eu quero que conclua a obra logo. Nós precisamos concluir o BRT, avançar, a empresa entregar. Voltar a discutir outro modal agora pode atrasar mais dez anos. A população não aguenta mais”, afirmou. Celeridade e cobrança às empresas Russi reforçou que continuará cobrando agilidade do governo estadual e das empresas responsáveis pela execução. Ele defendeu medidas mais duras contra atrasos e descumprimentos de prazos. “Chega de enrolação, chega de demora. Temos que ser enérgicos. Se a empresa não cumpre prazo, tem que multar, trocar, fazer o que for necessário. O TCE é parceiro, a Assembleia também, todos estão apoiando para concluir essa obra”, destacou. Expectativa de entrega O presidente da Assembleia disse ainda esperar que o sistema esteja em funcionamento antes do fim de sua gestão à frente da Casa de Leis. “Tenho mais de um ano e meio de presidência. Espero que antes disso o BRT esteja rodando em Cuiabá”, concluiu.
Racha no PL: disputa entre Mauro x Medeiros e MDB expõe impasse na direita em Mato Grosso
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, admitiu a existência de um “problema político” em Mato Grosso na definição da chapa ao Senado para as eleições de 2026. O impasse surge porque o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já declarou apoio ao governador Mauro Mendes (União Brasil) e ao deputado federal José Medeiros (PL), criando resistência entre lideranças locais e abrindo espaço para uma pressão maior do MDB. O dilema do PL em Mato Grosso A preferência de Bolsonaro fortalece a dobradinha Mauro-Medeiros, mas o senador Wellington Fagundes (PL) articula sua candidatura ao governo e pressiona para que a deputada estadual Janaina Riva (MDB) tenha espaço na chapa majoritária. Segundo Valdemar, pesquisas internas feitas pelo PL apontam Janaina em posição de destaque na corrida pelo Senado, fator que fortalece o grupo de Wellington e aumenta a discussão sobre uma possível aliança com o MDB. “Em Mato Grosso, Wellington Fagundes deve ser candidato. Mas nós temos um problemaço para resolver com os senadores. O Bolsonaro já escolheu os dois: Mauro e José Medeiros. E nós temos um problema com o pessoal do MDB… A nora do Wellington Fagundes está muito bem nas pesquisas para o Senado”, declarou Valdemar em entrevista à Jovem Pan. Resistências e riscos Apesar da força dos números, a composição com o MDB encontra resistência no próprio PL, especialmente entre os que defendem consolidar a chapa Mauro-Medeiros como símbolo da unidade bolsonarista no Estado. O cenário expõe não apenas a dificuldade de montagem da chapa, mas também a disputa por hegemonia dentro do PL e da base de direita em Mato Grosso. O que está em jogo Divisão interna no PL entre Mauro x Medeiros e o grupo de Wellington. MDB fortalecido, com Janaina Riva bem posicionada nas pesquisas. Sucessão estadual em aberto, com chance de remodelar alianças. Bolsonaro como peça-chave, impondo preferência que pode não se alinhar com interesses regionais.