Nove tabletes de maconha foram apreendidos pela Polícia Civil, na tarde de quinta-feira (11.9), no município de Nova Mutum. A ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), resultou também na prisão em flagrante de dois homens. Os suspeitos, de 33 e 22 anos, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A droga estava armazenada em uma residência e abasteceria pontos de venda ilícita em Nova Mutum. Durante diligências investigativas, os policiais civis da DERF de Nova Mutum, identificaram um homem residente no bairro Parque do Sol, exercendo a função conhecida no meio criminoso como “guarda-roupa”, responsável por armazenar grande quantidade de entorpecentes destinados à distribuição. Com base nas informações, a equipe passou a monitorar o endereço do investigado por cerca de uma semana, quando na tarde de quinta-feira (11), foi avistado um veículo Toyota Corolla de cor branca chegando na casa e o condutor entrou no imóvel em atitude duvidosa. Pouco tempo depois o suspeito saiu da residência segurando uma caixa térmica (bag de entregador de delivery), e a colocou dentro do veículo. Em seguida outra pessoa chegou ao local em uma motocicleta, entrou na casa e saiu rapidamente. Diante das suspeitas, os investigadores realizaram a abordagem dos envolvidos, e durante busca pessoal foram encontradas quatro tabletes grande de maconha e uma balança de precisão. Dentro da residência foram apreendidos mais cinco tabletes e quatro porções grandes da mesma substância, além de três balanças de precisão, rolo de plástico filme, embalagens para acondicionamento de cocaína, e aparelhos celulares. Os homens foram conduzidos até a DERF de Nova Mutum, junto com todo material apreendido, onde foram interrogados e autuados em flagrante delito. Após a confecção dos autos, os presos foram colocados à disposição da Justiça.
Mato-grossense toma posse na OAB do Distrito Federal
O tributarista Yendis Costa assumiu oficialmente, nesta semana, a função de membro consultor da Comissão de Direito Tributário da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal (OAB-DF). A posse ocorreu no dia 9 de setembro e foi conduzida pelo presidente da instituição, Paulo Maurício Braz Siqueira. Com uma trajetória marcada pela atuação técnica no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o jurista chega ao novo posto com a missão de fortalecer o debate jurídico no campo tributário, contribuindo com estudos, pareceres e reflexões que possam enriquecer a atuação da OAB-DF. Em publicação nas redes sociais, o tributarista destacou o sentimento de gratidão e a responsabilidade assumida. “É uma honra poder colaborar com a Comissão e participar de um espaço tão importante de discussão e aprimoramento. O objetivo é somar esforços em prol da advocacia e do Direito Tributário”, escreveu. Ele também fez questão de agradecer a confiança depositada pelo presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Braz Siqueira, e pelo presidente da Comissão de Direito Tributário, Tiago Conde, ressaltando o incentivo recebido nesta nova etapa. Reconhecido pela atuação sólida e pelo engajamento em temas relevantes no campo do Direito Tributário, além da representatividade em espaços de liderança da sociedade civil, Yendis Costa reforça agora seu compromisso de contribuir para uma advocacia mais técnica, colaborativa e para o fortalecimento institucional da OAB-DF.
Esculturas eróticas são apreendidas pela PF na casa de Nelson Wilians
Durante a ação deflagrada no âmbito da Operação Sem Desconto, a Polícia Federal (PF) apreendeu diversas esculturas eróticas na casa do advogado Nelson Wilians, em São Paulo (SP). A ação integra a investigação sobre o esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas, revelado pelo Metrópoles. Segundo apurado pela coluna, parte das obras é assinada por artistas renomados, como Auguste Rodin, escultor francês; Bruno Zach, conhecido por suas peças de temática erótica; e Domenico Calabrone, pintor e escultor brasileiro. Outras esculturas não têm autoria confirmada. Na internet, uma das peças, denominada A Sedução de Sátiro, aparece registrada em leilão realizado em 3 de dezembro de 2013, em Campinas (SP). O valor de arremate, contudo, não foi divulgado. Outra escultura apreendida é O Beijo, de Auguste Rodin. A versão mais célebre está exposta no Museu Rodin, em Paris, mas réplicas em bronze existem em diferentes países. Entre as obras também está uma escultura de Bruno Zach intitulada The Hugger ou La Caresse, que retrata uma mulher abraçada a um pênis. Há registros de peça semelhante leiloada em abril de 2023, mas não é possível confirmar se se trata da mesma encontrada na residência do advogado. Bilhões movimentados De acordo com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), compartilhados com a PF, o escritório de Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em operações consideradas suspeitas entre 2019 e 2024. Essas transações constam em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) enviados à investigação que apura a chamada “Farra do INSS”. O desdobramento da operação foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou na prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e do empresário Maurício Camisotti. A PF estima que o esquema tenha causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O outro lado Confira a nota enviada pela defesa de Nelson Wilians: “Em relação ao mandado de busca e apreensão cumprido nesta data, Nelson Wilians esclarece que tem colaborado integralmente com as autoridades e confia que a apuração demonstrará sua total inocência. Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação. Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.” Fonte: Metropole
Vacinação contra HPV é estendida: campanha gratuita vai até dezembro de 2025
O Governo do Brasil anunciou a prorrogação, até dezembro de 2025, da campanha nacional de vacinação contra o HPV destinada a adolescentes de 15 a 19 anos. A iniciativa busca alcançar cerca de 7 milhões de jovens que não receberam o imunizante na faixa etária recomendada, entre 9 e 14 anos. Esta é a primeira vez que o grupo de 15 a 19 anos tem acesso à vacina de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, considerada histórica por especialistas em saúde pública, pretende ampliar a proteção da população jovem contra o papilomavírus humano (HPV), uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo. O vírus é responsável por verrugas genitais e pode evoluir para diferentes tipos de câncer, como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. Acesso facilitado Para garantir maior adesão, a vacinação foi expandida para além das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Hoje, adolescentes e jovens podem se vacinar também em escolas, universidades, ginásios esportivos e até shoppings. A estratégia conta com o apoio de estados e municípios e pretende remover barreiras de acesso. Até o início de setembro, mais de 115 mil jovens de 15 a 19 anos já haviam recebido a dose. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram o ranking de imunizações. Avanços na cobertura O Brasil já se destaca no cenário global: em 2024, atingiu 82% de cobertura vacinal entre meninas de 9 a 14 anos, muito acima da média mundial, que é de 37%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura alcançou 67%. A campanha de resgate é vista como fundamental para manter esse protagonismo. Autoridades reforçam que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção, devendo ser combinada ao uso de preservativos para reduzir ainda mais o risco de contágio. Esquema de imunização Desde 2024, o país adotou a aplicação em dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o antigo esquema de duas doses. A simplificação segue recomendações internacionais e fortalece o compromisso do Brasil em eliminar o câncer do colo do útero até 2030. Para pessoas imunocomprometidas, como pacientes com HIV/Aids, em tratamento oncológico, transplantados, usuários de PrEP (15 a 45 anos) e vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos, o esquema continua sendo de três doses. Futuro protegido Com a prorrogação até 2025, o governo espera não apenas vacinar milhões de adolescentes, mas também assegurar que o país mantenha sua posição de liderança no combate ao HPV. A expectativa é que a ampliação da cobertura vacinal contribua de forma decisiva para reduzir casos de câncer relacionados ao vírus nas próximas gerações.
Apple lança iPhone Air: mais fino que nunca, com IA no iOS 26 e foco em desempenho
A Apple apresentou nesta semana o iPhone Air, um modelo que chega para competir diretamente com o Galaxy S25 Edge, da Samsung, e que aposta em design ultrafino, novos recursos de inteligência artificial e performance de ponta. Tela e taxa de atualização O novo iPhone conta com uma tela de 6,5 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz, antes disponível apenas nos modelos Pro e Pro Max. Essa taxa representa o número de vezes que a tela atualiza a imagem por segundo. Quanto maior, mais fluida é a experiência ao assistir vídeos e jogar. Apesar disso, a diferença em relação aos 60 Hz pode parecer sutil para muitos usuários. iOS 26 com inteligência artificial O iPhone Air vem com a nova versão do sistema operacional, o iOS 26, que traz recursos de inteligência artificial integrados. Entre eles: Tradução em tempo real em ligações telefônicas; Suporte ao recurso em chamadas do FaceTime; Tradução automática em mensagens de texto. Design ultrafino O grande destaque do modelo é o design. O iPhone Air tem apenas 5,6 milímetros de espessura, tornando-se mais fino que o iPhone 16 (7,8 mm) e até mesmo que seu concorrente direto, o Galaxy S25 Edge (5,8 mm). Ele estará disponível em quatro cores: Preto espacial Branco nuvem Dourado claro Azul-celeste Câmeras e resistência Diferente dos lançamentos recentes da Apple, o iPhone Air aposta na simplicidade: terá apenas uma câmera traseira e uma frontal. Segundo a empresa, o aparelho promete ser 4 vezes mais resistente que os modelos anteriores, graças a novos materiais e ao reforço na estrutura. Chip eSIM e bateria O dispositivo será equipado com o chip A19 Pro, garantindo maior velocidade e eficiência energética. Além disso, a Apple confirmou que o modelo usará apenas cartões SIM eletrônicos (eSIM) em todo o mundo, uma decisão que permitiu viabilizar o design ultrafino. A promessa é de “bateria para o dia todo”, embora a Apple ainda não tenha detalhado a duração exata em horas.
Projeto de vereador que ampliaria prevenção ao câncer de mama é barrado em Cuiabá: política falou mais alto que a saúde?
A Câmara Municipal de Cuiabá decidiu, por 14 votos a 10, manter o veto do prefeito Abilio Brunini (PL) ao projeto de lei de autoria do vereador Dídimo Vovô (PSB), que previa a oferta de exame de ressonância nuclear magnética associado à mamografia para mulheres com mamas densas na rede pública e conveniada ao SUS. A proposta foi aprovada anteriormente pela Casa com parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Porém, após o veto do Executivo, sob alegação de inconstitucionalidade e falta de estimativa de impacto financeiro, a própria comissão voltou atrás e mudou de entendimento, declarando o texto irregular. O que dizia o projeto O objetivo era garantir o direito a um exame mais completo para mulheres com mamas densas, classificadas nos tipos “C” e “D” pelo sistema BI-RADS — casos em que a mamografia, sozinha, pode ter sua eficácia reduzida na detecção precoce de tumores. 🔎 Por que isso importa? Mamas densas possuem maior quantidade de tecido fibroglandular, o que dificulta a visualização de nódulos e lesões suspeitas na mamografia convencional. Estudos médicos indicam que a ressonância magnética, associada à mamografia, aumenta a precisão do diagnóstico, reduzindo os índices de falsos negativos e permitindo a identificação de tumores em estágios iniciais. Isso significa mais chances de cura e menor custo ao sistema de saúde, já que tratamentos precoces são menos invasivos e menos onerosos. O projeto ainda previa que a cobertura se desse por meio da rede pública municipal ou em unidades conveniadas ao SUS, sem custo adicional para as pacientes. Custo e viabilidade Durante a discussão, alguns parlamentares chegaram a destinar R$ 1 milhão em emendas parlamentares para aquisição dos equipamentos necessários, mostrando que havia alternativas para viabilizar o projeto. Na justificativa, o autor reforçou que não se tratava apenas de criar mais um gasto, mas de um investimento em prevenção, com impacto direto na redução de mortes e no fortalecimento da rede pública de saúde. O argumento da base Os vereadores da base governista votaram pela manutenção do veto, alegando que o exame já é disponibilizado pelo SUS em determinados casos e que, portanto, não haveria necessidade de aprovar uma lei municipal para regulamentar algo já previsto na rede. A crítica da oposição A oposição rebateu afirmando que, na prática, muitas mulheres enfrentam dificuldades para conseguir acesso ao exame. Para os vereadores contrários ao veto, a aprovação da lei seria uma forma de garantir esse direito por meio de norma clara, assegurando prioridade na rede de saúde municipal. Eles também criticaram o fato de projetos relevantes de vereadores que não fazem parte da base do prefeito frequentemente serem barrados por questões políticas, enquanto outras propostas de menor impacto social avançam sem maiores obstáculos. A pergunta que fica Será que um projeto que poderia ampliar a prevenção ao câncer de mama e salvar vidas foi barrado apenas por disputas políticas? Vale travar uma proposta tão importante só porque seu autor não integra a base do prefeito? No fim, o episódio levanta um questionamento maior: quando a política se sobrepõe à saúde, quem realmente paga o preço é a população.
Farra no INSS: PF faz buscas no escritório do advogado Nelson Willians
A Polícia Federal (PF) prendeu, em Brasília, nesta sexta-feira (12/9) Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e, em São Paulo, o empresário Maurício Camisotti, em mais uma fase da investigação sobre o esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas, revelado pelo Metrópoles. A ação também atingiu o advogado Nelson Willians, que foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência e em seu escritório, em São Paulo. O esquema provocou um rombo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Segundo a PF, a fraude era sustentada por associações que cadastravam beneficiários sem autorização, com assinaturas falsificadas, para justificar descontos mensais nos pagamentos do INSS. O dinheiro, então, era desviado para empresas ligadas ao grupo investigado. Antunes, apontado como o facilitador do esquema, movimentou R$ 12,2 milhões em apenas quatro meses. Parte desses recursos — mais de R$ 9 milhões — foi transferida a pessoas ligadas diretamente ao INSS, segundo a investigação. As apurações indicam que suas empresas recebiam os valores desviados e repassavam imediatamente às entidades e intermediários, dificultando o rastreamento das operações. Já Camisotti é investigado como sócio oculto de uma das entidades que participavam da fraude, atuando como beneficiário direto do dinheiro desviado. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorre um dia após a CPI do INSS aprovar a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Antunes, que está convocado a depor na próxima semana. O outro lado Confira a nota enviada pela defesa de Nelson Willians: “Em relação ao mandado de busca e apreensão cumprido nesta data, Nelson Wilians esclarece que tem colaborado integralmente com as autoridades e confia que a apuração demonstrará sua total inocência. Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação. Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.” Fonte: METROPOLE
Polícia Civil desarticula esquema de pirâmide financeira em Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta sexta-feira (12) a Operação Rede de Mentiras, que mira um sofisticado esquema de pirâmide financeira que movimentou milhões de reais em todo o país. Foram cumpridos um mandado de prisão e quatro de busca e apreensão, além do sequestro de bens avaliados em R$ 1,3 milhão, suspensão de empresas e proibição do exercício de atividades econômicas por parte dos investigados. Como funcionava o esquema De acordo com as investigações, o grupo atraía pessoas com a promessa de lucros mensais de até 7% e apresentava falsas garantias de segurança. As ofertas eram divulgadas em redes sociais e em canais de vídeo na internet, o que impulsionava a entrada de novos participantes — característica típica das pirâmides financeiras, que dependem da captação contínua de novos investidores para se manter. Bens de luxo e lavagem de dinheiro Um dos mandados foi cumprido em um apartamento de luxo em Cuiabá, apontado como parte do patrimônio adquirido com os recursos arrecadados. As investigações também identificaram indícios de lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo e a economia popular. Vítimas e prejuízos Até agora, 27 vítimas já registraram ocorrência, mas a polícia acredita que o número seja muito maior. Há relatos de pessoas que perderam desde milhares até centenas de milhares de reais. Algumas ainda relataram ter recebido ameaças quando tentaram cobrar os pagamentos prometidos. Medidas judiciais O Judiciário determinou o bloqueio de contas e bens dos investigados até o valor de R$ 1,35 milhão. O trabalho contou com apoio do Ministério Público e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Como denunciar As vítimas podem registrar boletim de ocorrência na Delegacia do Consumidor (Decon), localizada na Rua General Otavio Neves, nº 69, Bairro Duque de Caxias, em Cuiabá. Também é possível denunciar pelo e-mail: decon@pjc.mt.gov.br, pelo telefone 197 ou pela Delegacia Digital: delegaciadigital.pjc.mt.gov.br.
STF condena Bolsonaro a 27 anos, 3 meses por tentativa de golpe: entenda o julgamento, onde ele está e os próximos passos
Decisão inédita condena um ex-presidente por crimes contra a democracia; parte do Brasil reage com tristeza e perplexidade O Brasil viveu nesta quinta-feira (11) um momento histórico e, para muitos, doloroso. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado por participação na trama golpista que buscava abalar o Estado Democrático de Direito. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é condenado por crimes contra a democracia. O placar foi de 4 votos a 1, consolidando uma decisão inédita e de grande repercussão. O que estava em julgamento O processo envolvia Bolsonaro e aliados acusados de articular um golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Segundo a Procuradoria-Geral da República, reuniões ministeriais, documentos e declarações públicas mostravam um plano concreto para subverter a ordem constitucional. As condenações Jair Bolsonaro (PL) – 27 anos e 3 meses em regime fechado, por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens – 2 anos em regime aberto, em razão da colaboração premiada. Walter Braga Netto – condenado, com pena ainda a ser detalhada. Outros aliados também foram condenados com penas proporcionais ao grau de participação. Onde Bolsonaro está agora Bolsonaro já se encontrava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão cautelar do ministro Alexandre de Moraes. Com a condenação, a situação pode mudar, mas a defesa ainda pode recorrer antes da execução definitiva da pena. Próximos passos jurídicos Embargos de declaração – A defesa deve apresentar recurso para questionar pontos do acórdão, o que pode atrasar a execução da pena. Recursos internos no STF – Há possibilidade de levar o caso ao plenário completo da Corte. Trânsito em julgado – Quando não houver mais recursos, a condenação se tornará definitiva. Execução da pena – O cumprimento da pena será definido. Por ter mais de 70 anos, Bolsonaro pode pleitear prisão domiciliar por questões de saúde e idade. Reações e impacto A decisão gerou reações imediatas em todo o país: Para apoiadores, a condenação representa uma injustiça histórica e um ataque político. Para opositores, o julgamento mostra a força das instituições diante de uma tentativa de ruptura democrática. Nas redes sociais e ruas, parte da população demonstrou tristeza e perplexidade ao ver um ex-presidente eleito pelo voto popular condenado por tentar subverter o mesmo sistema que o levou ao poder. Símbolo e alerta Mais do que a condenação de uma figura política, o julgamento se torna um símbolo do momento democrático brasileiro: Mostra a fragilidade das instituições diante de ataques internos. Mas também evidencia a resistência da Constituição, que puniu aqueles que buscaram violá-la. O Brasil, agora, observa com atenção os próximos passos da Justiça — entre recursos, apelos da defesa e a execução da pena.
Entenda como o STF pode definir o futuro de Bolsonaro e seu núcleo político
Plenário entra na reta final da análise do “núcleo crucial” da trama golpista; ministros devem consolidar maioria pela condenação O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (11) o julgamento que pode definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus principais aliados no chamado “núcleo crucial da trama golpista”. A sessão marca o quinto dia de análise e pode ser decisiva, já que os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin devem apresentar seus votos. Até agora, o placar está 2 a 1 pela condenação. O que já foi decidido Na terça (9), Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação dos oito réus, incluindo Bolsonaro. Na quarta (10), o ministro Luiz Fux divergiu: votou pela condenação apenas de Mauro Cid e Braga Netto, absolvendo os demais, inclusive Bolsonaro. Com isso, já há maioria para condenar Cid e Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Crimes em discussão Segundo o relator Alexandre de Moraes, a maioria dos réus deve responder por: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito; Tentativa de golpe de Estado; Dano qualificado por violência e grave ameaça; Deterioração de patrimônio tombado. No caso de Alexandre Ramagem, Moraes defendeu condenação apenas por três crimes (organização criminosa, tentativa de golpe e tentativa de abolição do Estado democrático de direito). Dino acompanhou, mas sugeriu penas menores para alguns réus. As divergências de Fux O voto de Luiz Fux surpreendeu ao pedir a absolvição da maioria dos acusados, incluindo Bolsonaro. Ele alegou que: O STF não seria competente para julgar o caso, já que os denunciados não ocupam mais cargos com foro privilegiado. O tamanho do processo e o volume de provas (70 terabytes de dados) comprometeriam a ampla defesa. Apesar disso, Fux reconheceu a validade da delação de Mauro Cid, alinhando-se a Moraes e Dino nesse ponto. O que falta decidir O julgamento deve ser concluído na sexta-feira (12). Até lá, ministros como Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e outros ainda precisam votar, o que vai definir não apenas a formação da maioria, mas também o tamanho das penas. Defesas em ação Ao longo do julgamento, os advogados tentaram desconstruir as acusações: Mauro Cid alegou irregularidades na investigação e na delação. Ramagem disse não haver provas de uso de documentos eletrônicos. Heleno alegou ter sido alvo de “Abin paralela”. Anderson Torres acusou a PGR de distorcer fatos sobre sua viagem aos EUA. Braga Netto classificou a delação de Cid como “mentirosa”. Bolsonaro afirmou que não teve tempo para analisar todo o processo, chamando-o de “tsunami de dados”. A posição da PGR Na sustentação oral, o procurador-geral Paulo Gonet reforçou que o golpe já estava em curso durante reuniões entre Bolsonaro, ministros e comandantes militares. “Quando o presidente e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes das Forças Armadas, sob sua direção, para executar fases finais do golpe, o golpe já está em curso”, disse Gonet. Para ele, todos os envolvidos devem ser responsabilizados, cada um na medida de sua participação. Próximos passos O julgamento deve terminar até sexta (12). O STF deve consolidar maioria pela condenação. As próximas sessões definirão as penas de cada acusado.