Ação da DRCI, realizada durante a campanha Maio Laranja, cumpriu mandados contra investigados por armazenamento de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. A Polícia Civil deflagrou a Operação Cesin para combater crimes relacionados à pornografia infantil na internet e cumpriu medidas judiciais contra dois investigados apontados por armazenar imagens e vídeos com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Segundo a apuração, os suspeitos utilizavam a mesma ferramenta digital para realizar o download e armazenamento dos arquivos ilícitos. Durante o cumprimento das ordens judiciais, policiais apreenderam equipamentos eletrônicos, como celulares, notebooks, HDs e outras mídias que passarão por perícia. Um dos alvos da operação já possuía antecedentes pelo mesmo tipo de crime e havia sido preso anteriormente, em 2019, por produção e armazenamento de pornografia infantil. Já com outro investigado, além do conteúdo ilegal envolvendo crianças e adolescentes, os policiais localizaram materiais de apologia ao nazismo. Por conta disso, ele também será indiciado pelo crime previsto no artigo 20, parágrafo 1º, da Lei nº 7.716/89. De acordo com o delegado titular da DRCI, Sued Dias Júnior, a operação busca proteger crianças e adolescentes e impedir a continuidade da circulação desse tipo de material criminoso no ambiente digital. Ele explicou que os inquéritos são independentes e que os investigados responderão pelos respectivos crimes identificados durante as apurações. Ainda conforme a Polícia Civil, a operação também tem como objetivo retirar de circulação os conteúdos ilícitos e promover a destruição dos arquivos e dispositivos utilizados para armazenamento, quando necessário. A Operação Cesin foi realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, e integra as ações da campanha Maio Laranja. A iniciativa reforça o trabalho de prevenção e repressão qualificada aos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Homem é preso por tentativa de feminicídio após agredir mulher e filho de 5 anos em MT
Vítima foi encontrada em estado de choque com cortes profundos no corpo; suspeito resistiu à prisão e estava embriagado Um homem de 33 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na noite deste sábado (16), suspeito de tentativa de feminicídio contra a companheira, também de 33 anos, em Barra do Garças, a 520 quilômetros de Cuiabá. O filho do casal, de apenas 5 anos, também ficou ferido durante as agressões. Equipes do Núcleo da Polícia Militar de Pontal do Araguaia localizaram a vítima em estado de choque emocional e com diversos ferimentos pelo corpo. A mulher estava despida da cintura para cima e apresentava cortes profundos nos seios, lesões na cabeça e um ferimento próximo ao pulso do braço direito. A criança também sofreu ferimentos em um dos pés. Conforme relato da vítima aos policiais, ela teria sido atingida na cabeça com uma garrafa, mas devido ao estado emocional e à gravidade das lesões não conseguiu explicar como ocorreram os demais ferimentos. Diante da situação, mãe e filho foram encaminhados imediatamente para atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Uma testemunha contou aos policiais que ouviu gritos de socorro da mulher e o choro desesperado da criança durante as agressões. Após o crime, o suspeito fugiu do local. As equipes intensificaram o patrulhamento na região e conseguiram localizar o homem pouco tempo depois. Segundo a PM, ele estava visivelmente embriagado, apresentou comportamento agressivo e resistiu à abordagem policial antes de ser detido. Durante buscas no imóvel, os militares encontraram uma faca com manchas semelhantes a sangue na pia da cozinha, além de vários cacos de garrafa espalhados pela residência. O suspeito foi encaminhado para a delegacia, onde o caso foi registrado e segue sob investigação das autoridades competentes.
Novo campo sintético no Três Barras reforça transformação dos espaços esportivos em Cuiabá
Entrega integra pacote de R$ 6 milhões do Governo de Mato Grosso para construção de 20 campos esportivos na Capital O bairro Três Barras, em Cuiabá, passou a contar com um novo campo de futebol com grama sintética inaugurado neste sábado (16), em uma ação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura da Capital. A entrega faz parte do programa de revitalização de espaços esportivos e representa a segunda obra concluída dentro do projeto, que já contemplou o bairro Pedra 90. O investimento integra um pacote de R$ 6 milhões destinado à construção de 20 campos esportivos em diferentes regiões de Cuiabá. Durante a inauguração, o governador Otaviano Pivetta destacou que os investimentos em esporte e lazer têm papel importante na melhoria da qualidade de vida da população e na formação social das crianças e jovens. Segundo ele, a proposta do Governo é ampliar a oferta de espaços públicos de qualidade nos bairros, fortalecendo a convivência comunitária e oferecendo mais oportunidades de prática esportiva e lazer para as famílias cuiabanas. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que o projeto surgiu após conhecer experiências implantadas em Lucas do Rio Verde, onde espaços esportivos semelhantes contribuíram para melhorar o cotidiano da população. Ele ressaltou que a parceria com o Governo do Estado permitirá expandir a iniciativa para outras regiões da Capital. De acordo com o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, o novo campo do Três Barras está entre os mais modernos da cidade e foi planejado para oferecer uma estrutura de alto padrão à comunidade. A presidente da associação de moradores do bairro, Edenilze Dias, comemorou a entrega da obra e afirmou que os moradores esperavam apenas melhorias pontuais no local, mas acabaram recebendo uma revitalização completa do espaço esportivo. A cerimônia de inauguração reuniu vereadores, lideranças comunitárias, autoridades municipais e moradores da região, que participaram da entrega oficial do novo espaço de lazer e convivência.
Artesanato indígena de MT conquista São Paulo e movimenta R$ 68 mil em um único dia
Peças produzidas por artesãos mato-grossenses ganham destaque no maior salão do segmento no país e ampliam oportunidades de renda para comunidades do interior e aldeias indígenas O artesanato mato-grossense chamou atenção nacional durante a 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. Em apenas um dia de rodada de negócios voltada para arquitetos, decoradores e lojistas, o artesão indígena Peti Waura comercializou e recebeu encomendas que somaram R$ 68 mil em bancos esculpidos em madeira produzidos na Aldeia Álamo, em Paranatinga. A participação de Mato Grosso no evento ocorre em dois espaços distintos, sendo um estande institucional dos estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro organizado pelo Sebrae/MT, que acompanha os artesãos durante toda a programação. Ao todo, a delegação reúne representantes de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga. Além das esculturas indígenas em madeira, o público encontra peças em cerâmica, sementes, materiais recicláveis e outros trabalhos artesanais que representam a diversidade cultural e regional de Mato Grosso. Para a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a presença no evento fortalece o setor e amplia oportunidades comerciais para pequenos produtores e comunidades tradicionais. Segundo ela, o crescimento do interesse pelo artesanato indígena comprova que cultura e empreendedorismo podem caminhar juntos, gerando renda e valorização das tradições locais. Lourdes destacou ainda que o suporte do Governo do Estado é essencial para garantir a participação dos artesãos em feiras nacionais, já que muitos enfrentam dificuldades logísticas para transportar produtos e equipes até grandes centros consumidores. Morador da Aldeia Álamo, Peti Waura trabalha com esculturas há mais de duas décadas. Cada banco produzido artesanalmente leva cerca de uma semana para ficar pronto e pode alcançar valores entre R$ 800 e R$ 5 mil. O artesão afirma que começou a esculpir ainda criança e atualmente ensina o ofício ao filho, mantendo viva a tradição familiar. Para ele, participar da feira em São Paulo representa reconhecimento pelo trabalho desenvolvido dentro da aldeia e a oportunidade de apresentar sua arte para novos mercados. O resultado positivo nas vendas também reforça o potencial econômico do artesanato indígena mato-grossense. Quem também celebra os resultados é a ceramista Valéria Menezes, que participa pela primeira vez do salão nacional. Há 19 anos atuando com cerâmica artesanal, ela afirma que a experiência tem ampliado a visibilidade do trabalho produzido em Mato Grosso e permitido contato direto com consumidores de diferentes regiões do país. O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 estados e do Distrito Federal. A expectativa da organização é superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição anterior, consolidando o evento como uma das maiores vitrines do artesanato brasileiro.
Assistência social, uma missão que vai além da política
A assistência social nunca foi para mim apenas uma pasta de governo ou programas burocráticos. Aprendi que cuidar do próximo é uma vocação que antecede qualquer cargo ou título. É um chamado que nasce do olhar atento às necessidades reais das pessoas e da disposição verdadeira de transformar esse olhar em ação. Quando assumi a Secretaria de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso, encontrei um Estado onde mais de 120 mil famílias viviam abaixo da linha da pobreza, com renda de até 85 reais por mês. Não era um dado estatístico. Era gente. Eram mães sem condições de alimentar seus filhos, idosos sem acesso a cuidados básicos, jovens sem perspectiva. Essa realidade nos moveu a construir o Pró-Família (hoje Ser Família), a maior rede de proteção social da história de Mato Grosso, que alcançou todos os municípios e retirou milhares de famílias da pobreza extrema. A missão não termina quando se deixa um cargo. Ela se aprofunda. Já como deputado estadual, em 2022, a Assembleia Legislativa aprovou a lei de minha autoria que instituiu a Política Estadual de Assistência Social, regulamentando o SUAS-MT, marco que estabelece diretrizes permanentes para proteção social, defesa de direitos e vigilância socioassistencial, garantindo que o Estado nunca vire as costas a quem mais precisa. A legislação precisa ter vida. Por isso, criamos o Gabinete Social, iniciativa que leva serviços de cidadania às comunidades onde o poder público é mais ausente. Só em 2025, mais de 5.900 pessoas foram atendidas em todo o Estado. No Porto, em Cuiabá, um único mutirão reuniu mais de 60 tipos de atendimentos gratuitos, com quase mil pessoas beneficiadas em um só dia. A inclusão passa pela ampliação de direitos para quem foi historicamente esquecido. A Lei 12.564/2024 criou o Programa de Reeducandos na Reforma de Casas de Pessoas com Deficiência, unindo reinserção social e acessibilidade. A Lei 12.856 instituiu o Fundo Estadual de Direitos Sociais voltado às populações negra, indígena e etnias vulneráveis. A Lei 12.964 garantiu às pessoas com deficiência o direito à habilitação com veículos adaptados, sem custo adicional. Acredito no poder do povo. Viajo por todo Estado e escuto cada cidadão que vem até mim. É dessa escuta que nascem as leis, os mutirões, as emendas para construção de CRAS e o fortalecimento das equipes no cuidado humano. Neste 15 de maio, Dia do Assistente Social, homenageio cada profissional que escolheu essa missão de amor ao próximo. São pessoas que enfrentam diariamente a dor alheia sem perder a esperança e transformam política pública em dignidade. A assistência social é uma celebração da caridade que vai ao encontro de quem sofre. Parabéns a todos. Seguirei nesse caminho, certo de que o trabalho faz a diferença e de que nenhuma família mato-grossense deve ser abandonada. Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Governo de MT ultrapassa R$ 1,7 bilhão em investimentos e transforma infraestrutura de Várzea Grande
Obras, habitação, mobilidade e educação impulsionam desenvolvimento da cidade que celebra 159 anos Várzea Grande chega aos 159 anos nesta sexta-feira (15) com um volume histórico de investimentos do Governo de Mato Grosso. Nos últimos sete anos e meio, o município recebeu mais de R$ 1,7 bilhão em obras, ações e programas voltados à melhoria da infraestrutura urbana, habitação, saúde, educação, mobilidade e segurança pública. Os recursos reforçam o papel estratégico da segunda maior cidade do Estado e vêm promovendo mudanças estruturais em diversas regiões do município. Do total investido, cerca de R$ 711,2 milhões já resultaram em obras entregues à população, enquanto outros R$ 1 bilhão seguem em execução. Entre os principais avanços já concluídos estão os projetos habitacionais que garantiram moradia para milhares de famílias. Somente nos residenciais Santa Bárbara e Colinas Douradas I e II foram construídas mais de 2,4 mil unidades habitacionais, com investimentos superiores a R$ 125 milhões. Na mobilidade urbana, uma das obras de maior impacto foi a construção da ponte sobre o Rio Cuiabá, ligando os bairros Parque do Lago e Parque Atalaia. Com 392 metros de extensão, a estrutura recebeu aporte de R$ 41,8 milhões e passou a facilitar o deslocamento entre Cuiabá e Várzea Grande. O pacote de investimentos também contempla asfaltamento e recuperação de vias em vários bairros, ampliando a infraestrutura urbana e garantindo mais qualidade de vida para os moradores. Entre as obras em andamento consideradas estratégicas para o futuro do município estão a construção de dois novos Colégios Estaduais Integrados (CEIs), a implantação do Parque Tecnológico, a duplicação da Rodovia dos Imigrantes, além da execução do sistema BRT, que promete modernizar o transporte coletivo na região metropolitana. Outra importante intervenção prevista é a construção de uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá, na região da Barra do Pari, obra que deve contribuir para melhorar a mobilidade e desafogar o trânsito entre os dois maiores municípios do Estado. Os investimentos reforçam a expansão urbana e econômica de Várzea Grande, consolidando o município como um dos principais polos de desenvolvimento de Mato Grosso.
Ager-MT intensifica fiscalização e identifica irregularidades no transporte intermunicipal em Cuiabá
Operação analisou mais de mil bilhetes e flagrou passageiros viajando sem documento fiscal obrigatório A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) realizou uma ampla operação de fiscalização econômico-financeira nas empresas responsáveis pelo transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros no Estado. A ação ocorreu no Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, com foco na verificação das tarifas aplicadas, emissão de documentos fiscais e cumprimento das normas regulatórias. Coordenada pela Superintendência Reguladora de Estudos Econômicos, com apoio da Superintendência Reguladora de Transporte Rodoviário, a operação foi executada nos dias 11 e 12 de maio, durante os períodos de embarque e desembarque de passageiros. Ao longo da fiscalização, as equipes da Ager analisaram 1.184 bilhetes eletrônicos, acompanharam 31 viagens intermunicipais e fiscalizaram 12 empresas que operam no sistema de transporte estadual. Durante o trabalho, os fiscais também conferiram mapas de viagem e informações operacionais das linhas, além de identificarem casos de passageiros transportados sem o bilhete fiscal obrigatório. De acordo com o superintendente regulador de Estudos Econômicos da Ager, Silvio da Costa Magalhães Filho, o material recolhido passará agora por análise técnica detalhada para verificar possíveis irregularidades praticadas pelas empresas. Segundo ele, a fiscalização é fundamental para assegurar que as tarifas autorizadas pela Agência estejam sendo corretamente aplicadas e que os passageiros recebam o bilhete eletrônico, documento considerado essencial para garantir direitos em situações como acidentes, cancelamentos, atrasos, reembolso e extravio de bagagens. Silvio também reforçou a importância de os usuários exigirem o documento fiscal e inserirem o CPF no bilhete, medida que contribui para ampliar a transparência do sistema e combater irregularidades no transporte intermunicipal. Já o superintendente regulador de Transporte Rodoviário, Neimar Dantas, destacou que a atuação integrada entre as áreas técnicas da Ager fortalece a fiscalização e amplia a efetividade das ações regulatórias, garantindo mais segurança e respeito aos direitos dos passageiros mato-grossenses.
Operação da Polícia Civil mira facção criminosa e cumpre 18 mandados em MT
Grupo investigado atuava com “tribunal do crime”, torturas, homicídios e aplicação de castigos contra rivais e integrantes da própria facção A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Atrium II para desarticular um núcleo de facção criminosa que atuava no município de Matupá, no norte do Estado. Ao todo, foram cumpridas 18 ordens judiciais contra integrantes do grupo investigado por envolvimento em crimes como ameaça, sequestro, tortura, homicídio e organização criminosa armada. Durante a operação, os policiais cumpriram seis mandados de prisão temporária, seis de busca e apreensão e seis de quebra de sigilo. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, com parecer favorável do Ministério Público. As investigações apontaram que os suspeitos participavam de julgamentos clandestinos conhecidos como “Tribunal do Crime”, prática utilizada por facções para aplicar punições contra membros rivais e até contra integrantes da própria organização que descumprissem determinações das lideranças criminosas. Segundo a Polícia Civil, a investigação conduzida pela Delegacia de Matupá identificou os principais integrantes da facção que atuavam no município, além das vítimas e dos locais utilizados para a execução das ações criminosas. As diligências começaram em abril de 2026 e foram coordenadas pelo Núcleo de Investigação de Homicídios da delegacia local. O foco era apurar crimes relacionados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, sequestros, torturas e assassinatos ligados à atuação da organização criminosa na região. Ao longo da apuração, os investigadores reuniram provas consideradas robustas, indicando que o grupo possuía estrutura hierarquizada, divisão de funções e atuação coordenada para execução de crimes violentos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Emerson Marques, a operação representa um avanço importante no combate às facções criminosas no interior do Estado. Conforme destacou o delegado, os alvos ocupavam funções estratégicas dentro da organização, sendo responsáveis pela execução de homicídios, ocultação de cadáveres e pela aplicação de castigos físicos conhecidos como “salves”. A ofensiva contou com a participação de cerca de 30 policiais civis das delegacias de Matupá, Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e Marcelândia, além do emprego de nove viaturas. A Operação Atrium II integra as ações da Renorcrim, a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, que atua no desenvolvimento de estratégias de inteligência para combate permanente às facções criminosas em todo o país.
Obras do BRT provocam interdições em avenidas de Cuiabá neste fim de semana
Bloqueios atingem região do CPA e cruzamentos da Prainha para avanço das obras de drenagem e asfaltamento do corredor do BRT Motoristas que circulam por Cuiabá devem redobrar a atenção neste fim de semana por conta de novas interdições no trânsito para o avanço das obras de implantação do Sistema BRT. As alterações começam neste sábado (16) e seguem até domingo (17), em diferentes pontos da capital, com previsão de liberação total das vias na segunda-feira (18). Uma das intervenções será realizada na região do Centro Político Administrativo, nas proximidades do viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O trânsito embaixo do elevado será temporariamente interrompido para que equipes do Consórcio Integra BRT executem a travessia de tubos do sistema de drenagem. Durante os trabalhos, os veículos serão desviados para a pista lateral em frente à sede da Sefaz, que está recebendo serviços finais de asfaltamento para suportar o fluxo temporário. Após a conclusão da obra, o trânsito será liberado, incluindo as duas pistas da saída do viaduto. O recapeamento da Avenida do CPA seguirá na faixa da direita, nas proximidades do ponto de ônibus, sentido Centro. Já na região central da cidade, quatro cruzamentos da Avenida Tenente-Coronel Duarte, a Prainha, terão bloqueios a partir das 6h de sábado. As intervenções fazem parte da etapa de asfaltamento do corredor exclusivo do BRT, que recebe uma camada especial de pavimento com polímeros para aumentar a durabilidade da pista. Os bloqueios ocorrerão nos cruzamentos da Prainha com as avenidas Mato Grosso, Getúlio Vargas, Isaac Póvoas e Rua Voluntários da Pátria. Apesar das interdições, o fluxo seguirá liberado nos dois sentidos da Prainha, porém os motoristas não poderão cruzar a avenida para acessar essas vias. Com isso, condutores que estiverem na Avenida Mato Grosso não conseguirão acessar o sentido CPA, enquanto veículos vindos do Centro também não poderão converter à esquerda no local. Situação semelhante ocorrerá na região do Morro da Luz, onde ficará impedido o cruzamento em direção à Rua Voluntários da Pátria. Também haverá restrições para quem segue da região do Porto em direção à Avenida Getúlio Vargas, além da impossibilidade de saída da Isaac Póvoas rumo ao Morro do Seminário. A expectativa da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística é concluir os serviços até domingo, permitindo a liberação completa do trânsito já nas primeiras horas de segunda-feira. O trabalho inclui a retirada do asfalto antigo e a aplicação de duas novas camadas de pavimento, respeitando o intervalo técnico necessário entre as etapas. A orientação é para que os motoristas busquem rotas alternativas e utilizem aplicativos de navegação para evitar congestionamentos. A Sinfra informou que mantém parceria com plataformas de trânsito para atualização em tempo real dos bloqueios e desvios nas regiões afetadas.
Max Russi articula solução humanitária para evitar despejo de milhares de famílias em Cuiabá
Presidente da ALMT vai buscar diálogo com o governador Otaviano Pivetta para garantir moradia e regularização fundiária em áreas de risco. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que irá buscar uma reunião com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para construir uma solução humanitária para as mais de 1.500 famílias dos bairros Paraisópolis e Silvanópolis em Cuiabá, ameaçadas por uma decisão judicial de desocupação. “Vamos trazer o governador para dentro dessa discussão para podermos avançar nesses encaminhamentos, porque é quem tem o poder da caneta. Estamos todos na mesma intenção de garantir o melhor para essas famílias”, afirmou Russi, em referência aos participantes da audiência. A declaração ocorreu durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (14), no Plenário Renê Barbour, na Assembleia Legislativa. O encontro, requerido pela vereadora Katiuscia Mantelli (Podemos) e liderado por Russi, reuniu mais de 500 moradores, além de representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Intermat, Prefeitura de Cuiabá e Governo de Mato Grosso. A audiência discutiu os impactos da ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve a área conhecida como Águas Nascentes. A decisão judicial prevê estudos para desocupação de áreas consideradas de risco ambiental. Durante a audiência pública, o parlamentar reforçou que a prioridade é garantir segurança jurídica e alternativas habitacionais para as famílias que vivem na região há mais de duas décadas. “Existe uma questão ambiental que precisa ser respeitada. Porém, também existem áreas passíveis de regularização. Precisamos discutir cada situação com responsabilidade e buscar uma solução possível para essas famílias”, completou o parlamentar. Russi também afirmou que a Assembleia Legislativa continuará atuando por meio da Procuradoria da Casa e da Comissão de Soluções Fundiárias, e pretende reunir todos os órgãos envolvidos para avançar em uma solução definitiva. A vereadora Katiuscia afirmou que a audiência pública foi fundamental para reduzir o clima de insegurança vivido pelas famílias. Segundo ela, muitos moradores ainda não sabem quais áreas poderão ser desocupadas nem quantas famílias precisarão ser realocadas. “Nós precisamos de respostas concretas. As famílias estão assustadas e convivem diariamente com medo e desinformação”, afirmou a vereadora. Katiuscia também destacou que nenhuma família será retirada sem diálogo e sem acompanhamento dos órgãos públicos. “As próximas lágrimas serão de alegria pela conquista da casa. Nós acreditamos que as famílias terão seus direitos respeitados dentro da legislação”, declarou. Proposta de TAC e medidas habitacionais Durante a audiência, o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que o município pretende discutir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Governo do Estado. A proposta prevê medidas mitigatórias, estudos ambientais e programas habitacionais para atender as famílias que vivem em áreas de risco. Segundo o prefeito, moradores localizados às margens do córrego e em áreas de barranco precisarão ser reassentados após a conclusão dos estudos técnicos. Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, o promotor Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público busca uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade humana. “Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais com a realidade das famílias que vivem ali”, declarou. A defensora pública Aline Carvalho Coelho também destacou a necessidade de estudos técnicos atualizados sobre impacto ambiental e ocupação do solo. Segundo ela, o processo não foi movido contra os moradores, mas sim para enfrentar os danos ambientais registrados na região. Representando os moradores, o presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza, afirmou que a comunidade recebeu a decisão judicial com surpresa. Ele defendeu que apenas as áreas de preservação permanente sejam desocupadas e ressaltou que a maior parte das famílias pode permanecer na região. “Temos idosos, crianças e pessoas com deficiência vivendo ali há mais de 20 anos. Precisamos de uma solução justa”, afirmou.