Unidade alcançou a marca em pouco mais de sete meses de funcionamento e já contabiliza mais de 70 procedimentos realizados com auxílio de robô O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso ultrapassou, no início de setembro, a marca de 2 mil cirurgias realizadas desde o início de suas atividades. Em pouco mais de sete meses de operação, a unidade, que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também já realizou mais de 70 procedimentos com o uso de cirurgia robótica, tecnologia introduzida de forma pioneira na rede pública estadual. O centro cirúrgico começou a funcionar em 11 de fevereiro, quando foi realizado o primeiro procedimento com auxílio do robô, em um paciente diagnosticado com câncer de próstata. Desde então, a tecnologia passou a ser utilizada em diferentes áreas, como urologia, cirurgia pediátrica, cirurgia do aparelho digestivo e ginecologia. Atualmente, o Hospital Central conta com 12 especialidades cirúrgicas, incluindo urologia, cirurgia pediátrica, ortopedia pediátrica e oncológica, cirurgia cardíaca adulta e pediátrica, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, ginecologia, cirurgia vascular, cirurgia torácica, mastologia oncológica, cirurgia plástica e neurocirurgia. Para o coordenador da linha cirúrgica do Hospital Central, Iuri Tamasauskas, o avanço registrado nos primeiros meses demonstra a consolidação da estrutura assistencial da unidade. Segundo ele, o hospital já reúne equipes especializadas e procedimentos de alta complexidade e agora entra em uma nova etapa, voltada também ao desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da inovação. “Em sete meses, estamos fazendo cirurgia cardíaca, de cardiopatia congênita, neurocirurgia com alta tecnologia empregada, cirurgia vascular e cirurgia robótica. Montamos uma linha cirúrgica com diversas especialidades, com um time de 172 médicos. Agora, a gente entra numa fase de buscar desenvolvimento, de criar e estimular o ensino, a pesquisa e a inovação. É um outro momento da implantação”, destacou. Entre os procedimentos mais recentes está um mutirão de cirurgias pediátricas realizado no início de setembro, que contabilizou 12 operações com diferentes finalidades. As intervenções foram acompanhadas pela cirurgiã pediátrica Maria Lúcia Apezzato, integrante do Programa de Robótica do Einstein. Em três dos casos, a cirurgia foi realizada para tratar problemas do aparelho digestivo, incluindo a correção de refluxo e a implantação de um dispositivo conectado diretamente ao estômago para auxiliar na alimentação e na recuperação nutricional das crianças. Uma das pacientes foi uma menina de 10 anos, moradora de Várzea Grande, que possui uma doença cerebral e enfrentava dificuldades para se alimentar adequadamente em razão do refluxo. Antes da cirurgia robótica, ela já havia sido atendida no Hospital Central em outras duas ocasiões, inclusive durante um quadro de pneumonia. A mãe da criança, Jessika, contou que recebeu com alívio o contato da equipe médica para a realização do procedimento. Segundo ela, a possibilidade de utilizar a cirurgia robótica foi especialmente positiva por reduzir a necessidade de uma grande incisão. “Gostei muito porque o corte ia ser bem grande. Com a robótica, foram só alguns furinhos, e ela reagiu muito bem à cirurgia”, relatou. A diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, ressaltou que o resultado alcançado representa uma etapa importante na consolidação dos serviços oferecidos pela unidade. Segundo ela, após atingir a operação plena em julho, o hospital trabalha para ampliar gradativamente o acesso da população aos procedimentos de alta complexidade. “Atingimos a operação plena da unidade em julho e estamos empenhados em ampliar o acesso da população mato-grossense a todos os procedimentos de alta complexidade que fazemos. Nossa meta é tornar o Hospital Central cada vez mais uma referência na assistência segura e de qualidade, focado no cuidado de excelência com a saúde dos pacientes”, afirmou. Em funcionamento desde janeiro deste ano, o Hospital Central atende integralmente pacientes do SUS. O acesso aos serviços é realizado por meio de encaminhamento da Central Estadual de Regulação, responsável pela organização da demanda e direcionamento dos pacientes para atendimento na unidade. A gestão do hospital é realizada pelo Einstein Hospital Israelita, instituição que atua há 25 anos na área de gestão de unidades públicas e projetos vinculados ao SUS. Segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela Newsweek em parceria com a Statista, o Einstein é apontado como o 16º melhor hospital do mundo e o primeiro da América Latina.
Operação Lei Seca prende seis por embriaguez e remove 49 veículos em Cuiabá
Ação realizada na Avenida Carmindo de Campos abordou 135 veículos e resultou em 102 Autos de Infração de Trânsito A Operação Lei Seca, realizada na madrugada desta sexta-feira (11.9), em Cuiabá, terminou com seis pessoas presas por embriaguez ao volante, 49 veículos removidos e 58 motoristas autuados. A fiscalização ocorreu na Avenida Carmindo de Campos, no bairro Grande Terceiro. Entre os seis presos, um também foi autuado por dirigir sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), enquanto outro teve a prisão agravada por desobediência. Durante a ação integrada, foram abordados 135 veículos e realizados 135 testes de alcoolemia. Ao todo, foram confeccionados 102 Autos de Infração de Trânsito (AITs). Do total de infrações, 23 foram aplicadas a condutores que dirigiam veículos sem registro ou não licenciados, 19 por condução sob efeito de álcool, 17 por dirigir sem CNH e 13 por recusa ao teste do bafômetro. Outras 30 infrações também foram registradas por diferentes irregularidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Dos 49 veículos removidos para o pátio, 35 eram carros e 14 motocicletas. A fiscalização contou com a atuação integrada de equipes do Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI/SESP), Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Corpo de Bombeiros Militar e Sistema Socioeducativo.
Dupla é presa com supermaconha, cocaína e revólver escondido em bar de Cáceres
Suspeitos de 19 e 22 anos foram detidos durante operação da PM após denúncia de comércio de drogas no bairro Jardim São Luiz; munições e dinheiro também foram apreendidos. Dois homens, de 19 e 22 anos, foram presos pela Polícia Militar, na noite desta quinta-feira (10.9), suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, em Cáceres. A ação foi realizada por equipes do 6º Comando Regional, após uma denúncia apontar que um bar localizado no bairro Jardim São Luiz estaria sendo utilizado para a comercialização de entorpecentes e que os envolvidos estariam armados. Ao chegarem ao estabelecimento, os policiais localizaram os dois suspeitos, que ainda tentaram fugir, mas acabaram contidos. Durante a abordagem, um deles carregava uma sacola com 15 munições calibre .38. As buscas prosseguiram no interior do bar e levaram à localização de 10 tabletes de skank, também conhecida como supermaconha, além de porções de pasta base de cocaína. Um revólver foi encontrado escondido embaixo de uma pia. Os policiais também apreenderam aparelhos celulares e R$ 350 em dinheiro. Conforme relato dos próprios suspeitos aos militares, os entorpecentes eram mantidos no estabelecimento por determinação de uma facção criminosa. Diante dos materiais encontrados e das circunstâncias da ocorrência, os dois receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Cáceres, onde foram tomadas as providências cabíveis.
PODEMOS MIRA BANCADA FORTE NA ALMT: Max lidera pesquisas e Priscila Dourado surge como aposta de crescimento no partido
Com Max Russi no comando de uma chapa competitiva e Beto Dois a Um entre os mais lembrados, Podemos trabalha para ampliar sua bancada; no interior, Priscila Dourado tenta romper a barreira regional e transformar força no Vale do Araguaia em votação estadual A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso começa a revelar não apenas candidatos competitivos, mas também quais partidos conseguiram montar chapas com maior capacidade de somar votos em diferentes regiões do Estado. Entre eles está o Podemos, comandado em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que chega à reta decisiva da campanha como um dos principais nomes da eleição proporcional. A legenda trabalha com uma projeção ambiciosa. Max afirmou nesta semana que o Podemos aposta na eleição de até seis deputados estaduais, ampliando significativamente sua presença na próxima legislatura. E os números ajudam a explicar o otimismo. Na pesquisa espontânea mais recente do Instituto Data Index, Max aparece como o candidato a deputado estadual mais lembrado pelos eleitores, com 2,56%. Logo atrás está outro nome do Podemos, Beto Dois a Um, com 1,94%, seguido de Lúdio Cabral, com 1,88%. O levantamento ouviu 1,6 mil eleitores entre 28 e 31 de agosto e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-07360/2026. O resultado coloca dois candidatos do mesmo partido nas duas primeiras posições e mostra a força que o Podemos conseguiu reunir na disputa pela ALMT. MAX É O PUXADOR DA CHAPA Max Russi é, hoje, a principal referência eleitoral do partido. Presidente da Assembleia Legislativa e também presidente estadual do Podemos, chega à eleição apoiado em uma extensa rede de lideranças municipais e na presença política construída em diversas regiões de Mato Grosso. Não é uma liderança que apareceu apenas nesta campanha. Em julho, outra pesquisa Data Index já apontava Max na primeira posição espontânea, naquele momento com 3,14% das citações. A expectativa dentro do grupo é de que ele esteja entre os deputados estaduais mais votados do Estado. Além disso, a eleição deste ano pode ter um significado ainda maior para seu futuro político. Durante o lançamento de sua campanha, Max afirmou que a nova Assembleia poderá ter uma renovação de cinco a dez parlamentares e reiterou a expectativa de crescimento do Podemos. Na prática, uma votação expressiva de Max e uma bancada ampliada poderão fortalecer ainda mais sua influência dentro da política estadual. BETO DOIS A UM REFORÇA O PODER ELEITORAL DO PARTIDO Se Max entra como principal puxador, Beto Dois a Um oferece ao Podemos um segundo nome com desempenho forte nas pesquisas. Com 1,94% no último Data Index, Beto aparece numericamente na segunda colocação geral, atrás somente de Max. Ter dois candidatos nas primeiras posições é uma vantagem importante para qualquer partido em uma eleição proporcional. Mas existe um detalhe fundamental: para transformar votos em várias cadeiras, o Podemos precisará do desempenho de toda a chapa. E é justamente aí que começam a aparecer candidaturas que podem fazer diferença na soma final. PRISCILA DOURADO TENTA ROMPER A BARREIRA REGIONAL Entre os nomes observados dentro da legenda está Priscila Dourado, candidata de número 20.333, cuja candidatura consta como deferida nos dados divulgados a partir da base do TSE. Sua trajetória eleitoral tem uma característica diferente das candidaturas mais consolidadas. Priscila parte de uma base fortemente ligada ao Vale do Araguaia, especialmente Alto Araguaia, mas vem ampliando a campanha para outras regiões, incluindo Cuiabá. Esse movimento pode ser decisivo. Em uma eleição para deputado estadual, uma candidatura exclusivamente regional muitas vezes encontra um teto. Para crescer, é necessário atravessar fronteiras políticas e territoriais. É exatamente o que Priscila tenta fazer. Nas últimas semanas, sua agenda passou a incluir reuniões com empresários, comerciantes, representantes comerciais, lideranças comunitárias e diferentes segmentos da Capital. A estratégia mostra uma candidata buscando transformar uma identidade regional em uma candidatura estadual. UMA HISTÓRIA QUE ENCONTRA ESPAÇO NO COMÉRCIO Um dos setores em que Priscila vem buscando aproximação é o comércio. A relação não nasceu durante a campanha. Filha de comerciantes, cresceu acompanhando o supermercado mantido pela família em Alto Araguaia e assumiu responsabilidades ainda jovem. Atendeu clientes, participou das compras, acompanhou contas, impostos, fornecedores, representantes comerciais e a administração dos colaboradores. Foi nessa rotina que conheceu, ainda cedo, a outra face de uma empresa: a responsabilidade de manter portas abertas, honrar compromissos e garantir renda para famílias que dependem daquele negócio. Essa experiência passou a ocupar espaço em seu discurso político. Segundo Priscila, comerciantes e empreendedores precisam ter uma representação mais próxima dentro da Assembleia. “Eu sei o que é estar do outro lado do balcão porque vivi isso. Vi meus pais trabalhando, assumi responsabilidades dentro do supermercado e aprendi muito cedo que uma empresa não é somente faturamento. Tem funcionário, fornecedor, imposto, conta para pagar e famílias que dependem daquele negócio.” A candidata afirma que a experiência despertou ainda jovem o interesse em discutir medidas que reduzam dificuldades enfrentadas por quem empreende. DO ARAGUAIA PARA TODO MATO GROSSO Talvez o principal desafio de Priscila nesta eleição seja justamente esse: transformar reconhecimento regional em votos espalhados pelo Estado. Seu nome possui forte ligação com Alto Araguaia e municípios do Vale do Araguaia. Agora, a campanha tenta entrar em Cuiabá, Várzea Grande e outros grandes colégios eleitorais sem abandonar sua origem. Esse processo costuma ser determinante para candidatos que pretendem surpreender em eleições proporcionais. A pergunta deixa de ser apenas “quantos votos conseguirá em sua região?” e passa a ser: quanto conseguirá somar fora dela? É nessa conta que Priscila pode se tornar uma peça importante para o Podemos. A MATEMÁTICA DA CHAPA Uma eleição proporcional possui uma dinâmica diferente das disputas para governador ou senador. Não basta saber quem é o primeiro colocado individualmente. Os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos ajudam a determinar quantas cadeiras o partido poderá conquistar, dentro das regras do sistema proporcional. É por isso que Max trabalha para montar uma bancada numerosa. O Podemos atravessou a janela partidária reforçado, com filiações de deputados e prefeitos, e chegou
Bombeiros combatem incêndio em carreta carregada com algodão na BR-364
Veículo tombou nas proximidades do distrito de Boa Vista, em Rondonópolis; bombeiros utilizaram cerca de 30 mil litros de água para controlar as chamas O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite desta quinta-feira (10.9), um incêndio em uma carreta na rodovia BR-364, em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá). A equipe do 3º Batalhão Bombeiro Militar (3º BMM) foi acionada pelo telefone de emergência 193, por volta das 23h, para atender à ocorrência de um veículo em chamas na rodovia, nas proximidades do distrito de Boa Vista. Ao chegar ao local, os bombeiros localizaram a carreta tombada e com o fogo atingindo toda a carga de algodão. Em seguida, os militares iniciaram os trabalhos de combate ao incêndio. Durante a ação, foram utilizados aproximadamente 30 mil litros de água para a extinção das chamas e o resfriamento da estrutura, com o objetivo de evitar novos focos. O trabalho foi encerrado por volta das 4h desta sexta-feira (11.9). Uma equipe da concessionária que administra a rodovia prestou apoio aos bombeiros e ficou responsável pela sinalização e segurança da via, além do monitoramento do veículo e da limpeza do local. Não há informações sobre as causas do incêndio. Não houve registro de feridos.
Max Russi lança campanha em Confresa nesta sexta (11)
O deputado estadual Max Russi (Podemos), candidato à reeleição, lança nesta sexta-feira (11) sua campanha na região Nordeste de Mato Grosso. O encontro será realizado às 19h, na Rua Industrial, em Confresa, a cerca de 1.160 km de Cuiabá, e reunirá apoiadores, lideranças políticas e moradores do município. Ao retornar a Confresa para iniciar mais uma etapa da campanha eleitoral, Max destaca uma relação construída ao longo dos últimos anos por meio de ações diretas e articulação política em benefício da população. “Confresa e toda a região Nordeste têm crescido muito, e esse desenvolvimento precisa vir acompanhado de saúde, infraestrutura, educação e cuidado com as pessoas. Nosso trabalho é estar presente, ouvir as demandas e ajudar a transformar essas necessidades em ações que façam diferença na vida da população”, afirmou Max Russi. CUIDADO COM AS PESSOAS Na saúde, a atuação do parlamentar inclui a articulação de recursos para custeio dos serviços públicos e investimentos para ampliar a estrutura disponível à população. Entre as iniciativas estão recursos para aquisição de cadeiras de rodas, implantação de sala sensorial e veículos destinados ao atendimento das demandas do município. Na área de habitação, Max atua para viabilizar a construção de 50 casas populares em Confresa. A iniciativa já foi autorizada e segue os procedimentos necessários para execução. A infraestrutura também está entre as prioridades. Uma das principais frentes é a duplicação de 4,074 quilômetros da MT-430, projeto que avança na etapa de licitação. O município também recebeu equipamentos para reforçar os serviços públicos e atender o setor produtivo, entre eles um caminhão e um trator. Para Max, os investimentos precisam acompanhar o crescimento de Confresa, que se consolidou como um dos principais polos econômicos do Vale do Araguaia. “Quando a população vê uma obra avançar, um equipamento chegar ou um serviço melhorar, ela sente o resultado do trabalho. É isso que queremos continuar fazendo: transformar as demandas dos municípios em ações concretas que cheguem até as pessoas”, ressaltou. Na educação, está em andamento a construção da Escola Estadual Waldir Bento, projetada com oito salas de aula. Max também trabalha pela viabilização de uma nova unidade do Colégio Estadual Integrado Militar Tiradentes Cabo PM José Martins de Moura, prevista para contar com 24 salas. O lançamento em Confresa será realizado após atos políticos em Jaciara e Cuiabá, que reuniram milhares de pessoas. SERVIÇO O quê: Lançamento da campanha de Max Russi à reeleição na região Nordeste de Mato Grosso Quando: sexta-feira, 11 de setembro, às 19h Onde: Rua Industrial, residência do prefeito Ricardo Babinski, em Confresa
TRE-MT dá 48 horas para ex-prefeito responder a denúncia contra Wellington Fagundes
Juíza rejeitou retirada imediata de entrevista do ar e decidiu ouvir ex-prefeito, sites envolvidos e Ministério Público antes de analisar o mérito da representação A Justiça Eleitoral de Mato Grosso determinou que o ex-prefeito de Juara, Priminho Riva, seja citado para apresentar, no prazo de 48 horas, sua defesa em uma representação que questiona acusações feitas por ele contra o senador Wellington Fagundes (PL) envolvendo suposta cobrança de propina relacionada a emendas parlamentares destinadas ao município. A decisão é da juíza Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que também negou o pedido de liminar apresentado pela Coligação Coração da Gente, formada por MDB, PL, Novo, Federação Renovação Solidária, PRD e Solidariedade. A ação foi protocolada contra o ex-prefeito e dois sites de notícias de Cuiabá que divulgaram entrevista na qual as acusações foram apresentadas. A coligação pediu a retirada do conteúdo do ar sob o argumento de que as declarações seriam falsas e poderiam interferir no processo eleitoral. Segundo a representação, não existiriam registros de inquéritos, ações penais ou denúncias anteriores relacionadas aos fatos narrados por Priminho Riva, que esteve à frente da Prefeitura de Juara há cerca de duas décadas. Ao analisar o pedido, porém, a magistrada entendeu que não havia elementos suficientes para determinar, de forma imediata, a retirada da entrevista. Para a juíza, a análise sobre a veracidade das declarações exige uma apuração mais aprofundada, já que o ex-prefeito afirma ter presenciado diretamente os acontecimentos mencionados. Com isso, Glenda Moreira Borges optou por ouvir os envolvidos antes de tomar uma decisão definitiva sobre o caso. Além da manifestação de Priminho Riva, deverão ser considerados os argumentos dos demais representados e o posicionamento do Ministério Público Eleitoral. A decisão não representa, neste momento, uma conclusão da Justiça sobre a veracidade ou falsidade das acusações contra Wellington Fagundes. O processo seguirá para análise do mérito após a apresentação das manifestações e dos elementos que possam esclarecer os fatos.
RETA DECISIVA: pesquisas embaralham disputa pelo Governo, Senado tem líderes fora dos debates e Max Russi desponta na corrida pela ALMT
A menos de um mês das urnas, Mato Grosso vive uma eleição marcada por mudanças nas pesquisas, disputa intensa pelas duas vagas ao Senado e uma corrida aberta pelas 24 cadeiras da Assembleia; Max Russi aparece na liderança entre os estaduais e já admite preparar voo majoritário Por Alex Rabelo — MT Urgente News A campanha eleitoral entrou em uma fase em que cada movimento passa a ter peso maior. Em Mato Grosso, as disputas pelo Governo do Estado, pelas duas vagas ao Senado e pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa começam a desenhar seus favoritos, mas apresentam também um ingrediente que exige atenção do eleitor: os números das pesquisas nem sempre contam a mesma história. Nos últimos dias, levantamentos realizados por diferentes institutos produziram fotografias bastante distintas da corrida pelo Palácio Paiaguás. Enquanto pesquisas divulgadas durante agosto e no início de setembro colocaram Wellington Fagundes (PL) numericamente à frente de Otaviano Pivetta (Republicanos), a mais recente rodada do Paraná Pesquisas trouxe uma inversão expressiva desse cenário. Ao mesmo tempo, no Senado, Mauro Mendes (União Brasil) e Janaina Riva (MDB) seguem ocupando as duas primeiras posições dos principais levantamentos, embora as ausências dos dois em debates tenham começado a se transformar em pauta da própria campanha. Na Assembleia Legislativa, a disputa continua extremamente pulverizada, mas Max Russi (Podemos) aparece novamente no topo da pesquisa espontânea e chega à reta decisiva como um dos principais favoritos a terminar a eleição entre os deputados estaduais mais votados. MAX RUSSI LIDERA E JÁ OLHA PARA UMA ELEIÇÃO MAJORITÁRIA A mais recente pesquisa Data Index para deputado estadual mostra Max Russi numericamente na primeira colocação, com 2,56% das citações espontâneas. Na sequência aparecem Beto Dois a Um, com 1,94%; Lúdio Cabral, com 1,88%; Samantha Iris, com 1,81%; e Léo Bortolin, com 1,75%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 28 e 31 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número MT-07360/2026. Um dado fundamental é que 25,29% dos entrevistados ainda não souberam ou preferiram não apontar candidato a deputado estadual. Isso significa que seria precipitado transformar a liderança atual em resultado antecipado. Mas, quando a pesquisa é analisada junto com a capilaridade política construída por Max nos municípios, sua condição de presidente da Assembleia e o número de alianças reunidas ao seu redor, surge um cenário que hoje o coloca entre os nomes com maior potencial de votação para a ALMT. Nos bastidores da política mato-grossense, Max chegou a ser citado ao longo do processo pré-eleitoral por lideranças políticas e setores empresariais como um possível nome para disputar o Governo. Em conversa com o MT Urgente News, Max reconheceu que vontade não faltou, mas deixou claro que uma candidatura ao Governo não poderia nascer somente de uma decisão pessoal. Segundo ele, uma disputa dessa dimensão precisa ser construída coletivamente e, dentro do grupo político do qual participa, o projeto de sucessão de Mauro Mendes já estava direcionado para o então vice-governador Otaviano Pivetta. Agora, Max deixa outra porta aberta. No lançamento de sua caminhada pela reeleição, voltou a afirmar que esta deverá ser sua última disputa para deputado estadual e que pretende trabalhar para disputar uma eleição majoritária no futuro. A declaração não é isolada. Em julho, Max já havia afirmado publicamente que 2026 seria sua última eleição para deputado e que seu planejamento político mira uma candidatura majoritária em 2030, ainda sem definir se para Governo ou Senado. É um movimento que merece ser observado. Uma votação expressiva em 2026 poderá servir não apenas para garantir mais um mandato, mas também como demonstração de força para o próximo ciclo eleitoral. GOVERNO: DUAS FOTOGRAFIAS MUITO DIFERENTES EM MENOS DE UMA SEMANA É na disputa pelo Governo que as pesquisas mais exigem atenção. Durante agosto, Wellington Fagundes apareceu numericamente à frente em três levantamentos importantes. Na Percent Brasil, Wellington tinha 32%, contra 21% de Pivetta. Na pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 12 de agosto, aparecia com 34% contra 26%. Já na Quaest, divulgada em 25 de agosto, Wellington marcava 27%, contra 23% de Pivetta, situação de empate técnico considerando a margem de erro de três pontos. O mês mudou e a primeira grande pesquisa de setembro manteve a tendência. Em 3 de setembro, o Real Time Big Data mostrou Wellington com 34%, Pivetta com 27% e Natasha Slhessarenko (PSD) com 13%. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 29 de agosto e 2 de setembro e teve margem de erro de dois pontos percentuais. O mesmo levantamento colocou Wellington à frente também numa eventual disputa de segundo turno: 45% contra 33% de Pivetta. Então veio uma fotografia completamente diferente. No dia 9 de setembro, apenas seis dias depois da divulgação do Real Time, o Paraná Pesquisas apresentou Otaviano Pivetta com 40,8% e Wellington Fagundes com 30%. Natasha apareceu com 12%. O levantamento ouviu 1.352 eleitores entre os dias 6 e 8 de setembro, em 52 municípios, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e registro MT-01505/2026. No segundo turno, o Paraná também colocou Pivetta à frente: 47,2% contra 38,3% de Wellington. Ou seja: em menos de uma semana, dois institutos registrados na Justiça Eleitoral apresentaram retratos significativamente diferentes. Isso não significa, por si só, que uma pesquisa esteja certa e outra errada. Pesquisas eleitorais trabalham com amostras, metodologias, distribuição geográfica, datas de campo e critérios estatísticos próprios. Além disso, elas registram a opinião das pessoas entrevistadas naquele período, e não o resultado antecipado das urnas. Mas uma diferença desse tamanho naturalmente merece atenção do eleitor e dos analistas. PESQUISA NÃO É URNA Daqui até o dia da eleição, Mato Grosso ainda deverá assistir à divulgação de inúmeros levantamentos. Alguns vão mostrar um candidato crescendo. Outros poderão mostrar o mesmo candidato caindo poucos dias depois. É justamente nesse momento que o eleitor precisa ter cuidado. Uma única pesquisa não deve ser tratada como sentença eleitoral. O melhor caminho é observar a sequência histórica, a metodologia, o tamanho da amostra, a data em que as
PODE ISSO? Material de campanha de ex-secretário é flagrado em órgão público da Educação
Caixas identificadas com o nome de Alan Porto, além de bandeiras e materiais eleitorais, teriam sido encontradas na Diretoria Regional de Educação de Cáceres; legislação proíbe uso da estrutura pública em benefício de candidaturas Uma denúncia envolvendo a estrutura da Educação estadual levanta uma pergunta que precisa ser respondida: pode um órgão público ser utilizado para armazenar materiais de campanha eleitoral? Imagens encaminhadas com a denúncia mostram dezenas de caixas identificadas com o nome “Alan Resende Porto – DRE Cáceres”, além de bandeiras, estruturas e outros materiais que seriam relacionados à campanha do candidato a deputado estadual Alan Porto, ex-secretário de Estado de Educação. Os itens teriam sido encontrados nas dependências da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres, órgão ligado à estrutura pública estadual. Se a denúncia for confirmada e os materiais estiverem efetivamente sendo armazenados ou utilizados como parte da logística eleitoral dentro de um prédio público, o episódio poderá entrar na mira da Justiça Eleitoral. PODE ISSO? A resposta, pela legislação eleitoral, é: estrutura pública não pode ser utilizada em benefício de uma candidatura. O artigo 73 da Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições, proíbe aos agentes públicos ceder ou utilizar bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública em benefício de candidato, partido ou coligação. A legislação também estabelece restrições ao uso de servidores, materiais ou serviços custeados pelo poder público para atender interesses eleitorais. Portanto, caso seja comprovado que as dependências da DRE foram utilizadas como ponto de armazenamento, apoio ou distribuição de materiais eleitorais, caberá aos órgãos competentes avaliar as circunstâncias, a responsabilidade dos envolvidos e eventual configuração de conduta vedada ou abuso de poder político. A existência do material no local, por si só, precisa ser devidamente apurada para esclarecer quem colocou os itens no prédio, por quanto tempo permaneceram ali, quem autorizou o armazenamento e se houve participação ou conhecimento de agentes públicos. DENÚNCIA VAI ALÉM DOS MATERIAIS A denúncia aponta ainda que estaria circulando entre servidores da Educação uma suposta lista de compromisso de votos por escola, estabelecendo metas de apoio ao candidato em unidades da rede estadual. O caso ganha ainda mais repercussão porque ocorre após a divulgação de um áudio que também levantou suspeitas sobre possível pressão sobre servidores da Educação em favor de Alan Porto. Segundo reportagem divulgada anteriormente, uma gravação atribuída ao diretor de uma escola estadual de Santo Antônio do Leverger relata a existência de supostas “cotas de votos” por unidade escolar e menciona possíveis consequências a servidores que não apoiassem o candidato. Na gravação, segundo a publicação, o diretor teria afirmado que a escola possuía uma meta de 50 votos, além de fazer referência a possíveis transferências ou outras consequências para servidores que não apoiassem Porto. Também foram levantadas suspeitas de negociações envolvendo benefícios para a unidade escolar em troca de apoio eleitoral. O episódio relacionado ao áudio é alvo de apuração pelo Ministério Público Eleitoral. Diante das novas imagens, a questão agora é saber se existe relação entre os episódios e se uma estrutura pertencente ao Estado realmente foi utilizada em benefício de uma campanha eleitoral. A confirmação ou não das irregularidades caberá aos órgãos de fiscalização e à Justiça Eleitoral. Outro lado Em nota, Alan afirmou que todos os seus atos estão respeitando a legislação eleitoral. Leia abaixo na íntegra, “O candidato a deputado estadual Alan Porto reafirma que todos os seus atos e atividades são realizados com absoluto respeito à legislação eleitoral e às normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Todas as ações da campanha são conduzidas com orientação jurídica e dentro dos limites previstos em lei. Eventuais questionamentos apresentados durante o período eleitoral serão respondidos nos autos próprios, com tranquilidade e transparência, sempre que houver determinação da Justiça Eleitoral. A campanha seguirá concentrada na apresentação de propostas e no diálogo com a população”. Fonte das informações e denúncia: Gazeta Digital Com informações da Gazeta Digital
Polícia Civil deflagra Operação Zira’A contra grupo suspeito de desviar cargas de soja em MT
Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (10); investigação apura furtos de grãos e possível prática de organização criminosa e lavagem de dinheiro A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10.9), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a uma investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do Estado. Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pelas Delegacias de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade. Também foi decretado pela Justiça o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos. A medida possibilita a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito. A investigação teve início após o registro do furto de uma carga de soja, ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade. Na ocasião, foi furtada uma carga de soja avaliada em aproximadamente R$ 100 mil. A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam de forma conjunta no desvio contínuo de cargas na região. Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, indicando que os fatos não se tratam de um episódio isolado. Como funcionava o esquema A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação coordenada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o devido registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para posterior recepção ilegal por terceiros. As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, a classificação e a liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e a realização do transporte das cargas desviadas. As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes. Essas circunstâncias levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Apreensões Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados, sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa. A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal. A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região. Nome da operação O nome “Zira’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.