O deputado estadual Faissal Calil, que disputa a reeleição, avalia que o PL chega às eleições deste ano com uma chapa mais competitiva para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na avaliação do parlamentar, o partido tem condições de eleger três deputados estaduais e entrar na disputa pela quarta cadeira. Faissal reconhece que a composição poderia ser ainda mais forte, mas considera que houve evolução em relação à chapa apresentada pela legenda em 2022. Naquele ano, o PL elegeu Gilberto Cattani e Elizeu Nascimento para a Assembleia. Para esta eleição, segundo o deputado, o partido conta com pelo menos cinco candidaturas com potencial de votação expressiva. “A chapa do PL para estadual poderia ser melhor, mas, se comparado com a de 2022, hoje em dia, os nomes são melhores. Então, a gente vai performar melhor. Acho que a gente consegue três vagas, brigando pela quarta”, afirmou Faissal em entrevista ao MidiaNews. Entre os nomes considerados competitivos dentro da legenda estão, além do próprio Faissal e de Cattani, a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris, e o ex-prefeito de Pontes e Lacerda, Alcino Barcelos. Elizeu Nascimento, que integrou a bancada do partido na eleição anterior, deixou o PL e se filiou ao Novo. Outro fator apontado por Faissal como estratégico para o desempenho da legenda é a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Para o deputado, a presença de um nome do PL na disputa pelo Palácio do Planalto pode favorecer a votação dos candidatos proporcionais, especialmente pela identificação do eleitor com o número 22. “O PL tem uma coisa que os outros partidos não têm: um candidato a presidente da República. E faz toda a diferença quando se tem isso. As pessoas vão querer votar no 22”, declarou. Na avaliação do parlamentar, a combinação entre uma chapa considerada mais competitiva e a candidatura presidencial pode ampliar o desempenho do PL nas urnas. Faissal estima que o quociente eleitoral para a Assembleia Legislativa fique próximo de 75 mil votos por cadeira, cenário que, segundo ele, coloca o partido em condições de alcançar três vagas e disputar uma quarta pelo mecanismo das sobras.
Batata e tomate mais que dobram de preço e elevam cesta básica em Cuiabá
Cesta básica chega a R$ 889 na segunda semana de setembro, com alta de 3,45% em apenas uma semana e avanço de 13,29% em 12 meses. A cesta básica ficou mais cara em Cuiabá na segunda semana de setembro, pressionada principalmente pela forte alta de alimentos como batata e tomate. Segundo levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o custo médio da cesta chegou a R$ 889, ante R$ 859,34 na semana anterior, aumento de 3,45%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o valor era de R$ 784,74, a alta acumulada chega a 13,29%. Entre os produtos que mais pesaram no bolso está a batata, que alcançou preço médio de R$ 7,56 por quilo. O valor representa aumento de 36,25% em apenas uma semana e de 116,85% em 12 meses, fazendo do produto o item com maior variação no período analisado. O tomate também apresentou forte elevação: o quilo passou a custar, em média, R$ 11,07, alta de 22,83% na comparação semanal e de 102,17% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a análise do IPF-MT, as condições climáticas contribuíram para a redução da oferta e, consequentemente, para a elevação dos preços. As chuvas alteraram o ritmo das colheitas de batata e tomate, enquanto, no caso do tomate, também houve registro de danos aos frutos. O encerramento da safra em algumas lavouras contribuiu ainda mais para diminuir a disponibilidade do produto no mercado. A banana também registrou alta significativa, de 13,04% na semana, chegando ao preço médio de R$ 9,05 por quilo. Segundo o instituto, o calor intenso e a baixa umidade afetaram a qualidade das frutas e provocaram perdas durante o transporte, reduzindo a oferta disponível aos consumidores. Apesar da elevação geral da cesta básica, alguns produtos apresentaram queda de preços. O feijão teve redução de 4,80%, enquanto a carne bovina ficou 3,09% mais barata e o café apresentou recuo de 1,69% na comparação semanal. A carne bovina passou a custar, em média, R$ 46,52 por quilo. Conforme o IPF-MT, a redução no volume exportado pode ter ampliado a oferta no mercado interno. Já o café, comercializado em média por R$ 27,16 o pacote de 500 gramas, pode ter sido beneficiado pelo avanço da safra e pelo aumento da disponibilidade do grão.
Transporte de eleitores da zona rural de Várzea Grande será feito com veículos públicos nas Eleições 2026
Motoristas convocados pela Justiça Eleitoral receberão R$ 65 pelo serviço e veículos serão identificados com dísticos A Justiça Eleitoral definiu as regras para o transporte de eleitores das regiões rurais de Várzea Grande durante as Eleições de 2026. Conforme deliberação da 49ª Zona Eleitoral, serão utilizados exclusivamente veículos requisitados de órgãos públicos, não sendo necessária a utilização de veículos particulares durante a operação. Para conduzir os veículos, motoristas serão convocados e nomeados pela Justiça Eleitoral. Cada profissional receberá R$ 65 pelo serviço, por meio da carteira BB disponibilizada pela Justiça Eleitoral. Os veículos serão identificados com dísticos fornecidos pela 49ª Zona Eleitoral, enquanto os motoristas receberão crachás de identificação. As definições foram estabelecidas durante reunião realizada no dia 2 de setembro, na sala de Convivência do Fórum de Várzea Grande, e posteriormente publicadas no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), na terça-feira (8). Também ficou definido que não será fornecida alimentação aos eleitores transportados. Segundo a ata da reunião, os horários e os percursos previstos permitirão que os eleitores realizem suas refeições em suas próprias residências. Rotas e horários O quadro geral com os percursos e horários do transporte ainda será publicado no Diário da Justiça Eletrônico da Justiça Eleitoral. As informações também deverão ser encaminhadas aos representantes dos partidos políticos e à imprensa local para divulgação. As demais orientações relacionadas à operação serão repassadas posteriormente pela equipe do cartório eleitoral aos motoristas convocados. Reunião Participaram da reunião o juiz eleitoral André Maurício Lopes Prioli, o chefe de cartório da 49ª Zona Eleitoral, Joelder Pompeo de Cerqueira, servidores requisitados da zona eleitoral e representantes da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) de Várzea Grande. Apesar de terem sido convocados por edital, representantes dos partidos políticos não participaram do encontro. Conforme registrado em ata, após 30 minutos do início da reunião não havia registro de presença de representantes das siglas. Mesmo sem a participação dos partidos, o Juízo Eleitoral e os demais participantes deram continuidade às deliberações e definiram as regras para a operação de transporte dos eleitores da zona rural.
Damares e Tereza Cristina reforçam apoio a Pivetta e consolidam aliança em torno da disputa pelo Governo de MT
Senadoras destacam perfil de gestor do candidato e defendem continuidade do projeto político em Mato Grosso As senadoras Damares Alves (Republicanos) e Tereza Cristina (PP) oficializaram, nesta quarta-feira (9), apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. As duas parlamentares, que integraram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), participaram do evento “Mulheres que Mudam Gerações”, realizado na noite de quarta-feira, no Cenarium Rural, em Cuiabá, onde declararam publicamente a aliança com o candidato. Com forte atuação junto ao eleitorado conservador e evangélico, Damares destacou a importância de Mato Grosso para a economia nacional e afirmou que Pivetta representa, na avaliação dela, o nome mais preparado para administrar o Estado. A senadora também associou a candidatura ao campo político alinhado ao bolsonarismo e defendeu as propostas apresentadas pelo republicano para a área de segurança pública. Durante o discurso, Damares afirmou que o Republicanos possui um projeto político voltado para Mato Grosso e para o país e convocou seus apoiadores a defenderem a candidatura de Pivetta. Ela também ressaltou que o Estado, considerado estratégico para a produção agropecuária nacional, precisa manter uma gestão que, segundo ela, priorize resultados e segurança. Tereza Cristina, por sua vez, enfatizou o crescimento econômico de Mato Grosso e atribuiu parte desse processo à atuação de gestores com experiência administrativa. Ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, a senadora possui forte ligação com o setor do agronegócio e destacou a transformação do Estado em uma das principais forças da produção agrícola e pecuária brasileira. Ao defender a permanência de Pivetta no comando do Estado, Tereza Cristina afirmou que o desenvolvimento de Mato Grosso é resultado de decisões administrativas e da atuação de pessoas comprometidas com a gestão pública. Para ela, a escolha do próximo governador será determinante para a continuidade do crescimento econômico e da posição de destaque ocupada pelo Estado no cenário nacional. O apoio das duas senadoras amplia o arco político de sustentação da candidatura de Pivetta e aproxima a campanha de segmentos importantes do eleitorado mato-grossense, especialmente os ligados ao conservadorismo, ao agronegócio e ao campo político bolsonarista.
Operação Checklist apreende 926 produtos em shoppings de Cuiabá
Fiscalização do Procon Municipal passou por 222 lojas e encontrou irregularidades principalmente em alimentos, cosméticos e produtos para animais; ação pode superar mil apreensões O Procon Municipal de Cuiabá já apreendeu 926 produtos durante a Operação Checklist, realizada em quatro shoppings da capital. Iniciada no final de julho, a fiscalização já alcançou 222 estabelecimentos e identificou irregularidades em 24 lojas dos segmentos de alimentos, cosméticos e produtos para animais de estimação. O trabalho será concluído nesta sexta-feira (11), com possibilidade de o número de itens recolhidos ultrapassar a marca de mil. A operação tem caráter predominantemente educativo e orientativo e busca auxiliar os comerciantes no cumprimento das normas estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Durante as visitas, as equipes do Procon verificam uma série de procedimentos que devem ser observados pelos estabelecimentos, como a exposição adequada dos preços, as condições e formas de pagamento, as regras para troca de produtos e a disponibilização de informações de maneira clara e acessível ao consumidor. Segundo o órgão municipal, além de identificar e retirar de circulação produtos que estejam em desacordo com a legislação, a fiscalização contribui para que os próprios comerciantes reconheçam possíveis falhas e adotem as medidas necessárias para regularizar seus estabelecimentos. No balanço parcial, os produtos apreendidos estão concentrados em três categorias. Foram recolhidos 535 alimentos, 268 cosméticos e 17 produtos destinados a animais de estimação, totalizando 820 itens somente nesse recorte. Somadas as demais apreensões realizadas durante a operação, o número chega atualmente a 926 produtos. A iniciativa também reforça a importância da informação nas relações de consumo. Para o Procon Municipal, garantir que preços, condições de compra, políticas de troca e demais dados estejam disponíveis de forma transparente permite ao consumidor tomar decisões com maior segurança e reduz a ocorrência de conflitos entre clientes e comerciantes. Com o encerramento da Operação Checklist previsto para esta sexta-feira, o Procon deverá consolidar o balanço final das fiscalizações e das apreensões realizadas nos quatro shoppings visitados pelas equipes.
Max Russi reúne 5 mil pessoas, mostra força política e começa a pavimentar caminho para 2030
Cotado para disputar o Governo de Mato Grosso em 2026, presidente da Assembleia priorizou a reeleição, fortaleceu o Podemos e mantém vivo o projeto de governar o estado no futuro O lançamento da campanha de reeleição do deputado estadual Max Russi (Podemos), realizado na noite desta quarta-feira (9), em Cuiabá, foi além de um ato eleitoral. A presença estimada de 5 mil pessoas e a reunião de lideranças de diferentes partidos mostraram que o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) trabalha por mais um mandato, mas já constrói um projeto político que pode ultrapassar as eleições de 2026. A estimativa de público foi divulgada pela organização do evento e não representa uma contagem independente. Ainda assim, as imagens da mobilização e a composição do palanque demonstraram a capacidade de articulação de Max, que esteve entre os nomes mais cotados para disputar o Governo de Mato Grosso neste ano. O parlamentar decidiu buscar a reeleição para deputado estadual. A escolha, porém, não significou abandonar um projeto maior. Em entrevistas, Max já admitiu que sonha em governar Mato Grosso, mas ressaltou que uma candidatura ao Palácio Paiaguás não pode nascer apenas de sua vontade pessoal: precisa ser construída pelo grupo político e apresentada no momento adequado. Ao recuar de uma eventual disputa majoritária em 2026, Max evitou um confronto para o qual ainda não havia consenso entre os aliados. Ao mesmo tempo, preservou alianças, ampliou o Podemos e fortaleceu sua posição para as discussões que devem começar logo após as eleições. O movimento permite uma pergunta que já circula nos bastidores da política mato-grossense: Max Russi está construindo agora o caminho para disputar o Governo do Estado em 2030? Palanque reúne diferentes forças políticas O evento contou com apoiadores, candidatos do Podemos e lideranças que disputam cargos majoritários. Entre os presentes estavam Janaína Riva (MDB) e Mauro Mendes (União Brasil), candidatos ao Senado, além de Elson Ramos, do Podemos. A presença de políticos de legendas diferentes reforçou uma das características atribuídas a Max ao longo de sua trajetória: a capacidade de dialogar com diversos grupos, evitar rompimentos desnecessários e construir acordos. Durante o encontro, Janaína Riva afirmou acreditar que Max poderá superar sua votação e destacou que ele conta até mesmo com o apoio e o reconhecimento de outros deputados estaduais. “Meu título de mais votada acaba este ano com a eleição de Max Russi. Ele é o deputado estadual que tem outros deputados estaduais no palanque, que apoiam o trabalho dele e reconhecem a liderança dele, como presidente do partido e da Assembleia”, declarou Janaína. A afirmação tem peso político. Na eleição de 2022, Janaína foi a deputada estadual mais votada de Mato Grosso, com 82.124 votos. Max ficou em segundo lugar, com 70.328 votos.^2 Agora, ele tenta ampliar sua votação e assumir o protagonismo eleitoral dentro da Assembleia. De vereador a presidente da Assembleia Max Joel Russi nasceu em Salto do Lontra, no Paraná, e chegou ainda jovem a Jaciara, município onde construiu sua vida profissional e iniciou a trajetória política. Formado em Gestão Pública, foi vereador e, posteriormente, prefeito de Jaciara por dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2012. A passagem pelo Executivo municipal ajudou a consolidar sua imagem de político municipalista, com atuação próxima de prefeitos, vereadores e lideranças do interior. Em 2014, foi eleito deputado estadual pela primeira vez. Conquistou a reeleição em 2018, com 35.042 votos, e voltou a crescer em 2022, quando recebeu 70.328 votos — praticamente o dobro da votação anterior.^2 Na Assembleia, ocupou cargos importantes na Mesa Diretora, comandou comissões e chegou à presidência da Casa pela primeira vez em 2021. Em agosto de 2024, foi novamente eleito para presidir o Parlamento estadual no biênio 2025–2026. A chapa liderada por ele recebeu os votos dos 24 deputados estaduais. Ser eleito por unanimidade em uma Casa formada por parlamentares de diferentes partidos e posições ideológicas é um sinal relevante de articulação. Não significa ausência de disputas, mas demonstra que Max conseguiu construir diálogo suficiente para reunir todos os deputados em torno de sua candidatura. O parlamentar também passou pelo Poder Executivo estadual. Atuou na área de assistência social e participou da implantação do Pró-Família, programa de transferência de renda e acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade. Posteriormente, exerceu função na Casa Civil, área responsável pela articulação política e institucional do governo. Essas experiências permitiram que Max conhecesse três dimensões da administração pública: o município, o Governo do Estado e o Poder Legislativo. Entregas apresentadas durante o mandato No lançamento da campanha, Max destacou projetos e ações desenvolvidos em diferentes áreas. Entre as iniciativas citadas estão a defesa da causa animal, o atendimento promovido pelo Gabinete Social, o programa VG Mais Ação e medidas voltadas aos povos indígenas, aos servidores públicos e às famílias em situação de vulnerabilidade. Uma das principais vitrines apresentadas pelo parlamentar foi a Vila Aconchego, implantada em Jaciara. O residencial possui 54 casas geminadas, adaptadas e destinadas a idosos, além de espaços de convivência e estrutura de atendimento. O projeto foi concebido para oferecer moradia e qualidade de vida a pessoas da terceira idade. Max defende que o modelo seja ampliado e implantado em outros municípios de Mato Grosso. Na área indígena, o parlamentar requereu a criação da Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena, instalada na Assembleia com o objetivo de reunir lideranças, especialistas e instituições para discutir problemas e apresentar soluções para o atendimento às comunidades. A iniciativa contou com a participação do Ministério Público de Mato Grosso. Outra medida associada ao mandato foi a Política Estadual de Linguagem Simples, criada para tornar os documentos e as informações dos órgãos públicos mais fáceis de serem compreendidos pela população. Durante o evento, Max também afirmou ter atuado em defesa de famílias da região do Porto, em Cuiabá, diante de processos de desocupação, e ressaltou ações destinadas à valorização dos servidores efetivos. “Isso é fazer política pública, é fazer mais pelo povo de Mato Grosso, e é o que vou continuar fazendo”, declarou. Podemos cresce sob o comando
Mauro Mendes cobra atuação do Senado e defende afastamento de ministros do STF
Ex-governador afirma que ministros devem responder por eventuais crimes comprovados e critica decisões divergentes na Suprema Corte Candidato ao Senado, o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União) defendeu, nesta quarta-feira (9), uma atuação mais efetiva do Senado Federal diante do que considera uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, eventuais ministros que tenham cometido crimes e sejam responsabilizados após um processo regular devem estar sujeitos ao afastamento do cargo. A declaração foi dada após Mendes participar de uma sabatina promovida pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), quando também criticou o protagonismo do STF em questões políticas e as divergências entre decisões de integrantes da Corte. Segundo o candidato, o Senado precisa exercer seu papel na relação entre os Poderes e contribuir para reduzir os conflitos institucionais. “O Senado Federal precisa entrar nessa parada, precisa harmonizar esses Poderes, precisa exercer o seu papel de moderador na República e equilibrar essas relações”, afirmou. Mendes avaliou que a sucessão de decisões diferentes dentro do próprio Supremo gera insegurança e classificou o cenário como preocupante para o país. “Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal tem protagonizado decisões contraditórias, muito controversas. Eu, como cidadão, em primeiro lugar, lamento muito”, declarou. Na avaliação do ex-governador, ministros de uma Suprema Corte deveriam ter uma atuação menos exposta no debate político. Ele comparou o cenário brasileiro com o de outros países, onde, segundo ele, os integrantes das cortes superiores possuem menor protagonismo público. “Algo está muito errado nesse País. Nós precisamos resolver isso. O Brasil não aguenta. É muito lamentável”, afirmou Mendes, ao citar situações em que decisões de um ministro são posteriormente modificadas ou suspensas por outro integrante da Corte. As declarações ocorrem em meio a uma crise interna no STF, marcada por decisões conflitantes envolvendo ministros da Corte e questões relacionadas ao comando da Polícia Federal. O presidente do Supremo, Edson Fachin, interveio no impasse, suspendeu decisões anteriores, manteve o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no cargo e convocou uma sessão extraordinária do plenário para discutir o caso. Responsabilização Mauro Mendes também defendeu que ministros do STF estejam sujeitos às mesmas regras de responsabilização aplicadas a outras autoridades públicas. Para ele, ninguém pode estar acima da legislação ou da Constituição. “Eu sempre defendi que é indefensável que alguém neste País possa estar acima da lei e da Constituição”, afirmou. O candidato citou processos de impeachment e afastamentos envolvendo presidentes, governadores, magistrados e prefeitos para sustentar que integrantes do Supremo também podem ser afastados caso fique comprovada a prática de crimes. “Então, é inimaginável que um ministro do Supremo não possa também ser afastado”, declarou. Mendes ressaltou, porém, que uma eventual medida deve ocorrer dentro das regras legais, com garantia de defesa e após a comprovação das acusações. “Existindo culpabilidade comprovada, em um processo em que tem que ser garantido [o direito de defesa] a todos, tem que haver o afastamento. Quando comprovado que cometeu crime, tem que responder perante a lei”, concluiu.
Max Russi reúne 5 mil pessoas em Cuiabá
Evento pela reeleição do deputado reuniu apoiadores, candidatos do Podemos e lideranças como Janaína Riva e Mauro Mendes O deputado estadual Max Russi (Podemos), candidato à reeleição, reuniu cerca de 5 mil pessoas em um ato político realizado na noite desta quarta-feira (9), em Cuiabá. O encontro contou com apoiadores, lideranças políticas e candidatos que integram o grupo político do parlamentar. Além da presença expressiva do público, Max contou com um palanque formado por todos os candidatos a deputado federal do Podemos e lideranças que disputam vagas no Senado. Entre elas estavam os candidatos Janaína Riva (MDB) e Mauro Mendes (União), além de Elson Ramos (Podemos), candidato a suplente de Mendes. Liderança reconhecida Durante o evento, Janaína destacou a liderança de Max e afirmou que o parlamentar reúne o reconhecimento até mesmo de outros deputados estaduais. “Meu título de mais votada acaba este ano com a eleição de Max Russi. Ele é o deputado estadual que tem outros deputados estaduais no palanque, que apoiam o trabalho dele e reconhecem a liderança dele, como presidente do partido e da Assembleia”, afirmou. Mauro Mendes também ressaltou os resultados alcançados em Mato Grosso durante sua gestão como governador. Além disso, destacou a parceria construída com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). “Mostramos que é possível fazer coisas que pareciam ser impossíveis para Mato Grosso, e vamos fazer muito mais”, disse. Resultados apresentados por Max Em seu discurso, Max apresentou ações desenvolvidas ao longo de sua atuação na Assembleia Legislativa. Entre elas, citou o trabalho pela causa animal e a defesa dos moradores da região do Porto, em Cuiabá, diante de processos de desocupação. O parlamentar também destacou as ações do Gabinete Social e do VG Mais Ação. Além disso, lembrou iniciativas desenvolvidas junto aos povos indígenas e medidas de valorização dos servidores públicos efetivos. Outro exemplo apresentado foi a Vila Aconchego, projeto implantado em Jaciara que oferece moradia a idosos. A iniciativa reúne 54 casas e uma estrutura voltada à convivência e qualidade de vida. Segundo Max, o modelo poderá ser ampliado para outros municípios de Mato Grosso. “Isso é fazer política pública, é fazer mais pelo povo de Mato Grosso, e é o que vou continuar fazendo”, afirmou Max.
Operação Ganatum II mira esquema de sonegação de ICMS em transações de gado entre MT e RO
Ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão nos dois estados e investiga movimentações de bovinos superiores a R$ 30 milhões; sete ordens são cumpridas em municípios de Mato Grosso. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) participa, nesta quinta-feira (10.9), da Operação Ganatum II, deflagrada pelo Cira de Rondônia para desarticular um possível esquema de sonegação de ICMS envolvendo a comercialização interestadual de gado entre os dois estados. Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em seis municípios de Rondônia e Mato Grosso. Em território mato-grossense, as equipes cumprem sete ordens judiciais, sendo três em Comodoro, duas em Santo Afonso, uma em Dom Aquino e outra em Castanheira. As investigações apontam para a possível existência de um grupo estruturado para cometer crimes contra a ordem tributária. Segundo as apurações, as operações identificadas até o momento movimentaram mais de R$ 30 milhões, dimensão que demonstra o volume financeiro das transações sob investigação. O esquema teria como uma das estratégias a aquisição de bovinos de produtores rurais de Rondônia sem a emissão das respectivas notas fiscais. Nesses casos, seria utilizada apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA) para acompanhar o deslocamento dos animais. Posteriormente, conforme os investigadores, documentos fiscais eram emitidos como se os bovinos estivessem sendo transferidos entre propriedades pertencentes ao mesmo proprietário, buscando enquadrar as operações em uma situação de não incidência do ICMS. Na prática, entretanto, os animais seguiriam diretamente para os compradores em Mato Grosso, sem que a operação comercial fosse devidamente registrada junto ao Fisco. A investigação também identificou suspeitas de que terceiros tenham sido utilizados para esconder os verdadeiros responsáveis e beneficiários das transações. Outro ponto sob apuração é a utilização de uma propriedade rural que, segundo os indícios reunidos, não apresentaria estrutura compatível com a quantidade de animais oficialmente movimentada. O imóvel teria servido para dar aparência de legalidade às operações. Em Mato Grosso, o Cira conta com o apoio operacional da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Diretoria do Interior, além da participação de policiais das delegacias responsáveis pelas áreas onde os mandados foram cumpridos. A força-tarefa reúne aproximadamente 70 agentes e integra Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia e as Polícias Civis de Rondônia e Mato Grosso. O nome da operação, Ganatum, faz referência à ideia de ganho e lucro, em associação com o objetivo econômico atribuído ao esquema e à atividade pecuária investigada. Em Mato Grosso, o Cira reúne Ministério Público Estadual, Procuradoria-Geral do Estado, Controladoria-Geral do Estado, Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil/Defaz, e Secretaria de Estado de Fazenda. O comitê atua de maneira integrada no enfrentamento às fraudes fiscais e na recuperação de recursos devidos ao Estado.
“Gosto é de dormir”: fala de Pivetta provoca questionamentos sobre relação com imprensa e eleitores
Candidato afirmou que dar entrevistas diariamente é “desconfortável” e “estranho”; declaração chama atenção porque campanha eleitoral exige diálogo, apresentação de propostas e prestação de contas Uma resposta dada por Otaviano Pivetta (Republicanos) durante uma coletiva de imprensa em Cuiabá provocou questionamentos sobre sua disposição para participar da rotina de entrevistas e debates da campanha eleitoral. Ao ser perguntado sobre o que mais o incomodava, Pivetta respondeu: — Dar entrevista. Todo dia tem que dar entrevista. É desconfortável, é algo bem exótico, estranho. Na sequência, o jornalista perguntou do que ele gostava. Pivetta declarou: — Eu gosto é de dormir, comer, beber e dormir. Embora a resposta possa ter sido dada em tom descontraído, a declaração chama atenção por ter ocorrido justamente durante o período eleitoral, momento em que entrevistas, debates e encontros públicos são fundamentais para que a população conheça os candidatos. Campanha exige diálogo com a população Dar entrevistas diariamente pode ser cansativo, mas faz parte do processo eleitoral. É por meio das perguntas feitas por jornalistas que o candidato pode explicar suas propostas, responder a críticas e apresentar soluções para problemas que atingem diretamente a população. Também é durante a campanha que o eleitor tem a oportunidade de conhecer melhor o comportamento, o preparo e as prioridades de quem pretende comandar o Estado. Por isso, quando um candidato afirma que considera desconfortável conceder entrevistas todos os dias, surge uma pergunta inevitável: se o contato com a imprensa incomoda durante a campanha, como será a relação com os jornalistas e com a população depois da eleição? Entrevistas não são apenas obrigação de campanha A necessidade de prestar esclarecimentos não termina quando a votação acaba. Quem assume o Governo de Mato Grosso precisa explicar decisões, apresentar resultados, responder sobre problemas e enfrentar cobranças relacionadas à saúde, educação, segurança, infraestrutura e aos gastos públicos. O governador também precisa viajar pelo estado, receber prefeitos, conversar com representantes de diferentes setores e manter um canal permanente de diálogo com a sociedade. Nesse contexto, entrevistas e coletivas não devem ser vistas apenas como compromissos desconfortáveis. Elas fazem parte da transparência esperada de qualquer governante. Uma frase que pode repercutir na campanha A fala de Pivetta pode ter sido uma brincadeira ou uma manifestação de cansaço diante da intensa agenda eleitoral. Ainda assim, declarações de candidatos ao governo ganham peso porque ajudam o eleitor a avaliar não somente as propostas, mas também a postura de quem pretende ocupar o cargo. Mais do que discutir se o candidato gosta de dormir, a questão central é saber como ele pretende manter uma rotina de trabalho, diálogo e prestação de contas à sociedade. No período eleitoral, comparecer a entrevistas e debates não representa um favor à imprensa. É uma oportunidade para conversar com a população e mostrar por que merece receber o voto. Análise do MT Urgente Uma frase isolada não é suficiente para concluir se alguém está ou não preparado para governar Mato Grosso. No entanto, candidatos precisam compreender que entrevistas, debates e cobranças fazem parte da democracia. O eleitor tem o direito de perguntar. A imprensa tem o dever de questionar. E quem deseja governar tem a responsabilidade de responder. Pivetta poderá esclarecer se falou em tom de brincadeira e explicar como pretende manter o diálogo com a sociedade. Até que isso aconteça, permanece uma pergunta provocada pela própria declaração: se dar entrevistas todos os dias já causa desconforto, como o candidato pretende enfrentar as pressões e cobranças diárias do Governo de Mato Grosso? Em uma eleição, não basta querer ocupar o cargo. É preciso demonstrar disposição para trabalhar, ouvir críticas, apresentar propostas e prestar contas à população. O MT Urgente deixa o espaço aberto para manifestação de Otaviano Pivetta e de sua assessoria.