O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), deu mais um passo importante em defesa das mulheres na política. Ao lado da deputada Janaína Riva (MDB), ele firmou parceria com o Ministério Público Federal (MPF) para a criação de um núcleo pioneiro de combate à violência política de gênero, que funcionará na própria Assembleia. A reunião foi realizada na sede do MPF, com a presença do procurador regional eleitoral Ricardo Pael, na terça-feira (2). “Fizemos uma boa tratativa com a liderança da deputada Janaína, sobre a violência política de gênero. Vamos colaborar com o MPF, a Procuradoria da Mulher da ALMT, o Ministério Público Estadual e outros órgãos, para enfrentarmos juntos essa pauta tão sensível no estado de Mato Grosso”, destacou Max Russi, lembrando que essa é uma bandeira que ele já vem defendendo há anos. Segundo o presidente, o núcleo será um espaço de acolhimento, orientação e ação concreta, garantindo que a política em Mato Grosso seja um ambiente de respeito, igualdade e segurança para todos. A deputada Janaína Riva reforçou a importância da iniciativa: “Vai ser uma parceria pioneira, agora vamos ter um núcleo de combate à violência política de gênero. Essa é uma boa notícia para as mulheres políticas do nosso estado”, afirmou. O procurador Ricardo Pael destacou que a parceria vai ampliar os canais de acesso das vítimas ao Ministério Público e encorajar novas denúncias: “A ideia é que servidoras da Assembleia atuem em conjunto com o MPF, garantindo atenção especial e resposta rápida a esses casos.” Além da criação do núcleo, os deputados protocolaram uma representação para investigar possível prática de violência política de gênero contra a prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira, registrada no último mês.
EUA mudam regras do visto: entrevista obrigatória e custo passa de R$ 2 mil
A partir desta terça (2), todos os solicitantes, inclusive crianças e idosos, terão de passar por entrevista; taxa extra de US$ 250 eleva o custo total do visto para mais de R$ 2 mil As novas regras para solicitação de visto de não imigrante para os Estados Unidos entraram em vigor nesta terça-feira (2). A partir de agora, todos os solicitantes — inclusive crianças menores de 14 anos e idosos com mais de 80 anos, que antes eram isentos — precisarão passar por entrevista presencial em um consulado norte-americano. A mudança, anunciada em julho pelo Departamento de Estado dos EUA, vale para cidadãos de todos os países. A exigência de entrevista não se aplica apenas a casos específicos, como pedidos de vistos diplomáticos e oficiais, funcionários de organizações internacionais, militares e pessoas que estejam renovando um visto vencido há menos de 12 meses, desde que o anterior tenha sido emitido quando o solicitante já tinha pelo menos 18 anos. Para conseguir a isenção na renovação, o viajante deve apresentar o pedido no país de residência ou nacionalidade, não ter tido visto recusado (exceto se a negativa já tiver sido revertida ou renunciada) e não possuir nenhuma inelegibilidade aparente. Mesmo assim, os agentes consulares podem determinar entrevistas presenciais, caso a caso. No Brasil, os consulados dos EUA estão localizados em Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. O visto de não imigrante é concedido para estadias temporárias e abrange diferentes finalidades, como turismo, negócios, estudo, tratamento médico e trabalho temporário. Ele se diferencia do visto de imigrante, destinado a quem busca residência permanente nos EUA. Nova taxa eleva custo do visto para mais de R$ 2 mil Além da exigência de entrevista, o processo de obtenção do visto ficará mais caro. Em julho, o Congresso norte-americano aprovou a criação da chamada Taxa de Integridade do Visto, no valor de US$ 250, que será cobrada em todos os pedidos de visto de não imigrante. O valor será somado à taxa já existente de US$ 185, elevando o custo total para US$ 435 — o equivalente a mais de R$ 2 mil na cotação atual. Em algumas situações, a taxa extra poderá ser reembolsada. A cobrança está prevista para entrar em vigor em 1º de outubro, início do ano fiscal nos Estados Unidos, mas ainda não houve confirmação oficial da data pelo governo norte-americano.
Congresso: desembarque de União-PP renova fôlego do PL da Anistia
O ultimato do União Brasil e do PP, nesta terça-feira (2/9), para que seus filiados deixem cargos no governo Lula deu novo impulso à oposição para aprovar o Projeto de Lei da Anistia. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que aumentou o número de líderes favoráveis a pautar o texto. Motta deu a declaração após uma reunião com os líderes partidários na tarde desta terça-feira. “Os líderes estão cobrando, estamos avaliando e ainda precisamos conversar mais”, disse Motta. “Aumentou o número de líderes pedindo”, acrescentou. Apesar de ter prometido à oposição ainda em sua eleição, em fevereiro, que pautaria a anistia, Motta tem evitado prosseguir com o assunto, mantendo cautela diante da resistência do governo, que se posiciona contra a proposta. Com o desembarque do União Brasil e do PP, ministros como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) podem deixar o governo, mas os postos do segundo escalão indicados pelo deputado Arthur Lira (PP-AL) e por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, devem permanecer sem alterações. Isso permite que esses partidos apoiem a anistia sem comprometer a base governista. Desembarcando União Brasil e PP deram ultimato para que filiados deixem cargos no governo, impulsionando a oposição para aprovar a anistia; Hugo Motta afirmou que aumentou o número de líderes favoráveis a pautar o projeto; Com o desembarque desses partidos, ministros como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) podem deixar o governo; Enquanto postos do segundo escalão indicados por Arthur Lira (PP-AL) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) permanecem; Governo vê movimentação estratégica de Tarcísio de Freitas, enquanto a votação do projeto deve ocorrer após o julgamento de Bolsonaro, previsto para 12 de setembro. Governo vê conluio de Tarcísio Entretanto, nesta terça-feira, parlamentares do PP, União Brasil e Republicanos defendem que o texto seja votado após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado. A previsão é que o julgamento seja encerrado em 12 de setembro. Segundo o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), o cronograma ganhou força com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em Brasília. O político chegou a se reunir com o presidente do seu partido, Marcos Pereira (SP), para debater a anistia. Ele deve se reunir com Motta, mas ainda não há uma data definida. Lindbergh afirmou que “é uma discussão que vai ser colocada no colégio nos próximos dias, a partir dessa movimentação do governador de São Paulo”, após a reunião de líderes realizada na residência oficial da presidência da Câmara.
Governo lamenta falecimento do ex-secretário de Segurança Pública Oscar Travassos
O Governo de Mato Grosso lamenta o falecimento do desembargador aposentado Oscar César Ribeiro Travassos, aos 97 anos, nesta terça-feira (2.9), no Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de causas naturais. O magistrado teve atuação marcante no cenário jurídico e político no estado. Foi presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso nos anos de 1972 e 1973 e secretário de Segurança Pública na década de 1980. Por sua atuação firme no combate a criminalidade, foi apelidado de Xerifão. O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, manifestou condolências aos familiares e amigos. “Neste momento de dor, expresso meus sentimentos a todos os familiares e amigos. Que Deus possa confortar seus corações”, disse. O velório e o sepultamento serão realizados na capital fluminense.
Tomate despenca 60% e abacaxi dispara 27%: semana tem forte oscilação de preços
O mercado hortifrutigranjeiro de Mato Grosso registrou fortes oscilações nos preços, conforme dados do último boletim de preços do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (ProHort). O levantamento mostra que o tomate longa vida teve queda de 60%, tornando-se a principal oportunidade de compra da semana, enquanto o abacaxi valorizou 27,27%, pressionado pela entressafra e pela demanda firme no varejo. Além do tomate, outros produtos apresentaram reduções significativas, como couve-flor (-33,33%), uva niágara embandejada (-30,0%), maxixe (-25,0%), pimentão verde (-20,0%) e banana prata (-18,18%). Esses itens representam boas opções de abastecimento tanto para consumo familiar como para redes institucionais e de revenda. Em contrapartida, legumes e frutas tiveram alta expressiva, com destaque para a vagem (+18,18%), o alho (+14,29%), o chuchu (+25,71%), a batata doce rosada (+17,50%) e a abóbora paulista (+16,67%). A elevação foi atribuída a diminuição da oferta no mercado e ao impacto de fatores climáticos e logísticos. Entre os produtos com melhor custo-benefício no período, o boletim destaca frutas como a uva niágara (R$ 65 a caixa de 5 kg), a banana prata (R$ 110 a caixa de 18–20 kg) e o mamão formosa (R$ 70 a caixa de 18–20 kg). Entre as folhosas, consta o espinafre (R$ 10 o maço), a chicória (R$ 8,50 o maço), e a couve (R$ 18 a dúzia). Também apresentam melhor custo-benefício legumes como o tomate longa vida (R$ 50 a caixa de 18–20 kg), o maxixe (R$ 130 a caixa de 15–18 kg) e o pimentão verde (R$ 80 a caixa de 9–10 kg), além de verduras como a couve-flor (R$ 7,50 a unidade), o brócolis ninja (R$ 5,00 a unidade) e o jiló (R$ 80 a caixa de 14–15 kg). A análise da economista Bianca Georgia Marques de Arruda Barros, elaborada com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Central de Abastecimento de Cuiabá (Ceasa-MT), projeta que os preços dos legumes tendem à estabilização na próxima semana. Já as folhosas podem recuar caso o clima seco se mantenha, enquanto as frutas tropicais devem continuar com alta volatilidade em razão da transição de safra. ProHort O Prohort é um programa do Governo Federal que fornece informações sobre a comercialização de produtos hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Essas informações são essenciais para o setor hortigranjeiro pois permitem que os agentes envolvidos na cadeia produtiva tomem decisões mais informadas. Em Mato Grosso, o Prohort é operado em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer), Prefeitura de Cuiabá e a Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista de Cuiabá (Apetac), que fornece informações sobre a evolução dos preços dos principais hortifrutigranjeiros produzidos e/ou comercializados no Estado. Os dados do Prohort podem ser utilizados pelo agricultor familiar para avaliar a viabilidade econômica de sua produção, definir estratégias de comercialização, negociar melhores preços com compradores, atender às demandas do mercado e incorporar novas tecnologias e técnicas de produção.
Final do SuperChef da Educação acontece nesta quarta-feira (3) em Cuiabá
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza nesta quarta-feira (3.9), a etapa final do SuperChef da Educação 2025, em Cuiabá. São 13 merendeiros da rede estadual de ensino, cada um representando as Diretoria Regional de Educação (DRE). Os três primeiros colocados ganharão R$ 9 mil pelo 1º lugar, R$ 7 mil pelo 2° e R$ 5 mil pelo 3º lugar. Pela manhã, a partir das 7h30, os finalistas começam a preparação do prato no Senac Boa Esperança e posteriormente, os jurados farão a degustação. Já a cerimônia de premiação acontecerá no período da noite. O quê: Final concurso SuperChef da Educação 2025 Data: 3/9 das 7h30 às 11h e 19h às 21h Local: Senac Boa Esperança (preparação) e Buffet Ipiranga’s House (jantar de premiação)
Tráfico de drogas era ‘negócio de família’, que abastecia 2 facções em MT e Nordeste
As investigações da Operação Conductor, deflagrada nesta terça-feira (2), apontaram que o grupo criminoso fornecia drogas para pelo menos duas facções criminosas, sendo uma em Mato Grosso e outra no Maranhão. Ao todo, foram cumpridos 91 das 95 ordens judiciais expedidas contra integrantes do grupo, que atuava com tráfico de entorpecentes e lavagem de dinheiro nas regiões de fronteira de Mato Grosso e metropolitana de Cuiabá. Apenas 4 mandados de prisão ainda não foram cumpridos. Foram apreendidos R$ 29 mil em espécie, 5 veículos e 190 munições, além de 12 mandados de prisão cumpridos, sendo que um dos alvos também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As ordens judiciais foram cumpridas pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, que investigaram o grupo por mais de um ano. Modus operandi O principal alvo da operação, apontado como líder do grupo criminoso, o advogado Douglas Antônio Gonçalves de Almeida, 32, conhecido entre os integrantes como “Doutor”, exercia o controle sobre o transporte de drogas, armazenamento e distribuição na região metropolitana de Cuiabá. “Era ele quem determinava os dias em que o transporte seria realizado, mantinha o controle da viagem de forma remota, efetuava o pagamento e era responsável pela manutenção da van utilizada como instrumento do crime. Ele também controlava o armazenamento da droga e definia para quem seria entregue. A irmã dele também está envolvida e executava suas ordens quanto à distribuição”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação do caso. As apurações apontaram que, além da irmã, outras 5 pessoas da família integravam o grupo criminoso: a esposa, a mãe, o irmão, a tia e a cunhada. A irmã era a responsável pelo recebimento das drogas em Várzea Grande e distribuição aos destinatários, além de movimentar dinheiro do tráfico em contas tanto de pessoa física quanto jurídica. A investigação começou após a prisão de um homem de 31 anos, no dia 12 de abril de 2024, em Cáceres, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele estava transportando 153,8 kg de cocaína em seu veículo, um Renault Master Eurovan, que simulava ser utilizado para o transporte de passageiros. Conforme a delegada Bruna Laet, esse investigado era o responsável por transportar a droga entre os municípios da fronteira e Várzea Grande. Ele recebia R$ 30 mil por viagem. Sua esposa sabia dos crimes e teve dinheiro das ações transferido para a conta dela. Por isso, ela também foi alvo da operação. Ao todo, ele movimentou R$ 402 mil em sua conta em 2023 e R$ 610 mil em 2024. A ligação entre o motorista preso e a família do “Doutor” era um homem de 34 anos. Era ele quem mantinha contato com o motorista. O investigado recebia valores altos do líder do grupo criminoso e chegou a movimentar, entre 2022 e 2024, mais de R$ 3,7 milhões. A investigação apontou também fortes evidências de que ele integra uma facção criminosa. Há ainda entre as 31 pessoas físicas e 8 pessoas jurídicas, um morador de Cáceres, de 48 anos, com passagem por tráfico de drogas, que recebeu R$ 6 milhões em sua conta em 2024, sendo que ele trabalha perfurando poços e mora em uma casa humilde — o que chamou atenção da Polícia Civil. Lavagem de dinheiro Entre as empresas de fachada utilizadas para lavar o dinheiro do tráfico, estava uma de energia solar, com endereço em Cuiabá, que em 2024 movimentou R$ 23 milhões. As investigações apontaram que a empresa, aberta em 2020, também era utilizada para receber valores de uma facção criminosa presente em Mato Grosso, por meio de reclusos no sistema penitenciário. Outra empresa era uma farmácia, cujo endereço fica no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, porém, o prédio não existe. Além disso, o capital social da empresa saltou, em 2024, de R$ 5 mil para R$ 800 mil. “O relatório de análise fiscal apontou que a empresa declarou rendimentos de R$ 548.794,16 em 2023 e R$ 219.994,20 em 2024, mas movimentou mais de R$ 13 milhões em 2024. Ou seja, há uma discrepância entre o declarado e os créditos. É evidente que ela era utilizada para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”, afirmou a delegada Bruna Laet. Também havia empresas em funcionamento utilizadas para lavagem de dinheiro, como uma empresa de alimentos, que vendia sonhos, e uma distribuidora de bebidas. Ambas estão em Cuiabá. Fonte: Gazeta Digital
Câmara barra tentativa de impeachment e Abílio dispara contra opositores: “Se fosse terceiro turno, perderiam de novo”
A Câmara Municipal de Cuiabá enterrou mais uma tentativa de derrubar o prefeito Abílio Brunini (PL). Em sessão desta terça-feira (2), os vereadores rejeitaram, por ampla maioria, o requerimento que pedia a instauração de uma Comissão Processante contra o gestor. Foram 25 votos contrários e apenas 2 favoráveis à abertura do processo, que poderia culminar em impeachment. Apenas os vereadores Dídimo Vovô (PSB) e Jeferson Siqueira (PSD) — ambos opositores declarados — votaram a favor da proposta apresentada pelo ex-vereador Robinson Cireia (PT) e pelo suplente Léo Rondon (PT). A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), anunciou o resultado: “Declarado rejeitada a representação político-administrativa apenada por perda de mandato contra o senhor prefeito. Arquive-se.” Prefeito provoca opositores Após a votação, Abílio não poupou críticas aos adversários. Em tom provocativo, disparou nos corredores da Casa: “O PT, o pessoal da esquerda, sempre vai ter esse posicionamento e a gente segue trabalhando. Se fosse um terceiro turno, perderiam de novo. A intenção deles é apenas chamar atenção. Não conseguiram fazer um bom trabalho enquanto eram vereadores. Foram esquecidos pela sociedade e agora tentam aparecer de qualquer forma.” Denúncia contra Abílio A acusação do PT se baseava em um episódio ocorrido em agosto, quando o prefeito publicou um vídeo nas redes sociais expondo estudantes da Escola Estadual Alice Fontes, questionando-os sobre “quanto é 4×4”. Os alunos não souberam responder, e a gravação gerou polêmica. Segundo os denunciantes, Abílio teria violado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), expondo menores de idade de forma inadequada. Robinson Cireia classificou a postura como “inaceitável diante da falta de responsabilidade e maturidade”. Já Léo Rondon acusou o prefeito de promover um verdadeiro “linchamento público” contra crianças. Até mesmo o secretário de Estado de Educação, Allan Porto, se posicionou na época: “Expor crianças dessa forma não é saudável. Foi uma fala infeliz do prefeito. Fomentar divisão dentro das escolas não faz sentido nenhum.” Derrota política da oposição O resultado na Câmara reforça o isolamento da oposição. Robinson, que foi vereador entre 2021 e 2024, não conseguiu a reeleição. Léo Rondon, candidato nas eleições de 2024, também não conquistou vaga. Agora, ambos tentaram protagonizar a denúncia contra Abílio — e acabaram derrotados por um placar esmagador. Com a tentativa de impeachment arquivada, o prefeito sai fortalecido no embate político, enquanto seus opositores enfrentam mais um revés na tentativa de desgastar sua gestão.
Botelho vistoria obras de pavimentação no Osmar Cabral e Coxipó do Ouro
As obras de pavimentação asfáltica no bairro Osmar Cabral e no Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá, avançam e já começam a transformar a vida de centenas de famílias. As ações são resultado de indicações do deputado estadual Eduardo Botelho (União) e contam com convênios firmados com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Asfalto no Osmar Cabral Na manhã de segunda-feira (1º), Botelho vistoriou a finalização da pavimentação das ruas 14, 15, 16 e 17 do bairro Osmar Cabral. A obra é fruto da Indicação nº 4992/2021 e recebeu investimentos de mais de R$ 2,2 milhões, via convênio com a Sinfra. Segundo o parlamentar, trata-se de uma conquista aguardada há anos pelos moradores. “Desde 2021 venho apresentando indicações ao governo do estado para viabilizar essa obra. Hoje o asfalto está pronto, a poeira e a lama ficaram para trás e os moradores ganharam qualidade de vida e valorização do bairro”, destacou Botelho. Para a aposentada Rosa de Jesus, 73 anos, o asfalto representa a realização de um sonho. “Sempre gostei de viver aqui, mas a poeira e a lama eram um tormento. A casa não parava limpa e a saúde sofria. Agora tudo mudou”, afirmou. O líder comunitário Adilson Belmiro também reconheceu o esforço do deputado. “Foram várias reuniões na Assembleia e na Sinfra. Botelho sempre nos ouviu e levou a demanda ao governador Mauro Mendes. Hoje vemos o resultado desse trabalho.” A obra ainda beneficia estudantes da Escola Municipal Osmar José do Carmo Cabral, que atende mais de 700 alunos. De acordo com a técnica escolar Maria Constância, a pavimentação já trouxe melhorias na saúde das crianças, antes afetadas pela poeira. Estradas e turismo no Coxipó do Ouro Na segunda agenda do dia, Botelho vistoriou também o andamento das obras no Distrito do Coxipó do Ouro. A primeira etapa pavimentou 5 km da MT-030, ligando a Avenida dos Trabalhadores à Ponte de Ferro. Já a segunda fase, em execução, conecta a rodovia até a MT-402, passando pela comunidade Arraial dos Freitas. O projeto, resultado da Indicação nº 2288/2025, prevê investimentos superiores a R$ 25 milhões, incluindo 16 km de pavimentação em dois trechos e a construção de uma ponte de concreto sobre o rio Coxipó. “Essas obras vão trazer mais segurança aos motoristas, facilitar o escoamento da produção agrícola, fomentar o turismo e valorizar toda a região”, afirmou Botelho. Moradores também celebraram a transformação. O músico e compositor Roberto Lucialdo, do Arraial dos Freitas, disse que o asfalto é motivo de emoção: “Sonhava com isso há muito tempo. Para mim, que sou artista, esse asfalto é poesia. É lindo ver nossa terra valorizada.” Já o presidente da Associação Rural de Cuiabá, Thiago Pedroso, destacou os impactos econômicos: “O asfalto melhora a vida da comunidade, fortalece o turismo e estimula a economia local, beneficiando produtores e empreendedores.” Transformação em Cuiabá Com essas obras, o deputado Eduardo Botelho soma 13 bairros da capital beneficiados por asfaltamento nos últimos anos. Além de acabar com problemas históricos de poeira e lama, os investimentos garantem valorização imobiliária, mais saúde, segurança viária, incentivo ao turismo e desenvolvimento econômico regional.
Tarifaço dos EUA pode derrubar preço da carne no Brasil, mas ameaça exporta
O anúncio do presidente norte-americano Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre a importação da carne bovina brasileira gerou forte reação no mercado e pode mexer diretamente no bolso do consumidor. O estado de Mato Grosso, maior produtor do país, com 34 milhões de cabeças de gado e responsável por cerca de 20% das exportações nacionais de carne bovina só no primeiro trimestre de 2025, deve sentir os maiores impactos da medida. Efeito imediato: carne mais barata no mercado interno De acordo com o economista Newton Giovanni, o tarifaço tende a aumentar a oferta de carne dentro do Brasil, já que os frigoríficos terão dificuldade para escoar parte da produção destinada ao mercado norte-americano. Esse aumento de oferta pode provocar uma queda nos preços da carne bovina no curto prazo, o que deve aliviar a inflação dos alimentos. “Diversos frigoríficos já cancelaram a compra de gado para o abate após o anúncio da tarifa. Isso significa mais carne disponível no mercado interno, e a tendência é de redução dos preços para o consumidor brasileiro”, explicou Giovanni. A carne bovina tem baixo índice de elasticidade de consumo, ou seja, mesmo quando o preço varia, a população continua comprando. Por isso, uma eventual queda de preço tende a gerar forte impacto positivo no custo de vida. Médio prazo: risco de prejuízos e perda de receita Apesar do possível alívio imediato ao consumidor, os efeitos a médio prazo preocupam. Menos exportações significam queda de receita para os frigoríficos, redução da entrada de dólares no Brasil e impacto na balança comercial. Os Estados Unidos respondem por cerca de 12% das exportações de carne bovina de Mato Grosso, mas são estratégicos porque compram cortes de alto valor agregado, que elevam a rentabilidade da indústria. Sem esse mercado, frigoríficos podem reduzir produção, gerar menos empregos e pressionar o setor pecuário. Dependência da China e novos mercados Atualmente, quase metade da carne exportada por Mato Grosso tem a China como destino. Essa concentração em poucos mercados torna o setor altamente vulnerável a decisões políticas externas. O episódio, segundo Giovanni, serve de alerta: “É uma lição para que o Brasil não dependa de poucos mercados. Quanto maior a diversificação, mais resiliente será o agro brasileiro a decisões unilaterais de líderes políticos”, destacou. Nos últimos anos, o Brasil abriu 403 novos mercados para a carne bovina, incluindo o Japão, que até 2023 não comprava o produto nacional. Essa expansão pode ajudar a mitigar prejuízos e reduzir a dependência de grandes importadores, garantindo a competitividade do setor no longo prazo. Impacto para os Estados Unidos Se no Brasil o efeito pode ser de preços mais baixos, nos Estados Unidos a situação tende a ser inversa. Com a redução da entrada da carne brasileira — considerada essencial para abastecer supermercados e redes de fast food norte-americanos —, a expectativa é de aumento nos preços da carne no mercado interno dos EUA, o que deve pressionar a inflação dos alimentos e afetar diretamente os consumidores. Resumo do cenário Consumidor brasileiro: pode ter queda no preço da carne no curto prazo. Frigoríficos e pecuaristas: risco de prejuízo, queda nas exportações e possível redução de empregos. Economia nacional: menos dólares entram no país, prejudicando a balança comercial. Estados Unidos: devem enfrentar alta no preço da carne e pressão inflacionária. Futuro do setor: diversificação de mercados será fundamental para reduzir riscos e manter a competitividade do agro brasileiro. 👉 Essa combinação de impactos mostra que o tarifaço de Trump pode até beneficiar temporariamente o consumidor brasileiro, mas traz grandes desafios estruturais para a pecuária e a economia do país.