Policiais militares do 12º Comando Regional prenderam três homens por tráfico de drogas, na tarde desta segunda-feira (30.6), em Vila Bela da Santíssima Trindade. Com os suspeitos, foram apreendidos dois revólveres calibre .38, 21 munições de dois calibres diferentes, 81 porções de maconha e R$ 82 em espécie. Durante patrulhamento tático, a equipe policial flagrou um casal em atitude suspeita, em uma moto trafegando em alta velocidade. Os policiais realizaram a abordagem, mas nada foi encontrado. Eles foram liberados em seguida. Pouco depois, a equipe recebeu uma denúncia de que faccionados, com as mesmas características dos abordados, estariam armados em uma residência. Os policiais se deslocaram até o endereço com o apoio de uma equipe de inteligência que estava em diligências pelo bairro. Ao se aproximar da residência, os policiais flagraram o homem que havia sido abordado. O suspeito tentou fugir para o interior da casa ao ver os militares, mas foi alcançado e detido. Na abordagem, foi encontrado um revólver calibre .38 com seis munições. Questionado sobre a arma, o suspeito confessou ser de sua propriedade. Em buscas na residência, os policiais localizaram mais dois homens, um revólver calibre .32 e 15 munições do mesmo calibre, 81 porções de maconha, além de uma quantia em dinheiro. A equipe identificou que os três homens têm diversas passagens criminais, como falsidade ideológica, homicídio e tráfico de drogas. Diante do flagrante, os suspeitos foram encaminhados para a delegacia, com o material apreendido, para as providências que o caso requer. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939. Sob supervisão Wellyngton Souza*
Trotes sobre atentado no Aeroporto Marechal Rondon mobilizam PF e terminam com prisão
Um homem de 35 anos foi preso na última sexta-feira (27) pela Polícia Federal, acusado de ter feito uma denúncia falsa sobre um suposto atentado suicida que aconteceria no dia 23 de junho no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande (MT). A ameaça mobilizou equipes da PF de forma emergencial, gerando preocupação e forte operação de inteligência. Durante interrogatório na sede da PF, o homem confessou que tudo não passava de um trote. Ele afirmou que sofre de esquizofrenia, estava sem medicação e que não sabe explicar por que decidiu fazer a falsa denúncia. Inventou história e indicou local falso Segundo os investigadores, o suspeito ligou para a PF no dia 21 de junho afirmando que um grupo preparava um atentado suicida. Ele chegou a indicar uma área próxima a um rio onde os supostos envolvidos estariam escondidos. Porém, quando as equipes chegaram ao local, ele fugiu e abandonou os policiais. Questionado posteriormente, afirmou que foi pescar no local e, ao visualizar uma casa, “criou a trama em sua cabeça”. Para tentar dar veracidade à denúncia, ele usou telefones de familiares e conhecidos e ainda encaminhou imagens que encontrou na internet. Justiça reconhece transtorno mental Ao ser informado sobre a gravidade da mobilização provocada pela falsa denúncia, o homem pediu desculpas. A defesa apresentou à Justiça documentos que comprovam diagnóstico de transtornos mentais e o histórico de atendimento psiquiátrico. Na audiência de custódia, o juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré destacou: “A desarticulação da suposta ameaça evidenciou que se tratava somente de uma conduta impensada, influenciada por transtornos mentais já diagnosticados.” Após a audiência, ele foi liberado com o uso de tornozeleira eletrônica e deverá seguir acompanhado por tratamento especializado. 📍 Acompanhe os principais fatos de segurança e justiça em Mato Grosso aqui no MT URGENTE NEWS.🌐 www.mturgentenews.com.br Se q
Operação Lei Seca em Várzea Grande termina com seis presos por embriaguez e 46 veículos removidos
A 25ª edição da Operação Lei Seca em Várzea Grande resultou na prisão de seis motoristas por embriaguez ao volante e na remoção de 46 veículos. A operação ocorreu neste domingo (29.6), na Avenida Frei Coimbra, no bairro Jardim Ouro Branco. No total, foram realizados 130 testes de alcoolemia e confeccionados 81 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Destes, 31 foram por conduzir veículo sem registro ou não licenciado, 17 por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 13 por conduzir sob efeito de álcool, dois por recusar o teste de alcoolemia, entre outras. Nesta fiscalização, um dos seis motoristas foi preso por três crimes, sendo transitar em estado de embriaguez ao volante, não possuir permissão para dirigir e transportar ou fazer uso de drogas. Durante a ação, 128 veículos foram fiscalizados, sendo 57 autuados e 46 veículos apreendidos, 36 carros e 10 motocicletas. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com as equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), a Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a Guarda Municipal de Várzea Grande, o Corpo de Bombeiros (CBM-MT), a Polícia Penal, o Sistema Socioeducativo e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Sob supervisão de Willian Silva Fonte: SECOM-MT
Governo realiza Conferência Estadual das Cidades; municípios precisam organizar edições municipais
O Governo do Estado de Mato Grosso realizará, nos dias 18, 19 e 20 de agosto de 2025, a 6ª Conferência Estadual das Cidades. Com o tema “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, a conferência será realizada em Cuiabá. O encontro é uma oportunidade para a construção coletiva de políticas públicas para o desenvolvimento urbano, promovendo o diálogo entre autoridades políticas e diversos segmentos da sociedade civil. Antes da etapa estadual, os municípios deverão realizar suas conferências municipais até o dia 20 de julho, indicando propostas e elegendo delegados para a conferência estadual. Cada município é responsável pela organização de sua conferência local, respeitando a diversidade de representações da sociedade. Até o momento, apenas dois encontros municipais foram realizados, nos municípios de Sapezal e Marcelândia. A participação dos municípios é fundamental para o sucesso do evento estadual e, depois, nacional. A conferência estadual será estruturada em painéis temáticos, grupos de discussão e plenárias, e reunirá 634 delegados representando gestores e administradores públicos, movimentos populares, entidades sindicais, empresários, organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas e ONGs que atuam na área do desenvolvimento urbano. Serão discutidos os avanços, desafios e dificuldades enfrentados na implementação de políticas urbanas, e apresentadas propostas concretas para a gestão democrática das cidades. Serão indicadas as prioridades de atuação para o Estado e os municípios e escolhidas as entidades estaduais que integrarão o Conselho Estadual das Cidades. A programação será orientada por três eixos de debate: Articulação entre os principais setores urbanos, com foco na integração entre áreas como habitação, mobilidade, saneamento e uso do solo; Gestão estratégica e financiamento, abordando formas de viabilizar recursos e aprimorar a governança urbana; Grandes temas transversais, como sustentabilidade ambiental e emergências climáticas, transformação digital e território, e segurança pública. Ao final da conferência estadual, serão eleitos os delegados que representarão Mato Grosso na 6ª Conferência Nacional das Cidades, que será realizada em Brasília. Também será elaborado um relatório final com as propostas e diretrizes que serão encaminhadas à etapa nacional. A Conferência Nacional é organizada pelo Ministério das Cidades.
Gilmar Mendes assume relatoria de ação do PSOL contra decisão do Congresso sobre o IOF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta sexta-feira (27) como relator da ação movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que contesta a decisão do Congresso Nacional de derrubar o decreto presidencial que determinava o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O processo foi distribuído por sorteio, como de praxe no Supremo. O episódio reacende o debate sobre a tensão entre os poderes Legislativo e Executivo, com reflexos no Judiciário. Na véspera de assumir o caso, o ministro Gilmar Mendes já havia se manifestado sobre o tema em entrevista à CNN, classificando a questão como “inerente à política”, mas reconhecendo a possibilidade de judicialização, especialmente quando o Congresso ultrapassa, segundo ele, os limites constitucionais. O PSOL, que entrou com a ação nesta sexta-feira, argumenta que a decisão do Congresso apoiada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado, de forma simbólica representou uma ingerência indevida sobre prerrogativas do Executivo. O partido alega ainda que a “paralisação abrupta” do decreto compromete a política monetária e o equilíbrio orçamentário do governo federal. A última vez que o Congresso derrubou um decreto presidencial foi em 1992, no governo de Fernando Collor, o que dá à atual controvérsia um peso político e histórico ainda mais significativo. Todos os parlamentares do PSOL votaram contra a derrubada. Apesar da crítica ao que chama de judicialização excessiva da política, Gilmar Mendes reconheceu que o Supremo pode ser chamado a intervir sempre que houver transgressões constitucionais. “O ruim ou o negativo nesse contexto são sempre as reclamações. As questões não são resolvidas no campo político, são trazidas para o STF e depois um lado ou outro imputa ao Supremo ter se intrometido”, comentou o ministro. A análise do caso, agora nas mãos de Gilmar, pode ter impacto relevante tanto no ambiente político quanto na condução da política econômica do país nos próximos meses.
Max Russi cobra suspensão do reajuste do Fethab e sai em defesa do agronegócio mato-grossense
Presidente da ALMT afirma que setor enfrenta dificuldades e pede sensibilidade do governo estadual diante do cenário atual O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), solicitou ao governador Mauro Mendes (União) a suspensão do reajuste do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) previsto para entrar em vigor já no mês de julho. A demanda foi apresentada durante reunião com parlamentares e o governador, realizada nesta sexta-feira (28), no Palácio Paiaguás. Segundo Russi, o setor do agronegócio passa por dificuldades severas, com preços em queda, e não há espaço para aumento de custos neste momento. “A questão do valor do Fethab preocupa. O setor tem passado por dificuldade, com o milho a R$ 40 e a soja a R$ 100. Está prevista uma correção de cerca de 2,5% para julho, e viemos pedir ao governo que envie um projeto para barrar esse reajuste”, destacou o parlamentar. Um projeto de lei com essa finalidade deve ser enviado pelo Executivo para análise e votação na Casa de Leis. Agro em alerta Mesmo com a previsão de super safra em 2025, Max Russi acredita que a arrecadação do Estado não será comprometida caso o reajuste seja barrado. O parlamentar defende equilíbrio entre arrecadação e a capacidade produtiva do setor. “O Estado terá uma super safra, então não haverá perda de arrecadação. Há condições de dar flexibilidade e não corrigir o valor agora em julho”, pontuou. Boi e vaca com o mesmo valor de Fethab? Max também levantou um ponto técnico sobre a cobrança igualitária do Fethab em cima de bois e vacas, o que, para ele, precisa ser revisto com urgência: “Há uma diferença de preço entre o boi e a vaca velha, mas o valor do Fethab é o mesmo. São essas tratativas que trouxemos”, explicou. Entenda o que é o Fethab O Fethab é um fundo criado para financiar obras de infraestrutura, como estradas, e projetos habitacionais. A contribuição é feita por setores produtivos, especialmente do agronegócio, incidindo sobre produtos como soja, milho, algodão, bovinos e madeira. Com a instabilidade nos preços e o aumento dos custos de produção, lideranças políticas e do setor rural pedem uma revisão no modelo de arrecadação. 📍 A cobertura completa você acompanha no MT URGENTE NEWS.📰 Informação que faz a diferença.
Polícia Militar apreende 837 quilos de maconha e prende dois homens em Ponte Branca
Policiais militares do 15º Batalhão prenderam dois homens, de 37 anos, por tráfico ilícito de de drogas, na tarde desta sexta-feira (27.6), no município de Ponte Branca (494 km de Cuiabá). Na ação, foram encontrados 837 quilos de maconha e uma quantia de R$ 3.893,00 em dinheiro. Durante patrulhamento na rodovia MT-100, a equipe policial recebeu a informação de uma equipe dos Correios sobre um acidente na pista. Os policiais se deslocaram até o local informado e localizaram um veículo Chevrolet S10 capotado, com uma grande quantidade de tabletes de drogas espalhadas. Os militares iniciaram diligências na busca dos suspeitos responsáveis pelo entorpecente e solicitaram apoio da Polícia Militar do Estado de Goiás, que também monitorava dois homens suspeitos pelo tráfico. Após troca de informações das polícias de Mato Grosso e Goiás e setor de inteligência das instituições, os militares localizaram os suspeitos na cidade de Iporá, em Goiás, dentro de um veículo Chevrolet Prisma. Questionados sobre as drogas, os homens confessaram à PM serem os responsáveis pela carga de 837 quilos de maconha encontrada. Um dos suspeitos revelou que atuava como batedor, no veículo Prisma. Diante dos fatos, os suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados para a delegacia, com o material e os veículos apreendidos, para as providências que o caso requer. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
APROFIR e grandes especialistas impulsionam a agricultura familiar no Seminário do Cacau em Mato Grosso
A agricultura familiar será o centro das atenções no próximo dia 8 de agosto, com a realização do Seminário da Cadeia Produtiva do Cacau, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Mato Grosso (IDAF-MT). O evento acontece a partir das 9h30, no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá, e reunirá produtores, instituições, autoridades e grandes especialistas do setor agrícola, que irão compartilhar conhecimentos sobre inovação, mercado, sustentabilidade e o potencial da cultura do cacau em Mato Grosso. Entre os principais parceiros do evento está a APROFIR (Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso), entidade que tem se destacado na defesa da agricultura familiar irrigada e na promoção da diversificação produtiva em todo o estado. Hugo Garcia: uma gestão que transforma o campo Representando a APROFIR, o presidente Hugo Garcia participará do seminário com uma apresentação institucional, destacando a atuação da associação na qualificação técnica dos produtores, no incentivo à inovação no campo e na busca por mercados mais valorizados. Hugo vem conduzindo uma gestão comprometida com resultados, promovendo ações que geram impacto direto na renda e na valorização do pequeno produtor. “É uma honra participar de um seminário que valoriza uma cultura tão estratégica como o cacau. A APROFIR acredita que a diversificação produtiva e o fortalecimento da agricultura familiar são caminhos essenciais para o desenvolvimento sustentável do nosso estado”, destaca Hugo. Programação técnica e sabor regional O seminário contará com palestras técnicas de alto nível, ministradas por especialistas renomados nas áreas de produção, manejo, mercado, sustentabilidade e agregação de valor. Um dos destaques será a atividade sensorial com degustação de chocolates finos produzidos por agricultores familiares que, além de cultivarem o cacau, também industrializam o próprio chocolate, agregando valor à produção e ampliando significativamente sua rentabilidade. A experiência proporciona ao público uma imersão nos sabores regionais e mostra o potencial transformador da agricultura familiar integrada à agroindústria. União pelo desenvolvimento rural A presença da APROFIR como parceira institucional do Seminário reafirma o compromisso da entidade com o desenvolvimento rural sustentável, a valorização das cadeias produtivas especiais e o apoio às famílias que vivem da terra. O Seminário da Cadeia Produtiva do Cacau promete ser um marco para o fortalecimento do setor e para a construção de um novo cenário de oportunidades no campo.
Dupla é executada a tiros por homens encapuzados em Várzea Grande
Dois homens foram executados a tiros no início da tarde desta sexta-feira (27), no bairro Pirineu, em Várzea Grande. Segundo informações preliminares, os autores do crime seriam dois homens encapuzados que fugiram logo após os disparos. As vítimas ainda não tiveram suas identidades oficialmente confirmadas. Equipes da Polícia Militar foram acionadas após moradores do prédio Green Ville relatarem ter ouvido diversos tiros. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram os dois homens já sem vida. Testemunhas relataram que, logo após os disparos, um carro saiu em alta velocidade da cena do crime. A motivação e a dinâmica da execução ainda são desconhecidas. O local foi isolado para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar o caso. A ocorrência segue em andamento.
Governo declara javali como ameaça e estabelece regras para controle
O Governo do Estado de São Paulo oficializou nesta semana um novo marco legal para enfrentar os impactos causados pelo javali-europeu em todo o território paulista. Por meio do Decreto nº 69.645, publicado no Diário Oficial, a espécie foi declarada oficialmente como nociva ao meio ambiente, à saúde pública e às atividades agropecuárias. A medida regulamenta a Lei Estadual nº 17.295/2020 e institui diretrizes para controle, monitoramento e erradicação da população do animal no estado. Com o decreto, a criação de javalis e seus cruzamentos fica proibida em São Paulo. Apenas criatórios comerciais com respaldo judicial poderão funcionar, e mesmo assim sob regras rígidas: será exigido cadastro no sistema oficial da defesa agropecuária (GEDAVE) e os animais vivos só poderão ser transportados diretamente ao abatedouro, com acompanhamento de Guia de Trânsito Animal (GTA). Segundo a Secretaria de Agricultura, o javali representa uma ameaça crescente à produção no campo, danificando lavouras, estruturas rurais e reservas ambientais, além de colocar em risco a saúde dos rebanhos e das pessoas. O animal, introduzido no Brasil há décadas para fins comerciais, se adaptou rapidamente ao ambiente e hoje está presente em diversas regiões do estado. Por sua agressividade e alta capacidade reprodutiva, tornou-se uma das principais espécies exóticas invasoras, reconhecida pela própria União Internacional de Conservação da Natureza (UICN). Para enfrentar esse cenário, será implementado o Plano de Ações Javali São Paulo, coordenado de forma intersetorial por quatro secretarias: Agricultura, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Saúde e Segurança Pública. A proposta segue os princípios da abordagem conhecida como “Saúde Única”, que integra os aspectos ambiental, animal e humano no combate às pragas e zoonoses. O novo decreto também determina que proprietários rurais em áreas consideradas prioritárias devem colaborar com o plano estadual. Eles precisarão permitir a entrada de agentes públicos e executar as medidas de controle definidas pelo governo. O descumprimento pode resultar em sanções legais. Entre as ações previstas estão a capacitação de controladores, apoio técnico aos municípios e parcerias com universidades, instituições de pesquisa e produtores. O objetivo é organizar uma resposta coordenada que envolva toda a cadeia produtiva e o setor público, reduzindo os prejuízos já registrados em áreas agrícolas e florestais paulistas. O problema, no entanto, não se limita ao estado de São Paulo. Outras unidades da federação também têm discutido soluções. Em Mato Grosso do Sul, tramita um projeto de lei estadual que reconhece o javali como praga, proibindo práticas cruéis e exigindo autorização para soltura de animais com rastreamento. Já no município de Araxá, em Minas Gerais, a Câmara realizou audiência pública para iniciar a criação de uma legislação local sobre o tema. O avanço das políticas estaduais e municipais reforça a urgência de um enfrentamento conjunto. Sem predadores naturais, os javalis se multiplicam com facilidade e provocam desequilíbrios que vão além da agricultura, atingindo áreas de proteção ambiental, mananciais e fauna nativa. Com o novo decreto, São Paulo dá um passo à frente na busca por soluções sustentáveis e seguras para conter essa ameaça silenciosa, protegendo o produtor rural, o meio ambiente e a saúde da população. Fonte: Pensar Agro