O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), ressaltou a importância do planejamento estratégico aliado ao diálogo institucional para garantir o crescimento sustentável do estado. A declaração foi feita durante o Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional promovido pelo LIDE Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (14), em Cuiabá. Diante de autoridades políticas e representantes do setor produtivo, Russi enfatizou que decisões sólidas e duradouras precisam ser construídas de forma coletiva, com base na escuta ativa e em uma visão de longo prazo. Para ele, ambientes como o fórum são fundamentais para alinhar ideias e transformar propostas em ações concretas. O parlamentar também chamou atenção para o novo momento vivido por Mato Grosso, que, segundo ele, já ultrapassou a condição de potência exclusivamente agrícola. Embora o estado siga como referência nacional na produção agropecuária, Russi destacou avanços na diversificação econômica, com investimentos em tecnologia, melhorias logísticas e maior inserção no mercado internacional. Outro ponto ressaltado foi a expressiva produtividade mato-grossense, responsável por cerca de 15% da produção nacional de grãos, mesmo com uma parcela relativamente pequena da população brasileira. Para o presidente da ALMT, esse desempenho reforça o potencial competitivo do estado. Durante o encontro, também foram debatidos temas considerados estratégicos, como carga tributária, industrialização e a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura. Na avaliação de Russi, a parceria entre o Legislativo e entidades empresariais fortalece a construção de políticas públicas mais eficientes e conectadas às demandas reais da economia. Ao final, ele reiterou que o diálogo institucional é essencial para impulsionar o desenvolvimento e criar caminhos consistentes para o futuro de Mato Grosso.
Mourão critica governo Lula, diz que gestão “envelheceu mal” e aponta Flávio Bolsonaro como nome da direita
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O senador Hamilton Mourão (Republicanos) fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante passagem por Cuiabá nesta terça-feira (14). Segundo ele, a atual gestão federal já demonstra sinais de desgaste e falta de renovação. A declaração foi dada durante o Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional do LIDE Mato Grosso, onde o ex-vice-presidente também analisou o cenário político nacional para as próximas eleições presidenciais. “Governo envelheceu mal”, dispara Mourão Em entrevista, Mourão afirmou que o governo Lula não apresentou novidades e classificou a gestão como ultrapassada. “O governo Lula já se esgotou, é um governo velho, com ideias velhas, ultrapassado. Não produziu nada de novo para o país”, afirmou. O senador também citou como pontos de preocupação o aumento da dívida pública e a elevação de impostos. Cenário eleitoral deve ser polarizado Ao projetar o futuro político do país, Mourão avaliou que a próxima eleição presidencial deve seguir o mesmo cenário de polarização observado nos últimos anos. Segundo ele, a disputa tende a se concentrar entre dois grupos políticos: 👉 O campo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro👉 E o grupo liderado pelo presidente Lula Flávio Bolsonaro surge como aposta Dentro desse cenário, Mourão destacou o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) como uma das principais apostas da direita para a disputa presidencial. “Hoje eu já vejo uma vantagem clara para o Flávio, e acredito que essa vantagem pode aumentar com o tempo”, afirmou. Perfil diferente do pai Mourão também ressaltou que, apesar de carregar o sobrenome Bolsonaro, Flávio possui características próprias que podem favorecer uma eventual candidatura. Segundo ele, o senador tem um perfil mais moderado e conciliador em comparação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Flávio é mais contemporizador. Tem uma forma de pensar diferente do pai, e isso pode ser importante nesse momento”, pontuou. As declarações de Mourão reforçam o início das movimentações para o cenário eleitoral nacional, mesmo ainda fora do período oficial de campanha. ⚠️ Debate político se intensifica A fala do senador evidencia dois pontos centrais: 👉 Críticas ao atual governo federal👉 E articulação de nomes para a próxima disputa presidencial Embora ainda distante do período eleitoral, o posicionamento de lideranças políticas indica que o debate já começou — e deve se intensificar nos próximos meses. O fato é que o cenário nacional começa a ganhar forma — e a polarização segue como peça central no jogo político brasileiro. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Max Russi rebate Abilio, ironiza buracos em Cuiabá e nega ataque da ALMT à capital
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), rebateu as críticas feitas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e negou que o parlamento estadual esteja prejudicando a capital. Em tom direto, o deputado ainda ironizou a situação das vias urbanas da cidade ao comentar a fala do gestor sobre o Hospital Júlio Müller. Resposta com ironia marca reação de Russi Ao comentar a declaração de Abilio, que afirmou que o novo Hospital Júlio Müller estaria sendo deslocado para fora de Cuiabá, Russi afirmou que houve equívoco por parte do prefeito. “O hospital continua no mesmo lugar. Talvez ele não esteja passando por lá, porque tem uma série de buracos nas vias até o local”, disse. A fala repercutiu nos bastidores políticos e evidencia o aumento do tom nas relações entre Executivo municipal e lideranças estaduais. Hospital segue no mesmo local, diz presidente da ALMT Russi reforçou que não houve mudança na localização da unidade hospitalar e destacou que o projeto segue conforme aprovado. Segundo ele, o Hospital Júlio Müller é uma estrutura de referência que atende todo o Estado, e não apenas a capital. “É um hospital para Mato Grosso. O SUS é porta aberta”, afirmou. Assembleia teve papel decisivo na obra O presidente da ALMT também ressaltou que o Legislativo estadual foi fundamental para a viabilização do hospital, com aprovação de projetos e liberação de recursos. Na avaliação de Russi, a atuação da Assembleia sempre foi de apoio e parceria, e não de prejuízo à capital. Críticas são vistas como parte do momento político Sem citar diretamente o cenário eleitoral, Russi indicou que as declarações fazem parte do ambiente político que antecede as eleições. “Vai existir todo tipo de narrativa, todo tipo de debate nos próximos meses”, pontuou. Disputa política se intensifica O embate ocorre após Abilio Brunini afirmar que Cuiabá estaria sendo prejudicada por decisões políticas e defender a atuação de sua gestão. O prefeito também sinalizou a candidatura da primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL) à Assembleia Legislativa, o que deve ampliar ainda mais o confronto político no Estado. Outros pontos de divergência Além da polêmica envolvendo o Hospital Júlio Müller, Abilio também criticou mudanças nos critérios de repasse do ICMS aprovadas em 2023, que, segundo ele, reduziram receitas da capital em cerca de R$ 100 milhões por ano. Clima político segue aquecido As declarações evidenciam um cenário de tensão crescente entre lideranças políticas e mostram que o debate já ultrapassa a esfera administrativa, entrando no campo político-eleitoral. ⚠️ O que está em jogo 👉 Disputa de narrativa sobre gestão👉 Relação entre Estado e Prefeitura👉 E movimentações para o próximo ciclo eleitoral O fato é que o tom subiu — e os próximos meses devem ser marcados por novos embates e posicionamentos no cenário político de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
WELLINGTON FAGUNDES DEFENDE VALORIZAÇÃO DA SAÚDE E DESTACA NOVO PISO COMO AVANÇO PARA O INTERIOR
A aprovação do Projeto de Lei nº 1.365/2022 na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira (14), ganhou um significado ainda mais amplo ao ser destacada pelo senador Wellington Fagundes. Para ele, a medida vai além de números: representa respeito, valorização e um novo olhar para quem está na linha de frente da saúde. A proposta estabelece o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas em R$ 13.662 para uma jornada de 20 horas semanais — uma atualização histórica de um valor que permanecia defasado desde 1961. Ao comentar a aprovação, Wellington enfatizou que o fortalecimento da saúde começa pela valorização dos profissionais. “Não se constrói uma saúde pública de qualidade sem reconhecer quem cuida das pessoas. Esse é um passo essencial para garantir dignidade aos profissionais e melhorar o atendimento, principalmente nas regiões mais distantes”, afirmou. O senador também destacou a realidade de Mato Grosso, um estado com dimensões continentais e desafios históricos na distribuição de profissionais da saúde. Atualmente, grande parte dos médicos e dentistas está concentrada nos grandes centros, o que dificulta o acesso da população do interior a um atendimento de qualidade. Dados mostram esse desequilíbrio: dos mais de 8 mil médicos no estado, quase metade está na capital. Situação semelhante ocorre com os cirurgiões-dentistas, reforçando a necessidade de políticas que incentivem a presença desses profissionais em todas as regiões. Na avaliação de Wellington, o novo piso salarial é uma ferramenta estratégica para mudar esse cenário. “Quando você valoriza o profissional, você cria condições para que ele permaneça nas cidades do interior. Isso significa mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para a população”, pontuou. Além da atualização do piso, o projeto prevê reajuste anual com base no IPCA e apoio financeiro por meio do Fundo Nacional de Saúde, reduzindo o impacto para estados e municípios. A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), dando continuidade a um debate que, segundo Wellington Fagundes, é essencial para o futuro da saúde pública no Brasil. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Troca no INSS expõe crise e reforça impacto das revelações da CPMI, diz Coronel Fernanda
A troca no comando do INSS, anunciada pelo governo federal nesta segunda-feira (13), foi vista pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) como reflexo direto das revelações da CPMI que investiga irregularidades no órgão. A servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência do instituto no lugar de Gilberto Waller, que esteve à frente da autarquia por 11 meses. Segundo o Ministério da Previdência, ela terá como missão acelerar a análise de benefícios e reduzir a fila de atendimentos. Para a parlamentar, no entanto, a mudança não pode ser vista como um fato isolado. Ela avalia que a substituição ocorre após uma sequência de fatos que vieram à tona durante as investigações no Congresso. “A troca não acontece por acaso. Ela vem depois de tudo o que foi exposto na CPMI. O próprio presidente reconheceu, em depoimento, que havia sinais claros de que algo não estava funcionando como deveria”, afirmou. Waller foi ouvido pela CPMI do INSS e, durante a oitiva, admitiu que o órgão já registrava aumento de reclamações e indícios de irregularidades, o que, na avaliação da deputada, reforça que os problemas eram conhecidos antes de ganharem repercussão pública. Coronel Fernanda sustenta que a atuação da comissão foi determinante para pressionar o governo e expor fragilidades na gestão do sistema previdenciário. “Foram horas de depoimento, questionamentos duros e um trabalho que colocou o sistema sob escrutínio. A partir daí, começaram a surgir desdobramentos”, disse. A deputada também aponta que novas informações podem aprofundar a crise dentro do INSS e atingir outros níveis da estrutura administrativa. Para ela, a discussão vai além de falhas operacionais. “Não se trata apenas de gestão. É preciso entender quem tinha conhecimento do que estava acontecendo e por que não houve ação antes”, pontuou. Para Coronel Fernanda, a mudança de comando representa um primeiro passo, mas não encerra o caso. “A verdade começou a aparecer, mas ainda há muito a ser esclarecido. A responsabilização precisa alcançar todos os envolvidos, independentemente de cargo”, concluiu.
Mais de 2,5 mil vagas de emprego são abertas em Mato Grosso; Cuiabá e Várzea Grande concentram 323 oportunidades
O Sistema Nacional de Emprego de Mato Grosso (Sine-MT) iniciou a semana com a oferta de 2.537 vagas de trabalho em diversas regiões do estado, ampliando as chances de inserção no mercado para profissionais com diferentes perfis e níveis de qualificação. Na região metropolitana, que abrange Cuiabá e Várzea Grande, estão disponíveis 323 oportunidades. Entre os cargos com maior número de vagas estão servente de obras, balanceiro, auxiliar de linha de produção e auxiliar operacional de logística. Também há demanda por operador de vendas, vendedor interno, jardineiro e montador de estruturas metálicas, além de funções técnicas como eletricista, mecânico de refrigeração e técnico de edificações. O levantamento também inclui 22 vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD), distribuídas em áreas administrativas, operacionais e de atendimento, reforçando a inclusão no mercado de trabalho. No interior, o município de Nova Mutum concentra 247 vagas, com forte presença de oportunidades na indústria, especialmente para operador de processo de produção. Já em Barra dos Garças, são 175 vagas disponíveis, com destaque para funções como ajudante de eletricista, desossador e auxiliar de cozinha. Em Diamantino, o Sine oferta 125 vagas, sendo a maior parte também voltada à área industrial, além de oportunidades no setor rural e de serviços. As vagas são atualizadas diariamente e podem ser consultadas no portal Emprega Brasil. Os interessados devem procurar uma unidade do Sine com documentos pessoais para realizar o cadastro e participar dos processos seletivos. Além da intermediação de mão de obra, o Sine-MT também oferece serviços como solicitação do seguro-desemprego e orientações sobre a Carteira de Trabalho Digital. Na região metropolitana, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, em unidades instaladas nos Ganha Tempo e no Várzea Grande Shopping.
Integração entre poderes avança plano para novas unidades prisionais em Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus) reuniu, nesta segunda-feira (13), representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para discutir medidas voltadas à ampliação de vagas no sistema prisional e à construção de novas unidades no Estado. O encontro reforça a articulação institucional para aprimorar a execução penal e fortalecer a estrutura penitenciária. Durante a reunião, o secretário de Justiça, Valter Furtado Filho, apresentou avanços na implantação da Política de Atenção ao Custodiado (PAC), destacando a destinação de uma área para a construção da primeira unidade do programa. Segundo ele, o projeto está sendo desenvolvido em conjunto com o Ministério Público e o Judiciário, com definição do perfil da unidade, número de vagas e demais aspectos técnicos necessários. A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente, coordenadora do Centro de Apoio à Execução Penal, ressaltou a importância da atuação integrada entre as instituições, especialmente no desenvolvimento de iniciativas voltadas à ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Na mesma linha, o promotor Roberto Arroio Farinazzo Júnior avaliou que o encontro representa um avanço no compromisso do Estado com soluções estruturais. Ele destacou a necessidade de ampliar a capacidade do sistema para garantir a custódia quando necessária, sem comprometer a segurança da sociedade. O desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues também enfatizou o papel da cooperação entre os poderes na definição de estratégias e na construção de um plano de ação conjunto para expansão do sistema prisional. Ao final, os participantes reafirmaram o compromisso de manter o diálogo permanente e atuar de forma coordenada para melhorar a gestão penitenciária no Estado. A Política de Atenção ao Custodiado (PAC) tem como foco a humanização do sistema, com oferta integrada de serviços nas áreas de saúde, assistência social, educação e justiça, garantindo acompanhamento contínuo desde a entrada no sistema até possíveis processos de reintegração social.
PL de Mato Grosso aciona Justiça Eleitoral contra Janaina Riva e aliados por suposta irregularidade pré-eleitoral
O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral contra a deputada estadual Janaina Riva, sua irmã, Jéssica Riva, e o presidente licenciado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso, Claudecir Conttreira. A representação questiona supostas irregularidades de caráter pré-eleitoral envolvendo a atuação dos citados, que já se movimentam politicamente visando as eleições de 2026. Segundo o partido, há indícios de promoção pessoal antecipada e possível uso indevido de meios de comunicação, o que pode configurar propaganda eleitoral irregular fora do período permitido pela legislação. Um dos pontos centrais da ação é um áudio atribuído a Jéssica Riva, que teria sido utilizado como elemento para sustentar a denúncia apresentada à Justiça. O conteúdo, segundo o PL, indicaria estratégia de articulação política em desconformidade com as regras eleitorais vigentes. O partido pede que a Justiça Eleitoral apure os fatos e, caso sejam confirmadas as irregularidades, aplique as sanções previstas em lei, que podem incluir multa e outras penalidades.
CPI pede indiciamento de ministros do STF e do PGR e aponta avanço do crime organizado no país
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente NewsFonte: Site Metrópoles A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado encerra seus trabalhos nesta terça-feira (14) com um relatório que traz acusações graves e um diagnóstico preocupante sobre a atuação do crime organizado no Brasil. Entre os pontos mais polêmicos do documento está o pedido de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR). 📌 O que significa esse pedido de indiciamento? O indiciamento é uma recomendação da CPI para que autoridades sejam investigadas por possíveis irregularidades. No relatório, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) aponta possíveis crimes de responsabilidade, que são infrações ligadas ao exercício do cargo público. Quem são os citados no relatório? O documento menciona: Alexandre de Moraes Dias Toffoli Gilmar Mendes Paulo Gonet (Procurador-Geral da República) Segundo o relatório, essas autoridades teriam adotado condutas consideradas incompatíveis com suas funções. Quais são as acusações? (explicado de forma simples) Alexandre de MoraesÉ acusado de atuar em processos onde poderia haver conflito de interesse e de, supostamente, limitar investigações da CPI. Dias ToffoliApontado por decisões que, segundo o relatório, poderiam indicar conflito de interesses e interferência em investigações. Gilmar MendesCriticado por decisões que teriam anulado investigações e prejudicado a coleta de provas. Paulo Gonet (PGR)Apontado por possível omissão diante de indícios considerados relevantes pela comissão. ⚠️ Importante:Essas são alegações do relatório da CPI, que ainda precisam ser analisadas pelos órgãos competentes. Diagnóstico preocupante: crime organizado avançando Além das acusações, o relatório traz dados que chamam atenção: 90 organizações criminosas identificadas no país Presença em 24 estados e no Distrito Federal Cerca de 28,5 milhões de brasileiros vivendo em áreas com influência do crime organizado Aproximadamente 26% do território nacional sob algum nível de controle criminoso Como o crime organizado atua hoje Segundo o relatório, o crime organizado está cada vez mais sofisticado e infiltrado em diversas áreas: Setores como combustível, ouro, imóveis e bebidas Uso de fintechs, criptomoedas e fundos de investimento Lavagem de dinheiro como principal ferramenta 👉 Ou seja: não é mais só crime de rua — é uma estrutura organizada e com atuação econômica. Caso Banco Master entra no radar O relatório também cita o caso do Banco Master como um possível exemplo de ligação entre o sistema financeiro e esquemas de lavagem de dinheiro. Segundo a CPI: Há movimentações bilionárias suspeitas Indícios de uso do sistema para ocultar recursos ilícitos O caso deve ser investigado de forma mais aprofundada em outra comissão ou pela Polícia Federal. CPI também critica o próprio sistema O documento aponta que decisões judiciais teriam dificultado o trabalho da comissão: Suspensão de medidas aprovadas Limitação de acesso a dados Redução do alcance das investigações Resultado: a CPI ouviu apenas 18 depoimentos, mesmo tendo mais de 90 pessoas convocadas. Dados alarmantes sobre violência O relatório também traz números recentes: 44 mil mortes violentas em 2024 Taxa de 20,8 por 100 mil habitantes Propostas para combater o crime A CPI apresenta sugestões para enfrentar o problema: Aumento de penas para lavagem de dinheiro Maior controle sobre recursos financeiros Fortalecimento de órgãos como Polícia Federal e Coaf Criação de um Ministério da Segurança Pública Mais integração entre forças de segurança Crime organizado vira questão nacional Para o relator, o problema ultrapassa a segurança pública: “O crime organizado hoje é uma questão de soberania nacional.” E o que acontece agora? O relatório será votado pela CPI e, se aprovado: Será encaminhado aos órgãos responsáveis Pode gerar investigações formais E servir de base para novas leis e políticas públicas Resumo direto pra entender tudo 👉 CPI terminou👉 Pediu indiciamento de ministros do STF e do PGR👉 Apontou avanço forte do crime organizado👉 Trouxe dados preocupantes👉 E propôs mudanças no combate ao crime Debate aberto O Brasil está preparado para enfrentar o crime organizado?As instituições estão funcionando como deveriam?O que precisa mudar? O relatório joga luz sobre um tema sensível — e que deve continuar no centro do debate nacional.
Max Russi assume mediação para evitar despejo de mais de 650 famílias e propõe força-tarefa jurídica em Cuiabá
Diante da ameaça iminente de despejo que atinge centenas de famílias em Cuiabá, o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), se reuniu na tarde desta segunda-feira (13) com moradores do Residencial Villas das Minas e dos condomínios Lavras do Sul I e II. A crise foi deflagrada após decisão do juiz Márcio Aparecido Guedes, da Primeira Vara Cível de Cuiabá, que determinou a reintegração de posse em favor da empresa Trunk Gestão Empresarial Ltda. A medida afeta imóveis vinculados à massa falida da Trese Construtora, um imbróglio que se arrasta há quase 30 anos. Muitos dos moradores ocupam os apartamentos de forma legítima há décadas, tendo inclusive concluído as obras com recursos próprios após a falência da construtora original. Durante a reunião, o deputado anunciou que a Procuradoria da Assembleia Legislativa ingressará no processo como Amicus Curiae (amigo da corte). O objetivo é oferecer suporte jurídico e técnico para proteger o direito constitucional à moradia e buscar uma saída conciliatória que evite o que chamou de “caos social”. “A Assembleia estará ao lado de vocês nessa luta. Vamos utilizar dispositivos como a Câmara de Conciliação para buscar uma solução humana e justa. Não podemos permitir que mais de 650 famílias sejam retiradas de seus lares sem ter para onde ir. Isso gera um caos social sem precedentes”, afirmou Max Além da intervenção direta no processo, o deputado informou que buscará uma agenda com a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, para apresentar a gravidade do caso e tentar suspender a ordem de despejo, que autoriza, inclusive, o uso de força policial. Drama das Famílias Para os moradores, a presença do presidente da ALMT representa um fôlego extra em uma batalha que já dura décadas. José Carlos, síndico do Villas das Minas, ressalta que muitos adquiriram as unidades antes da falência e ficaram desamparados. Sandra Esther, moradora há 14 anos, expressou o sentimento da comunidade: “São pessoas de classe baixa, trabalhadores que estão padecendo. Ver esse apoio aqui, junto com o nosso síndico, nos dá esperança”. Acompanharam a reunião os procuradores Ricardo Riva e João Gabriel, que darão suporte à estratégia de defesa das famílias. O foco central da ALMT será garantir que a dignidade da pessoa humana prevaleça sobre a disputa patrimonial decorrente do leilão judicial realizado em 2024.