Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O deputado estadual Wilson Santos (PSD), que governou Cuiabá por dois mandatos, fez uma avaliação direta e crítica sobre a gestão do prefeito Abílio Brunini (PL). Em sua análise, Wilson reconhece a disposição do atual prefeito, mas afirma que Abílio chegou de forma precoce ao comando da Capital, sem a experiência necessária para exercer um cargo de tamanha complexidade. “Ele até tem boa vontade, ninguém questiona isso. Mas chegou muito cedo à Prefeitura. Nunca teve experiência executiva, nem na vida privada, nem na vida pública”, afirmou o parlamentar. Sem histórico de gestão executiva Segundo Wilson Santos, a principal fragilidade da atual gestão está na ausência de bagagem administrativa do prefeito antes de assumir o Palácio Alencastro. “Abílio nunca foi secretário municipal, nunca foi secretário de Estado, nunca presidiu uma autarquia ou órgão público. Isso faz muita diferença quando se assume uma prefeitura do tamanho de Cuiabá”, avaliou. Para o deputado, governar exige mais do que discurso e posicionamento político. Exige conhecimento técnico, vivência administrativa e capacidade de organização da máquina pública. Trajetória política marcada por turbulências Wilson também relembrou o histórico político de Abílio antes de chegar à Prefeitura, destacando que seus mandatos anteriores foram marcados por instabilidade. “Como vereador em Cuiabá, teve um mandato totalmente tumultuado. Chegou a ser cassado, ficou um período fora e depois retornou. Em seguida, foi para Brasília e fez um mandato de deputado federal igualmente conturbado”, afirmou. Na avaliação do parlamentar, essa trajetória não permitiu ao prefeito amadurecer um projeto administrativo consistente nem formar, ao longo do tempo, uma equipe técnica sólida. Reflexos na gestão: secretariado instável O deputado estadual também apontou que a falta de experiência executiva se reflete diretamente na condução da Prefeitura, especialmente na instabilidade do primeiro escalão. “A gestão já trocou mais de dez secretários. A SEMOB teve três, a Saúde dois, e só não chegou ao terceiro na Educação porque o deputado Daniel Monteiro recusou o convite. Isso mostra dificuldade em montar e manter equipe”, criticou. Para Wilson, essa rotatividade compromete a continuidade das políticas públicas e demonstra fragilidade na organização administrativa. “Governar é saber montar equipe” Ao encerrar, Wilson Santos relembrou um conselho que recebeu do ex-governador Dante de Oliveira após vencer as eleições municipais de 2004 — lição que, segundo ele, continua atual. “O Dante me disse algo que nunca esqueci: ‘Wilson, governar é saber montar equipe’. E é exatamente isso que está faltando hoje na Prefeitura de Cuiabá”, concluiu. A análise do deputado reforça uma leitura que ganha espaço nos bastidores políticos: boa vontade ajuda, mas não substitui experiência, preparo e capacidade de gestão — especialmente em uma capital que enfrenta desafios estruturais, financeiros e administrativos complexos. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Veja o Vídeo:
Fim de incentivo do ISS amplia custo do comércio, pressiona empregos e deve chegar ao bolso do consumidor em 2026
O comércio e o setor de serviços de Cuiabá devem enfrentar um novo e significativo aumento de custos a partir de 2026. A decisão da Prefeitura de encerrar a política de isenção e incentivos fiscais do ISS (Imposto Sobre Serviços) para empresas instaladas no Distrito Industrial e em outros segmentos econômicos altera diretamente a estrutura de preços, amplia a carga tributária e tende a impactar empregos, investimentos e o consumo. Na prática, empresas que antes pagavam 2% de ISS passam a recolher 5%, o que representa um aumento real de até 67% na carga tributária para o setor de serviços — um dos que mais crescem e empregam na Capital. Como era antes Até o fim de 2025, empresas instaladas no Distrito Industrial contavam com incentivos fiscais como forma de estimular a atividade econômica, gerar empregos e manter competitividade. O modelo permitia: Redução da carga tributária; Estímulo à formalização; Expansão de serviços; Contratação de trabalhadores; Maior circulação de renda. O que muda agora Com a nova legislação homologada pelo prefeito Abilio Brunini no fim de 2025, o incentivo foi encerrado. Além do Distrito Industrial, outros setores também perderam benefícios, entre eles: Corretores de imóveis Loterias Cartórios Empresas de serviços diversos O impacto não fica restrito às empresas. A tendência é que o aumento seja repassado ao consumidor final, pressionando preços em um momento em que o mercado já enfrenta retração, queda no consumo e margens cada vez mais apertadas. Comércio já está no limite, avalia setor Em conversa com o MT Urgente, o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, foi direto ao avaliar o cenário. “Não sabemos exatamente qual será o impacto final para o consumidor, mas os preços devem subir. O empresário não vai conseguir absorver um aumento de 67% no ISS. Isso afeta diretamente a prestação de serviços e pode gerar outras consequências, como contenção de gastos e até demissões”, afirmou. Segundo ele, o comércio já atravessa um dos momentos mais difíceis dos últimos anos, pressionado por juros altos, crédito restrito, queda no poder de compra da população e aumento generalizado de custos operacionais. Impacto vai além dos preços Além do repasse ao consumidor, o fim dos incentivos pode gerar efeitos em cadeia: Redução de contratações; Demissões no setor de serviços; Menor capacidade de investimento; Recuo na abertura de novos negócios; Perda de competitividade frente a outras cidades. Macagnam alerta que políticas de incentivo não devem ser vistas como renúncia fiscal, mas como estratégia de desenvolvimento. “Quanto menor o peso tributário para o empresário, maior o impulso econômico. Isso gera mais empregos, amplia serviços, movimenta a economia e, no final, aumenta a arrecadação”, explicou. Isenção realocada, mas impacto permanece A Prefeitura informou que a isenção do ISS será direcionada ao Centro Histórico de Cuiabá, com validade até 2032, como forma de estimular a revitalização da região. No entanto, o setor produtivo avalia que a medida não compensa o impacto causado no restante da cidade, especialmente no Distrito Industrial e no setor de serviços. Um presente amargo para 2026 Com a economia fragilizada, o comércio em alerta e o consumidor sentindo os reflexos no bolso, o fim da isenção do ISS surge como mais um desafio em um cenário já delicado. Empresários defendem diálogo, revisão gradual e políticas que preservem empregos e a atividade econômica. Enquanto isso, o mercado tenta se adaptar — e o consumidor, mais uma vez, deve pagar a conta. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Lula lidera, mas o recado das urnas é claro: crise, desgaste e um Brasil em alerta para 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 não deve ser lida apenas como um levantamento de intenção de voto. Ela funciona como um termômetro do humor social e ajuda a compreender como o eleitor está enxergando o país neste momento — em meio à crise econômica, à polarização política e à busca por alternativas de poder. A fotografia atual mostra o presidente Lula na liderança, mas também revela um governo pressionado, uma oposição em reorganização e um eleitor cada vez mais crítico, menos fiel e mais influenciado pelo que sente no dia a dia. Um governo que lidera, mas é avaliado com cautela A avaliação do governo segue travada em empate técnico: 47% aprovam e 49% desaprovam. O dado isolado já indica equilíbrio, mas o recorte mais importante está nos eleitores independentes, grupo decisivo em qualquer eleição presidencial. Entre esses eleitores, a desaprovação chega a 53%, enquanto a aprovação recua para 38%. Esse movimento ajuda a explicar um fenômeno central do momento político: Lula lidera a corrida eleitoral, mas não empolga a maioria da população. A leitura que se faz é que parte do eleitorado separa o “voto possível” do “governo ideal”. O presidente aparece como nome conhecido, testado e com capital político, mas enfrenta desgaste acumulado. Economia real molda a percepção popular O pano de fundo desse desgaste está na economia do cotidiano. Mesmo com discursos técnicos e indicadores macroeconômicos, o eleitor reage ao que sente no bolso: preços elevados, crédito caro, consumo travado e incerteza. Outro fator que influencia diretamente esse sentimento é a frustração de categorias estratégicas, como o funcionalismo público. O reajuste linear de 9% concedido pelo governo federal foi visto por muitos servidores como insuficiente para recompor perdas inflacionárias acumuladas. Professores, em especial, manifestaram sensação de desprestígio, o que ajuda a explicar a perda de apoio em segmentos historicamente próximos ao PT. Esse contexto se reflete em um dado simbólico da pesquisa: 56% afirmam que Lula não merece um novo mandato, mesmo com o presidente liderando todos os cenários de intenção de voto. Lula vence hoje, mas as margens mostram alerta Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece com 35% a 40% das intenções de voto, liderando com relativa folga. Já no segundo turno, vence todos os adversários testados, porém com diferenças que começam a diminuir. O cenário mais apertado é contra Tarcísio de Freitas, com apenas cinco pontos de vantagem. Em relação a Flávio Bolsonaro, a diferença é maior, mas também caiu em comparação a levantamentos anteriores. Isso indica que, embora Lula seja favorito hoje, o cenário está longe de estar definido. A oposição começa a se organizar — mas ainda busca um caminho claro A pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro se consolidou como o principal nome da oposição no primeiro turno. Ele aparece de forma consistente em segundo lugar e começa a avançar inclusive entre eleitores da direita não bolsonarista. Ao mesmo tempo, Flávio ainda enfrenta alta rejeição, o que limita sua competitividade em um segundo turno mais amplo. Já Tarcísio surge como o nome que melhor dialoga com eleitores fora do campo ideológico mais duro. Seu crescimento entre independentes e na direita não bolsonarista indica que parte do eleitorado busca uma alternativa menos polarizadora, capaz de disputar o centro político. O fator Bolsonaro e o peso da polarização Um dado importante da pesquisa ajuda a entender o tabuleiro: a maioria dos eleitores acredita que Lula venceria com mais facilidade se o adversário for alguém da família Bolsonaro. A rejeição ao bolsonarismo ainda funciona como um freio para parte do eleitorado. Por outro lado, quando a oposição é representada por um nome fora do núcleo familiar Bolsonaro, a disputa passa a ser vista como mais equilibrada. Isso explica por que governadores como Tarcísio ganham relevância estratégica nos bastidores. O cenário hoje — e o que pode acontecer O que se desenha neste início de ano eleitoral é um país: cansado da polarização, mas ainda preso a ela; crítico em relação ao governo, mas sem uma alternativa amplamente consensual; atento à economia real e menos tolerante a promessas. Lula lidera, mas governa sob cobrança constante.A oposição cresce, mas ainda não decidiu quem será seu rosto definitivo. A eleição de 2026, portanto, está aberta. E mais do que definir o próximo presidente, ela pode reposicionar forças políticas e projetar o cenário até 2030. Hoje, este é o retrato do momento. Amanhã, com mudanças econômicas, alianças e narrativas, o cenário pode se transformar rapidamente — porque, em política, a percepção do povo muda antes dos números.
Henri Castelli deixa o BBB 26 após crise convulsiva; entenda o que aconteceu
O ator Henri Castelli deixou o BBB 26 após sofrer duas crises convulsivas dentro do reality show. A saída foi confirmada pela produção do programa, que informou que a decisão ocorreu por orientação médica, visando a segurança do participante. O que aconteceu dentro do BBB Henri participava da prova do líder quando sofreu a primeira convulsão. Ele foi atendido imediatamente pela equipe médica do programa e encaminhado a um hospital, onde passou por exames. Após avaliação inicial, o ator chegou a ser liberado para retornar ao confinamento, mas, pouco tempo depois, apresentou uma segunda convulsão. Diante da reincidência do quadro, os médicos optaram pela internação e recomendaram sua saída definitiva do reality. O que é uma convulsão? Segundo o Ministério da Saúde, a convulsão ocorre quando há uma atividade elétrica anormal no cérebro, funcionando como uma espécie de “curto-circuito” temporário no sistema nervoso. Esse distúrbio pode provocar: contrações musculares involuntárias; movimentos desordenados; perda de consciência; quedas e risco de ferimentos. O que dizem os especialistas A neurologista Taíssa Ferrari Marinho, especialista em epilepsia e neurofisiologia clínica, explica que a convulsão é uma das formas mais conhecidas de crise epiléptica justamente por ser muito visível. “O paciente perde a consciência, não responde, pode cair no chão e apresenta movimentos rítmicos nos braços e pernas. A crise geralmente dura entre 1 e 2 minutos. Durante esse período, a pessoa não consegue se proteger, o que pode causar quedas e machucados”, explica a médica. Já a neurologista Camila Hobi, do Hospital do Servidor Público Estadual, detalha que nem toda crise convulsiva acontece da mesma forma. “A convulsão é uma alteração da atividade elétrica do cérebro. Dependendo da área afetada, o paciente pode permanecer consciente ou não. A crise tônico-clônica generalizada, mais associada ao termo convulsão, causa perda de consciência, abalos nos membros e, após o episódio, sonolência ou confusão”, afirma. Por que a saída foi necessária? Especialistas destacam que duas crises em curto intervalo de tempo aumentam o risco de novos episódios, o que exige acompanhamento médico contínuo, uso de medicação e repouso — condições incompatíveis com a rotina intensa do BBB. Por isso, a produção do programa seguiu a recomendação médica e optou pela retirada do ator, priorizando sua saúde e segurança.
Justiça encerra ação contra Virginia Fonseca e Zé Felipe e dá vitória ao ex-casal
A Justiça colocou ponto final na ação movida por Cristiane Dantas contra Virginia Fonseca e Zé Felipe. Em sentença proferida no último dia 11 de janeiro, a magistrada responsável pelo caso julgou improcedentes todos os pedidos da autora e deu vitória ao ex-casal. A ação teve origem em um episódio ocorrido em 2021, quando Virginia publicou um story em suas redes sociais rindo enquanto segurava um celular e assistia, ao lado de amigos, a um vídeo antigo que circulava na internet. No conteúdo exibido no aparelho, Cristiane Dantas comentava sobre a quantidade de pães que consumia, em um contexto relacionado à obesidade mórbida. Após a publicação, Cristiane afirmou ter sido alvo de ataques nas redes sociais e acionou a Justiça acusando Virginia e Zé Felipe de gordofobia e uso indevido de imagem, pedindo indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 600 mil. Fundamentação da decisão Ao analisar o processo, a juíza destacou que o vídeo em questão havia sido publicado voluntariamente pela própria autora em 2017, anos antes da reação de Zé Felipe e da publicação feita por Virginia. Segundo a magistrada, ao tornar o conteúdo público, Cristiane permitiu que ele circulasse nas redes sociais, não podendo alegar uso indevido posteriormente. A decisão também ressaltou que, no story publicado, não houve menção ao nome da autora, tampouco comentários direcionados à sua pessoa ou a características que permitissem sua identificação direta. Para a juíza, os réus apenas assistiram ao vídeo, sem promover ataques, críticas ou incentivar ofensas. Outro ponto central da sentença foi a ausência de provas de que a postagem de Virginia tenha provocado uma nova onda de ataques ou uma nova viralização do vídeo. Segundo a magistrada, a autora não conseguiu demonstrar nexo entre o story publicado em 2021 e eventuais comentários ofensivos posteriores. Escolha dos réus também foi questionada A juíza ainda observou que apenas Virginia Fonseca e Zé Felipe — ambos figuras públicas de grande alcance — foram acionados judicialmente, apesar de o vídeo já circular amplamente na internet há anos. Para a magistrada, esse recorte indicou a possibilidade de a autora ter direcionado a ação contra pessoas com maior visibilidade, visando uma eventual condenação mais vantajosa. Diante desses argumentos, a Justiça rejeitou integralmente a narrativa apresentada por Cristiane Dantas e negou todos os pedidos de indenização. Possibilidade de recurso Apesar da decisão desfavorável, o processo ainda admite recurso, podendo ser analisado por instâncias superiores caso a autora decida recorrer. Fonte: Metropole
Quarto Branco do BBB 26 ultrapassa 40 horas com oito candidatos ainda na disputa
A dinâmica do Quarto Branco do Big Brother Brasil 26 ultrapassou a marca de 40 horas de resistência na tarde desta quarta-feira (14) e segue sem previsão de encerramento. A prova vale uma vaga direta na casa mais vigiada do país e ainda mantém oito candidatos na disputa. Permanecem na dinâmica representantes de todas as regiões do Brasil: Lívia, pela Região Norte; Elisa e Matheus, do Sul; Gabriela, do Sudeste; Chaiany e Ricardo, representando o Centro-Oeste; além de Rafaella e Leandro, do Nordeste. Até o momento, a prova registrou apenas uma desistência. Ricardinho apertou o botão vermelho ainda na tarde de terça-feira (13), após cerca de 12 horas de permanência no Quarto Branco, abrindo mão da chance de entrar no BBB 26. Durante a madrugada desta quarta-feira, o clima no ambiente ficou tenso. Os participantes se reuniram em roda para apoiar Gabriela, que relatou cansaço extremo, tontura e desgaste físico, sinais do longo período de confinamento e resistência imposto pela dinâmica. Já no período da manhã, uma conversa entre os candidatos trouxe à tona conflitos ocorridos na Casa de Vidro. Chaiany relembrou uma discussão com Jordana, afirmando que ficou incomodada ao ser chamada de “vitimista” durante a experiência. “Eu não tenho tempo para ser vítima, tenho que trabalhar o tempo todo. Eu ia deixar ela falar isso sem me defender?”, disse a candidata. Em tom de desabafo, Chaiany contou como reagiu à situação: “Eu falei: ‘não sou baixa não, sou subterrânea’”. Ricardo também comentou o episódio e destacou que a confusão aconteceu logo no início da convivência. “A gente tinha acabado de entrar na Casa de Vidro quando isso começou”, relembrou. Ainda segundo Chaiany, a discussão teve início após uma brincadeira em que comentou que sua família “não tinha orçamento” para produzir cartazes elaborados de apoio. A fala teria sido interpretada por Jordana como vitimização, o que acabou gerando o desentendimento. “Ela fala muito bem, e eu tenho dificuldade de me defender quando estou com raiva”, confessou a candidata. A dinâmica do Quarto Branco continua em andamento, testando não apenas a resistência física, mas também o emocional dos participantes. A produção do programa ainda não informou quando a prova será encerrada nem quantas vagas estarão em disputa.
Mais de 30 mil vagas seguem abertas na rede estadual de ensino para o ano letivo de 2026
A rede estadual de ensino de Mato Grosso ainda conta com mais de 30 mil vagas abertas para matrículas no Ensino Fundamental e no Ensino Médio para o ano letivo de 2026. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), até esta terça-feira (13.1), 272.588 estudantes já estavam matriculados nas unidades da rede. A meta da Seduc é alcançar 303.907 alunos matriculados no ensino regular até o início das aulas, marcado para o dia 2 de fevereiro. Para ampliar o número de estudantes atendidos, as escolas estaduais deram início nesta semana à convocação dos alunos que aguardam na lista de espera e seguem realizando matrículas presenciais diretamente nos balcões das secretarias escolares. Mesmo durante o período de férias, o atendimento ao público continua ativo. A medida tem como objetivo garantir que todos os estudantes tenham acesso à rede pública estadual de ensino antes do início do ano letivo. Quando não há vaga disponível na escola escolhida, a orientação é que pais ou responsáveis procurem as Diretorias Regionais de Educação (DREs). As unidades regionais prestam apoio às famílias e auxiliam na localização de outras escolas da rede com disponibilidade de vagas. O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, fez uma avaliação positiva do processo de matrículas e destacou a eficiência do sistema digital adotado pelo Governo. “O sistema de Matrícula Web funcionou de forma eficiente, segura e transparente, facilitando o acesso das famílias e dando mais agilidade a todo o processo”. “Ainda assim”, completou ele, “para quem não conseguiu vaga pela internet, reforçamos que as escolas da rede estadual continuam de portas abertas, inclusive durante as férias, com equipes preparadas para atender presencialmente. Nosso compromisso é garantir que nenhuma criança ou jovem fique fora da escola e assegurar o direito à educação para todos”, afirmou. O secretário reforça que este é um período decisivo para a organização do ano letivo de 2026 e orienta as famílias a procurarem as escolas o quanto antes, evitando deixar a matrícula para a última hora e garantindo a vaga dos estudantes na rede estadual.
MP acompanha situação da Santa Casa para evitar abandono e deterioração do patrimônio
O Ministério Público de Mato Grosso instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, especialmente no que diz respeito à destinação do prédio após o fim da gestão do Governo do Estado. A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo promotor Clóvis de Almeida Júnior, da 36ª Promotoria de Justiça Cível. O objetivo é evitar a deterioração do imóvel, preservar o patrimônio público e cultural e garantir que não haja prejuízo à política pública de saúde. Por que o MP entrou no caso? Segundo o Ministério Público, o procedimento foi instaurado para: acompanhar a atuação do poder público; fiscalizar a destinação do imóvel da Santa Casa; prevenir danos ao patrimônio público; evitar irregularidades administrativas ou atos que comprometam a probidade. De acordo com o promotor, esse tipo de procedimento é o instrumento adequado para monitorar políticas públicas de forma contínua, especialmente em situações de transição administrativa. Gestão do hospital segue até abril Atualmente, a Santa Casa segue sendo administrada pelo Governo de Mato Grosso até o mês de abril. Esse prazo está diretamente ligado ao cronograma de funcionamento pleno do Hospital Central de Mato Grosso, que deverá assumir a maior parte dos serviços prestados hoje pela Santa Casa. Apesar da gestão temporária, o Governo do Estado descartou a compra do prédio, alegando o alto custo de manutenção. Até o momento, também não há definição oficial sobre o destino do imóvel após a saída da administração estadual. Tentativas de venda não tiveram interessados A Santa Casa já foi colocada à venda em duas oportunidades, sem sucesso: Primeiro leilão (agosto) Avaliação: R$ 78,2 milhões Preço mínimo: R$ 54,7 milhões (70% do valor) Resultado: nenhuma proposta Segunda tentativa (outubro) Venda por iniciativa particular Preço reduzido para R$ 39,1 milhões Resultado: novamente sem interessados A venda do imóvel é considerada necessária para: evitar o abandono e a deterioração da estrutura; quitar cerca de 800 processos trabalhistas e fiscais; reduzir um passivo estimado em R$ 48 milhões. O que vai acontecer com os serviços de saúde? A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso informou que nenhum serviço será interrompido. As especialidades hoje ofertadas na Santa Casa serão transferidas gradualmente para outras unidades de saúde ou absorvidas pelo Hospital Central. Segundo a SES: a transferência ocorrerá de forma escalonada; o cronograma começa em 19 de janeiro e segue até abril; cerca de 80% dos serviços, principalmente cirurgias e internações, passarão a funcionar no Hospital Central. Situação segue sob acompanhamento Diante da indefinição sobre o futuro do prédio e do risco de abandono após o fim da gestão estadual, o Ministério Público seguirá acompanhando o caso para garantir: preservação do patrimônio; transparência nas decisões; continuidade da assistência à população. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Ônibus com 26 passageiros capota na BR-163 em MT; seis pessoas ficam em estado grave
Um ônibus de viagem que fazia a rota Sinop–Cuiabá capotou na madrugada desta quarta-feira (14) na BR-163, em Lucas do Rio Verde, a cerca de 354 quilômetros ao norte de Cuiabá. O acidente deixou dez passageiros feridos, sendo seis em estado grave. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 1h30, no km 678 da rodovia. As equipes de resgate foram acionadas após relatos de que o veículo havia tombado às margens da pista. Atendimento às vítimas Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram o ônibus já fora da pista. O veículo transportava 26 passageiros no momento do acidente. Durante o atendimento, as equipes priorizaram dez vítimas que apresentavam ferimentos. Entre os feridos: Seis pessoas sofreram lesões graves, com traumas e possíveis fraturas; Quatro passageiros tiveram ferimentos leves, como escoriações e contusões. Todos os feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, onde permanecem sob cuidados médicos. Causas ainda desconhecidas Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas do capotamento. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trecho da rodovia ficou parcialmente interditado durante o atendimento às vítimas e a remoção do veículo. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Polícia Civil deflagra mega operação, cumpre 471 mandados e desarticula facção criminosa em Primavera do Leste e região
Fonte: Assessoria | Polícia Civil-MT A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14.1), uma megaoperação, chamada Cartório Central, para o cumprimento de ordens judiciais, com foco na desarticulação de uma facção criminosa voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região. São cumpridos, na operação, um total de 471 mandados, sendo 225 de prisão preventiva, 225 de busca e apreensão domiciliar e 21 medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste, com base em investigações da Polícia Civil. As ordens judiciais são cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso e também nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. Para o cumprimento dos mandados, foi mobilizado um grande contingente de policiais civis, com apoio de unidades especializadas e equipes policiais dos outros estados onde os mandados são cumpridos. A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região. Investigações As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Primavera do Leste, por meio da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes, iniciadas há pouco mais de um ano e que permitiram identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região. De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa. Empréstimos e juros abusivos Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos. O mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, previsto no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal. O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes. O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, ressaltou que elas continuam e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos, identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes da organização. “A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, disse o delegado.