O Brasil se despede de um dos maiores nomes da história da televisão. Francisco Cuoco, ator consagrado e eterno galã das novelas, faleceu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, onde tratava complicações de saúde relacionadas à idade avançada. Embora a causa da morte não tenha sido oficialmente confirmada pela família, Cuoco lutava contra uma infecção decorrente de um ferimento. Uma trajetória marcada por grandes personagens Com mais de 60 anos de carreira, Francisco Cuoco fez história na televisão brasileira. Ele estreou na década de 1960 e rapidamente se consolidou como um dos galãs mais emblemáticos das telenovelas da TV Globo, ajudando a consolidar a teledramaturgia nacional como símbolo da cultura brasileira. Entre seus papéis mais memoráveis estão: “Pecado Capital” (1975) – como Carlão, um taxista que encontra uma mala de dinheiro “O Astro” (1977) – como Herculano Quintanilha, o misterioso vidente “Selva de Pedra” (1972) – como Cristiano Vilhena “O Sétimo Sentido” (1982) – ao lado de Regina Duarte Ao longo das décadas, Cuoco também participou de minisséries, filmes e peças de teatro, demonstrando sua versatilidade artística e presença cênica marcante. Um ator que atravessou gerações Francisco Cuoco não foi apenas um rosto da televisão: foi parte da formação da identidade cultural de milhões de brasileiros. Em sua fase mais recente, ele passou a fazer participações especiais e papéis pontuais, mas seguia sendo reverenciado por sua elegância, carisma e respeito à profissão. Sua última aparição de destaque foi na novela “Sol Nascente” (2016), na TV Globo. Desde então, manteve uma vida mais reservada, longe dos holofotes. Um legado eterno Francisco Cuoco deixa mais do que personagens inesquecíveis: deixa um legado de profissionalismo, talento e paixão pela arte de interpretar. Sua presença marcou diferentes gerações, e sua memória seguirá viva em cada reprise, em cada cena, em cada história contada na televisão brasileira.
Brasil participa do projeto do maior avião cargueiro do mundo para turbinas eólicas gigantes
Batizada de WindRunner, a nova aeronave promete entrar para a história da aviação mundial como o maior cargueiro já construído, tanto em comprimento quanto em envergadura. Com 108 metros de comprimento e 80 metros de envergadura, o avião será capaz de transportar até 80 toneladas — superando até mesmo modelos lendários como o Boeing 747. O projeto é liderado pela empresa americana Radia, mas o Brasil terá papel essencial na engenharia da aeronave. A missão de desenvolver a cabine pressurizada foi confiada à brasileira Akaer, referência nacional em tecnologia aeroespacial. Participação brasileira no projeto A cabine pressurizada será um dos principais sistemas de segurança do WindRunner. Caberá à Akaer projetar a estrutura capaz de proteger a tripulação e manter a integridade dos sistemas críticos da aeronave, mesmo sob condições extremas de altitude, temperatura e pressão. “Trata-se de um projeto extremamente desafiador e de alto nível de complexidade. É motivo de orgulho para o Brasil e para a Akaer participar de uma iniciativa que pode transformar a aviação e a logística global”, destacou o CEO da empresa, Cesar Silva. Um cargueiro pensado para o futuro da energia limpa O WindRunner foi desenvolvido com um objetivo claro: revolucionar a logística de transporte de componentes eólicos de grandes proporções. A aeronave será a primeira do mundo com capacidade para levar pás de turbinas eólicas com mais de 100 metros de comprimento — estruturas essenciais na geração de energia renovável. Hoje, o transporte terrestre dessas estruturas é um grande obstáculo para a expansão de parques eólicos em áreas remotas ou de difícil acesso, especialmente fora dos litorais e grandes centros logísticos. O WindRunner promete romper essas barreiras. Logística de ponta sem precisar de aeroporto Um dos diferenciais mais inovadores do WindRunner será sua capacidade de pousar em pistas não pavimentadas com apenas 1.800 metros de extensão, o que dispensa infraestrutura aeroportuária sofisticada. Essa autonomia operacional permitirá acesso direto a regiões isoladas, levando componentes gigantes diretamente ao local de instalação. Um marco para a engenharia e o meio ambiente Com lançamento previsto para os próximos anos, o WindRunner não é apenas uma façanha da engenharia aeroespacial, mas também uma solução estratégica para ampliar a produção de energia limpa no planeta. A aeronave deve permitir a instalação de turbinas maiores e mais eficientes em lugares onde hoje a logística é inviável, abrindo caminho para uma nova era na expansão da energia eólica terrestre.
Mato Grosso dá início à colheita da segunda safra nacional de milho
A colheita da segunda safra nacional de milho foi oficialmente aberta em Sorriso, nesta quarta-feira (18.6). O evento, que foi realizado na Fazenda Dois Irmãos, do Grupo ABF, e organizado pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) e Canal Rural, contou com a participação do vice-governador Otaviano Pivetta e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Durante a solenidade, o vice-governador Otaviano Pivetta destacou a evolução do setor e o protagonismo mato-grossense na produção de alimentos. “Na virada do milênio, nosso Brasil já sinalizava ao mundo que seria um grande produtor de alimentos. Na época, o país inteiro produzia 100 milhões de toneladas. Este ano, 25 anos depois, acredito que Mato Grosso sozinho alcançará essa marca”, afirmou. A superintendente de Agronegócio e Energia da Sedec, Camila Bez Batti, também ressaltou o papel estratégico do estado no fortalecimento da cadeia do milho. “A Sedec atua de forma estratégica para fortalecer toda a cadeia produtiva do milho em Mato Grosso. Hoje, cerca de 30% da nossa produção já é destinada à agroindustrialização, e temos uma meta ambiciosa: dobrar esse volume até 2035. Para isso, seguimos trabalhando fortemente na concessão de incentivos fiscais, na atração de investimentos e na expansão dos mercados internacionais”, destacou. Mato Grosso, líder nacional na produção de milho, se prepara para colher uma safra estimada em 50,38 milhões de toneladas na temporada 2024/2025. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e indicam um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, que somou 48,7 milhões de toneladas. Além do volume expressivo, o desempenho da atual safra também é reflexo do aumento de área plantada e da boa produtividade. A área cultivada com milho nesta safra subiu para 7,13 milhões de hectares – um acréscimo de 4,85% em comparação com a safra passada. Já a produtividade média foi projetada em 117,74 sacas por hectare, crescimento de 1,86%. Segundo o Imea, o avanço se deve ao bom desenvolvimento das lavouras até o fim de maio, com destaque para as chuvas que favoreceram até mesmo as áreas semeadas fora da janela ideal. Presente no evento, o presidente da Aprosoja, Lucas Beber, ressaltou o papel sustentável da agricultura mato-grossense. “Nosso sistema de produção de soja e milho gera um saldo positivo de 1,9 tonelada de carbono retirada da atmosfera. Ou seja, além de ofertar alimento, nós também ajudamos a despoluir o meio ambiente”. Pivetta também reforçou o compromisso ambiental do estado. “Cada hectare que hoje ocupamos, fazemos um desfrute da terra melhor que qualquer outro país no mundo. Fazemos uma agricultura com alta produção, sem irrigação e gerando crédito de carbono”, completou. Camila acrescentou que a busca por inovação tecnológica e boas práticas ambientais é um dos pilares que sustentam a liderança de Mato Grosso. “O estado já é referência nacional e caminha para se consolidar como modelo internacional de produção sustentável, tecnológica e inovadora. Estamos avançando na diversificação da produção, sempre aliando desenvolvimento econômico à preservação ambiental. Trabalhamos de forma conjunta com o setor produtivo, a academia e diferentes instituições, por meio de câmaras técnicas, capacitação de produtores e agentes financeiros, além de investimentos em pesquisa e inovação”, afirmou. O município de Sorriso, sede da abertura da colheita, é o maior produtor de milho do Brasil, conforme a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. Mato Grosso também abriga outros seis municípios entre os dez maiores produtores do país: Nova Ubiratã, Nova Mutum, Querência, Diamantino, Primavera do Leste e São Félix do Araguaia. Também estiveram no evento o Prefeito de Sorriso Alei Fernandes, o deputado estadual Xuxu Dal Molin, a deputada federal Coronel Fernanda, o senador Marcos Rogério, o presidente do Sindicato Rural de Sorriso Diogo Damiani e o presidente da Abramilho Paulo Bertolini.
Força Tática apreende armas e munições em propriedade rural em Aripuanã
Equipes militares da Força Tática do 8º Comando Regional apreenderam, nesta quarta-feira (18.6), três armas de fogo, 18 cartuchos e 28 munições de calibres diversos, durante abordagem na zona rural do município de Aripuanã (a 1.000 km de Cuiabá). Durante o desdobramento da Operação Tolerância Zero no combate aos crimes ambientais e de invasão de propriedades rurais, os policiais militares receberam uma denúncia de uma suposta ação criminosa nas proximidades de uma Área de Preservação Permanente (APP), na região da Linha Puraquê, a cerca de 25 quilômetros da zona urbana de Aripuanã. A partir da denúncia, as equipes intensificaram o policiamento e identificaram o condutor de uma motocicleta, em atitude suspeita. Durante tentativa de abordagem, o piloto saiu em alta velocidade, realizando diversas manobras bruscas por uma estrada vicinal, ignorando os sinais sonoros e luminosos. Durante a fuga, o suspeito entrou em uma propriedade rural, abandonou a motocicleta e não foi localizado até o momento. No local, as equipes foram recebidas por um funcionário da fazenda. Questionado sobre a localização do suspeito, o homem relatou que ele seria um dos trabalhadores do local, mas que não sabia seu paradeiro. Em buscas pela residência, os policiais militares localizaram uma pistola calibre 380, duas espingardas, sendo uma calibre 28 e outra calibre 22, além de 28 munições e 18 cartuchos. A testemunha ressaltou que o armamento seria do proprietário da fazenda. O homem foi encaminhado à delegacia, junto com os armamentos apreendidos, para registro do boletim de ocorrência e demais providências necessárias. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Sérgio Ricardo propõe Refis dos Consignados e cobra transparência: “É hora de encerrar essa farra com dinheiro do servidor”
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, elevou o tom e apresentou uma proposta concreta para resolver a crise dos empréstimos consignados firmados por servidores públicos do Estado. Durante audiência pública na Assembleia Legislativa, ele defendeu que o Governo do Estado adote as regras do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), nos moldes do que já ocorre no âmbito federal, para quitar dívidas com descontos entre 70% e 90% e renegociar os contratos em condições justas e transparentes. “Essas dívidas foram feitas com desconto direto em folha. São valores com garantia de pagamento. Não faz sentido mantê-las com juros abusivos”, afirmou o conselheiro. Dívidas somam até R$ 12 bilhões O TCE estima que o volume bruto das operações atinja cerca de R$ 12 bilhões, considerando empréstimos, cartões de crédito e benefícios consignados contratados com servidores do Poder Executivo estadual. A apuração só será finalizada após o recebimento de todos os contratos firmados com empresas consignatárias até o dia 30 de junho. “As empresas que não entregarem os contratos até essa data terão os descontos suspensos. A recomendação será para o Governo parar imediatamente as cobranças dessas dívidas até que se faça uma análise detalhada”, garantiu Sérgio Ricardo. Plataforma de controle e cruzamento de dados O TCE-MT já colocou em funcionamento uma plataforma que reúne todos os contratos realizados nos últimos 36 meses, permitindo uma análise técnica sobre legalidade, taxas aplicadas, valores cobrados e eventuais abusos. Com isso, será possível identificar: Contratos que respeitaram a legislação Cláusulas com cobranças abusivas Operações não reconhecidas pelos próprios servidores A partir da triagem, o objetivo é formatar um espelho confiável da real dívida existente, e com isso, propor acordos de quitação e renegociação em condições justas, devolvendo os valores utilizados aos cofres públicos. Proposta: Governo paga, Estado renegocia Sérgio Ricardo propôs que o Governo do Estado quite as dívidas diretamente com as empresas – aproveitando os descontos – e, posteriormente, renegocie com os próprios servidores, em condições ajustadas às realidades de cada caso. “Isso vai evitar colapso financeiro e social entre os servidores e equilibrar o sistema. O Estado paga com desconto, e o servidor quita com dignidade, sem exploração”, explicou. A Seplag será o órgão responsável por operacionalizar o plano, que pode se transformar em um modelo estadual de renegociação com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro. Alerta aos municípios: TCE quer mapa completo do problema O presidente da Corte de Contas também determinou que todos os 142 municípios do estado enviem informações sobre seus contratos de consignados, pois, segundo ele, os mesmos problemas encontrados no Executivo estadual também devem estar presentes nas gestões municipais. “Não tem como não haver problemas. Faltava legislação, faltava controle. Agora, vamos mapear tudo antes que a crise se agrave ainda mais. O que queremos é segurança, justiça e responsabilidade com o dinheiro do servidor”, alertou. Análise – MT Urgente A fala de Sérgio Ricardo marca um divisor de águas no enfrentamento à crise dos consignados em Mato Grosso. Ao apresentar um plano prático, com ferramentas de controle, pressão sobre as empresas e articulação institucional, o presidente do TCE coloca o tribunal como protagonista de uma solução ampla e histórica. Mais do que uma proposta técnica, é um posicionamento político forte, que exige do Executivo estadual e dos gestores municipais um gesto concreto de responsabilidade com os servidores públicos. Encerrar a farra dos consignados, com juros abusivos, contratos opacos e desconto automático, é hoje uma exigência moral, jurídica e fiscal. 📌 Resta agora saber quem, no Governo e nas prefeituras, vai comprar essa briga — e quem vai resistir à transparência. 📲 Continue acompanhando os desdobramentos dessa iniciativa no MT URGENTE.
Presidente da ALMT, Max Russi fala sobre rumores de candidatura e diz que boa gestão pode credenciá-lo ao Governo
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), voltou a ser o centro das atenções no meio político estadual. Durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira (17), o parlamentar comentou os crescentes rumores sobre uma possível candidatura sua ao Governo do Estado em 2026 — e, embora tenha tratado o assunto com naturalidade e bom humor, não descartou a possibilidade. “Se eu for um bom presidente da Assembleia Legislativa, posso estar preparado para disputar o Governo”, afirmou Russi, em resposta às especulações que vêm crescendo nos bastidores. Fala estratégica em meio à especulação O posicionamento do deputado foi estratégico. Ao mesmo tempo em que rejeitou as “fofocas políticas” que circulam nos bastidores, Max também deixou a porta aberta para um projeto futuro no Executivo. Sua declaração reflete uma postura equilibrada: demonstra foco no presente — como gestor do Parlamento —, mas não nega o potencial político que seu nome tem para alçar voos maiores. Consolidação como líder e gestor da ALMT Max Russi está em seu terceiro mandato como deputado estadual e atualmente ocupa o cargo de presidente da ALMT, cargo que tem usado para fortalecer sua imagem como líder político moderado, articulador e institucional. Sob sua condução, a Assembleia Legislativa tem conseguido manter uma relação de equilíbrio entre os poderes, aprovando matérias com impacto direto na população, fomentando programas sociais e fortalecendo políticas públicas nos municípios. Liderança interna, articulação com a base e diálogo com os prefeitos são marcas de sua gestão, que tem sido apontada por colegas como uma das mais organizadas e produtivas dos últimos anos. Nome forte nos bastidores para 2026 O nome de Max Russi tem ganhado força como possível sucessor do governador Mauro Mendes (União Brasil). Nos bastidores, há comentários de que o parlamentar conta com simpatia do próprio governador e da primeira-dama Virginia Mendes, fator que, se confirmado, o coloca em uma posição privilegiada no tabuleiro político. Além disso, lideranças regionais, prefeitos e deputados estaduais já reconhecem a capacidade de Max para disputar uma candidatura majoritária. A leitura é de que seu perfil conciliador, somado à experiência legislativa e à boa interlocução com diferentes setores, o torna um nome naturalmente viável para o Governo. Perfil de união e habilidade política Max Russi tem construído sua imagem com base em três pilares claros: Articulação política madura: sabe dialogar com diferentes correntes e manter pontes abertas, mesmo com adversários. Capacidade de gestão: sua atuação à frente da ALMT tem sido marcada por organização administrativa, valorização dos servidores e foco em resultados. Habilidade de unir lideranças: é visto como uma figura moderadora dentro de um ambiente político muitas vezes polarizado. Análise – MT URGENTE A resposta de Max Russi à possibilidade de disputar o Governo em 2026 foi cuidadosa, mas carrega força política: não nega, nem confirma — apenas sinaliza que está preparado. Nos bastidores da ALMT, o que se ouve é praticamente um consenso: Max tem perfil, tem base e tem preparo para governar Mato Grosso. Não por acaso, a maioria dos parlamentares já considera seu nome como uma das alternativas mais sólidas para a sucessão de Mauro Mendes. Trata-se de um político que cresceu sem confrontos, construiu pontes e entregou resultados, tanto para o Parlamento quanto para os municípios. Se a política é feita de timing, credibilidade e capacidade de articulação — Max Russi está em plena ascensão. E, se mantiver o ritmo, poderá se tornar um dos protagonistas mais fortes da disputa pelo Governo em 2026. 📲 Siga acompanhando as análises políticas e os bastidores do poder em Mato Grosso aqui no MT Urgente.
Forças de segurança desarticulam garimpo ilegal em Paranaíta
As forças de segurança deflagraram, nesta segunda-feira (16.6), uma operação que desarticulou um garimpo ilegal de grande porte no município de Paranaíta, na região do Rio Apiacás (cerca de 900 km de Cuiabá). A ação, que teve continuidade nesta terça-feira (17), resultou na apreensão e inutilização de duas balsas, um motor estacionário, um equipamento de sucção utilizado na extração ilegal de minério e mais de dois mil litros de combustível. Cerca de 50 servidores participaram da operação, entre profissionais da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Militar, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Rotam, Batalhão de Operações Especiais (Bope), Força Tática, efetivo do 9º Comando Regional, e Polícia Federal. A ação também contou com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Fernando Augustinho, destacou o trabalho integrado das forças de segurança no combate aos crimes ambientais. “Parabenizo todas as forças envolvidas pelo trabalho conjunto na desarticulação deste garimpo ilegal. A atuação integrada das instituições é essencial no enfrentamento aos crimes ambientais, que são uma das prioridades do Governo do Estado. A Segurança Pública segue firme na política de Tolerância Zero contra esse tipo de crime”. De acordo com o comandante do 9º Comando Regional da Polícia Militar, sediado em Alta Floresta, tenente-coronel Oswaldo Marins Rabelo, o planejamento da operação teve início após uma denúncia recebida pelo Batalhão Ambiental, que relatava desmatamento ilegal na região do Rio Apiacás. Durante a verificação, os policiais se depararam com o garimpo irregular. “Em razão dessa situação, fizemos um acompanhamento e demos apoio aos policiais do Batalhão Ambiental para a retirada dos garimpeiros naquela ocasião. Posteriormente, recebemos a informação de que eles haviam retornado à região. A partir disso, com o trabalho de inteligência do 9º Comando Regional, realizamos uma ação conjunta com o Comando-Geral da PMMT e a Sesp, por meio da Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), o que resultou nesta força-tarefa”, explicou o tenente-coronel. Durante a operação, também foi apreendida uma caminhonete F-4000 com irregularidades administrativas. Duas pessoas que estavam no local foram ouvidas pela Polícia Federal.
Vereador Jefferson Siqueira denuncia censura política dentro da Câmara de Cuiabá e ameaça CPI da Comunicação
O clima esquentou na sessão desta terça-feira (17) na Câmara Municipal de Cuiabá. O vereador Jefferson Siqueira (PSD) fez uma grave acusação de censura institucional contra a Secretaria de Comunicação (Secom) da Casa, afirmando que a pasta estaria atuando para silenciar vereadores de oposição ao prefeito Abílio Brunini (PL). Segundo Siqueira, o atual secretário de Comunicação, Luiz Gonzaga, estaria vetando publicações, filtrando conteúdos e impedindo a divulgação das ações parlamentares que não seguem a cartilha do Executivo. “Está claro que existe uma subordinação direta do secretário à gestão do prefeito. Ele está blindando o Executivo e censurando tudo o que vem da oposição. Isso é covardia, ilegal e inadmissível”, disparou o vereador em plenário. Câmara ou extensão da Prefeitura? O parlamentar foi além: afirmou que a Secom está transformando o site institucional da Câmara em um canal de propaganda da Prefeitura, o que compromete a função fiscalizadora do Legislativo. “Estamos virando um anexo da Prefeitura. O secretário não tem o direito de decidir quem aparece ou não. Ele não é censor. É servidor da Câmara, não da gestão do Abílio”, reforçou Jefferson. Ele também criticou o uso de critérios políticos e subjetivos para aprovar ou barrar conteúdos dos vereadores, alegando que isso atinge diretamente a democracia e a liberdade de expressão dentro da Casa. “Quem pede prova é o Judiciário. O papel da Comunicação é garantir voz igual a todos os parlamentares — oposição ou base. O que está acontecendo é um boicote institucional orquestrado”, afirmou. 🔎 CPI das Mídias Digitais pode estar a caminho Diante do que chamou de “censura sistemática”, Jefferson Siqueira declarou que pretende conversar com a presidente da Câmara, vereadora Samantha Iris (UB), e defendeu publicamente a criação de uma CPI das Mídias Digitais para investigar a atuação da Secom. “Não sou o único silenciado. Outros vereadores da oposição também estão sendo apagados. É hora de dar um basta e apurar isso com seriedade. A comunicação da Casa não pode servir a um lado só”, concluiu. A denúncia de Jefferson promete movimentar os bastidores da Câmara nos próximos dias, acirrando ainda mais os embates entre base e oposição. Parlamentares já sinalizam apoio à abertura da CPI, que pode colocar a estrutura de comunicação da Câmara sob os holofotes. Veja o Vídeo https://www.instagram.com/reel/DLBSmQ6S9cJ/?igsh=MW81dDFsYTVtbm1hNQ%3D%3D
MPF aciona Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes em consignados de servidores em Mato Grosso
Investigação apura possível esquema de contratos fraudulentos envolvendo empresas de crédito consignado. Crescimento de mais de 4.000% em uma das empresas levanta suspeitas. Caso será conduzido pela Polícia Federal. O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de inquérito policial para investigar possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional envolvendo empresas que atuam na concessão de empréstimos consignados a servidores públicos, aposentados e pensionistas em Mato Grosso. A medida foi determinada pelo procurador da República Erich Raphael Masson, após uma representação feita pelo Sinpaig (Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo), que pediu a federalização da investigação. O objetivo é apurar indícios de fraudes contratuais praticadas por empresas credenciadas junto ao governo estadual. Inquérito na esfera federal Com base nos documentos apresentados pelo sindicato e seus representantes jurídicos, o procurador considerou que os indícios ultrapassam o escopo de crimes comuns, como estelionato e infrações contra o consumidor, que vinham sendo investigados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). Agora, o caso passa a ser tratado como potencial crime contra o sistema financeiro nacional, o que justifica o encaminhamento à Polícia Federal (PF). O pedido já foi protocolado junto à Corregedoria da PF em Mato Grosso, que deverá designar um delegado para conduzir as apurações. Crescimento patrimonial levanta suspeitas Um dos principais focos da investigação é a empresa Capital Consig e seu braço financeiro. Segundo o documento apresentado pelo Sinpaig, a empresa registrou um crescimento patrimonial de mais de 4.000% em dois anos. Em setembro de 2022, seu patrimônio era de R$ 2,2 milhões. Já em 31 de dezembro de 2024, saltou para impressionantes R$ 95,3 milhões. Na época do início do crescimento, a Capital Consig havia acabado de ser credenciada ao programa MTCard, voltado ao fornecimento de crédito consignado a servidores do Governo de Mato Grosso. O sindicato alega que esse crescimento não pode ser justificado apenas pelas operações em território mato-grossense, e que o mesmo modelo de atuação estaria sendo replicado nacionalmente, inclusive junto a servidores federais e beneficiários do INSS. O que diz a empresa A Capital Consig afirma que está sendo alvo de uma campanha de ataques com o objetivo de afastá-la do atendimento aos servidores. Em nota, a empresa declara que suas atividades são legais, transparentes e pautadas na ética, e que seus representantes vêm prestando esclarecimentos às autoridades competentes desde o início das denúncias. O caso agora está nas mãos da Polícia Federal e deverá gerar uma apuração mais ampla, com a possibilidade de alcançar operações realizadas em outros estados e junto a servidores de diferentes esferas. O MT Urgente segue acompanhando os desdobramentos da investigação. 📲 Continue ligado para mais informações exclusivas.
MPF aciona Polícia Federal para investigar fraudes em consignados a servidores e aposentados de Mato Grosso
Investigação mira empresas que atuaram com crédito consignado via MTCard e registraram crescimento patrimonial de mais de 4.000%. Inquérito será conduzido pela PF. O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de um inquérito policial para apurar possíveis fraudes em contratos de empréstimos consignados destinados a servidores públicos, aposentados e pensionistas em Mato Grosso. A investigação foi solicitada pelo procurador da República Erich Raphael Masson e será conduzida pela Polícia Federal. A medida atende à representação feita pelo Sinpaig (Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo), que pediu que o caso fosse apurado na esfera federal, com base na suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional. O que está sendo investigado A denúncia central envolve empresas credenciadas ao programa MTCard, do Governo do Estado, responsáveis por operar crédito consignado para o funcionalismo. A principal suspeita é de que tenha havido fraudes e práticas irregulares na concessão dos empréstimos, com contratos considerados abusivos e crescimento patrimonial fora da curva. A empresa Capital Consig, citada no pedido, teve um salto patrimonial considerado suspeito. Em setembro de 2022, apresentava balanço de R$ 2,2 milhões. Pouco mais de dois anos depois, em dezembro de 2024, o valor registrado subiu para R$ 95,3 milhões — um aumento de mais de 4.000%. Segundo o documento protocolado pelo sindicato, esse crescimento não pode ser atribuído apenas às operações realizadas em Mato Grosso. O modelo de atuação da empresa estaria sendo replicado em outros estados e junto a servidores federais e beneficiários do INSS, o que justificaria a atuação da Polícia Federal, e não apenas do Ministério Público Estadual. Investigação federal Com base nas evidências apresentadas, o MPF solicitou a instauração do inquérito, que agora está sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Federal em Mato Grosso, que deverá designar um delegado para conduzir as apurações. O foco será investigar se houve crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, falsidade ideológica, e abuso na contratação de servidores vulneráveis. O que diz a empresa Desde que surgiram as denúncias, a Capital Consig tem se manifestado afirmando que é alvo de uma campanha de difamação, com o objetivo de retirá-la da operação de crédito consignado no Estado. Em nota, a empresa declara que suas atividades são pautadas por “transparência, ética e respeito ao servidor público” e que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos às autoridades competentes. 🔍 A investigação agora segue sob responsabilidade da Polícia Federal e pode atingir empresas, gestores, e contratos realizados com entes públicos estaduais e federais. O MT Urgente seguirá acompanhando os desdobramentos do caso. 📲 Para mais notícias exclusivas e atualizações, acesse: www.mturgentenews.com.br