O ano de 2026 começa com uma notícia positiva para quem gosta de se planejar: o calendário de feriados está mais favorável do que em 2025. Dos 10 feriados nacionais oficiais, nove caem em dias úteis, e a maioria deles possibilita folgas prolongadas, os chamados feriadões. O cenário favorece tanto trabalhadores quanto o setor de comércio, turismo e serviços, já que a distribuição dos feriados ao longo do ano permite melhor organização de agendas, viagens e funcionamento das empresas. Quando vem a próxima folga em 2026? Após o feriado de 1º de janeiro, que caiu em uma quinta-feira e permitiu emenda para muitos trabalhadores, a próxima pausa prolongada ocorre em fevereiro, durante o Carnaval. 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira) – Carnaval (ponto facultativo) 18 de fevereiro (quarta-feira) – Quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h) Na prática, dependendo do setor e da autorização da chefia, o período pode garantir até quatro dias seguidos de folga. Abril traz um dos maiores feriadões do ano Outro destaque do calendário é o mês de abril. Em 2026, a combinação de datas cria uma das maiores sequências de descanso do ano: 3 de abril (sexta-feira) – Paixão de Cristo (feriado nacional) 20 de abril (segunda-feira) – Ponto facultativo 21 de abril (terça-feira) – Tiradentes (feriado nacional) Com isso, há possibilidade de quatro dias consecutivos sem expediente, dependendo da atividade profissional. Lista dos feriados nacionais e pontos facultativos de 2026 Fevereiro 16 e 17 – Carnaval (ponto facultativo) 18 – Quarta-feira de Cinzas (até 14h – ponto facultativo) Abril 3 – Paixão de Cristo (feriado nacional) 20 – Ponto facultativo 21 – Tiradentes (feriado nacional) Maio 1º – Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional) Junho 4 – Corpus Christi (ponto facultativo) 5 – Ponto facultativo Setembro 7 – Independência do Brasil (feriado nacional) Outubro 12 – Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional) 28 – Dia do Servidor Público Federal (ponto facultativo) Novembro 2 – Finados (feriado nacional) 15 – Proclamação da República (feriado nacional) 20 – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional) Dezembro 24 – Véspera de Natal (ponto facultativo após 13h) 25 – Natal (feriado nacional) 31 – Véspera de Ano Novo (ponto facultativo após 13h) Atenção às regras e exceções O calendário foi publicado por meio de portaria do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e vale apenas para a administração federal. Feriados estaduais e municipais não estão incluídos e devem ser definidos pelos respectivos governos. A norma também estabelece que: feriados religiosos municipais podem exigir compensação de horas; a compensação tem limite diário; órgãos federais não podem adotar feriados ou pontos facultativos decretados por estados ou municípios, salvo exceções previstas em lei. Um ano melhor para se planejar Com feriados melhor distribuídos e várias possibilidades de emenda, 2026 tende a ser um ano mais equilibrado para descanso, planejamento e produtividade. Para trabalhadores, o calendário permite organizar viagens e compromissos. Para empresas e comércio, é uma oportunidade de ajustar estratégias e aproveitar os períodos de maior movimento. Ficar atento às datas e às regras específicas de cada setor será essencial para aproveitar bem o calendário do novo ano.
Mulher fica ferida após colisão entre carros e capotamento em Várzea Grande
Uma mulher ficou ferida em um acidente de trânsito registrado na tarde desta segunda-feira (5), na avenida Dom Orlando Chaves, em Várzea Grande. A colisão envolveu dois veículos de passeio e provocou o capotamento de um deles, o que causou lentidão no tráfego da região. Segundo informações da Guarda Municipal, o acidente envolveu um Fiat Argo branco e um Fiat Pálio cinza. Testemunhas relataram que, após a batida, o condutor do Pálio perdeu o controle da direção, fazendo com que o veículo capotasse na via. O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o resgate da vítima, que estava no carro capotado. A mulher apresentava ferimentos em um dos braços e recebeu os primeiros atendimentos ainda no local. Após ser estabilizada, ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG) para a realização de exames mais detalhados. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima. Os ocupantes do Fiat Argo não sofreram ferimentos. A Guarda Municipal isolou a área para garantir a segurança durante o atendimento e permaneceu no local orientando o trânsito, que seguiu lento no sentido centro–bairro. As causas do acidente ainda serão investigadas pela Polícia Civil.
Quem merece continuar? A eleição que coloca os mandatos federais à prova em Mato Grosso
Alex Rabelo Jornalista e analista político A eleição de 2026 para a Câmara dos Deputados em Mato Grosso não será comum. O cenário aponta para uma disputa técnica, com alto grau de competitividade e pouco espaço para novidades. Diferente de pleitos marcados por grandes viradas, o que se desenha agora é uma eleição de continuidade versus desempenho, em que o eleitor será chamado a avaliar quem entregou resultado e quem apenas ocupou espaço. Dos oito deputados federais do estado, sete já se posicionam para buscar a reeleição. A única exceção é José Medeiros (PL), que decidiu disputar o Senado. Na prática, isso significa que apenas uma vaga surge naturalmente aberta, tornando a disputa ainda mais dura. Um dado que chama atenção: quase toda a bancada quer permanecer Quando 87,5% da bancada tenta a recondução, o recado político é claro. Os atuais parlamentares acreditam que: construíram base eleitoral suficiente, mantiveram visibilidade em Brasília, e têm argumentos para pedir novamente o voto. Estão no jogo da reeleição: Nelson Barbudo (PL) Rodrigo da Zaeli (PL) Coronel Fernanda (PL) Coronel Assis (União Brasil) Gisela Simona (União Brasil) Juarez Costa (MDB) Emanuelzinho (MDB) Com esse grupo praticamente fechado, a eleição deixa de ser sobre “quem entra” e passa a ser sobre quem consegue se manter. Uma bancada que mudou ao longo do mandato Embora a maioria tente a reeleição, é importante lembrar que a atual composição não é a mesma do início da legislatura. O período foi marcado por fatos relevantes que alteraram o tabuleiro político. O falecimento da deputada Amália Barros (PL), em maio de 2024, provocou uma das mudanças mais sensíveis. Sua cadeira foi ocupada por Nelson Barbudo, que agora tenta transformar uma suplência em um mandato legitimado pelo voto popular. Outro movimento importante veio das eleições municipais. A vitória de Abilio Brunini (PL) para a Prefeitura de Cuiabá resultou em sua saída da Câmara Federal e abriu espaço para Rodrigo da Zaeli, que assumiu o mandato e passou a ganhar visibilidade em Brasília. O peso político de Fábio Garcia no cenário de 2026 Entre os nomes que orbitam com força essa disputa, Fábio Garcia merece destaque especial. Ele foi eleito deputado federal, mas fez uma escolha estratégica ao aceitar o convite para assumir a Secretaria-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, um dos cargos mais influentes da administração estadual. Na Casa Civil, Fábio Garcia: tornou-se o principal articulador político do governo; coordenou a relação com a Assembleia Legislativa; teve papel central na construção e aprovação de projetos considerados estratégicos; retornou pontualmente à Câmara dos Deputados para participar de votações relevantes, mantendo presença política em Brasília. Nos bastidores, a leitura é quase unânime: fez um trabalho consistente, técnico e de bastidor forte, acumulando capital político. Por isso, entra no radar de 2026 como um nome muito competitivo e com reais chances de ficar com uma das vagas da bancada federal. O contraste com a última eleição O atual cenário contrasta com o que ocorreu em 2022. Naquele pleito, Mato Grosso registrou uma renovação expressiva de 62,5% na Câmara Federal. Apenas três deputados conseguiram se reeleger: José Medeiros, Emanuelzinho e Juarez Costa. Ficaram fora nomes tradicionais como Rosa Neide e Neri Geller, este último que deixou a Câmara para disputar o Senado. Agora, o movimento parece inverso: menos espaço para apostas, mais peso para experiência, articulação e histórico de mandato. Uma eleição de julgamento político Tudo indica que 2026 será uma eleição menos emocional e mais racional. O eleitor mato-grossense será chamado a responder uma pergunta direta:quem, de fato, representou bem o estado em Brasília? Com poucas vagas disponíveis e muitos nomes consolidados, cada deputado será avaliado por sua presença, posicionamento, articulação política e resultados entregues. No fim das contas, não será apenas uma eleição de escolha. Será uma eleição de julgamento. E você: qual deputado federal merece ser reeleito por ter feito um grande mandato e continuar representando Mato Grosso no Congresso Nacional? Alex RabeloJornalista e analista político
PM detém adolescente por tráfico de drogas e apreende entorpecentes em São José do Rio Claro
Policiais militares do 14º Comando Regional apreenderam uma adolescente, de 17 anos, por tráfico ilícito de drogas, neste domingo (4.1), em São José do Rio Claro. Com a suspeita, foram recolhidos 2,5 quilos entre porções de maconha e cocaína, além de diversos comprimidos de ecstasy e 2,8 litros de substância conhecida como ‘loló’. Durante patrulhamento em decorrência da Operação Tolerância Zero, a equipe policial da 18ª Companhia Independente, flagrou uma mulher em atitude suspeita, indo em direção a uma área destinada ao descarte de lixo, no bairro Santa Terezinha. O local é supostamente utilizado por usuários de drogas, que depositam as substâncias em sacolas de lixo e, posteriormente, um outro indivíduo recolhe. A suspeita, ao perceber a aproximação policial, arremessou a sacola e tentou fugir para o interior de uma residência. Os policiais abordaram a mulher e identificaram ser uma adolescente. Os militares encontraram nove porções de pasta base de cocaína. Questionada sobre a droga, a suspeita ficou em silêncio e informou que a residência pertence ao namorado. Durante buscas no interior do imóvel, a equipe localizou diversos tabletes de maconha e porções de cocaína, 16 garrafas contendo ‘loló’, além de 13 embalagens para lança perfume e 138 comprimidos de ecstasy. As drogas estavam escondidas em uma mala de viagem. O segundo suspeito não foi localizado. Diante dos fatos, a adolescente foi encaminhada para a delegacia, junto com o material apreendido, para as providências que o caso requer. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do telefone 190 ou do número 0800 065 3939. *Sob supervisão Wellyngton Souza
Trump afirma que EUA realizaram ataque de grande escala na Venezuela e capturaram Nicolás Maduro
Uma declaração feita neste sábado (3) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou forte repercussão internacional e acendeu um alerta máximo na América Latina. Em publicação em rede social, Trump afirmou que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria sido capturado e retirado do país por via aérea, juntamente com sua esposa. Segundo o presidente norte-americano, a operação teria sido conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. No entanto, Trump não informou para onde Maduro e sua esposa teriam sido levados, nem apresentou detalhes operacionais, como local exato da captura ou se houve participação de aliados internacionais. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não divulgou comunicado oficial adicional, limitando-se à declaração do presidente. Governo venezuelano reage e pede “prova de vida” A reação do governo da Venezuela foi imediata. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que não sabe onde está Nicolás Maduro e exigiu formalmente que o governo americano apresente uma prova de vida do presidente. A declaração reforça o clima de incerteza e tensão política no país, além de levantar dúvidas sobre a veracidade e o alcance real da afirmação feita por Trump. Explosões e clima de tensão em Caracas Enquanto as declarações ganhavam repercussão internacional, a capital venezuelana, Caracas, viveu uma madrugada de forte tensão. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em diferentes pontos da cidade, em um intervalo aproximado de 30 minutos. Moradores de vários bairros relataram: Tremores após as explosões Barulho intenso de aeronaves, incluindo voos em baixa altitude Correria nas ruas e fechamento de comércios Além disso, parte de Caracas ficou sem energia elétrica, especialmente nas imediações da base aérea de La Carlota, localizada no sul da capital. Vídeos mostram fumaça e movimentação militar Imagens que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas durante a madrugada. Embora os vídeos ainda estejam sendo verificados por agências independentes, eles reforçam o cenário de instabilidade descrito por moradores e pela imprensa internacional. Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas, danos estruturais ou controle total da situação pelas autoridades locais. Comunidade internacional acompanha com cautela O suposto ataque e a alegada captura de um chefe de Estado em exercício representam um fato de extrema gravidade no cenário geopolítico, com potencial de gerar consequências diplomáticas, econômicas e militares. Especialistas alertam que: Uma ação direta dos EUA na Venezuela pode escalar tensões regionais O episódio pode provocar instabilidade nos mercados internacionais, especialmente no setor de energia A falta de informações oficiais aumenta o risco de desinformação e pânico Organismos internacionais ainda não se pronunciaram formalmente, e a situação segue em rápida evolução. O que ainda precisa ser esclarecido Apesar das declarações e dos relatos de explosões, diversas perguntas seguem sem resposta: Nicolás Maduro foi de fato capturado? Onde ele está? Houve autorização internacional ou respaldo legal para a operação? Qual é a situação real do controle político e militar na Venezuela neste momento? As próximas horas devem ser decisivas para confirmar os fatos e dimensionar o impacto do que pode ser um dos episódios mais graves da política internacional recente. A matéria segue em atualização, conforme novas informações forem confirmadas por fontes oficiais e agências internacionais. veja o vídeo:
Contribuintes podem trocar pontos do Nota MT por desconto no IPVA 2026
Os contribuintes que solicitaram a inclusão do CPF nas notas fiscais ao longo de 2025, estão cadastrados no Nota MT e possuem veículo licenciado em Mato Grosso podem utilizar os pontos acumulados no programa para obter desconto no IPVA de 2026. O desconto pode ser de R$ 100 ou de 10% sobre o valor do IPVA, limitado a R$ 700, sendo aplicado automaticamente pelo sistema na opção mais vantajosa para o cidadão. O benefício ainda é cumulativo com os descontos previstos no calendário do IPVA para pagamento à vista. “O desconto no IPVA é uma forma de reconhecer o cidadão que pede a nota fiscal e participa do Nota MT. Ao exigir o CPF na nota, o contribuinte fortalece a cidadania fiscal e ainda transforma esse hábito em economia direta no IPVA”, destacou o secretário adjunto Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni. O resgate dos pontos deve ser feito pelo site ou aplicativo do Nota MT e precisa ser realizado até dois dias antes do vencimento do IPVA. Após a solicitação, o desconto é processado em poucos minutos. Além do desconto no IPVA, quem participa do Nota MT tem acesso a outros benefícios, como a participação em sorteios mensais com prêmios de até R$ 100 mil e o uso da ferramenta Menor Preço, que auxilia o cidadão a comparar valores e encontrar o menor preço de produtos no comércio local. O programa também possui um importante lado social ao permitir que o usuário cadastrado indique uma entidade beneficente. Ao ser sorteado, a instituição indicada também recebe 20% do valor do prêmio. IPVA 2026 De acordo com o calendário divulgado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, o vencimento do IPVA 2026 está distribuído entre os meses de março e maio, conforme o final da placa do veículo. O imposto pode ser quitado à vista, com descontos de 5% ou 3%, ou parcelado em até oito vezes.
2026: o ano em que o Brasil escolhe caminhos — e paga a conta das escolhas
Alex RabeloJornalista e analista político O início de um novo ano sempre carrega expectativas. Mas 2026 não é um ano comum. É um período em que decisões políticas, sinais econômicos e comportamento do mercado se cruzam de forma intensa, afetando diretamente empresas, investidores, trabalhadores e consumidores. Mais do que fazer previsões otimistas ou alarmistas, o momento exige análise, leitura de cenário e reflexão. Estamos diante de um ano que tende a ser determinante para o futuro do país — e também para quem vive do comércio, do setor imobiliário e da economia real. Um ano eleitoral que vai além dos nomes Em 2026, o eleitor brasileiro não escolherá apenas um presidente. Estarão em jogo os governos estaduais, a renovação do Congresso Nacional, com deputados estaduais, deputados federais e dois terços do Senado. Isso significa que o resultado das urnas terá impacto direto sobre orçamento, leis, investimentos, políticas públicas e estabilidade institucional. Governadores definem prioridades regionais, infraestrutura, segurança e ambiente para novos negócios. Deputados federais e senadores influenciam reformas, regras fiscais, teto de gastos, impostos e o próprio equilíbrio entre os Poderes. Ou seja: o voto de 2026 não é simbólico, é estrutural. A grande reflexão é se o eleitor fará escolhas baseadas apenas em discursos e emoções ou se olhará para projetos, histórico e capacidade de entrega. Em anos eleitorais, a narrativa costuma ser barulhenta, mas as consequências são silenciosas — e duradouras. Economia: cautela ainda é a palavra-chave Do ponto de vista econômico, 2026 começa sob o impacto de juros elevados, que continuam sendo o principal freio do crescimento. A taxa Selic encerrou 2025 em patamar alto, e embora o mercado projete cortes ao longo de 2026, esse movimento tende a ser gradual. Isso significa que: O crédito continua caro; O consumo cresce com dificuldade; Investimentos exigem mais planejamento e menos impulso. Há projeções moderadas de crescimento do PIB, algo próximo de 2%, o que indica avanço, mas longe de um cenário de euforia. Em ano eleitoral, existe pressão por medidas que aqueçam a economia, ao mesmo tempo em que o Banco Central e o mercado seguem atentos à inflação e ao risco fiscal. Esse equilíbrio será decisivo para definir se 2026 será apenas um ano de transição ou o início de uma retomada mais consistente. O varejo em 2026: sobreviver bem é tão importante quanto crescer Para o varejo e os lojistas, 2026 não deve ser um ano fácil — mas pode ser um ano estratégico. Com juros altos, o consumidor fica mais seletivo, pensa mais antes de comprar e compara mais preços. Nesse cenário, o crescimento não virá apenas do volume de vendas, mas da qualidade da gestão. Controle de estoque, negociação com fornecedores, campanhas bem planejadas e comunicação eficiente passam a ser diferenciais reais. Outro ponto relevante é o fator emocional do consumo. Em anos eleitorais, o noticiário político influencia o humor do consumidor. Oscilações no mercado, discursos mais duros e incertezas podem travar decisões de compra. O lojista que entender esse comportamento e trabalhar relacionamento, confiança e posicionamento de marca tende a sair na frente. Mercado imobiliário: comprar, vender ou esperar? O setor imobiliário segue diretamente ligado ao comportamento dos juros. Financiamento caro limita o acesso ao crédito e reduz o número de compradores. Ainda assim, 2026 pode apresentar janelas de oportunidade. Para quem compra, especialmente com entrada maior ou visão de longo prazo, momentos de mercado mais frio costumam gerar melhores negociações. Para quem vende, o desafio será precificar corretamente e entender que o comprador estará mais exigente. Já para quem pensa em construir, o cenário exige atenção redobrada. O custo do capital elevado pressiona projetos e margens. A tendência é que o setor continue ativo, mas mais seletivo, priorizando imóveis com maior liquidez, planejamento rigoroso e público bem definido. Se os juros começarem a cair de forma consistente ao longo do ano, o segundo semestre pode trazer sinais mais positivos. Caso contrário, o mercado segue andando, porém com passos curtos e cautelosos. O que 2026 nos pede como sociedade Olhando o cenário político, econômico e setorial, 2026 se apresenta como um ano que exige prudência, consciência e responsabilidade. Não será um período de soluções mágicas, mas de escolhas que moldam o médio e longo prazo. Empresários precisarão planejar mais e arriscar menos. Consumidores tendem a gastar com mais critério. E o eleitor terá nas mãos decisões que vão muito além de um mandato: elas influenciam o ambiente econômico, o crédito, os impostos e a estabilidade do país. A pergunta que fica é simples, mas profunda:estamos escolhendo caminhos ou apenas reagindo ao momento? 2026 será, acima de tudo, um teste de maturidade — política, econômica e social.
Jair Bolsonaro: o líder que resgatou o patriotismo e mudou definitivamente o eixo da política brasileira
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político Poucos nomes da história recente do Brasil provocaram tamanha transformação no comportamento político da população quanto Jair Messias Bolsonaro. Mais do que presidente, Bolsonaro se tornou um marco geracional, um divisor de águas entre um Brasil apático politicamente e um país que voltou a discutir poder, Estado, liberdade, valores e identidade nacional. Das Forças Armadas à política Jair Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955, em Glicério, interior de São Paulo. Ingressou na carreira militar, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e chegou ao posto de capitão do Exército Brasileiro. Ainda na vida militar, já demonstrava perfil crítico, direto e avesso a hierarquias políticas tradicionais. Sua entrada na política ocorreu no final dos anos 1980, em um Brasil recém-saído da ditadura e mergulhado em instabilidade institucional. Vereador e deputado federal por quase três décadas Em 1988, Bolsonaro foi eleito vereador do Rio de Janeiro, exercendo mandato entre 1989 e 1990. No ano seguinte, deu início a uma longa trajetória no Congresso Nacional. De 1991 a 2018, Jair Bolsonaro foi deputado federal por sete mandatos consecutivos, representando o estado do Rio de Janeiro. Durante quase 30 anos, construiu uma imagem de parlamentar combativo, defensor das Forças Armadas, da segurança pública, da liberdade individual e crítico do sistema político tradicional. Por muitos anos foi tratado como figura marginal no Congresso. Mas o que parecia isolamento político revelou-se, com o tempo, conexão direta com uma parcela silenciosa da sociedade brasileira. A eleição de 2018 e a facada que mudou o país O ano de 2018 entrou para a história. Durante a campanha presidencial, Bolsonaro crescia nas pesquisas com um discurso duro contra corrupção, sistema político, aparelhamento do Estado e criminalidade. Em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca, em um episódio que chocou o Brasil e o mundo. A tentativa de assassinato quase lhe custou a vida. Foram múltiplas cirurgias, internações prolongadas e sequelas que ele carrega até hoje. A facada não interrompeu sua candidatura — impulsionou um movimento popular. Milhões de brasileiros passaram a ver em Bolsonaro não apenas um candidato, mas alguém que simbolizava resistência contra um sistema que eles rejeitavam. Em outubro de 2018, Jair Bolsonaro foi eleito Presidente da República, com mais de 57 milhões de votos. Presidente do Brasil (2019–2022) Bolsonaro assumiu a Presidência em 1º de janeiro de 2019, liderando um governo marcado por rupturas com práticas tradicionais. Seu mandato foi caracterizado por: Defesa aberta de pautas conservadoras Valorização da liberdade econômica Autonomia do Banco Central Avanços em infraestrutura e logística Reformas estruturais, como a Reforma da Previdência Redução do tamanho do Estado em diversos setores Reforço ao discurso de soberania nacional Foi também um governo de enfrentamentos intensos: com a imprensa tradicional, com o Judiciário, com setores da política e durante a pandemia da Covid-19 — um período que acentuou ainda mais a polarização nacional. O slogan que virou identidade nacional Poucos líderes conseguiram transformar um slogan em símbolo cultural. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” A frase ultrapassou campanhas eleitorais. Virou grito de torcida, refrão de músicas, palavra de ordem em manifestações, presença constante em shows, estádios, carreatas, eventos religiosos e atos cívicos. O verde e amarelo, antes restrito à Copa do Mundo, voltou às ruas. A bandeira nacional passou a ser exibida com orgulho em fachadas de lojas, sacadas de prédios, residências, carros e espaços públicos. Bolsonaro resgatou o patriotismo, algo que havia sido esvaziado ao longo de décadas. Ele devolveu ao brasileiro comum o sentimento de pertencimento à nação. A eleição de 2022 e a consolidação de um legado Em 2022, Jair Bolsonaro disputou a reeleição e foi derrotado por margem apertada. Ainda assim, saiu do processo como o líder político com a maior base popular organizada da direita brasileira. Mesmo fora da Presidência, Bolsonaro permaneceu como principal referência política de milhões de brasileiros. Seu nome segue presente no debate público, em manifestações, nas redes sociais e no imaginário popular. Saúde fragilizada, resistência intacta Desde a facada de 2018, Bolsonaro enfrentou uma sequência de problemas de saúde, incluindo obstruções intestinais, cirurgias complexas e internações recorrentes. Ainda assim, manteve agenda pública, viagens, atos políticos e participação direta no debate nacional. Um líder que transcende cargos Jair Bolsonaro pode ser analisado sob muitas óticas, mas há um ponto incontestável:ele mudou a relação do povo com a política. Fez o brasileiro entender que política define rumos. Que votar importa. Que escolher representantes é decisivo. Que símbolos nacionais têm valor. Que amar o país não é vergonha. Esse legado não se encerra em mandatos, decisões judiciais ou eleições.Ele transcende gerações. A direita brasileira, antes fragmentada e silenciosa, ganhou voz, identidade e organização. E isso, goste-se ou não, é um fato histórico. O Brasil pós-Bolsonaro é um país politicamente desperto.E esse despertar não tem volta.
Buscas entram no 4º dia por piloto e turista desaparecidos após naufrágio no Lago do Manso
As equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso retomaram, na manhã desta quarta-feira (31), as buscas pelo piloto Vando Celso de Almeida, de 64 anos, e pelo turista Lucas Yerdliska, desaparecidos após o naufrágio de uma lancha no Lago do Manso, ocorrido na noite de domingo (28). A operação chega ao quarto dia consecutivo sem localização das vítimas. Os trabalhos haviam sido interrompidos ao anoitecer de terça-feira (30), devido às condições de visibilidade, e foram retomados nas primeiras horas da manhã. De acordo com o major Sabóia, do Corpo de Bombeiros, a área de busca está concentrada em um raio de aproximadamente um quilômetro a partir da margem, onde ocorreu o acidente. A força-tarefa mobiliza helicópteros, embarcações, mergulhadores especializados e equipamentos de sonar, utilizados para varredura subaquática. Durante a tarde de terça-feira, um ponto identificado pelo sonar chegou a levantar a hipótese de ser a embarcação naufragada, mas a possibilidade foi descartada após mergulhos no local. “Pela imagem do sonar, dava a entender que poderia ser uma embarcação, mas após a verificação subaquática isso não se confirmou”, explicou o major. Dificuldades nas buscas O Lago do Manso possui profundidade média de cerca de 20 metros, mas em alguns trechos o fundo é ainda mais profundo, com grande concentração de sedimentos. Segundo os bombeiros, quanto maior a profundidade, pior é a visibilidade, devido à baixa incidência de luz solar e à suspensão de lama e resíduos no fundo, o que dificulta o trabalho dos mergulhadores. Com aproximadamente 470 km² de área, o lago é formado pela Usina Hidrelétrica de Manso, nos rios Manso e da Casca. Apesar de ser um importante ponto turístico entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, o local não possui unidade fixa do Corpo de Bombeiros, o que exige deslocamento de equipes especializadas para operações desse porte. O acidente O naufrágio ocorreu por volta das 19h30 de domingo, quando a lancha foi atingida por um vendaval repentino, que provocou ondas fortes e instabilidade na embarcação. Além do piloto e do turista desaparecidos, estavam na lancha um casal e dois filhos pequenos. A mãe, Camila Mazzaron, e um bebê de menos de dois anos foram resgatados ainda na noite do acidente. Já o filho mais velho, que utilizava colete salva-vidas, conseguiu nadar até a margem e pedir ajuda a moradores da região. Moradora de Arapongas (PR), Camila relatou que as condições climáticas mudaram de forma abrupta. “O céu estava limpo e a água calma quando saímos. De repente, veio muito vento, muita onda, e o barco virou. Foi tudo muito rápido”, contou. As buscas seguem sem previsão de encerramento, e o Corpo de Bombeiros reforça que os trabalhos continuarão enquanto houver condições técnicas e operacionais.
“Aposentados” da política voltam ao jogo em 2026: quem retorna forte e quem pode surpreender em Mato Grosso?
Por Alex RabeloJornalista e Analista Político A eleição de 2026 em Mato Grosso começa a ganhar contornos bem antes do calendário oficial. Nos bastidores, nomes que dominaram o cenário político em um passado recente voltaram a se movimentar, articulando candidaturas, buscando alianças e reacendendo um debate inevitável: os caciques da política estadual vão retomar espaço ou o eleitor abrirá caminho para novas lideranças? Reuniões no interior, articulações partidárias, conversas com lideranças regionais e presença cada vez mais ativa nas redes sociais indicam que o tabuleiro eleitoral já está em movimento. Ao menos cinco nomes de peso, que estiveram fora do jogo após derrotas nas urnas ou afastamento político, trabalham abertamente projetos eleitorais mirando cargos legislativos — Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado. Pedro Taques tenta novo retorno ao Senado Entre os principais nomes está o ex-governador Pedro Taques, agora filiado ao PSB. Com aval da cúpula nacional do partido, Taques se coloca como pré-candidato ao Senado, cargo que já ocupou antes de assumir o governo do Estado. Após deixar o Palácio Paiaguás, tentou retornar à política, mas acabou barrado pelas urnas. Agora, aposta em um novo discurso, em alianças estratégicas e no argumento da experiência para tentar recuperar protagonismo em um cenário político bem diferente daquele que o elegeu no passado. Nilson Leitão busca retomada na Câmara Federal Outro veterano que tenta voltar ao Congresso Nacional é o ex-deputado federal Nilson Leitão. Histórico nome do PSDB em Mato Grosso, foi prefeito de Sinop por dois mandatos e teve atuação de destaque em Brasília. Leitão está afastado da política desde 2020, quando foi derrotado na eleição suplementar ao Senado, repetindo o revés de 2018, quando integrou a mesma chapa de Pedro Taques. Recentemente, assumiu a presidência estadual do PP e deve disputar uma das oito vagas da Câmara Federal, apostando na reorganização partidária e no capital político construído ao longo dos anos. Neri Geller muda de partido e volta à disputa O ex-deputado federal Neri Geller também se movimenta para retornar ao Legislativo federal. Após disputar o Senado em 2022 sem sucesso, deixou o PP e se filiou ao Republicanos. Em 2026, Geller buscará novamente uma cadeira na Câmara Federal, apoiado principalmente por bases ligadas ao agronegócio e ao setor produtivo, onde sempre manteve forte interlocução. Mauro Savi e Wagner Ramos querem retomar espaço na ALMT Na esfera estadual, dois nomes conhecidos reaparecem no cenário político: Mauro Savi e Wagner Ramos, ex-deputados estaduais que deixaram a vida pública após o impacto das delações do ex-governador Silval Barbosa, episódio que provocou um verdadeiro “tsunami” na Assembleia Legislativa. Após regularizarem suas pendências com a Justiça, ambos agora tentam reconstruir suas trajetórias políticas e disputar uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2026. Experiência x renovação: o discurso que vem aí O retorno desses nomes tradicionais reacende um dilema que deve marcar a próxima eleição: experiência ou renovação?Tudo indica que o eleitor será novamente colocado diante de discursos simplificados, como: “Velha política x nova política” “Caciques x renovação” “Direita x esquerda” Essas narrativas tendem a dominar o debate, principalmente nas redes sociais, mas também carregam o risco de empobrecer a discussão sobre propostas concretas para áreas como saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. A pergunta que pode definir a eleição Diante desse cenário, cresce a importância de uma reflexão mais profunda por parte do eleitor: Antes de escolher entre o “novo” ou o “experiente”, não seria mais relevante analisar a trajetória, as propostas e a capacidade real de entrega de cada candidato? Mais do que rótulos ideológicos ou discursos prontos, a eleição de 2026 pode ser definida por quem conseguir demonstrar preparo, compromisso e condições reais de fazer algo pelo povo mato-grossense. O fato é que o jogo começou. E Mato Grosso caminha para uma das disputas mais simbólicas dos últimos anos, onde o passado tenta se reinventar, o presente se reorganiza e o futuro ainda está em aberto.