e informações do Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 4h20, às margens da BR-163. Motoristas que trafegavam pela rodovia perceberam o fogo e acionaram a central de emergência relatando que um carro estava em combustão no acostamento. Atendimento dos Bombeiros Ao chegarem ao local, os militares constataram que se tratava de um Santana Quantum, cor prata, ano 2000, pertencente a uma empresa funerária de Campo Grande (MS). O veículo, que realizava o traslado dos restos mortais para São Paulo, já estava totalmente tomado pelo fogo, sem possibilidade de preservação da estrutura. O condutor informou que, pouco antes do incêndio se alastrar, populares que passavam pelo trecho pararam para ajudar. Eles conseguiram abrir o compartimento traseiro e retirar a urna do interior, além de tentar conter o fogo com extintores e baldes de água. As tentativas, porém, não surtiram efeito, e o fogo avançou rapidamente. Urna foi retirada com segurança Somente com a chegada da guarnição dos Bombeiros o incêndio foi efetivamente controlado, trabalho que se estendeu até aproximadamente 5h30. O automóvel teve perda total, restando apenas a carcaça metálica às margens da pista. Apesar do susto, o corpo não foi atingido, graças à ação solidária dos viajantes. Apoio da concessionária A equipe da concessionária Rota do Oeste, responsável pela administração do trecho da BR-163, permaneceu no local prestando suporte logístico e de segurança. Após o combate às chamas, foi organizada a continuidade do traslado da urna em outro veículo da empresa funerária. Causas ainda são investigadas As causas do incêndio não foram confirmadas. Peritos avaliam se houve falha elétrica, superaquecimento do motor ou algum problema na adaptação do carro para o serviço funerário. Um boletim interno foi registrado, e o caso segue em apuração. O Corpo de Bombeiros destacou que o combate foi encerrado dentro do protocolo e que a rodovia não precisou ser interditada por longo período. Por: Alex Rabelo — jornalistaMT Urgente News
Moraes autoriza ida de Jair Bolsonaro ao hospital após queda na prisão; atraso no atendimento pode ter agravado quadro de saúde
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse encaminhado ao Hospital DF Star para a realização de exames médicos de maior complexidade após ter sofrido uma queda enquanto dormia na madrugada de terça-feira (6). A queda ocorreu dentro da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde Bolsonaro está preso após condenação na trama golpista. A autorização acontece após pedido formal da defesa, que apontou para a necessidade urgente de exames como tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Os advogados alertaram para o risco de complicações neurológicas e agravamento do quadro clínico em função da demora na realização de avaliações mais profundas. No pedido, a defesa argumentou que a falta desses exames poderia agravar a saúde do ex-presidente, visto que apenas a observação inicial feita na Superintendência não permitiria descartar lesões internas ou riscos neurológicos mais sérios. Diante disso, Moraes autorizou que Bolsonaro seja levado pela PF ao hospital, de forma discreta e sob vigilância dos agentes federais, inclusive para o retorno à Superintendência após os exames. Na decisão, o ministro determinou que o desembarque ocorra pelas garagens da unidade de saúde, como forma de resguardar a segurança e a ordem. Queda e atraso no atendimento No laudo médico encaminhado pela PF ao gabinete do ministro, Bolsonaro afirmou que caiu da cama enquanto dormia, relatando “leve traumatismo craniano e contusão em braços e pés”, além de ter sofrido soluços e tontura ao longo da segunda-feira, 5. O exame inicial feito na própria Superintendência apontou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem déficit neurológico evidente naquele momento. Segundo o relatório, ele apresentava: Pupilas isocóricas e reativas Motricidade e sensibilidade preservadas Hemodinâmica estável Leve desequilíbrio ao ficar em pé Lesões superficiais na face e no pé, com presença de sangue Apesar desse primeiro atendimento, médicos ouvidos pela defesa sustentam que exames de imagem são cruciais para descartar complicações internas no cérebro ou traumatismos que não se manifestam de imediato, especialmente em pacientes com relato de tontura e desequilíbrio. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou a queda nas redes sociais na manhã de terça-feira, afirmando que o incidente ocorreu após uma “crise” e que o atendimento só teria sido feito quando ele foi chamado para a visita dela, o que sugere uma **demora no atendimento emergencial imediato à queda. Contexto da prisão Bolsonaro retornou à detenção na Superintendência da Polícia Federal em Brasília no dia 1º de janeiro, após passar uma semana internado para procedimentos médicos. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado. Em nota, a PF informou que Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar a queda e que, naquele momento, o médico da corporação constatou apenas ferimentos leves e indicou observação, sem reconhecer necessidade imediata de hospitalização. A autorização para os exames foi concedida apenas após o novo pedido da defesa ao STF.
Cavalaria da Polícia Militar prende faccionado com duas armas de fogo e munições em São José do Rio Claro
Policiais militares da Cavalaria de São José do Rio Claro (296 km de Cuiabá) prenderam um faccionado, de 27 anos, na noite desta segunda-feira (5.1), com duas armas de fogo e 14 munições de calibres diversos, durante abordagem em uma residência localizada no bairro Jardim Novo Horizonte. As equipes realizavam o patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero – Operação Campo Seguro, no momento em que flagraram o homem, em atitude suspeita, em frente a uma casa, na Rua Sergipe. Os militares perceberam, ainda, que ele estava com um objeto na cintura, semelhante a uma arma de fogo. Ao notar a aproximação dos policiais, o homem correu para dentro do imóvel. Durante a fuga, dispensou uma arma no quintal e ofereceu resistência à abordagem, mas foi detido em seguida. Em buscas pelo local, as equipes apreenderam um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .32, munições e um coldre. O homem ainda tentou quebrar o próprio aparelho celular. As equipes constataram que ele possuí passagens criminais desde 2021, como estupro de vulnerável, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e corrupção de menores. O suspeito e os armamentos foram entregues à delegacia para registro do boletim de ocorrência. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939
Desenvolve MT oferece crédito para expansão, modernização e capital de giro no setor turístico
A Desenvolve MT – Agência de Crédito do Estado de Mato Grosso está operando o Novo Fungetur (Fundo Geral de Turismo), um programa de financiamento criado para ampliar as possibilidades de investimento dos empreendedores do setor turístico. O grande diferencial desta linha de crédito está na flexibilidade para direcionar os investimentos, com valores que podem alcançar até R$5 milhões, juros de até 5% ao ano acrescidos do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e prazos que chegam a 240 meses, incluindo até 5 anos de carência para início do pagamento. Os recursos podem ser utilizados em obras civis, como construção, reforma ou ampliação de empreendimentos turísticos; na aquisição de bens e equipamentos, como máquinas e mobiliário; ou ainda em capital de giro, essencial para manter o funcionamento da empresa em dia, cobrindo fornecedores, salários e despesas administrativas. Essa linha permite que cada negócio encontre a solução financeira mais adequada ao seu momento, seja para expandir, modernizar ou garantir estabilidade operacional. O diretor de Desenvolvimento e Crédito da Desenvolve MT, Hélio Tito Simões de Arruda, reforça que o recurso é destinado a micro, pequenas e médias empresas cadastradas no Cadastur e que os interessados terão toda a estrutura necessária para esclarecer dúvidas junto à agência, por meio dos agentes de crédito presentes nos municípios, em parceria com prefeituras, associações comerciais, Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL) e conselhos. “A Desenvolve MT estará sempre à disposição para conceder créditos com taxas de juros competitivas e subsidiadas, o que dificilmente é encontrado em outras linhas de crédito ou instituições financeiras. Embora não sejamos um banco, atuamos como agência de fomento para impulsionar a economia. Por isso, estamos à disposição de todos os empreendedores, sejam eles novos ou já estabelecidos”, detalha Hélio. O programa se divide em três modalidades: obras, bens e giro, e ainda possibilita a combinação de investimentos com capital de giro associado de até 20% do valor financiado. Para quem busca apenas reforço no caixa, há a opção de contratar até R$500 mil em capital de giro isolado, ou até R$20 mil no caso dos MEIs. A Desenvolve MT reforça seu compromisso em apoiar o desenvolvimento do turismo no Estado, oferecendo crédito acessível e adaptável às diferentes necessidades dos empreendedores. O Novo Fungetur não apenas viabiliza novos projetos, como também fortalece empresas já estabelecidas, garantindo que o setor turístico continue crescendo e gerando oportunidades em Mato Grosso. Para saber mais sobre o Novo Fungetur, acesse o site www.desenvolve.mt.gov.br ou entre em contato e tire suas dúvidas pelo telefone (65) 3613-7900.
Mauro Mendes sanciona LOA de 2026 com orçamento de R$ 40,7 bilhões; aprovação foi marcada por embates com a ALMT
Lei orçamentária passa a valer com efeitos retroativos a 1º de janeiro e autoriza remanejamentos de até 20% ao Executivo Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Governador sanciona principal peça financeira do Estado O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), sancionou nesta terça-feira (6) a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2026. A norma estima a receita e fixa a despesa do Estado em R$ 40.792.580.503,00, montante que orientará todos os gastos públicos e investimentos ao longo do ano. Apesar de ter sido oficializada apenas agora, a LOA entra em vigor com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026, início do ano fiscal. Na prática, todas as despesas executadas desde essa data já estão amparadas pelo novo planejamento. A lei é o instrumento central de planejamento financeiro do Estado e define quanto o governo pretende arrecadar e quanto poderá gastar em áreas como saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, previdência e assistência social. Entenda a divisão do orçamento Orçamento Fiscal Abrange os Poderes do Estado, seus fundos, órgãos, autarquias, fundações e empresas públicas. É nessa frente que estão previstos pagamentos de servidores, custeio da máquina e recursos para obras e programas. Orçamento da Seguridade Social Destina-se exclusivamente às ações de saúde, previdência e assistência social, contemplando secretarias e entidades da Administração Indireta ligadas a esses setores. Do total de R$ 40,7 bilhões, cerca de R$ 3,3 bilhões são classificados como receitas e despesas intraorçamentárias – operações contábeis entre órgãos do próprio Estado. Esse valor não integra a base de cálculo para o repasse mensal do duodécimo aos Poderes e instituições como Assembleia, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria. Margem de 20% gerou polêmica Dentro da LOA, o Executivo está autorizado a abrir créditos suplementares de até 20% da despesa fixada. Essa margem permite ajustes ao longo do ano para atender demandas urgentes ou flutuações econômicas, desde que o governo informe mensalmente à Assembleia Legislativa quais unidades foram beneficiadas. Aprovação foi marcada por tensão institucional O processo de votação da peça orçamentária expôs um clima de forte tensão entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O ponto central da discórdia foi o Artigo 4º, justamente o dispositivo que autoriza o governo a realizar remanejamentos de até 20% do orçamento total. Parlamentares da oposição classificaram o mecanismo como “cheque em branco”, alegando que a medida poderia comprometer o controle do Legislativo sobre o destino das verbas. As discussões se estenderam por semanas em sessões acaloradas. O orçamento acabou sendo aprovado com a mesma margem de 20%, após um acordo político costurado entre líderes partidários e o Governo. Críticos afirmam que a redação final resultou de uma negociata que atendeu interesses de ambos os lados; a base governista sustenta que o texto garante governabilidade e equilíbrio fiscal. Desafios para 2026 Com a LOA sancionada, o Estado passa a ter segurança jurídica para executar: grandes obras de infraestrutura; ampliação de serviços de saúde regionalizada; fortalecimento da segurança pública; manutenção de ações sociais e previdenciárias. O desafio agora será transformar o orçamento bilionário em resultados concretos nas cidades, mantendo diálogo permanente com a ALMT e com os setores produtivos para evitar novas crises.
Bebê morre engasgado após ingerir pipoca em Sorriso
Uma tragédia doméstica chocou moradores de Sorriso, na noite de terça-feira (6). Um menino de 1 ano e 10 meses morreu engasgado com uma pipoca por volta das 18h45, no bairro Mário Raiter. A criança chegou a ser socorrida por familiares e atendida por equipes de saúde, mas não resistiu. De acordo com informações preliminares, o bebê estava na companhia da mãe e da tia quando ingeriu o alimento. Logo após comer a pipoca, ele apresentou sinais de engasgamento. Os familiares tentaram realizar manobras para desobstrução das vias aéreas, porém não conseguiram desengasgá-lo. Diante da gravidade da situação, a criança foi levada às pressas ao posto de saúde do bairro Mário Raiter. No local, profissionais iniciaram atendimento de emergência e decidiram pela transferência imediata para o Hospital Regional de Sorriso, referência para casos de maior complexidade. Entretanto, conforme relato da equipe médica, o menino já deu entrada na unidade hospitalar sem sinais vitais. Foram realizadas tentativas de reanimação, mas o quadro não evoluiu. A morte foi declarada pouco tempo depois. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias exatas do engasgamento e se houve algum outro fator que contribuiu para o óbito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames. Especialistas alertam que alimentos pequenos e rígidos, como pipoca, amendoim e sementes, representam alto risco para crianças menores de 4 anos, pois podem ser facilmente aspirados. Manobras como a técnica de Heimlich são recomendadas, mas exigem conhecimento adequado para serem eficazes. A Prefeitura de Sorriso ainda não se manifestou oficialmente. A morte do bebê reacende o debate sobre a importância de orientação às famílias e capacitação básica para primeiros socorros em ambiente doméstico. Caso segue em apuração.
Multa solidária: projeto quer permitir conversão de infrações leves em doação de sangue ou medula em Cuiabá
Por: Alex Rabelo – jornalista e analista político | MT Urgente News Proposta aposta no caráter pedagógico da penalidade e no reforço dos estoques dos hemocentros O projeto protocolado pela vereadora por Cuiabá Michelly Alencar (União Brasil) propõe uma alternativa inédita para o cumprimento de multas de trânsito consideradas leves no município. A matéria autoriza que o valor das infrações seja substituído, de forma facultativa, por doação de sangue ou de medula óssea nos bancos credenciados de Mato Grosso. A legislação não extingue o pagamento tradicional do boleto. Apenas cria um mecanismo opcional, permitindo que o condutor escolha entre quitar financeiramente ou realizar o gesto solidário como forma de responsabilidade social. Como deverá funcionar a conversão Para impedir uso indiscriminado, o texto estabelece regras objetivas: Cada condutor poderá converter no máximo duas multas por ano; Aplicação restrita às infrações registradas pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá; O benefício não se aplica a veículos licenciados em outros estados; Ficam de fora multas de competência estadual e federal; O motorista deverá apresentar ao órgão de trânsito comprovante oficial da doação, contendo CPF, data, assinatura do responsável técnico da unidade e identificação do doador. Esses critérios buscam dar segurança jurídica e controle ao processo, evitando fraudes e garantindo que a medida tenha efeito educativo real. Por que a proposta foi apresentada Na justificativa, Michelly Alencar lembra que apenas 1,8% da população brasileira é doadora regular de sangue, índice historicamente baixo para um país com mais de 200 milhões de habitantes. O texto sustenta que a alternativa pode se tornar instrumento eficaz de estímulo à cidadania, à solidariedade e à responsabilidade social, ao mesmo tempo em que preserva a punição pelo erro cometido no trânsito. A Câmara argumenta ainda que os hemocentros do estado frequentemente operam abaixo do recomendado pela OMS, e que a medida poderá colaborar para recompor estoques, sobretudo em períodos críticos. Tramitação e prazos O projeto foi protocolado em dezembro de 2025 e ainda não passou pelas comissões temáticas da Casa. Se aprovado e sancionado pelo prefeito, entrará em vigor 60 dias após a publicação oficial, com necessidade de regulamentação posterior pela Secretaria de Mobilidade Urbana. Especialistas em direito público lembram que a proposta exigirá ajustes administrativos para integrar bancos de sangue e sistema de multas, mas reconhecem o potencial pedagógico do modelo. O debate que nasce A iniciativa coloca Cuiabá na vanguarda de uma reflexão nacional: multas devem ser apenas arrecadatórias ou podem gerar aprendizado social? Transformar punição em gesto de solidariedade pode ser um caminho para mudar cultura do trânsito e ainda salvar vidas. Interação E vocês, o que acharam dessa ideia de multa solidária?Vocês acreditam que converter infração leve em doação de sangue ou medula é um caminho realmente pedagógico para melhorar o comportamento dos motoristas e ajudar a sociedade de Mato Grosso?
Resultado ou privilégio? Abilio sanciona pacote da Câmara que amplia assessores e permite férias em dinheiro
Por Alex Rabelo Jornalista e analista político Impacto já vale para 2026 e deve pautar debate eleitoral deste ano O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sancionou nesta segunda-feira (5) um conjunto de projetos aprovados pela Câmara Municipal que promove mudanças amplas na estrutura administrativa e nos vencimentos do Legislativo. O pacote já entra em vigor em 2026 e autoriza o aumento para até 20 servidores comissionados por gabinete, cria auxílio-alimentação de R$ 1.000 para comissionados e permite que vereadores façam a conversão de férias não usufruídas em pagamento em dinheiro. As propostas foram votadas em dezembro do ano passado e, segundo a justificativa oficial, atendem a uma necessidade de reestruturação administrativa da Casa de Leis, além de correção de distorções salariais acumuladas ao longo dos últimos anos. Críticos, porém, afirmam que as medidas ampliam o custo do Legislativo e levantam dúvidas sobre o retorno prático para o cidadão nos bairros. REESTRUTURAÇÃO DOS GABINETES Cada vereador poderá ter até 20 assessores A nova legislação estabelece que cada gabinete parlamentar conte com até 20 servidores comissionados, conforme a disponibilidade de cargos. A Câmara sustenta que a ampliação tem como objetivo melhorar o atendimento à população, fortalecer a elaboração de projetos de lei e dar suporte técnico às ações de fiscalização dos vereadores. O tema divide opiniões. Para parte da sociedade, mais assessores podem significar gabinetes mais presentes nos bairros. Para opositores, o risco é de inchar a máquina pública sem que haja melhora proporcional em áreas como saúde e educação. AUXÍLIO AOS COMISSIONADOS Benefício de R$ 1 mil será incorporado à folha O auxílio-alimentação de R$ 1.000 mensais passa a ser pago diretamente aos servidores comissionados. Segundo a Mesa Diretora, a intenção é atrair profissionais qualificados e equiparar direitos com outras instituições públicas. A medida, entretanto, não alcança servidores efetivos da prefeitura e amplia a diferença entre modalidades de vínculo dentro do próprio serviço público municipal. CONVERSÃO DE FÉRIAS Venda pode dobrar impacto anual A legislação autoriza que vereadores recebam em dinheiro férias não tiradas, especialmente em casos de término de mandato, renúncia ou impedimento por necessidade do serviço. Conforme estudo divulgado pela própria Câmara: o impacto será de R$ 339 mil por ano se apenas parte utilizar; podendo saltar para R$ 700 mil anuais caso todos os 27 parlamentares adotem a conversão. A média corresponderia a R$ 12,5 mil por vereador, mas quem optar pela conversão integral poderá receber cerca de R$ 26 mil extras em um único mês, valor equivalente a um salário adicional. QUANTO CUSTA UM VEREADOR EM CUIABÁ Remuneração mensal chega a R$ 64,6 mil Atualmente, cada um dos 27 vereadores recebe: R$ 26.000 de salário; R$ 26.400 de verba indenizatória; R$ 9.100 de gratificação por desempenho; R$ 3.100 de auxílio-saúde. Somados, os valores chegam a R$ 64,6 mil mensais por parlamentar, o que representa R$ 839,8 mil por ano para cada vereador e um custo global superior a R$ 22 milhões anuais para os cofres públicos. Com o novo pacote, a remuneração e os benefícios dos cargos comissionados também são atualizados: Secretarias e Procuradoria-Geral: até R$ 16 mil; Natureza Especial: de R$ 3.600 a R$ 8 mil; Mesa Diretora: de R$ 3 mil a R$ 14 mil; Assessores parlamentares: de R$ 1.900 a R$ 14 mil. CONTRAPONTO LEGAL Declaração cita respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal No texto sancionado, a Câmara informou que as propostas foram acompanhadas de estudo de impacto orçamentário e declaração do ordenador de despesas, assegurando que as medidas estariam dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A fiscalização futura caberá aos órgãos de controle e ao Tribunal de Contas. ANÁLISE POLÍTICA 2026 será ano de escolha e de julgamento O debate ultrapassa o prédio do Legislativo e chega às ruas. Mato Grosso entra em 2026 com temperatura política elevada: eleição geral, disputa por governo estadual, Congresso e Senado. O cidadão se pergunta se o momento econômico comporta ampliação de benefícios aos vereadores ou se a prioridade deveria ser outra. A política é feita de decisões presentes com efeitos futuros. E 2026 será o ano em que o eleitor volta a ser juiz dessas escolhas. E vocês, o que acharam desse pacote sancionado? Na visão de quem acompanha a cidade, qual vereador você reelegeria por entender que fez um grande mandato e merece continuar?
Servidores da ALMT contam com acompanhamento de saúde para a Corrida de Reis 2026
Alex RabeloJornalista e analista político A Assembleia Legislativa de Mato Grosso reforçou a mobilização para a 41ª edição da Corrida de Reis 2026, evento tradicional que abre o calendário esportivo do Centro-Oeste e será realizado no dia 11 de janeiro, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. Dentro dessa mobilização, a Casa de Leis mantém atenção especial aos seus servidores, oferecendo orientação médica e suporte multidisciplinar por meio do programa Saúde e Qualidade de Vida. A iniciativa integra a política institucional de incentivo às práticas esportivas e busca unir dois objetivos: estimular a atividade física no serviço público e garantir participação segura daqueles que representarão a ALMT na prova. Incentivo parte da Mesa Diretora O secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Correia da Silva, destacou que o apoio ao evento está alinhado à diretriz da atual gestão, comandada pelo presidente Max Russi (PSB), de fortalecer ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores públicos. Correia lembrou que a atividade física é hoje ferramenta preventiva de saúde e que a Corrida de Reis, além do caráter competitivo, representa um grande encontro social já incorporado ao calendário do estado. “Incentivar nossos servidores a participarem de uma corrida tão tradicional fortalece o bem-estar e cria um ambiente mais saudável”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a prova atrai atletas e amadores de várias regiões do Brasil e até de outros países, movimentando a cidade e envolvendo diferentes instituições públicas e privadas. Programa Qualivida assegura preparação Para dar suporte aos participantes, a ALMT utiliza a estrutura do projeto Qualivida, coordenado pela área de saúde do Legislativo. A superintendente de Saúde e Qualidade de Vida, Ivana Mattos, explicou que o trabalho começa antes mesmo da largada, com triagem completa dos interessados. A equipe montada é multidisciplinar, composta por: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos. Durante a preparação, são coletadas informações clínicas fundamentais, como histórico cardíaco, diabetes, tipo sanguíneo e condições musculares, permitindo que cada servidor receba orientação individual para o dia da corrida. “Com esse check-list conseguimos estar preparados para qualquer eventualidade e realizar o encaminhamento mais seguro, se necessário”, reforçou Ivana. Servidores aprovam iniciativa O servidor Aparecido Pereira Santana confirmou presença na prova e elogiou o acompanhamento oferecido pela ALMT. Ele já retirou o kit de participação e afirmou que a orientação médica trouxe mais tranquilidade. “Passei pelo Qualivida, fiz os acompanhamentos médicos e agora é só aproveitar”, disse. Segundo a coordenadora do projeto, Ivana Mara, o principal objetivo do programa é orientar, prevenir e estimular hábitos saudáveis, além de contribuir para o melhor desempenho dos atletas da instituição. Esporte como política pública A parceria da ALMT com a Corrida de Reis reforça um debate atual: a necessidade de o esporte ser tratado como componente permanente das políticas públicas. O incentivo institucional demonstra que a maior competição de rua do estado não é apenas uma prova, mas um movimento coletivo de promoção da saúde. Com a largada se aproximando, a expectativa é de recorde de público e participação expressiva dos servidores do Legislativo, que entram no evento com suporte técnico e estrutura profissional. 📌 Não perca tempo!Entre nos grupos exclusivos do MT Urgente no WhatsApp e receba as últimas notícias da região na palma da sua mão. Próxima folga e calendário da ALMT Após o evento, muitos servidores já perguntam: quando será a próxima folga do calendário de 2026? A ALMT informou que as pausas institucionais seguirão o cronograma oficial definido pelo estado e pela administração da Casa, com divulgação interna prevista para os próximos dias.
Abono salarial muda em 2026 e regras mais rígidas começam a reduzir público
Alex RabeloJornalista e analista político O governo federal inicia, em fevereiro de 2026, o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep já sob um novo conjunto de regras que altera de forma gradual o acesso ao benefício. A mudança central está no critério de renda e a previsão oficial é de que milhões de trabalhadores deixem de ser elegíveis ao programa ao longo da próxima década. Para 2026, o teto de renda mensal para ter direito ao abono passa a ser limitado a R$ 2.640. Dados apresentados pela equipe econômica indicam que cerca de 3 milhões de pessoas deverão sair do benefício até 2030. Como o limite será corrigido apenas pela inflação, enquanto o salário mínimo tende a crescer acima desse índice, o público elegível será progressivamente menor, até que, por volta de 2035, apenas trabalhadores com renda de até 1,5 salário mínimo permaneçam dentro do alcance. Diferença entre inflação e salário mínimo cria exclusão silenciosa Até 2025, o abono alcançava quem recebia até dois salários mínimos, acompanhando os reajustes do mínimo nacional. A nova regra modifica essa lógica: o limite de renda passa a ser atualizado somente pelo IPCA. Se o mínimo continuar tendo ganho real acima da inflação, parte dos trabalhadores ultrapassará o teto e perderá o direito ao benefício mesmo sem melhora proporcional no poder de compra. O Ministério da Fazenda sustenta que a transição integra o pacote fiscal aprovado pelo Congresso em 2024 e que o objetivo é concentrar recursos nas faixas de menor renda e reduzir o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias. Critérios para 2026 permanecem semelhantes, com exigências formais Apesar do início das mudanças, as condições para receber o abono em 2026 seguem definidas: Ter recebido, em média, até dois salários mínimos por mês no ano-base; Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias; Estar inscrito no PIS/Pasep há no mínimo cinco anos; Ter os dados informados corretamente pelo empregador na Rais ou no eSocial. O valor do abono não sofre alteração e continuará sendo calculado de forma proporcional aos meses trabalhados, com base no salário mínimo vigente no ano do pagamento. Calendário escalonado começa em 15 de fevereiro O pagamento será realizado conforme o mês de nascimento do trabalhador. Os nascidos em janeiro serão os primeiros, a partir de 15 de fevereiro, e os depósitos seguem até agosto, quando recebem os aniversariantes de novembro e dezembro. O saque poderá ser feito até o último dia útil bancário de 2026. A consulta ao valor, data e local de pagamento estará disponível a partir de 5 de fevereiro pelos canais oficiais, como: aplicativo da Carteira de Trabalho Digital; portal Emprega Brasil; telefone 158. Previsão oficial é de 26,9 milhões de beneficiados O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou as regras para 2026 com a estimativa de que 26,9 milhões de trabalhadores recebam o benefício, totalizando R$ 33,5 bilhões em pagamentos. O governo afirma que, mesmo com a restrição gradual do público, quem continuar dentro do critério de renda seguirá recebendo o abono normalmente, sem mudança no valor ou na forma de cálculo. Reflexo na economia real ainda é tema de debate Especialistas e representantes do comércio lembram que o abono salarial funciona como injeção direta no consumo, com efeito relevante no varejo, nas obras e no mercado imobiliário. A alteração das regras ocorre em um momento de juros elevados e crédito pressionado, o que amplia o debate sobre o impacto para as famílias que dependem do complemento anual. Com 2026 sendo também um ano eleitoral, o tema tende a entrar na agenda dos candidatos e na discussão pública: qual deve ser o limite entre ajuste fiscal e proteção ao trabalhador do mercado formal?