O anúncio do Governo de Mato Grosso de que pretende adquirir em definitivo o prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá dominou os debates da sessão desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa. Deputados de diferentes partidos avaliaram a iniciativa como decisiva para evitar a descontinuidade dos atendimentos e preservar uma instituição vista como símbolo da saúde pública no estado. A proposta apresentada pelo governador Mauro Mendes prevê a formalização de oferta de R$ 25 milhões ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, órgão que detém a custódia do imóvel. A medida busca garantir segurança jurídica para que o Hospital Estadual Santa Casa continue funcionando e possa ampliar serviços. Presidente do Parlamento, Max Russi afirmou que a notícia atende a um esforço coletivo construído nos últimos meses entre Legislativo e Executivo. Segundo ele, a manutenção da unidade sempre foi defendida pela maioria dos parlamentares, tanto pelo peso histórico quanto pela capacidade de atendimento à população. O deputado destacou que o fechamento representaria perda significativa para o sistema de saúde e reforçou que a Assembleia atuou para construir uma solução que mantivesse portas abertas e equipes em atividade. Para Júlio Campos, o encaminhamento marca um momento emblemático para Cuiabá e para o estado. Ele lembrou que, além do valor proposto para a compra, o governo já aplicou recursos expressivos durante o período de intervenção, o que, na avaliação dele, demonstra compromisso com a continuidade da assistência. O parlamentar afirmou ainda que a mobilização foi intensa, especialmente entre representantes da Baixada Cuiabana, e que o resultado beneficia diretamente quem depende do SUS. O primeiro-secretário da ALMT, Dr. João, também celebrou o desfecho. Ele relembrou visitas, reuniões com profissionais e conversas com pacientes ao longo das discussões sobre o futuro da instituição. Na avaliação do deputado, setores como oncologia e nefrologia pediátrica não poderiam sofrer interrupções ou transferências, por atenderem casos delicados e permanentes. Júlio Campos acrescentou que a estrutura, que passou por melhorias nos últimos anos, tem condições de absorver outros atendimentos e ajudar a diminuir gargalos, principalmente na realização de cirurgias. Ele adiantou que pretende continuar destinando emendas para reforçar a oferta desses procedimentos. Da tribuna, Elizeu Nascimento afirmou que a permanência da Santa Casa representa fortalecimento da rede de alta complexidade e sinaliza avanço na política hospitalar do estado. Para ele, a decisão responde a uma cobrança antiga da sociedade por estabilidade e ampliação dos serviços. Diversos deputados acompanharam o anúncio no Palácio Paiaguás, entre eles Dilmar Dal Bosco, Carlos Avallone, Chico Guarnieri, Paulo Araújo, Diego Guimarães e Fábio Tardin, reforçando o clima de apoio à iniciativa.
epresentante da CNM visita a AMM e debate prioridades dos municípios
A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) recebeu nesta terça-feira (10) a visita do 2º secretário da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Hudson Pereira de Brito. Foi a primeira vez que o representante da entidade nacional esteve na sede da instituição mato-grossense. Ele veio acompanhado do 4º vice-presidente da CNM, Rafael Machado, ex-prefeito de Campo Novo do Parecis. Hudson Brito foi recepcionado pelo presidente da AMM, Leonardo Bortolin. O encontro teve como foco o alinhamento de ações e o fortalecimento das pautas prioritárias do movimento municipalista, além da troca de experiências entre as entidades. Ao conhecer a estrutura da associação, o secretário da CNM destacou o protagonismo da AMM no cenário estadual e a participação ativa da instituição nas mobilizações em Brasília. Brito também ressaltou a importância da união dos prefeitos de Mato Grosso, lembrando que todos os municípios do estado integram a entidade, o que amplia a representatividade e fortalece a defesa dos interesses locais em nível nacional. Ex-prefeito de Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte, por cinco mandatos, ele acumula cerca de três décadas de atuação na causa municipalista. Leonardo Bortolin enfatizou que a aproximação com a CNM é fundamental para ampliar o debate sobre soluções que atendam às demandas das prefeituras. Para o dirigente, a experiência do secretário contribui para a construção de estratégias mais eficientes diante dos desafios enfrentados diariamente pelos gestores. Durante a reunião, também ganhou destaque a preparação para a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para ocorrer entre 18 e 21 de maio de 2026. O evento deve reunir prefeitos e lideranças de todo o país em torno de reivindicações históricas, entre elas a proposta de ampliação do Fundo de Participação dos Municípios, com acréscimo de 1,5% no repasse do mês de março, além de debates técnicos voltados ao aprimoramento da administração pública.
Estado decide comprar Santa Casa e oferece R$ 25 milhões para garantir continuidade dos serviços
O Governo de Mato Grosso anunciou nesta quarta-feira (11) que vai formalizar ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT) uma proposta de R$ 25 milhões para adquirir de forma definitiva o prédio da Santa Casa de Cuiabá. O objetivo é assegurar a manutenção do Hospital Estadual Santa Casa e dar estabilidade jurídica e administrativa à unidade, que está sob custódia da Justiça Trabalhista em razão de débitos deixados pela antiga gestão. De acordo com o governador Mauro Mendes, a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e busca evitar qualquer interrupção no atendimento à população. Ele lembrou que, em 2019, o hospital chegou a permanecer fechado por cerca de dois meses e que a retomada das atividades pelo Estado foi fundamental, sobretudo diante da pandemia que viria no ano seguinte. O governador ressaltou ainda o peso histórico da instituição, com mais de 200 anos de serviços prestados, e afirmou que a estrutura continuará tendo papel importante dentro da rede pública estadual. Parte dos atendimentos poderá ser absorvida futuramente pelo Hospital Central, mas áreas consideradas estratégicas, como oncologia e nefrologia, devem permanecer na Santa Casa. Além disso, a unidade poderá receber novos serviços, a exemplo de home care, cuidados paliativos e exames de imagem, ampliando o perfil assistencial e garantindo suporte complementar à rede hospitalar. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que a proposta representa uma solução definitiva para um problema que se arrasta há anos. Segundo ele, a modelagem construída pela pasta permite encerrar a insegurança em torno do imóvel e manter a continuidade do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A manifestação formal do governo será enviada ainda hoje ao TRT-MT. O tribunal deverá consultar o Governo Federal para saber se há interesse da União em assumir o prédio. Em caso negativo, o Estado terá prioridade na aquisição. O anúncio foi acompanhado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, por deputados estaduais, representantes do Ministério Público, integrantes da equipe de governo, além do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
Câmara barra comissão contra Chico 2000 mesmo após denúncias da Operação Gorjeta
A Câmara Municipal de Cuiabá decidiu, nesta terça-feira, não abrir comissão processante para apurar possível quebra de decoro do vereador Chico 2000, citado em investigações da chamada Operação Gorjeta. Por 15 votos contrários e 7 favoráveis, o plenário rejeitou a instauração do procedimento que poderia, em última instância, resultar na cassação do mandato. O resultado confirmou o cenário que já vinha se desenhando nos bastidores, diante da dificuldade de reunir votos suficientes para autorizar a investigação interna. O parlamentar está afastado por determinação relacionada ao inquérito conduzido pela Polícia Civil, que apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas a atividades esportivas e culturais. Entre os indícios analisados estão possíveis fraudes, superfaturamento e movimentações financeiras consideradas atípicas. Durante a discussão, vereadores contrários à abertura da comissão afirmaram que não tiveram acesso completo ao conteúdo das apurações e que, por isso, não haveria base para iniciar um processo político-administrativo. Já os parlamentares favoráveis sustentaram que a comissão serviria justamente para permitir esclarecimentos formais e garantir transparência, sem representar julgamento antecipado. A presidente da Câmara, Paula Calil, afirmou que levou o pedido à votação seguindo o que determina o regimento. Segundo ela, a Procuradoria apontou a existência dos requisitos formaais para análise, mas a palavra final caberia ao plenário. A dirigente declarou ainda que vê com bons olhos a criação desse tipo de instrumento por entender que ele abre espaço para a defesa pública do investigado, embora tenha frisado que deve respeitar a decisão da maioria. Com a deliberação, o Legislativo municipal não fará, por ora, apuração própria sobre o caso. As investigações continuam na esfera policial, enquanto a decisão dos vereadores alimenta discussões sobre transparência e a postura da Câmara diante de denúncias envolvendo recursos públicos.
Operação Mosaico mira lavagem de dinheiro do tráfico e cumpre 17 ordens em quatro cidades de MT
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11.2), a Operação Mosaico com o objetivo de desarticular um esquema estruturado de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ligado a uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso. Ao todo, são cumpridas 17 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e quebras de sigilo bancário. As diligências ocorrem de forma simultânea nos municípios de Barra do Garças, Cuiabá, Rondonópolis e Água Boa. As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e representam desdobramentos de inquéritos anteriores que identificaram a existência de um núcleo responsável pela movimentação e ocultação de valores provenientes do tráfico de entorpecentes. Conforme apurado, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 3 milhões em pouco mais de um ano, por meio de diversas transações bancárias consideradas atípicas e incompatíveis com as rendas formalmente declaradas pelos envolvidos. Durante a apuração, foram reunidos elementos que indicam a divisão de funções entre os investigados, incluindo a centralização de recursos financeiros, a distribuição de valores a integrantes da organização e a possível utilização de contas bancárias de pessoas interpostas para dissimular a origem ilícita do dinheiro. Os materiais apreendidos durante o cumprimento das buscas passarão por análise e devem subsidiar a continuidade das investigações, que seguem em andamento para aprofundar a identificação de outros possíveis envolvidos e promover a responsabilização criminal dos investigados. Se quiser, posso adaptar o texto para um formato mais enxuto, mais policial ou com linguagem de portal.
Quatro mortos em confronto com a Força Tática somavam 30 passagens criminais
Quatro homens morreram em confronto com a Força Tática da Polícia Militar na noite de terça-feira (10), em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). Segundo levantamento da PM, o grupo acumulava, junto, 30 passagens criminais por diversos delitos. De acordo com as informações oficiais, os suspeitos tinham idades entre 26 e 34 anos e possuíam histórico criminal que incluía tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, furto, lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo, corrupção de menores, ameaça, desacato, tortura e desobediência. Um dos envolvidos possuía ainda registro por homicídio doloso consumado no ano de 2024, em outro estado. Imóvel funcionava como possível “escritório do crime” Conforme a Polícia Militar, a ação ocorreu após o setor de inteligência identificar um imóvel que estaria sendo utilizado como base operacional de uma organização criminosa. O local funcionaria como um possível “escritório do crime”, ponto estratégico para articulação de tráfico de drogas e outros delitos na região. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais teriam sido recebidos a tiros pelo grupo armado. Houve revide por parte da equipe. Após o confronto, os quatro suspeitos foram baleados. Equipes de resgate foram acionadas, mas as mortes foram confirmadas ainda no local. Arsenal apreendido Durante a ocorrência, os policiais apreenderam: Seis armas de fogo, sendo três revólveres, uma pistola calibre .380 e dois fuzis Dois tabletes de substância análoga à maconha Cerca de 250 munições calibre 5,56, aparentemente intactas O material foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para apurar a atuação do grupo e possíveis conexões com outras atividades criminosas na região.
Deputados e servidores discutem na ALMT regras para licença classista
O Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 1/2026, encaminhado pelo Governo de Mato Grosso e que altera as regras de afastamento remunerado de servidores para o exercício de mandato em sindicatos e associações de classe, dominou o debate em audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (10), no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa. O encontro foi solicitado por lideranças partidárias e conduzido pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), reunindo representantes sindicais e trabalhadores do serviço público estadual e municipal. A proposta estabelece que a licença classista poderá ser concedida por um mandato, com possibilidade de apenas uma prorrogação em caso de reeleição para a mesma função. O conteúdo provocou forte reação entre os participantes. Para a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso, Carmem Machado, a medida representa uma tentativa de enfraquecer a atuação das entidades. Segundo ela, a iniciativa ameaça direitos constitucionais e afronta, inclusive, parâmetros defendidos por organismos internacionais ligados à liberdade de organização sindical. Carmem avaliou ainda que o envio do projeto ocorre em um momento sensível, em que o funcionalismo pressiona o Executivo por reivindicações, como a recomposição de perdas da Revisão Geral Anual (RGA). A estimativa apresentada pelas lideranças aponta defasagem acumulada de 18,38%. Na visão da dirigente, a proposta soa como retaliação ao movimento. O presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais de Mato Grosso, Nedilson Maciel dos Santos, alertou que as mudanças podem alcançar aproximadamente 252 mil trabalhadores, considerando que muitos municípios replicam as normas adotadas pelo Estado. Para ele, a escolha de dirigentes deve ser prerrogativa exclusiva da categoria, sem interferência de governadores ou prefeitos na quantidade de mandatos. Representando a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), o vice-presidente João Fernandes também apontou o que considera ingerência do Poder Executivo. Ele criticou especialmente o trecho que determina que, ultrapassado o limite de afastamentos, o servidor terá de conciliar a função sindical com o cargo efetivo. Além disso, caso não haja alteração no texto, a participação em assembleias e reuniões dependerá de autorização da chefia imediata. Para o dirigente, a proposta contraria o princípio da autonomia sindical. A deputada Janaina Riva reforçou a preocupação com a viabilidade prática da atuação dos representantes. Ela questionou como o servidor conseguiria participar de encontros e mobilizações se estivesse obrigado a cumprir a jornada normal de trabalho, sugerindo que, nessas condições, as atividades ficariam restritas ao período noturno. Também acompanharam a audiência os deputados Lúdio Cabral (PT), Eduardo Botelho (União) e Wilson Santos (PSD). Ao final da discussão, Janaina destacou que diferentes encaminhamentos estão em análise. O objetivo prioritário, segundo ela, é tentar barrar a tramitação, embora reconheça a dificuldade diante da maioria governista, estimada em mais de 13 parlamentares. Diante desse quadro, cresce a possibilidade de apresentação de emendas ou até de um substitutivo integral para modificar o conteúdo do PLC durante as votações. Apesar das divergências, a deputada acredita que ainda há espaço para diálogo com os colegas de parlamento a fim de promover ajustes. Mesmo assim, reiterou que a meta principal, neste momento, continua sendo a rejeição da proposta. Lúdio Cabral avaliou que a audiência pública cumpre papel fundamental na mobilização das categorias. Ele observou que o projeto ainda não estava oficialmente na pauta da sessão desta quarta-feira, embora já tenha recebido parecer favorável da Comissão de Trabalho, com dois votos contrários. Caso a matéria seja levada ao plenário, o parlamentar afirmou que a estratégia será protocolar emendas ou um substitutivo para forçar o retorno à comissão e ampliar o tempo de debate. Segundo Cabral, a intenção é corrigir falhas identificadas no texto e construir a articulação necessária, seja para aprovar mudanças mais amplas, seja para derrotar a iniciativa encaminhada pelo governo estadual.
Sine-MT anuncia mais de 2 mil vagas de emprego nesta semana em todo o estado
O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), disponibiliza 2.096 oportunidades de trabalho em Mato Grosso nesta semana. As vagas abrangem diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação, contemplando desde funções operacionais até cargos técnicos e de gestão. Entre as oportunidades ofertadas estão postos para agente de pátio, fiscal de lojas, atendente do setor de frios e laticínios, açougueiro, gerente de vendas, camareira de hotel, recepcionista, babá e classificador de grãos, entre outras atividades. Para pessoas com deficiência (PCD), Cuiabá e Várzea Grande concentram 12 vagas, distribuídas entre auxiliar de linha de produção, frentista, operador de telemarketing ativo e receptivo, auxiliar de estoque, oficial de manutenção e auxiliar de lavanderia. Na região metropolitana, Cuiabá e Várzea Grande também reúnem 325 vagas destinadas ao público em geral. Entre os destaques estão 60 oportunidades para auxiliar de linha de produção, 25 para balanceiro, 23 para ajudante de obras, 13 para atendente de lojas e 12 para promotor de vendas. Há ainda vagas para empacotador, soldador, operador de caixa, vendedor interno, estoquista, lubrificador de automóveis, encarregado de controle de produção, padeiro, além de funções específicas como eletrotécnico, técnico em eletromecânica, instalador de equipamentos de comunicação, operador de grua e auxiliar de mecânico de ar-condicionado. No interior, Sinop soma 334 vagas nesta semana. A demanda maior é para servente de obras e pedreiro, com 30 oportunidades cada, seguida por auxiliar de limpeza, atendente de lanchonete, auxiliar de estoque, atendente de hortifrutigranjeiros e operador de caixa. Também há chances para armador de estrutura de concreto, carpinteiro, técnico agrícola, encanador, agente de pátio, além de postos para eletricista e office-boy. Em Sorriso, estão abertas 138 vagas, incluindo repositor em supermercados, borracheiro, jardineiro, auxiliar de cozinha, auxiliar de limpeza, garçom, mecânico de manutenção de máquina industrial, técnico em segurança do trabalho, cuidador de idosos e auxiliar de confeitaria. A lista completa e atualizada pode ser consultada diariamente no Portal Emprega Brasil, onde novas oportunidades são inseridas ao longo do dia. Além da intermediação de mão de obra, o Sine-MT também realiza a habilitação do seguro-desemprego e oferece orientações sobre a Carteira de Trabalho Digital. Para o atendimento presencial, os interessados devem comparecer às unidades com documentos pessoais. Na região metropolitana, as unidades do Ganha Tempo Ipiranga e do CPA I atendem das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Já o posto localizado no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping funciona das 10h às 17h30.
“Você é cínico”: Maysa Leão confronta Abilio em embate tenso na Câmara e coletiva é encerrada
A manhã desta terça-feira (10) foi marcada por um confronto direto e de alto teor político entre a vereadora Maysa Leão (Republicanos) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), dentro da Câmara Municipal. O embate ocorreu na sala de imprensa da Casa e terminou com o encerramento antecipado da coletiva concedida pelo chefe do Executivo. O episódio ganhou contornos ainda mais duros quando a parlamentar entrou no local após ter seu nome citado pelo prefeito. Visivelmente indignada, Maysa exigiu explicações imediatas e cobrou que Abilio repetisse “na sua cara” tudo o que vinha dizendo sobre ela e pessoas ligadas ao seu mandato. Durante a discussão, a vereadora partiu para o ataque direto e disparou, em tom elevado: “Você é cínico”, frase que causou reação imediata entre jornalistas, assessores e servidores presentes. “Se tem denúncia, vá ao Ministério Público” Ao rebater as declarações do prefeito, Maysa foi enfática ao afirmar que não aceitará acusações ou insinuações sem provas formais. “Se você tem alguma denúncia, denuncie. Vá ao Ministério Público. Não fique falando de mim todos os dias. Isso é violência política de gênero”, afirmou a parlamentar. Ela também reforçou que não permitirá que seu nome seja utilizado de forma recorrente em discursos públicos sem fundamento jurídico. “Aqui é a minha casa” Em outro momento tenso do confronto, Maysa destacou o caráter institucional do local e afirmou que o prefeito estava no espaço do Legislativo. “Você está na minha casa”, disse a vereadora, em referência à Câmara Municipal de Cuiabá, cobrando respeito ao ambiente e ao mandato parlamentar. Origem do conflito Antes da interrupção, Abilio comentava a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) relacionada ao caso de assédio sexual que resultou na exoneração do então secretário municipal de Trabalho, William Leite de Campos. O prefeito defendia cautela, alegando que uma investigação poderia expor a suposta vítima, que era servidora do Município. Durante a fala, Abilio mencionou um episódio ocorrido em 2025, quando uma adolescente relatou abusos durante uma audiência pública convocada por Maysa. A jovem estava acompanhada pelo Instituto Lírios, entidade que atua no acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência doméstica. O caso, que já havia gerado desgaste político à vereadora no passado, voltou ao centro do debate. Troca de acusações Com a presença de Maysa na coletiva, os dois passaram a discutir o papel do Instituto Lírios e quem teria autorizado a exposição da adolescente na tribuna. Abilio afirmou ainda que a presidente da entidade, Muriel Torres, apontada por ele como coordenadora da campanha eleitoral da vereadora em 2022, teria viabilizado o recebimento de cerca de R$ 4 milhões em recursos federais. A vereadora reagiu imediatamente, classificando as falas como insinuações graves, negou irregularidades e afirmou que irá buscar providências judiciais. Em meio ao bate-boca, voltou a acusar o prefeito de praticar violência política de gênero. Abilio, por sua vez, negou ter imputado crime à parlamentar e afirmou que a coletiva foi interrompida pela própria vereadora. Coletiva encerrada e clima político tensionado A troca de farpas durou cerca de dez minutos. Assessores tentaram retirar Maysa do local, enquanto o prefeito ainda respondeu a algumas perguntas antes de encerrar a entrevista coletiva. O episódio escancara o clima de tensão entre o Executivo e parte do Legislativo cuiabano, em um momento em que a cidade enfrenta críticas da população por problemas como ruas esburacadas, mato alto, obras que causam transtornos e impactos negativos ao comércio. O embate verbal, agora marcado pela acusação direta de “cinismo”, adiciona mais um capítulo à crise política na Capital e deve repercutir nos próximos dias.
Com 15 votos contrários, Câmara de Cuiabá rejeita Comissão Processante contra vereador Chico 2000
A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou, na sessão desta terça-feira (10), a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador Chico 2000 (PL). O pedido foi apresentado pelo advogado federal Julier Sebastião e pelo jornalista Juliano Rafael Teixeira Enamoto, mas não alcançou o número de votos necessários para avançar no Legislativo. As duas denúncias protocoladas contra o parlamentar foram unificadas e analisadas em plenário. No total, o requerimento recebeu 7 votos favoráveis, 15 votos contrários, além de uma abstenção e um vereador ausente, o que resultou no arquivamento do pedido. Motivo do pedido de cassação A solicitação de abertura da Comissão Processante foi apresentada após Chico 2000 se tornar alvo de três operações policiais em menos de um ano e ser afastado temporariamente do cargo por decisão judicial. Os denunciantes sustentaram que o vereador teria cometido quebra de decoro parlamentar, causado prejuízos morais e financeiros ao Legislativo cuiabano e continuado a receber remuneração mesmo afastado das funções. Também foi apontado suposto envolvimento em esquemas de desvio de recursos públicos. Operações policiais Chico 2000 é investigado na Operação Gorjeta, que apura o suposto desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares. De acordo com as investigações, valores destinados a projetos culturais e esportivos teriam retornado ao vereador por meio de acordos com empresários. Além disso, em abril de 2025, o parlamentar foi alvo da Operação Perfídia, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Na ocasião, ele foi acusado de negociar uma propina de R$ 250 mil para a aprovação de um projeto de interesse do Executivo municipal. Apesar de ter sido afastado do cargo, Chico 2000 conseguiu reverter a decisão judicial e reassumiu o mandato em setembro do mesmo ano. O vereador também chegou a ser investigado pela Polícia Federal por suspeita de compra de votos nas eleições de 2024. Resultado da votação Confira como votaram os vereadores: Votaram contra a abertura da Comissão Processante (15):Adevair Cabral, Alex Rodrigues, Baixinha Giraldelli, Daniel Monteiro, Demilson Nogueira, Didimo Vovô, Ilde Taques, Jefferson Siqueira, Kassio Coelho, Marcrean Santos, Marcus Brito, Maria Avallone, Mário Nadaf, Sargento Joelson e Wilson Kero-Kero. Votaram a favor (7):Dilemário Alencar, Katiuscia Mantelli, Maysa Leão, Michelly Alencar, Rafael Ranalli, Samantha Iris e Tenente-Coronel Dias. Abstenção:Drª Mara. Ausente:Eduardo Magalhães.