Um idoso de 94 anos morreu na manhã desta terça-feira (10), após cair do terceiro andar do edifício onde morava, na região central de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para atender a ocorrência, registrada como morte a esclarecer. As informações preliminares apontam que a vítima não resistiu aos ferimentos provocados pela queda. O caso ainda está em atendimento e as circunstâncias do fato serão apuradas pela equipe policial. Até o momento, não foram divulgados outros detalhes. A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser repassadas após a conclusão dos levantamentos, em respeito à família da vítima e ao trabalho dos investigadores.
Obras provocam pare e siga e interdições parciais na BR-163 e BR-364 em Mato Grosso nesta terça-feira (10)
As obras de manutenção e melhoria nas rodovias federais que cortam Mato Grosso seguem nesta terça-feira (10), com pontos de bloqueio controlado e interdições parciais ao longo da BR-163 e da BR-364. Motoristas devem redobrar a atenção, respeitar a sinalização e, sempre que possível, programar o deslocamento com antecedência. No sistema Pare e Siga, os trabalhos ocorrem durante o dia, das 7h às 17h, no km 811 da BR-163, em Sinop, e no km 538 da BR-364, em Rosário Oeste. Já no período noturno, das 19h às 4h, as intervenções continuam em Rosário Oeste, no km 532 da BR-364. Também há interdição parcial na BR-364, em Juscimeira, entre 7h e 17h. As frentes de serviço estão posicionadas no km 244, sentido norte, e no km 250, sentido sul, o que pode provocar lentidão e retenções momentâneas. Segundo a concessionária responsável, o cronograma é estimado e pode sofrer mudanças ao longo do dia conforme as condições climáticas e operacionais. Em caso de dúvidas ou para obter informações atualizadas sobre o tráfego, os usuários podem entrar em contato pelo telefone e WhatsApp 0800 065 0163. A orientação é que os condutores mantenham a paciência nos trechos em obras e sigam as instruções das equipes que atuam na rodovia, garantindo mais segurança para trabalhadores e viajantes. Se quiser, adapto o texto para site, rádio ou redes sociais.
Operação Imperium mira lavagem de dinheiro e bloqueia até R$ 43 milhões de facção ligada a líder foragido em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Imperium, mobilizando equipes para cumprir 61 determinações judiciais com o objetivo de desmontar o esquema financeiro de uma facção criminosa que utilizava documentação falsa para lavar dinheiro e ampliar seu patrimônio. As ordens incluem 12 prisões preventivas, 14 mandados de busca e apreensão, o sequestro de quatro imóveis avaliados em mais de R$ 4 milhões e a apreensão de dez veículos de luxo. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias de 21 investigados, podendo alcançar até R$ 43 milhões. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Rondonópolis e têm como base investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), ambas de Cuiabá. O principal foco de cumprimento ocorre em Rondonópolis, onde estariam concentrados o núcleo empresarial e os operadores patrimoniais do grupo. Há ainda diligências nos estados do Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Paraná, os policiais miram aquela que é apontada como a principal operadora financeira da organização. Em Minas estaria o responsável por intermediar a compra de imóveis, enquanto no Rio de Janeiro foram identificados outros operadores do patrimônio ilícito. A ofensiva conta com o apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor), da Delegacia Regional de Rondonópolis e das Polícias Civis dos três estados envolvidos. Liderança e fuga O trabalho investigativo mira especialmente o patrimônio constituído ao longo de dois anos por um núcleo liderado por G.R.S., conhecido como “Vovozona”. Apontado como liderança da facção na região sul do Estado e considerado de alta periculosidade, ele fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, em 14 de julho de 2023. Na ocasião, ele e outro detento saíram com autorização para atividade extramuros e não retornaram. Durante a fuga, os dois passaram por uma churrascaria na Avenida Miguel Sutil, onde se encontraram com duas mulheres; uma delas quitou a conta. Depois, o líder deixou o local em uma caminhonete Mitsubishi. Após escapar, segundo a investigação, o foragido, a esposa e pessoas próximas passaram a utilizar identidades falsas para abrir contas e constituir empresas de fachada. A estrutura permitia movimentar recursos provenientes de crimes, adquirir bens e ostentar riqueza. Esquema de lavagem Empresas instaladas em Rondonópolis, área de maior influência do grupo, eram registradas com nome falso atribuído ao líder ou em nome de pessoas diretamente ligadas a ele. O dinheiro enviado por integrantes da facção era então reinserido na economia formal, viabilizando a compra de imóveis, veículos e a distribuição de lucros entre membros da organização. O rastreamento patrimonial também revelou ramificações em outros estados, indicando a presença de operadores financeiros em Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, mesmo com a base empresarial concentrada em Mato Grosso. De acordo com o delegado Marlon Luz, responsável pelo caso, a estratégia prioriza atingir o coração financeiro da facção. “As medidas buscam preservar os bens, evitar a dilapidação do patrimônio e bloquear valores, o que enfraquece o grupo. A intenção é concluir a investigação e, ao final do processo, reverter esses recursos ilícitos aos cofres públicos”, afirmou. Nome e integração nacional O nome Imperium faz alusão ao volume de bens acumulados e movimentados pela organização no período investigado. A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da operação Inter Partes, vinculada ao programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o enfrentamento às facções. A ofensiva também está inserida nas iniciativas da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas da Secretaria Nacional de Segurança Pública, reunindo delegados e promotores de todo o país para ações duradouras contra a criminalidade organizada.
Seduc e TRE unem forças para garantir título eleitoral a 157 mil estudantes e ampliar participação da juventude em MT
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) oficializaram, nesta segunda-feira (9), um acordo de cooperação que pretende facilitar o acesso de cerca de 157 mil alunos da rede estadual ao título de eleitor. A medida mira especialmente os adolescentes de 15 a 17 anos e busca estimular o envolvimento da juventude nas Eleições Gerais de 2026. O compromisso foi firmado pelo secretário de Educação, Alan Porto, e pela presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves. A proposta é aproximar os estudantes do processo democrático, incentivando o exercício da cidadania ainda no ambiente escolar. Pelo termo de cooperação, caberá à Seduc organizar a logística de deslocamento até cartórios e postos de atendimento eleitoral, com oferta de ônibus, micro-ônibus ou vans. Os alunos serão acompanhados por profissionais da educação durante todo o percurso e também no período em que estiverem realizando o atendimento. Ao TRE compete montar a estrutura necessária para receber os jovens, disponibilizando equipamentos para biometria, emissão de títulos e definindo, junto às escolas, os cronogramas de cada ação. A Justiça Eleitoral também deverá promover momentos de orientação, explicando o valor do voto, o uso da urna eletrônica e o papel das instituições eleitorais. A parceria conversa diretamente com o programa Estudante: Cidadão do Futuro, desenvolvido pela Controladoria Geral do Estado (CGE) em conjunto com a Seduc. No próximo ano, quando haverá eleições gerais, o foco será ampliar a consciência política entre alunos do ensino médio, principalmente na região metropolitana, com participação ativa do TRE. Dentro da metodologia do projeto, os conteúdos são apresentados de forma dinâmica e acessível. Jogos, desafios, vídeos, materiais impressos e digitais fazem parte da trilha de aprendizagem, que inclui ainda premiações e recursos inclusivos, como gibis e instrumentos visuais pensados para estudantes neurodivergentes. Para Alan Porto, a união entre as instituições reforça o papel da escola na formação social dos jovens. Segundo ele, permitir que o aluno tenha acesso ao documento e compreenda a importância de participar das decisões coletivas contribui para a construção de cidadãos mais conscientes e preparados. Além das visitas aos cartórios, a iniciativa prevê momentos em que o alistamento poderá ocorrer dentro das próprias unidades escolares, integrado às atividades pedagógicas. Em 2025, o programa já levou aproximadamente 1,7 mil estudantes de Cuiabá e Várzea Grande a conhecerem a Casa da Democracia, terem contato com a urna eletrônica e participarem de simulações de votação. Levantamento baseado em dados do IBGE e do cadastro eleitoral mostra o tamanho do desafio: apenas 28% dos jovens mato-grossenses nessa faixa etária possuem título, enquanto a maioria, 72%, ainda está fora do processo por não ter o documento. A presidente do TRE-MT defende que a aproximação com as escolas é estratégica. Conforme destacou, a intenção é dialogar com os adolescentes, trabalhar o tema em sala de aula e garantir o cadastramento biométrico antes do encerramento do prazo, evitando contratempos perto da data limite. O acordo não envolve repasse financeiro entre os órgãos. Cada instituição assumirá as despesas relacionadas às suas atribuições. A validade da cooperação segue até 6 de maio de 2026, quando o cadastro eleitoral será fechado. Depois disso, não será mais possível solicitar o primeiro título ou regularizar pendências. Como parte desse esforço, o TRE promove nesta terça-feira (9) o chamado Dia “E” — Eleitoral, mobilização estadual voltada ao alistamento de adolescentes. A ação envolverá 63 escolas, distribuídas em 57 zonas eleitorais, e a expectativa é atender ao menos dois mil novos eleitores em apenas um dia.
Número de presos em Mato Grosso cresce 41% em três anos e sistema prisional volta a enfrentar superlotação
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O sistema prisional de Mato Grosso voltou a registrar superlotação após um crescimento acelerado da população carcerária nos últimos anos. Em apenas três anos, o número de pessoas presas no estado aumentou cerca de 41%, alcançando aproximadamente 15.950 detentos atualmente. O total de vagas disponíveis é de cerca de 12,9 mil, o que representa um déficit de aproximadamente 3 mil vagas. Com isso, 85% das unidades prisionais do estado operam acima da capacidade. O cenário chama atenção porque, em 2024, Mato Grosso chegou a registrar um equilíbrio momentâneo entre número de presos e vagas — eram 12.856 detentos para 12.988 vagas — situação que não se manteve. Crescimento acima da média nacional O aumento da população carcerária em Mato Grosso ocorre em ritmo muito superior ao registrado no restante do país. Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais apontam que o Brasil passou de 665.392 presos em 2023 para 705.872 em 2025, crescimento de aproximadamente 6%. No mesmo período, Mato Grosso registrou expansão significativamente maior. Entre os fatores que explicam esse aumento estão o crescimento das prisões e o elevado número de presos provisórios. Somente no último ano foram cumpridos 8.919 mandados de prisão, aumento de: 11,7% em relação a 2024 24,3% em comparação com 2023 Unidades operam muito acima da capacidade Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça, das 41 unidades prisionais do estado, apenas seis não apresentam superlotação: Araputanga Chapada dos Guimarães Juara Mirassol d’Oeste Várzea Grande Colônia Penal Agrícola de Palmeiras Em outras unidades, o cenário é considerado crítico. Na Cadeia Pública de Diamantino, por exemplo, existem 32 vagas, mas 99 presos, o que representa 203% acima da capacidade. Em Barra do Garças, são 293 presos para 116 vagas, índice de 151% de superlotação. Já Primavera do Leste opera com 106% acima do limite, enquanto Pontes e Lacerda apresenta cerca de 78% de excedente. Defensoria aponta estrutura precária O defensor público Paulo Roberto Marquezini afirma que inspeções realizadas nas unidades prisionais confirmam que a superlotação e a deficiência estrutural são problemas recorrentes. Segundo ele, em alguns casos, a interdição parcial ou total das unidades é uma medida necessária para reduzir riscos. Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025, o número de presos saltou de 11.320 para 13.576, crescimento de 17,5% em apenas um ano. Alto número de presos provisórios agrava cenário A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) afirma que o percentual elevado de presos provisórios contribui diretamente para a superlotação. Enquanto a média nacional gira em torno de 25%, Mato Grosso registra índice próximo de 50%, indicando lentidão no andamento de processos com réus presos. Já o Tribunal de Justiça apresenta estimativa diferente e aponta que pouco mais de 30% da população carcerária estaria nessa condição. Investimentos e ampliação de vagas O Governo do Estado informa que já investiu mais de R$ 460 milhões no sistema penitenciário desde 2019, com criação de 7.570 novas vagas. Entre as obras em andamento estão: Reestruturação do Centro de Ressocialização de Várzea Grande Construção da nova Cadeia Pública de Barra do Garças Implantação de cadeias femininas em Sinop e Rondonópolis Expansão do Complexo da Penitenciária Central do Estado Essas ações devem gerar cerca de 1.468 novas vagas adicionais. Situação acima do limite tolerável O desembargador Orlando Perri, responsável pelo monitoramento do sistema carcerário, afirma que muitas unidades já ultrapassaram o índice considerado aceitável. Segundo ele, o limite tolerável definido pelo Conselho Nacional de Política Penitenciária é de 35,5% de superlotação, enquanto algumas unidades em Mato Grosso ultrapassam 200%, cenário que pode resultar em interdições. Impactos na ressocialização Para o juiz Geraldo Fidelis, a superlotação compromete a principal função do sistema prisional, que deveria ser a ressocialização. Ele destaca que ambientes sem estrutura adequada, alimentação insuficiente e condições insalubres dificultam a reintegração social e aumentam o risco de reincidência criminal. Necessidade de ação conjunta O Tribunal de Justiça ressalta que a prisão preventiva deve ser medida excepcional e que, nas audiências de custódia, o juiz pode aplicar alternativas à prisão. Ainda assim, a gestão e ampliação de vagas é responsabilidade do Poder Executivo, sendo necessário trabalho conjunto entre Judiciário, Ministério Público, Executivo e Defensoria para enfrentar a superlotação.
Operação flagra exercício ilegal de profissões em clínica do Jardim Cuiabá
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, o Procon Municipal, o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) e o Conselho Regional de Nutrição de Mato Grosso (CRN-MT) constatou, nesta segunda-feira (9), o exercício ilegal de profissões regulamentadas em uma clínica odontológica localizada no bairro Jardim Cuiabá, na Capital. A fiscalização foi conduzida por policiais da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) após denúncias sobre possíveis irregularidades no funcionamento do estabelecimento. O objetivo, segundo a Polícia Civil, foi coibir práticas que colocam em risco a saúde da população e violam direitos dos consumidores. Durante a ação, dois homens foram identificados atuando como auxiliares de prótese dentária sem curso profissionalizante, sem registro no conselho de classe e sem a supervisão de um responsável técnico, em desacordo com a legislação que regula a atividade odontológica no país. A clínica já era alvo de investigação desde o fim de janeiro, depois que a Decon recebeu novas denúncias indicando que o cirurgião-dentista proprietário também estaria exercendo de forma ilegal a função de nutricionista, sem possuir a formação exigida por lei. Além disso, o dono do estabelecimento responde a um procedimento policial instaurado em 2023, também por fatos semelhantes. Na ocasião, uma estudante foi flagrada trabalhando como cirurgiã-dentista antes da conclusão do curso superior. As investigações continuam e a Polícia Civil deve concluir os procedimentos nos próximos dias, com encaminhamento do caso ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. “Ações integradas entre forças de fiscalização e conselhos profissionais são fundamentais para combater o exercício ilegal de profissões, garantir a segurança dos consumidores e assegurar que os serviços de saúde sejam prestados exclusivamente por profissionais devidamente habilitados”, afirmou o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon.
Mato Grosso assume área de avaliação em observatório que cria maior base de dados imobiliários da América do Sul
O Brasil dá um passo inédito rumo à organização e à transparência das informações do mercado imobiliário. Um comitê gestor formado por representantes de oito estados homologou, na última quinta-feira (5), em Florianópolis (SC), a matriz técnica do Observatório Imobiliário Brasileiro (OBI), iniciativa do Sistema COFECI-CRECI desenvolvida com a Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A plataforma passa a operar como a maior estrutura de big data do segmento na América do Sul. A validação ocorreu durante uma imersão técnica que reuniu lideranças do Amapá, Rondônia, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. O grupo conheceu a metodologia de coleta, tratamento e consolidação dos dados que vão sustentar análises de um setor que movimentou R$ 254,8 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em 2025, conforme levantamento da CBIC/Brain. Entre os integrantes do comitê está o corretor de imóveis e avaliador Luiz Fernando Pinto Barcellos, representante de Mato Grosso, que assumiu oficialmente a responsabilidade pela área de Avaliação de Imóveis dentro do Observatório. O estado é um dos oito com assento na instância responsável por acompanhar a implantação e garantir a credibilidade técnica do projeto. O OBI nasce com a proposta de centralizar informações hoje dispersas, produzir inteligência de mercado com base científica e oferecer dados confiáveis para corretores, investidores, instituições financeiras e gestores públicos. A iniciativa também pretende elevar o padrão de transparência e permitir que o Brasil dialogue em nível internacional quando o assunto é estatística imobiliária. Presidente do Sistema COFECI-CRECI, João Teodoro destaca que o Observatório representa uma evolução histórica para o setor. Segundo ele, apesar da existência de diferentes indicadores regionais, faltava uma base de abrangência nacional, padronizada e metodologicamente robusta. A nova estrutura, afirma, beneficia toda a cadeia imobiliária e contribui para decisões mais qualificadas. A operação técnica ficará sob responsabilidade da FEPESE, que aplicará ciência de dados e critérios acadêmicos na validação das informações. O superintendente da fundação, Marcelino Ito, reforça que o trabalho será feito a partir de estatísticas agregadas, com anonimização irreversível e em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O Observatório não terá caráter fiscalizatório nem servirá para monitorar práticas individuais, concentrando-se exclusivamente na geração de conhecimento econômico. Para Celso Raimundo, diretor do OBI, a criação de um organismo nacional dessa natureza deixa um legado estrutural, especialmente em um mercado marcado por forte diversidade regional e, historicamente, pouca padronização de números. Em um ambiente de crédito mais seletivo, acrescenta, dados auditáveis tornam-se essenciais para previsibilidade e profissionalização. O cenário de demanda reforça a relevância da iniciativa. Pesquisas realizadas no segundo semestre de 2025 indicam que quase metade dos brasileiros pretende comprar imóvel em até dois anos. Entre a Geração Z, esse percentual chega a 61%, público que exige acesso rápido a informações confiáveis e métricas transparentes. O lançamento nacional do Observatório Imobiliário Brasileiro está previsto para o início de abril, durante a plenária do Sistema COFECI-CRECI em Belo Horizonte, quando serão apresentados os primeiros registros oficiais e o portal com a central de notícias do projeto. Enquanto isso, a plataforma já inicia a fase de monitoramento e estruturação da base de dados que deve redefinir a leitura do mercado imobiliário no país.
Sine de Cuiabá abre oito vagas para acompanhante de gestantes com salário de R$ 3,3 mil
O Sine de Cuiabá abre a semana com 659 vagas de emprego nesta segunda-feira (9). Uma das ocupações em destaque é a de Doula, profissional que atua como acompanhante de gestantes e parturientes; para esta função, são oferecidas 8 oportunidades com salário de R$ 3.325,00, além de benefícios como vale-transporte e alimentação. Outro destaque na área da saúde é a vaga para Enfermeiro Obstétrico, com remuneração de R$ 4.750,00, exigindo ensino superior completo e experiência comprovada em carteira. O setor de serviços e construção civil também concentra um volume expressivo de postos. Há 10 vagas para Mecânico de Automóveis e 10 para Operador de Máquina de Construção Civil e Mineração, ambos com salários de R$ 4.000,00 e R$ 3.880,00, respectivamente. Para quem busca a primeira oportunidade, o Sine disponibiliza centenas de vagas que não exigem experiência, como Auxiliar de Linha de Produção, com 200 postos abertos apresentando remuneração de R$ 1.914,36 mais benefícios, e Repositor de Mercadoria, com 40 vagas disponíveis. Resumo Geral das Vagas Vagas sem Experiência: Diversas funções estão abertas para quem não possui experiência prévia, incluindo Ajudante de Carga e Descarga, Atendente de Lojas, Auxiliar de Cozinha, Auxiliar de Limpeza e Operador de Caixa. Maiores Remunerações: Os salários chegam a R$ 4.750,00 para Enfermeiro Obstétrico, R$ 4.000,00 para Consultor de Vendas (exige carro), Mecânico de Auto e Mestre de Obras. Níveis de Escolaridade: Há oportunidades para todos os níveis, desde o Ensino Fundamental Incompleto (como Servente de Obras) até o Ensino Superior (como Professor de Pedagogia e Doula). Inclusão: O painel inclui vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD), como a de Auxiliar Administrativo. O Sine Municipal é administrado pela Secretaria Municipal de Trabalho. Atendimento Os interessados devem procurar o Sine, localizado na, localizado na Praça Rachid Jaudy, Centro, no prédio do Instituto Dante de Oliveira, em Cuiabá. O horário de atendimento é das 8h às 17h. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone e WhatsApp: (65) 99251-7480. No local, também é oferecido atendimento ao Microempreendedor Individual (MEI), com apoio para abertura, regularização e encerramento do registro. Serviços do Sine O Sine Municipal realiza a intermediação de vagas de emprego e atendimento para solicitação do seguro-desemprego. Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve apresentar os documentos fornecidos pela empresa no momento da rescisão contratual. A solicitação é registrada diretamente no sistema do Governo Federal. Informações importantes ao trabalhador Mantenha o cadastro atualizado nos postos do Sine ou por canais digitais. Consulta de vagas: empregabrasil.mte.gov.br Solicitação de seguro-desemprego on-line: pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo site acima. Exclusivo para empresas O Sine também dispõe de canais exclusivos para empresas interessadas em anunciar vagas. O contato pode ser feito pelos telefones: (65) 3645-7216 ou 3645-7237, WhatsApp: (65) 99255-2450, e e-mail: sine.pmc@cuiaba.mt.gov.br Confira as oportunidades Ajudante de carga e descarga (não exige experiência) – 02 Ajudante de carga e descarga de mercadoria (não exige experiência) – 10 Assistente de vendas (não exige experiência) – 04 Atendente de balconista (não exige experiência) – 04 Ajudante de cafeteria (não exige experiência) – 04 Atendente de lojas (não exige experiência) – 20 Auxiliar administrativo (vaga exclusiva para PCD) – 06 Auxiliar de conservação de obras civis (não exige experiência) – 30 Auxiliar de cozinha (não exige experiência) – 20 Auxiliar de lavanderia (não exige experiência) – 01 Auxiliar de limpeza (não exige experiência) – 04 Auxiliar de linha de produção (não exige experiência) – 249 Caixa de loja (não exige experiência) – 02 Comprador – 01 Consultor de vendas – 10 Copeiro de hospital – 02 Desossador – 30 Doula – 08 Empacotador a mão (não exige experiência) – 10 Enfermeiro obstétrico – 08 Estoquista (não exige experiência) – 02 Magarefe – 30 Mecânico de auto em geral – 10 Mestre de obras (não exige experiência) – 01 Motofretista (não exige experiência) – 01 Operador de caixa – 04 Operador de caixa (não exige experiência) – 62 Operador de máquina perfuratriz (não exige experiência) – 06 Operador de máquina de construção civil e mineração – 10 Pedreiro – 03 Porteiro – 03 Professor de nível superior na educação infantil (0 a 3 anos) – 02 Recepcionista atendente – 04 Repositor de mercadoria (não exige experiência) – 50 Repositor de mercadoria – 08 Retalhador de carne – 30 Servente de obras (não exige experiência) – 06 Servente de obras – 01 Técnico de enfermagem – 04
Prefeitura faz 28 manutenções em espaços esportivos de Cuiabá em janeiro
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, iniciou o ano mantendo um ritmo intenso de trabalho e presença nos bairros. Somente no mês de janeiro, foram realizadas 28 ações de manutenção e revitalização em espaços esportivos públicos, contemplando campos de futebol, miniestádios e quadras poliesportivas em diferentes regiões da capital. O balanço mensal evidencia a continuidade da política de zeladoria e cuidado com os equipamentos esportivos, consolidada ao longo de 2025, quando a pasta alcançou números históricos em revitalizações e manutenções. Em janeiro, a prioridade foi garantir condições adequadas de uso logo no início do ano, período em que muitos espaços voltam a receber escolinhas, treinos comunitários e atividades recreativas. Manutenção de gramados garante segurança e amplia o uso dos campos Das 28 ações realizadas no mês, 24 foram serviços de limpeza e corte de grama, fundamentais para a segurança dos usuários e para a preservação dos miniestádios, campos de várzea e áreas esportivas comunitárias. As intervenções alcançaram locais como os miniestádios do Jardim Vitória, Areão, Mossoró, CPA IV, Novo Terceiro, Voluntários da Pátria, Residencial Coxipó, Nova Esperança, Araés, Prosol, São João dos Lázaros, São João Del Rey, Passaredo, Vila Nova, Itapajé, Chácara dos Pinheiros, Jardim Florianópolis, São Benedito, Dona Benedita, Toninho Xará, Planalto, João Pires, entre outros. A manutenção periódica dos gramados reduz riscos de acidentes, melhora o desempenho dos atletas e incentiva a ocupação contínua dos espaços pela comunidade, especialmente por crianças, jovens e praticantes do futebol amador. Pintura de quadras reforça organização e acolhimento Além da zeladoria dos campos, o mês também contou com quatro ações de revitalizações em quadras esportivas, que devolveram mais organização, visibilidade e segurança aos ambientes utilizados para práticas esportivas e convivência social. A revitalização estética e funcional desses espaços contribui diretamente para o estímulo ao esporte e para o fortalecimento do sentimento de pertencimento da população. Política contínua e presença nos bairros O secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, tem ressaltado que a manutenção constante dos espaços esportivos é parte essencial de uma política pública que entende o esporte como ferramenta de inclusão e cidadania. Para ele, cuidar dos campos e quadras é garantir que a população tenha acesso diário a ambientes seguros e acolhedores. Segundo o secretário, o trabalho desenvolvido pela pasta segue um planejamento técnico aliado à escuta das comunidades. “Cada ação de manutenção representa respeito com quem utiliza esses espaços e compromisso com a qualidade de vida nos bairros”, tem destacado. Em outra avaliação, ele reforça que a presença contínua das equipes nos territórios fortalece o vínculo entre poder público e comunidade, além de preservar o patrimônio coletivo da cidade. Continuidade de um trabalho que já mostra resultados O balanço de janeiro dialoga diretamente com os avanços alcançados ao longo de 2025, ano em que a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer promoveu a revitalização completa de 20 quadras e executou mais de uma centena de ações de manutenção em áreas esportivas. A constância dos números demonstra que o trabalho não se limita a ações pontuais, mas integra uma agenda permanente de cuidado com os espaços públicos. Com novas intervenções previstas para os próximos meses, a Prefeitura de Cuiabá segue investindo na qualificação dos equipamentos esportivos, assegurando que campos e quadras permaneçam acessíveis, seguros e bem cuidados. O balanço mensal reforça que investir em esporte e lazer é investir diretamente nas pessoas, na convivência comunitária e em uma cidade mais ativa, humana e inclusiva.
Justiça aperta o cerco ao feminicídio em MT com 142 condenados em cinco anos e penas que chegam a 63 anos
Entre 2020 e 2025, a Justiça de Mato Grosso condenou 142 pessoas por feminicídio. O número faz parte de um levantamento do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), que analisou 299 crimes registrados no período. As decisões incluem sentenças de primeira instância e casos já encerrados após recursos, apontando um cenário de maior responsabilização criminal. Somente em 2025, o Observatório contabilizou 54 feminicídios. Desse total, 91% resultaram em denúncia apresentada pelo MPMT e tramitam no Tribunal do Júri. Os feminicídios correspondem a 56% das mortes violentas de mulheres no estado quando somados homicídios e feminicídios. Em todas as investigações policiais que classificaram os casos como feminicídio, a tipificação foi mantida pelo Ministério Público. O acompanhamento do Caliandra reúne dados desde a fase de inquérito conduzida pela Polícia Civil até a formalização da acusação. Entre todos os registros, apenas um teve mudança de enquadramento na denúncia: o assassinato da adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, grávida de nove meses, em Cuiabá, que passou de homicídio para feminicídio. Por conta desse critério de monitoramento, o Observatório aponta 54 ocorrências em 2025, enquanto a estatística oficial do Estado registra 53, diferença explicada pela metodologia baseada exclusivamente nos boletins policiais. Além das condenações, o estudo identificou 10 absolvições e 46 situações de extinção da punibilidade, quando o autor morreu antes do fim do processo — em episódios que incluem morte após o crime, confronto com a polícia ou causas naturais. Também houve sete ações inicialmente tratadas como feminicídio que terminaram desclassificadas para outros delitos, como homicídio simples, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. Três delas acabaram com condenação dentro das novas tipificações. A maior parte das sentenças teve como fundamento a Lei 13.104/2015, que transformou o feminicídio em qualificadora do homicídio. Já quatro réus — dois julgados em 2024 e dois em 2025 — foram enquadrados na Lei 14.994/2024, o chamado Pacote Antifeminicídio, que tornou o crime autônomo e elevou a punição para um intervalo de 20 a 40 anos. Em todos esses processos, as penas ultrapassaram três décadas de reclusão. Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, os resultados demonstram um passo importante contra a impunidade. Segundo ela, embora nenhuma decisão judicial consiga reparar a perda das vítimas, a punição reforça o sentimento de justiça para familiares. A iniciativa integra a ampliação da base de dados do Observatório Caliandra, que deverá disponibilizar futuramente, para consulta pública, informações detalhadas sobre condenações e outros indicadores de violência doméstica e familiar, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública. No recorte das penas aplicadas, a variação foi ampla: de 1 a 63 anos de prisão, com média aproximada de 19 anos. A definição leva em conta fatores como qualificadoras, agravantes e eventual concurso de crimes, quando há mais de uma infração na mesma ocorrência. Dois feminicídios registrados em janeiro de 2025 já tiveram julgamento concluído no próprio ano. Em Confresa, Emival Antunes Barbosa recebeu 39 anos de reclusão pelo assassinato da esposa, Regiane Alves da Silva Barbosa, ocorrido no dia 30. Em Nobres, Kauan Souza Gusmão foi condenado a 35 anos pela morte da companheira, Tainara Raiane da Silva, em 9 de janeiro. As sessões foram realizadas entre outubro e novembro. Também entrou na estatística o julgamento dos irmãos Rodrigo Xavier Megante e Romero Xavier Mengarde, relacionado à morte de Raquel Mazieri Cattani Xavier, em Nova Mutum, crime ocorrido em 17 de julho de 2024. A decisão saiu em 23 de janeiro de 2026: Rodrigo, cunhado da vítima, foi sentenciado a 33 anos, 3 meses e 20 dias, em regime fechado, por feminicídio e furto. Já o ex-marido deverá cumprir 30 anos, igualmente em regime fechado. O tempo médio entre o crime e a sentença em Mato Grosso ficou em 2,4 anos. De acordo com parâmetros do Conselho Nacional de Justiça, esse intervalo é impactado pelo período da distribuição da ação até a decisão, pela baixa processual e pelo volume de casos ainda pendentes. Os processos iniciados em 2020 tiveram duração maior, chegando a 2,9 anos, reflexo direto das restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Soma-se a isso a complexidade dos crimes dolosos contra a vida, que exigem instrução prolongada, perícias, diversas oitivas e o cumprimento do rito do Júri. No campo estrutural, dados do Centro de Apoio Operacional do Júri mostram que, em 2025, membros do Ministério Público participaram de mais de 1.400 sessões de julgamento em todas as regiões do estado, muitas delas envolvendo feminicídios. O ano também marcou a criação do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), instituído pela Procuradoria-Geral de Justiça para reforçar a atuação em casos complexos. Sob coordenação do promotor Fabison Miranda Cardoso, a força-tarefa passou a trabalhar de forma estratégica, principalmente em comarcas do interior, ampliando a capacidade de resposta institucional e a especialização nos crimes contra a vida.