O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu dois incêndios florestais e mantém controlados oito focos ativos nas últimas 24 horas. As equipes seguem, nesta terça-feira (7.10), no combate a outros 24 incêndios florestais em diversas regiões do estado. Os incêndios extintos estavam localizados nos municípios de Juara e Colniza. Já os incêndios que estão controlados e não apresentam risco imediato de propagação, por estarem contidos dentro de um perímetro seguro, localizam-se nos municípios de Nova Ubiratã e Cláudia, com dois focos sendo monitorados em cada município; além das cidades de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Ipiranga do Norte e Feliz Natal, com um foco cada em monitoramento. As equipes seguem atuando no combate aos incêndios florestais nos municípios de Cáceres e Planalto da Serra, que enfrentam dois focos ativos em cada cidade. Os bombeiros combatem ainda incêndios florestais nas cidades de Chapada dos Guimarães, Nobres, Nova Santa Helena, Guarantã do Norte, Porto dos Gaúchos, Colniza, Aripuanã, Barra do Bugres, Rosário Oeste, Pontes e Lacerda, Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade, Novo Santo Antônio, Cocalinho, Barra do Garças, São José do Rio Claro, Feliz Natal, Guiratinga e Rosário Oeste. O combate aos incêndios conta com equipes atuando diretamente no campo, com o apoio de máquinas pesadas, caminhões-pipa e aeronaves, que compõem a estrutura disponível para reforçar o enfrentamento das chamas. As operações seguem de forma contínua, com controle dos focos e proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil do Estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), além da Polícia Militar, que atuam de forma integrada. Monitoramento O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento de 67 focos de calor em todo o estado, incluindo os que estão em combate e controlados. Desse total, 49 são incêndios florestais e outros 18 focos restantes correspondem a queimadas irregulares. Nas terras indígenas, foram registrados três incêndios, sendo na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu, Terra Indígena Parque do Xingu em Gaúcha do Norte e Terra Indígena Marechal Rondon em Paranatinga. No caso de áreas indígenas, o combate deve ser feito por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar. Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar não foi acionado. Fiscalização – Operação Infravermelho Os 18 focos de calor decorrentes do uso irregular do fogo estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho, cujo monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar de forma antecipada áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores. Incêndios extintos Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de 237 incêndios. Os municípios são: Acorizal, Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Paraguai, Alto Taquari, Apiacás, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Bugres, Barra do Garças, Barão de Melgaço, Bom Jesus do Araguaia, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cláudia, Cocalinho, Colíder, Colniza, Comodoro, Confresa, Conquista D’Oeste, Cotriguaçu, Cuiabá, Denise, Diamantino, Feliz Natal, Figueirópolis do Oeste, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Guarantã do Norte, Guiratinga, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Jaciara, Jauru, Juara, Juscimeira, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Mundo, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Poconé, Pontal do Araguaia, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, Poxoréu, Primavera do Leste, Querência, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Carmem, Santa Cruz do Xingu, Santa Rita do Trivelato, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio de Leverger, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Povo, São José do Rio Claro, São José do Xingu, Sapezal, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah, Terra Nova do Norte, Tesouro, Torixoréu, União do Sul, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Rica. Focos de calor Em Mato Grosso, foram registrados 174 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Destes, 53 no Cerrado, 95 são na Amazônia e 26 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). É importante destacar que um foco de calor isolado não caracteriza, por si só, um incêndio florestal. No entanto, um incêndio florestal geralmente envolve o acúmulo de diversos focos de calor em uma mesma área. Proibição do uso do fogo O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano. Em caso de qualquer indício de incêndio florestal, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).
Polícia Civil cumpre mandados e desarticula esquema de fraudes contra condomínios de Cuiabá
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, deflagrou na manhã desta quarta-feira (8.10) a Operação Proditor, para desarticular um grupo responsável pela prática dos crimes de estelionato, associação criminosa, e lavagem de capitais praticados contra condomínios de Cuiabá. As ordens judiciais, sendo um mandado de prisão preventiva, um de busca e apreensão domiciliar no bairro Jardim Vitória em Cuiabá, além de bloqueios de contas bancárias e o sequestro de dois imóveis e veículos de propriedade dos suspeitos, foram decretados pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. O principal alvo da operação é um homem de 34 anos, ex-funcionário de uma empresa de administração de condomínios, apontado como o articulador de um esquema que desviou um total de mais de R$ 55 mil de, pelo menos, dois condomínios localizados em Cuiabá. O prejuízo decorreu de 46 operações fraudulentas consumadas, que tiveram como beneficiários sete suspeitos, todos próximos ao líder do grupo criminoso. As investigações, conduzidas pelo delegado Gustavo Godoy Alevado, revelaram que o principal investigado, que exercia as funções de assistente financeiro em empresas de assessoria condominial, utilizava seu acesso privilegiado às operações financeiras dos condomínios para executar os golpes. O esquema funcionava através da falsificação de notas fiscais e boletos bancários em nome de fornecedores habituais dos condomínios. Com tal artifício, os síndicos eram induzidos a fazer pagamentos através de transferências por Pix, sob o falso pretexto de evitar juros e multas, direcionando os valores para contas de terceiros vinculados ao grupo criminoso. Segundo as investigações, os valores desviados eram, em seguida, transferidos para contas de outros membros da associação criminosa, que repassavam grande parte do dinheiro para a conta do ex-funcionário. A delegada titular da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, Eliane da Silva Moraes, explica que além de desarticular o esquema criminoso, a operação busca minimizar o prejuízo às vítimas lesados pelo atuação do grupo. “O sequestro de bens e o bloqueio de ativos têm como objetivo assegurar a reparação dos danos causados às vítimas e a perda dos bens adquiridos com o produto do crime, visando asfixiar financeiramente as atividades da associação criminosa”, diz a delegada. Nome da operação Proditor faz referência ao termo em latim que significa “traidor”.
Cattani reforça defesa do produtor de leite e encerra Frente Parlamentar com conquistas e experiências internacionais
A Frente Parlamentar de Apoio ao Produtor de Leite da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encerrou suas atividades nesta segunda-feira (6) com um balanço de resultados que marcaram a luta em defesa do setor. Sob a coordenação do deputado Gilberto Cattani (PL), a Frente não apenas articulou avanços legislativos, mas também abriu portas para a internacionalização do conhecimento, levando produtores artesanais para uma missão inédita ao Mundial de Queijos de Tours, na França, em setembro. Valorização do queijo artesanal Segundo Cattani, a experiência internacional foi decisiva para mostrar que os pequenos produtores artesanais não podem ser tratados com as mesmas regras que grandes indústrias do setor lácteo. “Não se pode comparar um produtor de queijo artesanal a uma grande indústria como a Parmalat. Nossa legislação precisa reconhecer essa diferença. A missão à França mostrou que é possível produzir com simplicidade e qualidade, fortalecendo o cooperativismo e valorizando o produto direto da fazenda. Esse é o aprendizado que queremos incorporar às nossas leis”, afirmou o parlamentar. A missão internacional foi fruto da parceria entre a ALMT e o Sebrae/MT, responsável por iniciativas de fortalecimento da cadeia produtiva. A viagem contou com dez queijeiros de Mato Grosso, que conheceram de perto práticas de certificação, comercialização e estratégias de cooperação na Europa. Alguns produtores saíram premiados, consolidando a qualidade do queijo mato-grossense no cenário internacional. Entre eles está a produtora Larissa Barbosa, de Nossa Senhora do Livramento, que conquistou medalha de bronze com o Queijo Rubi da Cartucheira. Larissa começou sua produção em 2020, no auge da pandemia, e hoje acumula títulos nacionais e internacionais. Na França, destacou-se pela simplicidade do processo produtivo e pela força do cooperativismo: “Visitamos produtores que fabricam queijos excepcionais diretamente na fazenda. Isso nos inspira a simplificar nosso sistema produtivo, facilitar certificações e ampliar a regularização. O cooperativismo que vimos beneficia todos: produtor, comerciante e consumidor final.” Avanços legislativos e ações concretas Durante o período em que esteve ativa, a Frente Parlamentar sob liderança de Cattani foi responsável por propor e aprovar medidas que hoje impactam diretamente os produtores, como: Criação do índice do leite cru, mecanismo de valorização da produção; Inclusão do queijo na cesta básica, reduzindo custos e estimulando o consumo; Inserção do leite na merenda escolar, ampliando mercado para os pequenos produtores e garantindo nutrição de qualidade para estudantes; Distribuição de sistemas de irrigação para propriedades leiteiras, considerada ação fundamental para manter a produção mesmo em períodos de estiagem. O deputado reforçou que alguns projetos ainda enfrentam entraves burocráticos ou resistência em tramitação, mas que serão reapresentados em busca de consolidação: “Estamos comprometidos em continuar essa luta. Algumas iniciativas encontram dificuldades, mas não desistiremos. Nosso objetivo é consolidar Mato Grosso como referência em produção artesanal, sem deixar os pequenos para trás.” Relatório final e próximos passos O balanço completo das ações será apresentado na sessão plenária da ALMT nesta quarta-feira (8), reunindo dados, conquistas e novas propostas. O relatório servirá como base para futuras políticas públicas e será um documento de defesa dos produtores artesanais de leite e queijo de Mato Grosso. A força de uma causa Ao longo de sua coordenação, Cattani se consolidou como a principal voz política em defesa do setor leiteiro no estado, buscando equilibrar a competitividade com as particularidades do produtor artesanal. Sua postura reforça que a cadeia produtiva do leite é também uma questão social, cultural e econômica, que precisa de amparo legislativo e estímulo para prosperar. Em um estado marcado pela força do agronegócio e pelo crescimento econômico acelerado, a atuação da Frente Parlamentar mostrou que desenvolvimento também passa pela valorização da produção artesanal, pelo fortalecimento das famílias do campo e pela preservação das tradições locais. “O queijo artesanal de Mato Grosso tem identidade, tem sabor e tem história. Nosso papel como legisladores é garantir que esses produtores tenham condições de competir, crescer e levar o nome do estado para o mundo”, concluiu Cattani.
Várzea Grande intensifica fiscalização no Cristo Rei e áreas centrais para garantir acessibilidade
Além do constante ordenamento das vias públicas, uma campanha de orientação e notificação às empresas que obstruem calçadas será lançada em parceria com a Secretaria de Obras A Prefeitura de Várzea Grande vem reforçando a fiscalização em bairros como Cristo Rei e áreas centrais da cidade para coibir a ocupação irregular de calçadas por comerciantes e ambulantes, garantindo que pedestres possam transitar com segurança. A Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana informa que as fiscalizações são periódicas e que, no Cristo Rei, serão intensificadas, em conjunto com o setor de trânsito, principalmente, em locais onde garagens de revenda de veículos invadem as calçadas. “Na Avenida Couto Magalhães e em outros pontos onde o problema é recorrente, as ações de ordenamento continuarão sendo realizadas. Além disso, será iniciada uma campanha de orientação e notificação às empresas que obstruem calçadas, em parceria com a Secretaria de Obras, visando melhorar a acessibilidade de todos”, destacou a secretaria. Ana Paula da subprefeitura do Cristo Rei, e Cidomar Arruda, coordenador de Mobilidade Urbana, reforçaram que o trabalho é integrado e contínuo. Como frisam, as duas secretarias atuam diariamente tanto na área de limpeza urbana, quanto na fiscalização do comércio irregular, e no trânsito. O objetivo é garantir que pedestres possam se deslocar com segurança e que a cidade esteja organizada”, afirmaram. As medidas incluem orientação e notificação de empresas, intensificação da fiscalização e reforço na limpeza urbana, buscando assegurar o livre trânsito aos pedestres seja no Cristo Rei, na Avenida Couto Magalhães como em qualquer parte da cidade. Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
Polícia Civil de MT cumpre 36 ordens judiciais contra grupo que movimentou R$ 120 milhões com estelionato
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta terça-feira (7.10), 36 ordens judiciais no âmbito da “Operação Agrofraude”, expedidas pela 2ª Vara das Garantias de Goiânia (GO). A ação foi realizada em apoio à Polícia Civil de Goiás. A operação foi deflagrada com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso especializado em estelionato qualificado pela fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ao todo foram cumpridos 17 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão. Na investigação, foram identificadas mais de 40 pessoas envolvidas e distribuídas em nove estados, sendo eles: Amazonas, Acre, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul Piauí e Mato Grosso, cujos alvos estavam concentrados nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Verde. Com o andamento da investigação, os policiais identificaram que o grupo agia aplicando golpes do falso intermediário de comercialização de grãos de milho. Estima-se que o prejuízo tenha alcançado R$ 1 milhão das últimas vítimas, todas da região da cidade de Rio Verde, em Goiás, e que, em cinco anos, o grupo já teria movimentado mais de R$ 120 milhões. Em Mato Grosso, a operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, com apoio de demais unidades da Diretoria Atividades Especiais (DAE) e da Diretoria Metropolitana, sendo empregados 85 policiais e 19 viaturas.
Mato Grosso sediará 1ª edição da COP Pantanal
Em meio às crescentes urgências climáticas, o Pantanal mato-grossense receberá a primeira edição da COP Pantanal – Saberes e Ações pelo Clima, uma iniciativa inédita que busca colocar o bioma como protagonista no debate nacional e internacional sobre mudanças climáticas. Organizado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), o encontro será realizado, em Cáceres, de 10 a 12 de novembro. As inscrições estão abertas, até o dia 10 de novembro, no link meuevento.unemat.br/coppantanal-634175 O evento nasce com o propósito de promover uma plataforma de diálogo plural para comunidades tradicionais, o setor público e privado, movimentos sociais e escolas. “A COP Pantanal vai reunir diversos atores sociais, entre comunidades locais, autoridades, pesquisadores e estudantes para pensar soluções concretas. O Pantanal é um patrimônio mundial e precisa estar no centro das discussões globais, principalmente considerando sua sensibilidade às alterações causadas pelo ser humano. Vamos mostrar como ciência, sociedade e natureza podem caminhar juntas no enfrentamento às mudanças climáticas”, explicou o organizador Ernandes Sobreira, professor da Unemat, Doutor em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela Radboud University/Holanda. Pantanal no centro de uma nova agenda climática A escolha do momento da COP Pantanal não é casual. Ela está alinhada ao calendário da COP 30, que ocorrerá em Belém (PA) entre os dias 10 e 21 de novembro. A COP 30 representa o momento em que o mundo irá revisar compromissos, discutir financiamento climático, adaptação e mitigação. Ao promover a COP Pantanal juntamente com o encontro global, Mato Grosso busca consolidar uma voz direta do bioma no debate internacional. Estrutura, metas e articulação institucional Durante três dias, haverá palestras, oficinas, painéis de debate, audiência pública e a construção coletiva da Carta do Pantanal, documento que reunirá compromissos, demandas e propostas regionais para dialogar diretamente com agendas climáticas nacionais e internacionais. A programação também integra eventos satélites: a Semana de Biologia da Unemat (Semabio) e a Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFMT (Jenpex), ampliando a participação de estudantes, pesquisadores e sociedade. Por que a COP Pantanal importa? O Pantanal é um dos maiores depósitos naturais de carbono e age como regulador hídrico em escala continental, sofrendo com secas prolongadas e queimadas que afetam biomas vizinhos. Ao sediar a COP Pantanal, Mato Grosso reforça sua posição como protagonista nas agendas ambientais e insere a região no roteiro das negociações climáticas globais, permitindo que as vozes pantaneiras dialoguem diretamente com líderes e tomadores de decisão da COP 30. SERVIÇO COP Pantanal Datas: 10 a 12 de novembro Horário: 8h às 22h Local: Auditório Maria Sophia Leite, na Sematur, Cáceres Inscrições: até 10 de novembro, gratuitas Realização: Unemat e IFMT Inscrições: meuevento.unemat.br/coppantanal-634175
Mato Grosso lidera feminicídios pelo 2º ano seguido e expõe falhas nas políticas de proteção
Em 2025, 39 mulheres foram assassinadas no estado; vice-governador Otaviano Pivetta admite não compreender por que a violência contra mulheres segue tão alta em MT. Pelo segundo ano consecutivo, Mato Grosso ocupa o topo do ranking nacional de feminicídios. Apenas em 2025, já são 39 mulheres assassinadas, número que reforça a persistência da violência de gênero e levanta dúvidas sobre a efetividade das políticas públicas de proteção. Diante desse cenário, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) reconheceu a gravidade do problema, mas surpreendeu ao admitir não compreender os motivos que mantêm o estado nas primeiras posições da criminalidade no país. “Infelizmente, não sei por que Mato Grosso continua entre os mais violentos do Brasil”, disse Pivetta. “Estamos com muita disposição de combater isso. Não tem nenhum caso de feminicídio ou violência denunciada que não tenha sido resolvido. O Estado precisa combater o que está na sua competência, e temos feito isso.” A declaração, marcada por desalento e incerteza, contrasta com o discurso oficial de que todas as ocorrências denunciadas são investigadas. O dado, no entanto, mostra que o enfrentamento tem sido mais reativo do que preventivo. Raízes sociais da violência Segundo Pivetta, a violência contra a mulher está ligada a fatores culturais e familiares: “A violência contra a mulher tem um fundamento muito orgânico, muito dentro das fases, dentro da família”, afirmou. Para o vice-governador, o papel do Estado é agir dentro de suas competências legais, por meio da polícia e da Justiça, mas ele próprio reconheceu que os números permanecem altos apesar do empenho das forças de segurança. Dados nacionais alarmantes O Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que, no Brasil, uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas. Mato Grosso, mesmo com crescimento econômico e forte presença do agronegócio, mantém-se no topo desse ranking trágico. O contraste entre prosperidade material e brutalidade social mostra que o desenvolvimento não tem sido acompanhado de avanços na proteção das mulheres. Estratégias e limitações Ao ser questionado sobre medidas caso assuma o governo, Pivetta defendeu a continuidade dos programas já existentes e o fortalecimento da presença policial nas comunidades: “É continuar o que está sendo feito, implementar programas, chegar mais próximo da sociedade, dar mais condições para que o cidadão tenha acesso ao socorro, à polícia, o mais rápido e o mais perto possível de sua casa.” Ele também mencionou que cerca de mil policiais militares concursados ainda não foram convocados, mas destacou que a decisão cabe ao governador Mauro Mendes. O desafio que permanece Embora o governo destaque a resolutividade dos casos, o fato de Mato Grosso seguir liderando o ranking nacional expõe a necessidade de repensar estratégias, fortalecendo políticas de prevenção, apoio às vítimas e mudanças estruturais no combate à violência de gênero. A confissão de Pivetta — “não sei por que Mato Grosso continua entre os mais violentos” — sintetiza o dilema: um estado que cresce economicamente, mas não consegue reduzir a violência contra suas mulheres. Enquanto novas mortes continuam a ser registradas, a pergunta segue sem resposta: por que Mato Grosso permanece entre os mais violentos do Brasil?
Ruas esburacadas e obras expõem motoristas ao perigo em Cuiabá: mulher perde controle e cai em vala no Centro Político
Com vias cheias de buracos, obras em andamento e sinalização precária, trafegar pela capital se torna um risco diário. Último caso ocorreu na Av. Milton Figueiredo, no Centro Político Administrativo. A cada dia fica mais difícil dirigir em Cuiabá. O aumento de buracos, as obras sem sinalização adequada e o descuido com a malha viária transformaram o trânsito da capital em uma verdadeira armadilha para motoristas. O reflexo desse cenário ocorreu na noite de domingo (5), quando uma mulher de 49 anos perdeu o controle do carro e caiu dentro de uma vala de obra na Avenida Milton Figueiredo, no Centro Político Administrativo (CPA). O acidente aconteceu próximo ao Hospital Central, uma das regiões mais movimentadas do bairro. Apesar do susto e dos danos materiais, a motorista escapou sem ferimentos. Acidente após chuva rápida De acordo com informações do site Lapada Lapada, a condutora seguia para buscar a filha quando foi surpreendida pela pista escorregadia após uma rápida chuva. O veículo, que é blindado, derrapou e despencou na vala aberta para obras de manutenção viária. Com o impacto, a parte dianteira do automóvel ficou totalmente destruída. O resgate precisou ser acionado para sinalizar o trecho e evitar novos acidentes, já que a via permaneceu parcialmente interditada até a remoção do carro. Um retrato da mobilidade em Cuiabá O episódio expõe novamente as dificuldades enfrentadas por quem trafega diariamente pela capital mato-grossense. Buracos em diversas avenidas, obras mal sinalizadas e desvios improvisados compõem o cenário que aumenta o risco de acidentes, principalmente em dias de chuva. Motoristas reclamam que o Centro Político, região que concentra órgãos públicos e recebe alto fluxo de veículos, deveria ter manutenção reforçada e sinalização adequada. O temor é que casos como o registrado neste domingo se tornem ainda mais frequentes. Providências Após o acidente, equipes de apoio registraram a ocorrência e tomaram medidas para liberar o tráfego. O caso será encaminhado para as autoridades responsáveis pela obra, a fim de avaliar se houve falha na sinalização ou na segurança do trecho.
CBF afasta árbitros após polêmicas em São Paulo x Palmeiras e Bragantino x Grêmio
Decisões contestadas na 27ª rodada do Brasileirão levaram a entidade a determinar treinamento e avaliação para árbitros e equipe de VAR. A Comissão de Arbitragem da CBF anunciou, neste domingo (5), o afastamento temporário dos árbitros envolvidos em duas partidas da 27ª rodada do Campeonato Brasileiro: São Paulo x Palmeiras e Red Bull Bragantino x Grêmio. Segundo nota oficial, os profissionais passarão por treinamento, aprimoramento e avaliação interna antes de retornarem às atividades. Jogos marcados por polêmica São Paulo x Palmeiras No clássico disputado no Morumbis, o São Paulo reclamou de um pênalti não marcado e da não aplicação de cartão vermelho a Andreas Pereira, do Palmeiras, quando ainda vencia por 2 a 0. Os são-paulinos alegam que poderiam ter ampliado a vantagem e jogado com um atleta a mais. O Palmeiras, porém, reagiu no segundo tempo e virou para 3 a 2, aumentando a revolta do Tricolor com a arbitragem de Ramon Abatti Abel e do árbitro de vídeo Ilbert Estevam da Silva, ambos agora afastados. Bragantino x Grêmio Em Bragança Paulista, o Bragantino venceu o Grêmio por 2 a 1, mas o jogo ficou marcado por decisões contestadas: um pênalti para o Massa Bruta nos acréscimos e a expulsão de um jogador gremista. A direção do clube gaúcho protestou oficialmente e cobrou explicações da CBF. Os árbitros Lucas Casagrande e Gilberto Rodrigues Castro Junior, que atuaram na partida, também foram afastados. Repercussão dos clubes As críticas foram fortes. Dirigentes do São Paulo classificaram a atuação do VAR como “vergonhosa”, enquanto representantes do Grêmio chegaram a sugerir que a CBF deveria implantar um “rebaixamento para árbitros” diante de falhas repetidas. Nota oficial da CBF “A Comissão de Arbitragem da CBF informa que os árbitros centrais e de vídeo (VAR) das partidas Red Bull Bragantino x Grêmio e São Paulo x Palmeiras, válidas pela 27ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro 2025, serão condicionados a treinamento, aprimoramento e avaliação interna, para posterior retorno às atividades.”
Sistema prisional é ‘centro de batismo’ de membros do CV
“O sistema prisional tornou-se um verdadeiro centro de batismo do Comando Vermelho”. A fala é do supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), desembargador Orlando Perri, que destacou que de dentro das cadeias a facção arregimenta novos membros e simpatizantes. Em pouco mais de uma década, a organização criminosa cresceu mais de 7.200% no Estado. O Comando Vermelho de Mato Grosso, braço independente da facção que nasceu no Rio de Janeiro, deu seus primeiros passos em solo mato-grossense no ano de 2012, quando Sandro da Silva Rabelo, o “Sandro Louco”, retornava do presídio federal. Dentro do maior presídio de Mato Grosso, a Penitenciária Central o Estado (PCE), ele, Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, Renildo Silva Rios e Renato Sigarini criaram o estatuto do CV/MT e organizavam os primeiros “batismos”. Em 2014, quando deflagrada a operação “Grená”, que trouxe à tona os principais nomes do CV, a facção tinha 450 membros. Mesmo com as lideranças presas, inclusive os fundadores, o número de “soldados” continuou crescendo, passando para 2,5 mil em 2017. Em 2018, a Polícia Federal já trazia o número de 7 mil filiados e, atualmente, segundo o desembargador Orlando Perri, são pelo menos 33 mil membros. O magistrado destaca que a própria facção tem uma ficha de inscrição dos alistados oficialmente. “A estimativa é de que tenha mais de 33 mil faccionados. O sistema prisional é um centro de batismo de CV. As pessoas que, às vezes, não têm vínculos com facções e entram no sistema prisional, se veem arrastadas para filiar, isso para sobreviver ao sistema”, disse. Perri cita um período em que houve a transferência de faccionados para determinado presídio, isso para ter uma separação dos presos, no sentido de enfraquecer o CV. No entanto, em uma única noite teve, naquele presídio, o “batismo” de 50 novos faccionados. O desembargador disse que a questão está complicada visto que há uma glamourização do crime e das facções. “Têm jovens que compram tornozeleira, pois representa glamour e respeito. Se quisermos reduzir a violência a médio e longo prazo, tem que começar agora”, disse. Segundo o desembargador, o problema não está somente nos presídios. “‘A questão da criminalidade vai muito além, passa por causas sociais, falhas na educação, saúde, que são os fatores principais que levam ao crime”, completou Orlando Perri. RECRUTAMENTO CONSTANTE Vladia Soares, professora de Criminologia e Direito Penal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), lembra que as facções brasileiras nasceram dentro dos presídios e, até hoje, conseguem se articular de lá. Ela destaca que mesmo presos, líderes mantêm comunicação por celulares clandestinos, advogados, familiares ou “disciplinas”, que são os membros de confiança. Com isso, as ordens saem das cadeias e chegam facilmente às ruas. “O CV cresceu em Mato Grosso principalmente pelo controle do tráfico de drogas, aproveitando a localização estratégica do estado, que é rota para Bolívia e outros países produtores. Além do tráfico, atua em roubos, extorsões, sequestros e lavagem de dinheiro. Esse poder econômico garante recrutamento constante e manutenção da rede”, pondera. Vladia afirma que as cadeias em Mato Grosso, como no resto do Brasil, sofrem com superlotação, falta de agentes e pouca inteligência penitenciária. “Isso cria um ambiente onde as facções dominam alas inteiras e impõem regras internas, muitas vezes mais eficazes que o próprio Estado”. A professora enfatiza que o Comando Vermelho não depende apenas de uma liderança central. Há “células” e “disciplinas” que mantêm a organização viva mesmo com chefes presos. Isso garante continuidade do negócio, como uma “empresa criminal”. “A facção oferece ‘proteção’ dentro das cadeias para presos comuns. Fora delas, em bairros pobres, jovens entram na organização criminosa por falta de oportunidade, status, renda rápida e medo. O aprisionamento em massa, sem políticas de ressocialização, acaba funcionando como escola do crime. A repressão policial sozinha não consegue frear o crescimento da facção, que se fortalece justamente nos vazios deixados pela pouca presença do Estado em áreas periféricas e ausência de políticas sociais”. PROVAS MAIS RECENTES Relatório Técnico da Polícia Civil destacou que em agosto houve a apreensão de aparelho celular na cela 11, do Raio 08, considerado de segurança máxima. Procedida a extração de dados do equipamento, constatou-se a existência de menção a suposto “batismo” de novo integrante de facção criminosa, sendo citados, no conteúdo analisado, os recuperandos Sandro da Silva Rabelo, Renildo Silva Rios, Cecliênio Lourenço de Araújo, Sidney Bettcurt e Norivaldo Cebalho, “padrinhos” do autor das mensagens. O relatório está citado nos processos dos recuperandos. Na decisão da última quinta-feira (02), o juiz Geraldo Fidelis solicitou esclarecimentos, inclusive sobre a manutenção dos reeducandos em isolamento. “Para elucidar a situação e conferir segurança à análise quanto à eventual inclusão ou permanência do recuperando Sandro da Silva Rabelo, no Raio 08, determino, no prazo de 48 horas, a expedição de ofício à Secretaria de Estado de Justiça, requisitando esclarecimentos, acerca da efetiva ocupação da cela 11 na data da apreensão, da identificação dos custodiados eventualmente vinculados ao objeto apreendido, bem como das providências administrativas adotadas em decorrência da apreensão do aparelho e do conteúdo nele identificado”, determinou Geraldo Fidelis em uma das decisões. Outro lado A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) afirmou que atua de forma contínua na identificação, monitoramento e contenção da atuação de organizações criminosas no interior das unidades prisionais. Segundo a pasta, entre as medidas adotadas, dentro do Programa Tolerância Zero contra facções criminosas, destaca-se a separação de líderes de facções. A Sejus pontuou ainda como medidas o monitoramento de movimentações atípicas. As revistas contínuas e estruturadas e operações de contenção e varredura, com apoio de forças especializadas. E também o intercâmbio de informações com as demais forças de segurança e órgãos de inteligência.