Candidato do PL não conseguiu registrar a candidatura porque aparece filiado ao partido Missão; caso será investigado pela Justiça Eleitoral e pode ser resolvido antes do prazo final BRASÍLIA – Um dos fatos mais inesperados da eleição presidencial de 2026 ocorreu nesta quinta-feira (13). O senador Flávio Bolsonaro (PL), oficializado como candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal no fim de julho, não conseguiu registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque, no sistema da Justiça Eleitoral, aparece filiado ao partido Missão. O caso provocou uma corrida jurídica entre a campanha de Flávio, o TSE e o próprio partido Missão, que também afirma ter sido vítima de uma fraude e diz estar colaborando com as investigações. O que aconteceu? Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, ao tentar protocolar o registro de candidatura, a equipe constatou que o senador constava oficialmente como filiado ao Missão, legenda que já possui candidato próprio à Presidência, Renan Santos. Com isso, o sistema impediu o registro da candidatura pelo PL. A defesa do senador afirma que a filiação foi feita sem seu conhecimento e pediu ao TSE o cancelamento do registro e o restabelecimento da filiação ao Partido Liberal. O que diz o TSE? O Tribunal Superior Eleitoral informou que, até o momento, não há indícios de invasão hacker ao sistema. Segundo o tribunal, o registro da filiação foi realizado utilizando credenciais vinculadas ao próprio partido Missão, o que levou o presidente do TSE a determinar a abertura de investigação para identificar quem realizou a operação e se houve uso indevido do sistema partidário. Missão afirma que também foi vítima O presidente do Missão e candidato à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda não tem interesse na filiação de Flávio Bolsonaro e que comunicou a irregularidade ao gabinete do senador dias antes do problema ganhar repercussão pública. Segundo Renan, o partido possui registros técnicos que indicariam que alguém utilizou o e-mail cadastrado em nome de Flávio para confirmar a filiação e acessar ferramentas da legenda. O Missão informou que entregará toda a documentação à Polícia Federal e ao TSE. A campanha de Flávio, por sua vez, contestou essa versão, classificando as declarações do partido como improcedentes e afirmando que o caso será esclarecido na investigação oficial. O que acontece agora? A legislação eleitoral estabelece prazo para o registro das candidaturas. Enquanto a situação da filiação não for regularizada, o registro de Flávio Bolsonaro pelo PL permanece impedido. Os próximos passos incluem: análise do pedido apresentado pela defesa de Flávio Bolsonaro; investigação para identificar quem realizou a filiação ao Missão; decisão do TSE sobre o cancelamento da filiação considerada irregular; eventual restabelecimento da filiação ao PL, caso a fraude seja reconhecida. ANÁLISE Por Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político Independentemente de como a investigação terminar, este episódio já entra para a história como um dos acontecimentos mais inusitados de uma campanha presidencial. Há dois pontos que precisam ser separados. O primeiro é o aspecto jurídico. A Justiça Eleitoral agora terá de esclarecer como um candidato homologado por um partido passou a constar oficialmente como filiado a outra legenda. Essa resposta dependerá das investigações em andamento. O segundo é o aspecto político. Casos como esse costumam deslocar o foco da campanha. Em vez de discutir propostas, candidatos passam a concentrar esforços em resolver questões administrativas e jurídicas. Ao mesmo tempo, o episódio aumenta a atenção sobre os mecanismos de filiação partidária e sobre os procedimentos de validação dessas informações. Se a Justiça concluir que houve uma filiação irregular, a tendência é que o processo seja corrigido para permitir o registro da candidatura, desde que os requisitos legais sejam atendidos dentro dos prazos eleitorais. Se houver outro entendimento, os efeitos dependerão da decisão do TSE. Nas próximas horas, a expectativa estará voltada para os desdobramentos da investigação e para a rapidez com que a Justiça Eleitoral conseguirá esclarecer o caso, já que o calendário eleitoral segue em andamento. Por: Alex RabeloJornalista e Estrategista Político Veja o Vídeo:
Prefeitos de MT defendem aumento do FPM e acesso direto ao STF
Gestores defendem repasse adicional do FPM a partir de 2027 e PEC que permita aos municípios questionar diretamente no Supremo leis que impactem as contas públicas Prefeitos de Mato Grosso estiveram em Brasília nesta terça-feira (11) para discutir medidas que podem ampliar a participação dos municípios na distribuição de recursos federais e fortalecer a autonomia das prefeituras na defesa de seus interesses jurídicos. As propostas foram debatidas durante reunião na Confederação Nacional de Municípios (CNM) e incluem mudanças no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e na possibilidade de acesso direto das prefeituras ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as principais reivindicações está a criação de um repasse adicional do FPM no mês de março. A proposta prevê uma implantação gradual, com acréscimo de 0,5% em 2027 e outro 0,5% a partir de 2028. A medida é defendida pelos gestores como uma forma de reforçar o caixa das prefeituras diante do aumento das despesas e das dificuldades para manter investimentos e serviços públicos. Presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Maninho destacou que o cenário econômico tem pressionado as administrações municipais, especialmente diante das elevadas taxas de juros e do crescimento das obrigações assumidas pelas prefeituras. “Taxa de juros alta no Brasil, investimento engessado, então os municípios vão tendo a sua receita comprometida e as altas despesas que vão colocando para os gestores municipais contribuírem pagando essa conta”, afirmou. Outra pauta discutida em Brasília é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende permitir aos municípios apresentar diretamente ao STF Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs). Atualmente, a Constituição estabelece um rol específico de autoridades e entidades com legitimidade para propor esse tipo de ação. Para os representantes do movimento municipalista, a mudança permitiria uma reação mais rápida diante de leis federais ou estaduais que possam gerar impactos financeiros ou administrativos para as prefeituras. O presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Roberto Ziulkoski, defendeu a alteração e argumentou que, atualmente, os municípios dependem de outros legitimados para levar determinadas questões diretamente ao Supremo. “Somos o único setor que os municípios não têm legitimidade para arguir ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo. Então, as leis são aprovadas […] e o discurso do próprio parlamentar quando vota é que depois vai cair no Supremo, só que, até lá, isso já entrou em vigor”, afirmou. Além da busca por novas fontes de receita e maior autonomia jurídica, os gestores municipais também estão concentrados nos impactos da reforma tributária. A mudança no sistema de arrecadação exigirá adaptações das administrações municipais, especialmente em relação aos procedimentos e à preparação dos servidores. Segundo Hemerson Maninho, a AMM tem promovido capacitações para orientar os municípios sobre as novas regras e auxiliar as prefeituras na transição para o novo modelo tributário. “Nós fizemos um trabalho muito grande na AMM de capacitação dos servidores das prefeituras, orientando os gestores a se prepararem para esse novo desafio que é a reforma tributária”, afirmou. As pautas apresentadas em Brasília fazem parte da agenda do movimento municipalista para ampliar a capacidade financeira das prefeituras e garantir maior participação dos municípios nas decisões que afetam diretamente a gestão pública local.
Coronel Fernanda aposta em duas vagas do PL na Câmara Federal em 2026
Deputada afirma que trabalha pela reeleição e avalia que a força da chapa liberal pode garantir ao partido duas das oito cadeiras de Mato Grosso A deputada federal Coronel Fernanda (PL) afirmou que trabalha para garantir a própria reeleição, mas acredita que o Partido Liberal poderá conquistar duas das oito vagas destinadas a Mato Grosso na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em entrevista ao MidiaNews, a parlamentar destacou o trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos e disse perceber um crescimento no reconhecimento de seu mandato em diferentes regiões do Estado. “Estou trabalhando com a minha vaga, mas eu acredito que o PL vai fazer duas. Estou cuidando muito do que eu preciso fazer. Trabalhei muito nesses últimos quatro anos, o reconhecimento está acontecendo em todo lugar”, afirmou. A eleição para a Câmara Federal em Mato Grosso deve ser marcada por forte disputa entre as principais legendas, diante da formação de chapas competitivas e da distribuição dos votos entre diferentes grupos políticos. A expectativa é de que a maioria dos partidos conquiste entre uma e duas cadeiras. O cenário representa um desafio para o PL, que em 2022 elegeu quatro deputados federais e formou a maior bancada mato-grossense na Câmara. Para 2026, a legenda reúne nomes com mandato, vereadores de municípios estratégicos, além de representantes de diferentes setores, ampliando a concorrência interna. A própria Coronel Fernanda já definiu a composição como uma “chapa da morte”, em referência ao nível de competitividade entre os candidatos. Mesmo diante da disputa interna, a deputada declarou que pretende terminar a eleição como a candidata mais votada da legenda. “Se Deus permitir, vou. Estou trabalhando para isso”, afirmou. A parlamentar também informou que pretende iniciar a campanha no dia 16, quando começa oficialmente o período eleitoral, e que deverá concentrar parte da estratégia no retorno aos municípios mato-grossenses. A intenção, segundo ela, é retomar o contato direto com lideranças políticas e com eleitores que acompanharam sua atuação durante o atual mandato. “Começo a fazer a minha volta novamente pelo Estado de Mato Grosso, conversando com as lideranças, conversando com as pessoas que acreditam e confiam em mim”, disse.
Operação Rondonópolis Segura cumpre 21 mandados contra suspeitos de crimes ligados a facção
Ação da Polícia Civil mobiliza 71 agentes após 43 dias de investigação e atinge nove cidades de Mato Grosso e Campo Grande (MS) A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (13.8), a segunda fase da Operação Regional Rondonópolis Segura, com o cumprimento de 21 mandados judiciais contra pessoas investigadas por envolvimento com facção criminosa e uma série de crimes praticados na região sul do Estado. Ao todo, são cinco ordens de prisão e 16 de busca e apreensão, cumpridas em oito municípios mato-grossenses e em Campo Grande (MS). A ofensiva é resultado de 43 dias de trabalho investigativo, realizado entre 1º de julho e 12 de agosto pelas unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis. Durante o período, os policiais reuniram informações, realizaram diligências, identificaram endereços e levantaram elementos que fundamentaram os pedidos de medidas judiciais. Os investigados são apontados como possíveis envolvidos em crimes como tráfico de drogas, extorsão, posse ilegal de arma de fogo, homicídio, roubo, furto e violência doméstica. As investigações estão relacionadas a ocorrências registradas em municípios da região sul de Mato Grosso. As ordens judiciais são cumpridas em Rondonópolis, Itiquira, Guiratinga, Pedra Preta, Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari e Juscimeira, além de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Na cidade sul-mato-grossense, as equipes contam com o apoio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), de Cuiabá. Coordenada pela Delegacia Regional de Rondonópolis, a operação integra o planejamento operacional da Polícia Civil para o enfrentamento à criminalidade na região. A ação reúne equipes de diferentes unidades especializadas e delegacias dos municípios envolvidos. Segunda fase dá continuidade às investigações A primeira etapa da Operação Regional Rondonópolis Segura foi realizada em abril deste ano, quando foram cumpridas 43 ordens judiciais. Na ocasião, 13 pessoas foram presas e diversos objetos foram apreendidos, contribuindo para o avanço das investigações que resultaram na nova fase da operação. Nesta segunda etapa, a atuação integrada envolve 71 policiais civis. Participam da ofensiva as Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos, de Defesa da Mulher e de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis, além das delegacias de Itiquira, Guiratinga, Pedra Preta, Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari e Juscimeira e da Polinter. A mobilização regional reforça a estratégia da Polícia Civil de ampliar a atuação integrada entre as unidades, cumprir decisões judiciais e avançar na identificação e responsabilização de suspeitos envolvidos em crimes que afetam a segurança da população.
Polícia Civil cumpre mandados em MT contra grupo que usava nome do UNICEF em golpe de falsas doações
Operação Orfeu mira três investigados por fraude eletrônica com alcance nacional; alvo em Lucas do Rio Verde foi localizado nesta quinta-feira A Polícia Civil de Mato Grosso participa, nesta quinta-feira (13.8), da Operação Orfeu, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal para desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes eletrônicos utilizando indevidamente o nome do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para arrecadar falsas doações por meio de chaves Pix. Em Mato Grosso, um dos investigados foi localizado em Lucas do Rio Verde. Outros dois alvos foram encontrados em Imperatriz, no Maranhão. Ao todo, são cumpridas ordens judiciais de prisão e de busca e apreensão contra três investigados nos dois estados. Segundo as investigações, o esquema tinha alcance nacional e fez vítimas no Distrito Federal e em outras unidades da Federação. Para dar aparência de legitimidade às abordagens, o grupo utilizava o nome e a credibilidade do UNICEF, levando as pessoas a acreditar que os valores transferidos seriam destinados a ações de proteção e assistência a crianças em situação de vulnerabilidade. Na realidade, conforme apontado pela investigação, os recursos eram direcionados às atividades do grupo criminoso. A estratégia explorava a confiança e a solidariedade da população para obter vantagem financeira de forma ilícita. Além do prejuízo causado diretamente às vítimas, a fraude também compromete a credibilidade de campanhas beneficentes legítimas. Ao utilizar uma causa humanitária para aplicar golpes, os investigados podem contribuir para que a população passe a desconfiar de iniciativas verdadeiras e deixe de realizar doações destinadas a pessoas que efetivamente necessitam de apoio. Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem chegar a 21 anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo de outras infrações que eventualmente sejam identificadas no decorrer das investigações. O nome da operação faz referência a Orfeu, personagem da mitologia grega conhecido por seu poder de persuasão. A escolha remete à estratégia utilizada pelos investigados, que teriam recorrido à credibilidade de uma instituição humanitária para conquistar a confiança das vítimas e convencê-las a realizar as transferências.
Medeiros cobra detalhes sobre restrição de R$ 105,5 bilhões no orçamento federal
O parlamentar cobra detalhes dos cortes após consultoria do Senado apontar falta de recursos do governo Lula Diante do risco iminente de colapso no atendimento hospitalar e na distribuição de medicamentos de alto custo no segundo semestre deste ano, o deputado federal Zé Medeiros (PL) protocolou um Requerimento de Informação ao ministro da Fazenda exigindo esclarecimentos do governo Lula (PT) sobre a restrição financeira de aproximadamente R$ 105,5 bilhões no orçamento da União. Um estudo elaborado pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal aponta um potencial “apagão orçamentário” de grandes proporções, com impacto direto sobre a manutenção de serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas da Saúde e da Educação. Na prática, faltam R$ 105,5 bilhões em recursos para que a União consiga pagar todas as despesas previstas para 2026. Com a restrição, Zé Medeiros quer saber quais pagamentos deixarão de ser realizados ou sofrerão atrasos e quais serão os impactos da restrição financeira sobre áreas essenciais, especialmente a saúde pública. O parlamentar também cobra informações detalhadas sobre os limites disponíveis, a distribuição da restrição por órgão e unidade orçamentária e o cronograma de desembolso previsto até o fim do ano. Entre os pontos questionados por Medeiros estão os possíveis efeitos sobre programas de distribuição de medicamentos de alto custo, cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS), tratamentos oncológicos, serviços de hemodiálise, medicamentos para doenças raras e contratos de fornecimento de insumos hospitalares. O deputado também cobra informações sobre os repasses destinados a hospitais filantrópicos, Santas Casas e demais entidades conveniadas ao SUS. Medeiros quer saber quanto está atualmente programado para essas instituições, quais valores estão em risco de atraso e se existe um plano de contingência para garantir a continuidade dos serviços. “Precisamos saber exatamente quais pagamentos serão afetados e quais medidas o Governo Federal está adotando para evitar que essa restrição financeira comprometa serviços essenciais. Não podemos descobrir depois que faltou medicamento, que uma cirurgia foi adiada ou que um hospital ficou sem receber. É um apagão orçamentário que coloca em risco a vida dos brasileiros e exige respostas imediatas da Fazenda”, afirmou Medeiros. Além da saúde, a Educação também está entre as áreas mais atingidas. O requerimento aponta que a falta de limite financeiro pode inviabilizar o custeio rotineiro das universidades federais, afetando manutenção, segurança, contratos de terceirização, assistência estudantil e o funcionamento dos hospitais universitários. “Se existe uma restrição dessa dimensão, as pessoas têm o direito de saber quais serão as consequências concretas e qual será o tamanho do prejuízo para os pacientes do SUS, para quem precisa de medicamentos de alto custo, para as universidades federais e para os hospitais filantrópicos. O Governo precisa dizer onde vai cortar, o que será adiado e como pretende garantir que a população não seja prejudicada”, concluiu.
Projeto de Max Russi cria Política Estadual de Geologia e Recursos Minerais de Mato Grosso
A Assembleia Legislativa (ALMT) concluiu, nesta quarta-feira (12), a tramitação do projeto de autoria do presidente da Casa, deputado Max Russi (Pode), que cria a Política Estadual de Geologia e Recursos Minerais de Mato Grosso. A proposta estabelece uma estrutura própria para orientar o planejamento, a gestão e o desenvolvimento sustentável da atividade mineral no estado. Com a leitura da redação final, o Projeto de Lei nº 1.952/2025 segue para sanção do Governo do Estado. Além da política estadual, a matéria institui o Sistema Estadual de Geologia e Recursos Minerais (Segermi), reunindo poder público, municípios, universidades, setor produtivo e sociedade civil em torno de ações relacionadas à pesquisa, exploração e aproveitamento sustentável dos recursos minerais. Max reforça que a iniciativa busca organizar o setor e criar condições para que o potencial mineral do estado seja convertido em desenvolvimento econômico e social, sem deixar de lado a responsabilidade ambiental. “Estamos criando uma política de Estado para um setor que tem um potencial enorme em Mato Grosso. Precisamos conhecer melhor as nossas riquezas minerais, planejar a atividade, investir em tecnologia e pesquisa e, principalmente, garantir que esse desenvolvimento aconteça de forma responsável, respeitando o meio ambiente e gerando emprego, renda e oportunidades para os nossos municípios”, destacou Max. Entre os princípios estabelecidos estão o aproveitamento racional dos recursos minerais, a responsabilidade socioambiental, a diversificação econômica das regiões produtoras, o incentivo à pesquisa e à inovação tecnológica e a atração de novos investimentos. A proposta também busca integrar a mineração aos demais setores da economia e estimular a industrialização dos bens minerais em Mato Grosso. Planejamento e fiscalização Na prática, a nova política prevê instrumentos para ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral de Mato Grosso e fortalecer a capacidade de planejamento, acompanhamento e fiscalização do Estado. Entre os mecanismos estão o Cadastro Estadual de Direitos Minerários (CEDM), o Plano Estadual de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (PEM/MT) e o Sistema Estadual de Geologia e Recursos Minerais (Segermi). A legislação também prevê o monitoramento e a fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos minerais, além do mapeamento geológico, geofísico e geoquímico sistemático do território estadual. A estrutura contará ainda com o Conselho Estadual de Geologia e Recursos Minerais (Cegem), órgão colegiado superior e deliberativo do Segermi, de caráter normativo e consultivo. O conselho terá a função de participar da formulação das diretrizes e acompanhar a implementação da Política Estadual de Geologia, Mineração e Transformação Mineral. O Cegem será formado por 20 membros titulares e respectivos suplentes, divididos de forma paritária entre poder público e demais representações, com mandato de dois anos e possibilidade de uma recondução. Os integrantes serão nomeados pelo governador do Estado. Também estão previstas linhas de financiamento e crédito voltadas ao desenvolvimento econômico, científico e tecnológico do setor, assistência técnica aos municípios mineradores e programas de educação e capacitação profissional. O texto ainda incentiva a regularização da mineração em pequena escala e da atividade garimpeira, observadas as competências e normas estabelecidas pela União. Outro ponto de destaque é a destinação dos recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Conforme a proposta, 90% dos valores destinados ao Governo de Mato Grosso deverão ser aplicados, pelos próximos 15 anos, em mapeamentos geológicos e geofísicos, desenvolvimento tecnológico, pesquisa, inovação e fortalecimento da atividade mineral responsável. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) ficará responsável pela gestão desses recursos e deverá divulgar anualmente relatório sobre o planejamento, a aplicação e os resultados alcançados.
Polícia Civil prende sete pessoas durante nova fase da Operação Energia Limpa em Várzea Grande
Ação integrada entre Polícia Civil, Politec e Energisa flagrou ligações clandestinas em comércios e residências da cidade A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu sete pessoas em flagrante durante uma nova fase da Operação Energia Limpa, deflagrada nesta quarta-feira (12.8). A ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) identificou fraudes e ligações clandestinas de energia elétrica em estabelecimentos comerciais e residências de Várzea Grande. A operação contou com a participação de mais de 30 profissionais da Polícia Civil, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Energisa. As equipes realizaram fiscalizações em distribuidoras, mercearias, salões de beleza, empresas de reciclagem e residências. Durante as diligências, os profissionais constataram irregularidades que configuram furto de energia elétrica qualificado pela fraude, previsto no artigo 155, §§ 3º e 4º, inciso II, do Código Penal. Os sete envolvidos foram conduzidos à DERF de Várzea Grande para os procedimentos legais. A Operação Energia Limpa é uma ação continuada da Polícia Civil e tem como objetivo combater fraudes e irregularidades no consumo de energia elétrica. A atuação integrada permite ampliar as fiscalizações e identificar situações que causam prejuízos à concessionária e riscos à população. Além dos prejuízos financeiros, ligações clandestinas e adulterações nos medidores podem provocar acidentes, curtos-circuitos e incêndios, comprometendo a segurança da população e a qualidade do fornecimento de energia. A Polícia Civil reforça que o furto de energia é crime e orienta a população a denunciar irregularidades pelos canais oficiais das forças de segurança e da concessionária.
Pesquisa acende alerta para Pivetta: rejeição elevada pode limitar crescimento na disputa pelo Governo de Mato Grosso
Levantamento Real Time Big Data mostra Wellington Fagundes na liderança e revela um dos indicadores mais importantes da corrida eleitoral: a relação entre intenção de voto e rejeição dos candidatos A mais recente pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (12), trouxe um dado que vai além da intenção de voto e pode ajudar a explicar os desafios que os candidatos terão pela frente na disputa pelo Governo de Mato Grosso. No cenário estimulado, o senador Wellington Fagundes (PL) lidera a corrida eleitoral com 34% das intenções de voto, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que aparece com 26%. Na sequência estão Natasha Slhessarenko (PSD), com 13%, Rafael Milas (Missão), com 3%, e Sargento Laudicério (Agir), com 1%. Os votos brancos e nulos somam 12%, enquanto 11% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 7 e 11 de agosto, possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-04560/2026. Mais importante que a intenção de voto é o potencial de crescimento Embora Wellington apareça na liderança, um dos números que mais chama atenção na pesquisa está no cruzamento entre intenção de voto e rejeição. Segundo o levantamento, Otaviano Pivetta possui 26% de intenção de voto e 38% de rejeição. Na prática, isso significa que 64% do eleitorado já formou uma opinião sobre sua candidatura, seja favorável ou contrária. Esse indicador é acompanhado de perto por analistas políticos porque mostra o espaço disponível para crescimento durante a campanha. Quanto maior o índice de rejeição, mais difícil costuma ser conquistar novos eleitores, já que parte significativa do eleitorado já declarou que não pretende votar naquele candidato. No caso de Pivetta, restaria um universo de aproximadamente 34% de eleitores que ainda não manifestaram uma posição consolidada em relação ao seu nome. Pesquisa foi realizada durante um momento de forte movimentação política Outro aspecto importante é o período em que a pesquisa foi realizada. As entrevistas ocorreram entre 7 e 11 de agosto, justamente quando o cenário político de Mato Grosso passou por mudanças relevantes, incluindo os desdobramentos da Operação Heritage e alterações na composição da chapa governista. Como toda pesquisa representa um retrato do momento em que os dados foram coletados, os efeitos completos desses acontecimentos poderão aparecer apenas nos próximos levantamentos. ANÁLISE | A rejeição pode ser o maior desafio da campanha de Pivetta Por Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político Quando se analisa uma pesquisa eleitoral, muita gente olha apenas para quem está na frente. Mas, para quem acompanha campanhas de perto, existe um indicador que muitas vezes pesa ainda mais do que a própria intenção de voto: a rejeição. E é exatamente nesse ponto que a pesquisa Real Time Big Data acende um sinal de alerta para a campanha de Otaviano Pivetta. Hoje, Pivetta aparece com 26% das intenções de voto, mas também registra 38% de rejeição. Isso significa que 64% do eleitorado já tem uma opinião formada sobre ele. Em outras palavras, para cada eleitor que hoje declara voto em Pivetta, há aproximadamente um e meio que afirma não votar nele. Isso não torna impossível uma recuperação, mas reduz o espaço de crescimento, porque a campanha passa a depender principalmente dos eleitores que ainda não definiram posição. Ao mesmo tempo, Wellington Fagundes lidera a pesquisa e chega ao início oficial da campanha em posição mais confortável, sem precisar enfrentar um índice de rejeição equivalente ao seu percentual de intenção de voto neste levantamento. Outro fator que merece atenção é o contexto político. A pesquisa foi realizada justamente durante dias marcados por mudanças importantes no grupo governista. Ainda é cedo para afirmar qual será o impacto eleitoral desses acontecimentos, mas eles passam a fazer parte do ambiente da campanha e poderão influenciar a percepção do eleitor nas próximas semanas. Em eleições majoritárias, o candidato que lidera normalmente procura consolidar sua vantagem, enquanto os adversários precisam ampliar sua base de apoio e reduzir resistências. Os próximos levantamentos mostrarão se Wellington conseguirá transformar a liderança inicial em crescimento consistente e se Pivetta encontrará espaço para conquistar parte dos eleitores que ainda não se posicionaram. Uma coisa é certa: a corrida pelo Palácio Paiaguás continua aberta, mas os índices de rejeição passam a ser um dos principais termômetros da disputa daqui para frente. Por: Alex Rabelo Jornalista e Estrategista Político
ALMT retoma sessões após recesso com 28 projetos aprovados em plenário
Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou duas sessões ordinárias nesta quarta-feira (12), com quatro pedidos de vista, um projeto retirado da pauta e outro arquivado; próxima sessão será no dia 19 de agosto A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retomou, nesta quarta-feira (12), os trabalhos legislativos em plenário após o recesso parlamentar. Durante as duas sessões ordinárias realizadas ao longo do dia, os deputados estaduais aprovaram 28 projetos de lei, além de registrarem quatro pedidos de vista, a retirada de uma matéria da pauta e o arquivamento de um projeto. Entre as propostas aprovadas está, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 693/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o Governo de Mato Grosso, por meio do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), a firmar convênio, termo de cooperação, termo de adesão ou instrumento semelhante com a Associação Nacional dos Detrans (AND). Também recebeu aprovação o Projeto de Lei nº 2.061/2023, que estabelece a possibilidade de utilização do nome afetivo nos cadastros de instituições escolares, de saúde, cultura e lazer por crianças e adolescentes que estejam sob guarda provisória durante o processo de adoção. Na pauta também estiveram propostas relacionadas ao desenvolvimento econômico e à valorização profissional. O PL nº 1.420/2024 institui o Selo Produto Mato-grossense, enquanto o PL nº 1.952/2025 estabelece a Política Estadual de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, além de criar o Sistema Estadual de Geologia e Recursos Minerais e o respectivo conselho. Outro destaque foi o PL nº 1.075/2025, que institui a Política Estadual de Apoio às Costureiras, Alfaiates e Coletivos de Moda Popular. A iniciativa busca fortalecer a cadeia têxtil de Mato Grosso por meio de ações de valorização, capacitação e formalização desses profissionais. Na área da inclusão, os deputados aprovaram o Projeto de Lei nº 806/2026, que estabelece medidas de acessibilidade para pessoas surdas ou com deficiência auditiva em concursos públicos. Também avançaram outras matérias que tratam de diferentes temas, como a criação de guia, atividades, concessão de honrarias e questões relacionadas à organização de estruturas públicas. Entre as propostas aprovadas estão os PLs nº 489/2026, 548/2024, 1.813/2024, 734/2025 e 1.727/2025. Em segunda votação, foi aprovado ainda o Projeto de Lei Complementar nº 53/2026, de autoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que altera a legislação referente à organização e ao funcionamento dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no Estado. A proposta modifica a composição do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais. Por outro lado, o PL nº 786/2024 foi arquivado após receber parecer contrário. A matéria previa a obrigatoriedade de pontos de recarga para veículos elétricos e híbridos em estacionamentos privados de uso coletivo, além de estacionamentos e vias públicas de Mato Grosso. Com a retomada das atividades em plenário, a próxima sessão ordinária da Assembleia Legislativa está marcada para quarta-feira, dia 19 de agosto, a partir das 9 horas.