Grupo investigado atuava com “tribunal do crime”, torturas, homicídios e aplicação de castigos contra rivais e integrantes da própria facção A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Atrium II para desarticular um núcleo de facção criminosa que atuava no município de Matupá, no norte do Estado. Ao todo, foram cumpridas 18 ordens judiciais contra integrantes do grupo investigado por envolvimento em crimes como ameaça, sequestro, tortura, homicídio e organização criminosa armada. Durante a operação, os policiais cumpriram seis mandados de prisão temporária, seis de busca e apreensão e seis de quebra de sigilo. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, com parecer favorável do Ministério Público. As investigações apontaram que os suspeitos participavam de julgamentos clandestinos conhecidos como “Tribunal do Crime”, prática utilizada por facções para aplicar punições contra membros rivais e até contra integrantes da própria organização que descumprissem determinações das lideranças criminosas. Segundo a Polícia Civil, a investigação conduzida pela Delegacia de Matupá identificou os principais integrantes da facção que atuavam no município, além das vítimas e dos locais utilizados para a execução das ações criminosas. As diligências começaram em abril de 2026 e foram coordenadas pelo Núcleo de Investigação de Homicídios da delegacia local. O foco era apurar crimes relacionados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, sequestros, torturas e assassinatos ligados à atuação da organização criminosa na região. Ao longo da apuração, os investigadores reuniram provas consideradas robustas, indicando que o grupo possuía estrutura hierarquizada, divisão de funções e atuação coordenada para execução de crimes violentos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Emerson Marques, a operação representa um avanço importante no combate às facções criminosas no interior do Estado. Conforme destacou o delegado, os alvos ocupavam funções estratégicas dentro da organização, sendo responsáveis pela execução de homicídios, ocultação de cadáveres e pela aplicação de castigos físicos conhecidos como “salves”. A ofensiva contou com a participação de cerca de 30 policiais civis das delegacias de Matupá, Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e Marcelândia, além do emprego de nove viaturas. A Operação Atrium II integra as ações da Renorcrim, a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, que atua no desenvolvimento de estratégias de inteligência para combate permanente às facções criminosas em todo o país.
Obras do BRT provocam interdições em avenidas de Cuiabá neste fim de semana
Bloqueios atingem região do CPA e cruzamentos da Prainha para avanço das obras de drenagem e asfaltamento do corredor do BRT Motoristas que circulam por Cuiabá devem redobrar a atenção neste fim de semana por conta de novas interdições no trânsito para o avanço das obras de implantação do Sistema BRT. As alterações começam neste sábado (16) e seguem até domingo (17), em diferentes pontos da capital, com previsão de liberação total das vias na segunda-feira (18). Uma das intervenções será realizada na região do Centro Político Administrativo, nas proximidades do viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O trânsito embaixo do elevado será temporariamente interrompido para que equipes do Consórcio Integra BRT executem a travessia de tubos do sistema de drenagem. Durante os trabalhos, os veículos serão desviados para a pista lateral em frente à sede da Sefaz, que está recebendo serviços finais de asfaltamento para suportar o fluxo temporário. Após a conclusão da obra, o trânsito será liberado, incluindo as duas pistas da saída do viaduto. O recapeamento da Avenida do CPA seguirá na faixa da direita, nas proximidades do ponto de ônibus, sentido Centro. Já na região central da cidade, quatro cruzamentos da Avenida Tenente-Coronel Duarte, a Prainha, terão bloqueios a partir das 6h de sábado. As intervenções fazem parte da etapa de asfaltamento do corredor exclusivo do BRT, que recebe uma camada especial de pavimento com polímeros para aumentar a durabilidade da pista. Os bloqueios ocorrerão nos cruzamentos da Prainha com as avenidas Mato Grosso, Getúlio Vargas, Isaac Póvoas e Rua Voluntários da Pátria. Apesar das interdições, o fluxo seguirá liberado nos dois sentidos da Prainha, porém os motoristas não poderão cruzar a avenida para acessar essas vias. Com isso, condutores que estiverem na Avenida Mato Grosso não conseguirão acessar o sentido CPA, enquanto veículos vindos do Centro também não poderão converter à esquerda no local. Situação semelhante ocorrerá na região do Morro da Luz, onde ficará impedido o cruzamento em direção à Rua Voluntários da Pátria. Também haverá restrições para quem segue da região do Porto em direção à Avenida Getúlio Vargas, além da impossibilidade de saída da Isaac Póvoas rumo ao Morro do Seminário. A expectativa da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística é concluir os serviços até domingo, permitindo a liberação completa do trânsito já nas primeiras horas de segunda-feira. O trabalho inclui a retirada do asfalto antigo e a aplicação de duas novas camadas de pavimento, respeitando o intervalo técnico necessário entre as etapas. A orientação é para que os motoristas busquem rotas alternativas e utilizem aplicativos de navegação para evitar congestionamentos. A Sinfra informou que mantém parceria com plataformas de trânsito para atualização em tempo real dos bloqueios e desvios nas regiões afetadas.
Max Russi articula solução humanitária para evitar despejo de milhares de famílias em Cuiabá
Presidente da ALMT vai buscar diálogo com o governador Otaviano Pivetta para garantir moradia e regularização fundiária em áreas de risco. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que irá buscar uma reunião com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para construir uma solução humanitária para as mais de 1.500 famílias dos bairros Paraisópolis e Silvanópolis em Cuiabá, ameaçadas por uma decisão judicial de desocupação. “Vamos trazer o governador para dentro dessa discussão para podermos avançar nesses encaminhamentos, porque é quem tem o poder da caneta. Estamos todos na mesma intenção de garantir o melhor para essas famílias”, afirmou Russi, em referência aos participantes da audiência. A declaração ocorreu durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (14), no Plenário Renê Barbour, na Assembleia Legislativa. O encontro, requerido pela vereadora Katiuscia Mantelli (Podemos) e liderado por Russi, reuniu mais de 500 moradores, além de representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Intermat, Prefeitura de Cuiabá e Governo de Mato Grosso. A audiência discutiu os impactos da ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve a área conhecida como Águas Nascentes. A decisão judicial prevê estudos para desocupação de áreas consideradas de risco ambiental. Durante a audiência pública, o parlamentar reforçou que a prioridade é garantir segurança jurídica e alternativas habitacionais para as famílias que vivem na região há mais de duas décadas. “Existe uma questão ambiental que precisa ser respeitada. Porém, também existem áreas passíveis de regularização. Precisamos discutir cada situação com responsabilidade e buscar uma solução possível para essas famílias”, completou o parlamentar. Russi também afirmou que a Assembleia Legislativa continuará atuando por meio da Procuradoria da Casa e da Comissão de Soluções Fundiárias, e pretende reunir todos os órgãos envolvidos para avançar em uma solução definitiva. A vereadora Katiuscia afirmou que a audiência pública foi fundamental para reduzir o clima de insegurança vivido pelas famílias. Segundo ela, muitos moradores ainda não sabem quais áreas poderão ser desocupadas nem quantas famílias precisarão ser realocadas. “Nós precisamos de respostas concretas. As famílias estão assustadas e convivem diariamente com medo e desinformação”, afirmou a vereadora. Katiuscia também destacou que nenhuma família será retirada sem diálogo e sem acompanhamento dos órgãos públicos. “As próximas lágrimas serão de alegria pela conquista da casa. Nós acreditamos que as famílias terão seus direitos respeitados dentro da legislação”, declarou. Proposta de TAC e medidas habitacionais Durante a audiência, o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que o município pretende discutir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Governo do Estado. A proposta prevê medidas mitigatórias, estudos ambientais e programas habitacionais para atender as famílias que vivem em áreas de risco. Segundo o prefeito, moradores localizados às margens do córrego e em áreas de barranco precisarão ser reassentados após a conclusão dos estudos técnicos. Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, o promotor Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público busca uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade humana. “Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais com a realidade das famílias que vivem ali”, declarou. A defensora pública Aline Carvalho Coelho também destacou a necessidade de estudos técnicos atualizados sobre impacto ambiental e ocupação do solo. Segundo ela, o processo não foi movido contra os moradores, mas sim para enfrentar os danos ambientais registrados na região. Representando os moradores, o presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza, afirmou que a comunidade recebeu a decisão judicial com surpresa. Ele defendeu que apenas as áreas de preservação permanente sejam desocupadas e ressaltou que a maior parte das famílias pode permanecer na região. “Temos idosos, crianças e pessoas com deficiência vivendo ali há mais de 20 anos. Precisamos de uma solução justa”, afirmou.
Mato Grosso registra segunda menor taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2026
Estado mantém mercado de trabalho aquecido e apresenta índice bem abaixo da média nacional, segundo levantamento do IBGE Mato Grosso voltou a se destacar no cenário nacional ao registrar a segunda menor taxa de desemprego do Brasil no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Estado fechou o período com taxa de desocupação de 3,1%, praticamente metade da média nacional, que ficou em 6,1%. O desempenho coloca Mato Grosso atrás apenas de Santa Catarina, que registrou índice de 2,7%. Também aparecem entre os menores percentuais do país os estados do Espírito Santo, Paraná e Rondônia. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 3,5%, Mato Grosso apresentou redução no desemprego, reforçando a estabilidade do mercado de trabalho estadual. Embora tenha ocorrido aumento em relação ao último trimestre de 2025, quando o índice ficou em 2,4%, especialistas apontam que a elevação é considerada sazonal, motivada principalmente pelo encerramento de vagas temporárias abertas no fim do ano. O primeiro trimestre tradicionalmente concentra o fechamento de contratos temporários no comércio, além da conclusão de vínculos nas áreas de Educação e Saúde no setor público municipal, fatores que influenciam diretamente os números da desocupação. A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou que os resultados demonstram a força da economia mato-grossense mesmo em um período historicamente mais desafiador para a geração de empregos. Segundo ela, a redução da taxa em comparação ao ano anterior evidencia o avanço do Estado e reflete tanto as políticas públicas implementadas quanto o empenho dos trabalhadores e setores produtivos de Mato Grosso. Outro indicador positivo apresentado pela pesquisa foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que ficou em 6,7%, a segunda menor do país e abaixo da média nacional. O índice considera pessoas que trabalham menos horas do que poderiam ou que estão disponíveis para trabalhar, mas ainda não conseguiram uma ocupação.
Desfile cívico-militar marca os 159 anos de Várzea Grande com homenagem à força das mulheres
Evento na Avenida Couto Magalhães reúne escolas, fanfarras e forças de segurança em celebração à história e à identidade várzea-grandense. A cidade de Várzea Grande celebra nesta quinta-feira, 15 de maio, seus 159 anos de emancipação político-administrativa com um dos eventos mais tradicionais do calendário municipal: o Desfile Cívico-Militar. A programação será realizada a partir das 16h, na Avenida Couto Magalhães, reunindo estudantes, forças de segurança, autoridades e a população em uma grande demonstração de civismo, cultura e valorização da história local. Neste ano, o desfile traz como tema “Mulher”, destacando o protagonismo feminino na construção e no desenvolvimento do Município. As apresentações das escolas municipais irão homenagear mulheres que contribuíram e seguem contribuindo para o crescimento social, econômico e cultural de Várzea Grande, reforçando a importância feminina na identidade da cidade. Ao todo, 12 unidades escolares participarão da programação, sendo cinco delas acompanhadas por fanfarras que prometem levar música, ritmo e emoção ao público presente. Além das apresentações estudantis, o desfile contará com a participação de instituições militares e forças de segurança pública, entre elas Exército Brasileiro, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil, Aeronáutica, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Ciopaer. A prefeita Flávia Moretti também participará da celebração e fará atendimento à imprensa em espaço reservado ao lado do palco oficial das autoridades. O encerramento ficará sob responsabilidade da Guarda Municipal de Várzea Grande e da Banda Municipal “Manoel Teixeira de Oliveira”, fechando a programação com apresentações que simbolizam o orgulho e o sentimento de pertencimento da população várzea-grandense durante as comemorações dos 159 anos do Município.
Acricorte 2026 reforça liderança de Mato Grosso na pecuária e projeta setor acima de R$ 42 bilhões
Evento em Cuiabá reúne produtores, especialistas e lideranças para discutir inovação, sustentabilidade e expansão da cadeia da carne bovina A edição 2026 da Acricorte teve início nesta quinta-feira (14), em Cuiabá, consolidando Mato Grosso como principal vitrine da pecuária brasileira. Realizado no Centro de Eventos do Pantanal e promovido pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o encontro reúne produtores rurais, especialistas, empresários e autoridades políticas para discutir os rumos da cadeia produtiva da carne bovina. Com 77 estandes e uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva, o evento destaca o protagonismo do estado no cenário nacional. Mato Grosso possui atualmente o maior rebanho bovino do país, com cerca de 32 milhões de cabeças, além de liderar as exportações e a produção de carne bovina no Brasil. Durante a abertura, o governador Otaviano Pivetta ressaltou os avanços da bovinocultura mato-grossense, destacando os investimentos em produtividade e melhoria genética do rebanho. Segundo ele, o estado vem consolidando uma pecuária cada vez mais eficiente e competitiva no mercado internacional. Os números do setor confirmam o bom momento vivido pela atividade. Apenas no primeiro trimestre deste ano, as exportações de carne bovina cresceram 74% em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 1,136 bilhão. No mesmo intervalo, Mato Grosso registrou recorde histórico no abate de bovinos, chegando a 1,8 milhão de animais. A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, afirmou que o desempenho positivo é resultado do avanço tecnológico no campo e da capacidade do setor em atender às exigências internacionais, especialmente em relação à sustentabilidade e rastreabilidade da produção. A expectativa do governo estadual é de que a pecuária movimente mais de R$ 42 bilhões em 2026, representando mais de 20% do Valor Bruto da Produção agropecuária de Mato Grosso. Presidente da Acrimat, Luís Fernando Amado Conte destacou que a evolução da atividade nos últimos anos passa diretamente pela profissionalização dos produtores e pela adoção de novas tecnologias. Para ele, a Acricorte se tornou um espaço estratégico para troca de conhecimento e fortalecimento da cadeia produtiva. A programação segue até esta sexta-feira (15), com palestras técnicas, debates sobre mercado, exposição de produtos e apresentação de soluções voltadas ao aumento da produtividade no campo.
Influenza dispara em Cuiabá com alta de 401% e Saúde reforça vacinação nas unidades
Boletim aponta avanço dos casos de gripe na capital, principalmente entre crianças, enquanto Covid-19 registra queda significativa A Prefeitura de Cuiabá acendeu o alerta para o avanço expressivo dos casos de influenza A e B na capital mato-grossense. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, mostram que os registros da doença cresceram 401,63% entre moradores da cidade no comparativo com o mesmo período do ano passado. Entre 4 de janeiro e 2 de maio de 2026, foram contabilizados 1.883 casos de influenza A e B em Cuiabá, sendo 1.454 em residentes do município. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido registrados apenas 290 casos entre moradores da capital. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o aumento está relacionado à maior circulação dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e também à ampliação da oferta de exames laboratoriais neste ano. Apesar do crescimento da influenza, o boletim aponta uma redução de 89,75% nas notificações de Covid-19 em comparação com 2025. A Secretaria Municipal de Saúde reforçou a importância da vacinação contra a gripe, considerada a principal forma de prevenção contra complicações da doença, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A imunização está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A campanha contempla crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos acima de 60 anos e gestantes. Também fazem parte do público-alvo puérperas, pessoas com deficiência permanente, pacientes com comorbidades, povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua. Profissionais da saúde, professores, integrantes das forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, dos Correios, do sistema prisional e portuários também podem receber a vacina gratuitamente. O levantamento mostra ainda que as crianças de 0 a 6 anos lideram o número de casos registrados neste ano, com 780 notificações. Em seguida aparecem pessoas entre 15 e 59 anos, com 535 casos. Já entre idosos acima de 60 anos foram contabilizados 133 registros até o início de maio. Além da vacinação nas unidades de saúde, a Prefeitura mantém atendimento domiciliar para pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção acompanhados pelas equipes das USFs. A estratégia inclui aplicação da vacina e atendimento multiprofissional com médicos, enfermeiros e agentes comunitários. Outra medida adotada pela SMS é a imunização de profissionais da saúde diretamente nos locais de trabalho, como nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), no Hospital São Benedito e na sede da própria secretaria.
Max Russi elogia trabalho da CPI da Saúde e destaca importância da transparência sobre OSS
O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, elogiou a condução dos trabalhos da CPI da Saúde e a busca pela ampliação das investigações. Para o parlamentar, a atuação da comissão, presidida pelo deputado Wilson Santos (PSDB), é fundamental para garantir total transparência sobre o trabalho das Organizações Sociais (OSS) que administram os serviços de saúde em Mato Grosso, em especial em Cáceres e Alta Floresta. Russi pontuou que o acompanhamento rigoroso dos contratos e da execução dos serviços pelas OSS é necessário para que o relatório final apresente respostas claras à população. Segundo ele, o trabalho está sendo acompanhado de perto pela sociedade e pela imprensa, o que reforça a responsabilidade dos parlamentares em entregar um diagnóstico preciso sobre a aplicação dos recursos públicos no setor. O presidente da Casa destacou que o papel da Assembleia é garantir que os instrumentos de investigação cumpram sua obrigação da melhor forma possível. A expectativa é que o colegiado consiga tirar todas as dúvidas remanescentes sobre o modelo de gestão compartilhada e prestar contas de forma transparente aos mato-grossenses. “Toda investigação é importante e essa é uma prerrogativa essencial da Assembleia Legislativa. A comissão tem a obrigação de fazer o seu papel da melhor forma possível para que, ao final do prazo, apresente um relatório que mostre a realidade, esclareça os fatos sobre as OSS e tire as dúvidas da nossa população”, afirmou Max.
Pivetta reajusta insalubridade em até 35% e atualiza diárias dos servidores em MT
O governador Otaviano Pivetta assinou, nesta quinta-feira (14.5), dois decretos atualizando os valores do adicional de insalubridade e das diárias pagas aos servidores do Poder Executivo Estadual. A assinatura ocorreu em reunião com representantes da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso e de outras entidades sindicais. O reajuste do adicional de insalubridade chega a é de 35,39%, calculado com base na variação do INPC acumulado entre 2014 e 2025. Com isso, os valores passam de R$ 100,00 para R$ 135,39 no grau mínimo, de R$ 185,00 para R$ 250,47 no grau médio e de R$ 370,00 para R$ 500,94 no grau máximo. A atualização, segundo o Governo, busca recompor perdas inflacionárias, preservar a efetividade do benefício e garantir a valorização dos servidores expostos a condições insalubres. “Valorizar o servidor não é só através da remuneração. Nós mostramos isso ao nomear servidores de carreira para comandar áreas estratégicas do Estado, como Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Planejamento. Isso também é reconhecimento, vocês estão governando Mato Grosso conosco”, afirmou o governador Otaviano Pivetta. O governador também destacou a política fiscal do Estado e o pagamento em dia da folha dos servidores. “Nós valorizamos os servidores como nunca foram valorizados. Mantemos o salário em dia, com responsabilidade fiscal, e criamos o fundo de previdência do Estado, que hoje já tem R$ 2,7 bilhões muito bem geridos. Isso é cuidar do futuro do servidor público e garantir segurança, estabilidade e previsibilidade”, completou. O decreto mantém a exigência de laudo técnico para caracterização da insalubridade e prevê pagamento proporcional à carga horária. Além da insalubridade, o Governo de Mato Grosso também reajustou os valores das diárias pagas a servidores em deslocamento a serviço. Fora do Estado, o valor passa de R$ 581 para R$ 648, podendo chegar a R$ 790 em destinos como São Paulo e Brasília. Dentro de Mato Grosso, as diárias passam de R$ 302,50 para R$ 338, chegando a R$ 390 em municípios como Cáceres, Sinop, Sorriso e Rondonópolis. O secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, afirmou que a medida atende a uma demanda dos servidores. “Fizemos um levantamento técnico das diárias e da insalubridade e levamos ao governador. Ele entendeu a necessidade de atualização e determinou imediatamente os estudos para corrigir essa defasagem. Mesmo com impacto anual de cerca de R$ 30 milhões, tratou como uma medida justa e necessária para os servidores”, disse. A presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso, Carmen Machado, destacou o diálogo com o governo. “Consideramos histórico estabelecer essa mesa de negociação de forma diplomática e republicana”. O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, também acompanhou a agenda..
Prefeita denuncia fraude em decreto e crise política se intensifica em Várzea Grande
Gestora aponta inserção irregular de documento sem assinatura e caso já é alvo de investigação criminal A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), denunciou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), por suposta fraude envolvendo um decreto de remanejamento financeiro no valor de R$ 215 mil. Segundo a gestora, o documento teria sido inserido no sistema oficial sem sua autorização e sem a devida assinatura. A denúncia foi formalizada após a prefeita identificar a irregularidade na quarta-feira (13). Em declaração após prestar depoimento na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), nesta quinta-feira (15), Moretti afirmou que o ato compromete não apenas sua autoridade administrativa, mas também o erário público. De acordo com ela, o remanejamento só poderia ocorrer mediante autorização expressa do Executivo, dentro do limite de 5% previamente aprovado pelos vereadores. “É uma inserção de documento não autorizado, não assinado pela prefeita. Por isso, sou vítima, assim como o erário”, declarou. A prefeita também revelou que, dias antes, o presidente da Câmara havia solicitado oficialmente um remanejamento de R$ 285 mil, com as mesmas dotações orçamentárias, supostamente destinadas à reforma do Legislativo municipal — o que levanta suspeitas sobre a origem do decreto agora questionado. Moretti compareceu à Deccor acompanhada do procurador-geral do Município, Maurício Magalhães Faria Neto, e da secretária de Planejamento, Lucineia dos Santos Ribeiro. O depoimento ocorre em meio a um cenário político conturbado no município. Paralelamente, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-MT) instaurou inquérito para investigar 12 vereadores de Várzea Grande. A apuração, conduzida pelo promotor Adriano Roberto Alves, busca esclarecer a existência de um suposto esquema articulado para cassar a prefeita e assumir o controle da administração municipal. Nos bastidores, circulam informações de que haveria movimentações políticas para viabilizar a saída da prefeita e negociar a privatização do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), o que, segundo denúncias, poderia envolver interesses e vantagens indevidas. O caso segue sob investigação e deve aprofundar ainda mais a crise entre o Executivo e o Legislativo no município.