A endometriose, doença inflamatória crônica que atinge o tecido endometrial, afeta cerca de 8 milhões de brasileiras e, segundo o Ministério da Saúde, leva em média sete anos para ser confirmada após os primeiros sintomas. No Brasil, o índice é alarmante: uma em cada 10 mulheres sofre com a condição. Em Mato Grosso, a Lei nº 13.065, de autoria do deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, foi criada para mudar essa realidade, garantindo políticas públicas que aceleram o diagnóstico e o tratamento especializado. Nesta quinta-feira (7), é celebrado o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose. Max lembra da importância do Programa de Prevenção à doença. “Com a lei, o governo será obrigado a criar unidades de saúde especializadas para o diagnóstico e o tratamento da endometriose. Assim podemos garantir a estrutura necessária para que as mulheres tenham um atendimento digno, humanizado e contínuo”, afirmou o presidente da ALMT. De acordo com a nutricionista Alinne Bodenstein, especialista em endometriose e doenças gastrointestinais, os números oficiais podem estar subestimados. Ela explica que a condição ginecológica é frequentemente confundida com a Síndrome do Intestino Irritável. “O diagnóstico é muito tardio porque os sintomas são parecidos: ambos causam cólicas abdominais e alterações no hábito intestinal. Isso faz com que muitas mulheres tratem um problema digestivo quando, na verdade, sofrem de endometriose”, alerta a especialista que também vive com a doença. Para ela, é essencial a execução do programa que prevê a criação de unidades voltadas ao diagnóstico e tratamento, incluindo a constituição de centros cirúrgicos especializados e a capacitação dos profissionais de saúde para o tratamento e diagnóstico da doença. “Nós precisamos realmente que o poder público abrace também essa causa, trabalhe para a conscientização e também promova de forma simultânea a capacitação profissional para podermos ter esse diagnóstico precoce”, afirmou Bodenstein. A falta de qualificação e de equipamentos na rede de saúde é uma barreira real enfrentada por milhares de mulheres. Cecília Nobre, 32, ex-moradora de Alto Araguaia, viveu na pele o descaso antes de descobrir que tinha endometriose. Após uma intensa hemorragia, o atendimento inicial foi marcado por preconceito e falta de informação. “Fui atendida de maneira bem ríspida pelos profissionais, que suspeitavam de aborto. Só após um ultrassom, uma médica de plantão suspeitou de endometriose, mas, por falta de especialistas e aparelhos no local, tive que buscar socorro em outro município”, relata. Antes do diagnóstico, Cecília sofria com períodos menstruais ininterruptos que a levaram a desenvolver hematofobia (medo de sangue). “Eu desmaiava ou passava muito mal, o que só piorava a situação”, conta ela, que teve outras complicações devido à perda excessiva de sangue. Para Cecília, saber que agora existe uma lei estadual (Lei 13.065) focada na doença traz esperança. “Aqueles que colocamos no poder devem nos representar de todas as formas, especialmente em doenças que são invisibilizadas pela sociedade”, finaliza.
Assembleia aprova subsídio ao diesel e mantém congelamento do Fethab em Mato Grosso
Os deputados estaduais aprovaram, em segunda votação nesta quarta-feira (6), o projeto de lei encaminhado pelo Governo de Mato Grosso que prevê a redução do preço do diesel e a manutenção do congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o fim de 2026. Na prática, a proposta autoriza a adesão do Estado à cooperação financeira com a União no âmbito do Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. O objetivo é subsidiar parte da alíquota do óleo diesel, diante da alta nos preços provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. A participação de Mato Grosso será proporcional ao consumo estadual no cenário nacional, estimado em 6,12%. Com isso, o aporte do governo na subvenção será de R$ 122,4 milhões. A medida busca evitar que o aumento do diesel seja repassado ao consumidor final, considerando que o combustível é essencial para o transporte de cargas, o escoamento da produção e a distribuição de alimentos e mercadorias dentro e fora do Estado. Outro ponto do projeto estabelece o congelamento da base de cálculo do Fethab até 31 de dezembro de 2026. Na prática, a decisão impede reajustes na cobrança da contribuição, evitando aumento de custos para o setor produtivo. O texto segue agora para sanção do governador Otaviano Pivetta.
Hospital Regional de Sinop se destaca entre os melhores de MT em segurança do paciente
Unidade estadual alcança alto nível de conformidade em avaliação nacional da Anvisa e se consolida como referência em boas práticas assistenciais O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), conquistou posição de destaque no cenário estadual ao figurar entre as unidades com melhor desempenho em práticas de segurança do paciente. O reconhecimento consta na Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente de 2025, realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A unidade alcançou classificação de alto nível de conformidade, índice reservado a hospitais que atingem entre 67% e 100% de adequação aos critérios estabelecidos. A análise considera 21 indicadores e vai além da UTI adulto — categoria na qual o hospital concorreu — abrangendo também setores como clínica médica, cirúrgica, ortopedia, centro cirúrgico e atendimento de emergência. O resultado reflete um conjunto de ações voltadas à qualificação do atendimento e à redução de riscos assistenciais. Entre os fatores determinantes estão a atuação integrada de núcleos e comissões internas, além do investimento contínuo na capacitação das equipes. Somente em 2025, foram promovidos mais de 150 treinamentos voltados aos profissionais da unidade. A estrutura organizacional do hospital tem papel central nesse desempenho. O Núcleo de Segurança do Paciente atua na implementação e monitoramento de protocolos, bem como na notificação de eventos adversos por sistemas oficiais. Já o Núcleo de Educação Permanente garante a atualização constante das equipes, alinhando práticas às diretrizes mais recentes da área da saúde. Outros setores também contribuem diretamente para a qualidade assistencial, como a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, responsável por estratégias de prevenção e monitoramento de infecções, e a Comissão de Feridas, que atua no cuidado especializado de lesões. A Comissão de Óbitos, por sua vez, analisa casos com foco na melhoria contínua dos processos. A conquista marca a primeira vez que o Hospital Regional de Sinop atinge esse nível de avaliação, consolidando-se como referência na rede pública estadual. Além de reforçar a cultura de segurança, o resultado também impulsiona a padronização de práticas e eleva o nível de qualidade das demais unidades hospitalares de Mato Grosso.
Projeto de Max Russi leva ciência e sustentabilidade a 20 mil estudantes de MT
A terceira edição da Semana Estadual da Campanha Educa Mineração deve alcançar cerca de 20 mil estudantes da rede pública de Mato Grosso com atividades voltadas à conscientização sobre desenvolvimento sustentável, ciência e a importância econômica do setor mineral. A programação começa nesta quinta-feira (7) com exposições interativas, atividades científicas e ações pedagógicas em escolas de Cuiabá e região metropolitana. A iniciativa será realizada anualmente na primeira semana de maio e foi instituída pela Lei nº 12.727/2024, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos). A proposta busca aproximar os estudantes do conhecimento científico e ampliar o debate sobre mineração responsável, sustentabilidade ambiental e inovação. Programação nas escolas Nesta quinta-feira (7), a Escola Estadual Agenor Ferreira Leão, no bairro Tijucal, em Cuiabá, recebe a exposição sobre Ligas Metálicas, apresentando aos estudantes aplicações práticas dos minerais no cotidiano e na indústria. Já na sexta-feira (8), a Escola Estadual Professora Zélia da Costa Almeida, no bairro Jardim Presidente II, recebe a exposição “Tempo Geológico – Os fósseis vão à escola”, aproximando os estudantes do conhecimento científico sobre a formação da Terra, fósseis e evolução geológica. Além da Capital, a campanha também contempla municípios como Chapada dos Guimarães, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e região. A construção de uma mineração sustentável Autor da lei que criou a Semana Estadual Educa Mineração, o deputado Max Russi afirmou que o objetivo é ampliar o debate sobre a mineração responsável e mostrar à população a relevância do setor para o desenvolvimento do Estado. “A mineração faz parte do desenvolvimento econômico de Mato Grosso e do Brasil, mas precisamos discutir esse setor com responsabilidade, conhecimento e sustentabilidade. A educação é fundamental para formar consciência ambiental e mostrar aos jovens a importância dessa atividade para a geração de emprego, renda e inovação”, destacou Russi. O parlamentar também ressaltou que tem atuado para ampliar os debates sobre o tema no Legislativo estadual. Segundo ele, a criação do Grupo de Trabalho da Mineração fortalece a construção de políticas públicas voltadas ao setor mineral em Mato Grosso. “Criamos o Grupo de Trabalho da Mineração justamente para valorizar essa discussão, ouvir especialistas, universidades, setor produtivo e a sociedade. Queremos construir caminhos para uma mineração cada vez mais sustentável, transparente e importante para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou o deputado. Investimento e apoio institucional O parlamentar apoia a realização das atividades, garantindo estrutura e para as ações educativas em Mato Grosso. A campanha conta ainda com apoio institucional da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), responsável pelo suporte logístico na rede estadual de ensino, além da parceria técnico-científica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que auxilia na elaboração das exposições e conteúdos pedagógicos.
Bairros tradicionais lideram valorização imobiliária e crescimento urbano em Cuiabá
Regiões centrais aliam história, infraestrutura consolidada e alta demanda, atraindo investimentos e novos empreendimentos Os bairros Goiabeiras, Popular, Quilombo, Duque de Caxias e Centro-Norte seguem consolidando protagonismo no desenvolvimento urbano de Cuiabá. Com localização estratégica e infraestrutura já estabelecida, essas regiões têm se destacado como polos de valorização imobiliária e expansão comercial, reunindo tradição e modernização em um mesmo espaço. Historicamente reconhecidos na formação da capital, esses bairros atravessam um novo momento impulsionado pela verticalização e pela chegada de empreendimentos residenciais e comerciais voltados aos segmentos médio, médio-alto e alto padrão. A combinação entre identidade urbana preservada e novos investimentos tem reforçado o interesse tanto de moradores quanto de investidores. O cenário acompanha o desempenho positivo do mercado imobiliário cuiabano. Em 2025, o setor registrou o melhor resultado da história, com movimentação bilionária e crescimento expressivo no volume de imóveis comercializados, refletindo o aquecimento da demanda e o fortalecimento da economia local. Entre os principais diferenciais dessas regiões está a praticidade. A oferta diversificada de serviços — como supermercados, farmácias, restaurantes e comércios variados — permite que moradores tenham acesso facilitado ao cotidiano, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos e elevando a qualidade de vida. Além disso, a presença de vias estruturantes, como a Avenida Getúlio Vargas, contribui para integrar esses bairros, funcionando como eixo de conexão entre áreas residenciais, centros comerciais e polos gastronômicos. Esse fator amplia ainda mais a atratividade da região, tanto para novos empreendimentos quanto para atividades econômicas. Outro ponto relevante é a versatilidade do perfil de ocupação. As áreas atendem desde moradores fixos até demandas por hospedagens de curta permanência, favorecidas pela localização central e pela ampla oferta de serviços. Com forte identidade urbana, mobilidade facilitada e um ambiente consolidado para novos investimentos, Goiabeiras, Popular, Quilombo, Duque de Caxias e Centro-Norte permanecem como referências no crescimento ordenado de Cuiabá, mantendo-se entre os principais vetores de desenvolvimento econômico e urbanístico da capital.
Delegacia 24h de Defesa da Mulher é inaugurada em Várzea Grande e reforça combate à violência doméstica
O Governo de Mato Grosso instalou, nesta quarta-feira (6.5), a Delegacia de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24h de Várzea Grande, ampliando o atendimento especializado às vítimas de violência doméstica e familiar no município. A desembargadora Maria Erotides Kneip definiu a nova estrutura como um espaço que ultrapassa o caráter policial e se consolida como acolhimento e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. “Essa delegacia é um templo de garantia de vida. É isso que ela representa: esse socorro, esse cuidado, essa certeza de proteção que nós ansiávamos há muitos anos, há muito tempo. O governador está dando para Várzea Grande o melhor presente que nós mães queremos”, afirmou. A unidade passa a funcionar na Avenida Senador Filinto Müller, nº 2225, no bairro Centro Norte, com atendimento ininterrupto. O espaço conta com salas adequadas e equipes especializadas, formadas por delegados, escrivães e investigadores preparados para o acolhimento humanizado das vítimas. O governador Otaviano Pivetta afirmou que a medida reforça a atuação do Estado no enfrentamento direto à violência contra a mulher e ao feminicídio. “Isso é uma demonstração clara de que o governo está enfrentando a violência contra a mulher com firmeza e responsabilidade. O feminicídio, a agressão contra mães, crianças e mulheres indefesas não pode ser naturalizado. Nós não podemos conviver com isso pacificamente e não vamos conviver. Todos os mato-grossenses podem contar com o governo”, destacou. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou a sensibilidade da decisão e o impacto direto da nova unidade na vida das mulheres do município. “Essa delegacia representa um suspiro de esperança de que a violência pode diminuir no nosso município. Estar aberto 24 horas significa que a mulher sabe que tem para onde pedir ajuda e ser socorrida”, afirmou. A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, afirmou que a entrega marca uma mudança estrutural na prioridade dada ao enfrentamento da violência doméstica no Estado. “Hoje é um dia histórico para a Polícia Civil. Nós não estamos apenas inaugurando um serviço, estamos reafirmando uma prioridade de governo. O enfrentamento à violência doméstica passa a ocupar um lugar central na segurança pública de Mato Grosso”, disse. A senadora Margareth Buzetti também ressaltou os investimentos do Estado na segurança pública e o fortalecimento das ações de enfrentamento à violência contra a mulher. “O combate à violência contra a mulher precisa ser enfrentado com decisão, coragem e política pública. E o Estado tem mostrado isso na prática”, acrescentou. A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, afirmou que a entrega reforça a presença do Estado no enfrentamento à violência contra a mulher. “O Governo de Mato Grosso está dizendo com essa entrega que não há espaço para tolerância com a violência contra a mulher. Estamos falando de estrutura, equipe qualificada e presença efetiva do Estado onde mais se precisa”, afirmou. A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra Mulher, delegada Mariell Antonini, afirmou que a implantação do plantão 24 horas atende a uma demanda antiga da sociedade e das instituições que atuam na área. “Era uma demanda histórica da população e das instituições que atuam na proteção das mulheres. Quando essa proposta foi apresentada ao governador Otaviano Pivetta, houve imediata sensibilidade e a decisão de transformar isso em realidade”, pontuou. Solenidade Participaram os deputados estaduais Fábio Tardin e Carlos Avallone, a promotora de Justiça Elisamara Portela, a secretária de Estado de Comunicação Laice Souza, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson Bezerra, o diretor-geral da Politec, Jaime Trevisan, o presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros, entre outras autoridades. A estrutura A unidade conta com equipes formadas por delegados, escrivães e investigadores capacitados para atendimento humanizado, além de salas estruturadas para acolhimento de vítimas de violência doméstica e familiar. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, voltado ao atendimento de mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Operação Continuum mira facção e cumpre 19 ordens contra tráfico, extorsão e jogos ilegais em Rondonópolis
Ação da Polícia Civil desarticula célula criminosa ligada a esquema já investigado em 2025 e reforça combate ao crime organizado no Estado Ação da Polícia Civil desarticula célula criminosa ligada a esquema já investigado em 2025 e reforça combate ao crime organizado no Estado A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação Continuum, com o cumprimento de 19 ordens judiciais contra uma célula de facção criminosa atuante no bairro Bom Pastor, em Rondonópolis. A ação tem como alvo suspeitos envolvidos com tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e exploração de jogos de azar. Ao todo, estão sendo executados 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá. As ordens são cumpridas por 13 equipes da Delegacia Regional de Rondonópolis, todas mobilizadas no próprio município. As investigações são desdobramento da Operação Impetus, realizada em maio de 2025, quando 38 ordens judiciais foram cumpridas com foco em uma célula criminosa no bairro Jardim Tropical. A partir das provas reunidas na ocasião, a polícia conseguiu identificar novos suspeitos que mantinham ligação com o grupo já investigado, expandindo a atuação criminosa para o bairro Bom Pastor. De acordo com a apuração, a organização possuía estrutura definida, com divisão de funções entre os integrantes. Um dos investigados era responsável pela gestão financeira do tráfico, incluindo a distribuição de drogas e o recolhimento dos valores arrecadados. Outros atuavam diretamente na comercialização para usuários. Além do tráfico, os policiais constataram que o grupo exercia forte influência sobre o comércio local, exigindo pagamentos de estabelecimentos — prática caracterizada como extorsão. Segundo a delegada responsável pelo caso, essa conduta demonstra uma tentativa de imposição de poder paralelo na região, com domínio territorial sustentado pela intimidação. As investigações também revelaram a exploração de jogos de azar como fonte adicional de receita ilícita. O grupo controlava a distribuição de máquinas e a arrecadação dos valores obtidos com a atividade. Durante a análise de materiais apreendidos, foram encontradas planilhas e relatórios internos que evidenciam a organização financeira do esquema. A Operação Continuum faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero contra facções criminosas. A ação também integra a Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça, que articula forças policiais em todo o país no enfrentamento ao crime organizado.
“É um absurdo. Não é aceitável que mulheres estejam à mercê de uma violência gratuita”, afirma Max Russi sobre lista na UFMT
“É um absurdo. Não é aceitável que mulheres que estão realizando os seus sonhos e de suas famílias, estejam à mercê de uma violência gratuita”. Com essa declaração, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), manifestou sua indignação durante a sessão desta quarta-feira (6) ao comentar a denúncia da existência de uma suposta lista de alunas “estupráveis” na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O caso envolve mensagens de teor violento e misógino atribuídas a estudantes da Faculdade de Direito. Para o parlamentar, a gravidade do fato é potencializada pelo local onde ocorreu. “Vocês imaginam abrir um site de notícias e ler que estudantes da UFMT, um ambiente de ensino, de formação de futuros profissionais, criaram uma lista de alunas ‘estupráveis’?”, questionou Max Russi. “Em um claro ato de descaso e normalização da violência, as mensagens foram divulgadas e rapidamente se espalharam pela comunidade acadêmica. Fica evidente que a conduta, extremamente grave, de caráter misógino e violento, é absolutamente incompatível com qualquer parâmetro ético, jurídico e humano”, diz trecho da nota. Russi pediu o acompanhamento do episódio por meio da Procuradoria da Casa e da Mulher. “A violência começa assim, e quando você vê uma fatalidade acontece. Nós vamos acompanhar esse caso de perto. Medidas urgentes precisam ser tomadas. As mulheres têm o direito de estar e fazer o que quiserem, e nós temos o dever de garantir esse direito”, finalizou Max.
PL e MDB “incompatíveis”: Medeiros rejeita aliança e compara articulação a “casamento arranjado”
Pré-candidato ao Senado, deputado afirma que união entre partidos enfraqueceria chances eleitorais e aposta que Wellington Fagundes não irá forçar composição O José Medeiros, que disputa uma vaga ao Senado pelo Partido Liberal (PL), descartou a possibilidade de aliança com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda da deputada estadual Janaina Riva. Em declaração à imprensa nesta quarta-feira (6), ele classificou a eventual composição como inviável e sem consistência política. Para Medeiros, a aproximação entre as siglas não se sustentaria na prática. Ele comparou o cenário a um “casamento arranjado”, que até poderia existir formalmente, mas sem efetiva convergência de interesses ou alinhamento político. O parlamentar também minimizou a possibilidade de imposição por parte do senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. Segundo ele, o próprio perfil do senador indica que não haveria pressão para consolidar uma aliança considerada frágil internamente. Nos bastidores, no entanto, o tema tem gerado atritos. Informações recentes apontam para um desgaste entre Medeiros e Fagundes, motivado pelo receio de que, durante as convenções partidárias, haja articulação para aproximar PL e MDB. O ponto de tensão se intensifica diante do fato de Janaina Riva, ligada ao MDB e com vínculo familiar com Fagundes, também se posicionar como pré-candidata ao Senado. Na avaliação de Medeiros, uma eventual coligação entre os partidos comprometeria diretamente a competitividade eleitoral do grupo, reduzindo as chances de vitória no pleito.
PROJETO DE WELLINGTON FAGUNDES AVANÇA NA CAE E PODE PROTEGER MAIS DE 6 MIL PROFISSIONAIS EM MATO GROSSO
Mais um avanço importante para os profissionais da medicina veterinária e da zootecnia foi conquistado nesta terça-feira (05/05). A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 2.349/2024, de autoria do senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, que autoriza o Conselho Federal de Medicina Veterinária a instituir uma Caixa de Assistência voltada à categoria. A proposta atende a uma demanda histórica dos profissionais em todo Brasil, que em sua maioria atuam como autônomos e enfrentam a ausência de proteção trabalhista, previdenciária e de mecanismos institucionais de apoio em situações de vulnerabilidade. Para Wellington Fagundes, o projeto representa um passo fundamental para garantir dignidade e segurança à categoria: “Estamos corrigindo uma lacuna histórica. Médicos-veterinários e zootecnistas desempenham um papel estratégico na saúde pública, na segurança alimentar e no agronegócio brasileiro, mas muitas vezes não contam com o amparo necessário em momentos de dificuldade. Essa proposta cria um instrumento de apoio concreto, solidário e permanente”, afirmou. A reunião da CAE contou com a presença da presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Ana Elisa Fernandes de Souza Almeida, que destacou a relevância da iniciativa para os profissionais. “Essa é uma conquista extremamente significativa para toda a categoria. Com a criação dessa caixa de assistência, vamos ter condições de oferecer suporte direto aos profissionais em momentos críticos, fortalecendo o sistema e garantindo mais proteção e dignidade. Um passo muito importante aqui na Comissão, graças à luta do nosso senador Wellington, que é médico-veterinário de formação e conhece as dificuldades da nossa categoria”, ressaltou. O relatório favorável foi apresentado pelo senador Laércio Oliveira. O projeto já havia sido aprovado anteriormente pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora segue para análise na Câmara dos Deputados. Em Mato Grosso, o impacto da proposta é direto e expressivo. Quando aprovada, a futura Caixa de Assistência deverá beneficiar 6.056 profissionais ativos, sendo 5.723 médicos-veterinários e 333 zootecnistas, ampliando a rede de proteção para a categoria no estado. O secretário-geral do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso, Valney Souza Corrêa, acompanhou toda a tramitação e destacou a importância da conquista: “Vale reforçar que o senador tem uma ligação direta com nós profissionais do estado, já que ele é médico-veterinário com registro ativo no sistema profissional, sob o número CRMV 0586. Isso reforça o compromisso de Wellington com as pautas da categoria. Essa conquista é algo extraordinário. Temos certeza, que o projeto passará na Câmara”, ressaltou Valney. A proposta ganhou ainda mais relevância após situações recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, que evidenciaram a fragilidade do sistema atual. Muitos profissionais atingidos não puderam receber apoio institucional direto, reforçando a necessidade de um mecanismo estruturado de assistência. Inspirada em modelos já existentes, como o sistema de assistência profissional de outras categorias, a iniciativa prevê a criação de uma estrutura com caráter social e solidário, capaz de oferecer apoio em situações de emergência, calamidade e outras necessidades. “Além de reduzir a vulnerabilidade dos profissionais, o projeto fortalece o sistema e valoriza uma categoria essencial para o país, com impacto direto na saúde pública, no bem-estar animal e na produção de alimentos”, afirmou Fagundes.