A rede estadual de ensino de Mato Grosso ainda conta com mais de 30 mil vagas abertas para matrículas no Ensino Fundamental e no Ensino Médio para o ano letivo de 2026. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), até esta terça-feira (13.1), 272.588 estudantes já estavam matriculados nas unidades da rede. A meta da Seduc é alcançar 303.907 alunos matriculados no ensino regular até o início das aulas, marcado para o dia 2 de fevereiro. Para ampliar o número de estudantes atendidos, as escolas estaduais deram início nesta semana à convocação dos alunos que aguardam na lista de espera e seguem realizando matrículas presenciais diretamente nos balcões das secretarias escolares. Mesmo durante o período de férias, o atendimento ao público continua ativo. A medida tem como objetivo garantir que todos os estudantes tenham acesso à rede pública estadual de ensino antes do início do ano letivo. Quando não há vaga disponível na escola escolhida, a orientação é que pais ou responsáveis procurem as Diretorias Regionais de Educação (DREs). As unidades regionais prestam apoio às famílias e auxiliam na localização de outras escolas da rede com disponibilidade de vagas. O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, fez uma avaliação positiva do processo de matrículas e destacou a eficiência do sistema digital adotado pelo Governo. “O sistema de Matrícula Web funcionou de forma eficiente, segura e transparente, facilitando o acesso das famílias e dando mais agilidade a todo o processo”. “Ainda assim”, completou ele, “para quem não conseguiu vaga pela internet, reforçamos que as escolas da rede estadual continuam de portas abertas, inclusive durante as férias, com equipes preparadas para atender presencialmente. Nosso compromisso é garantir que nenhuma criança ou jovem fique fora da escola e assegurar o direito à educação para todos”, afirmou. O secretário reforça que este é um período decisivo para a organização do ano letivo de 2026 e orienta as famílias a procurarem as escolas o quanto antes, evitando deixar a matrícula para a última hora e garantindo a vaga dos estudantes na rede estadual.
MP acompanha situação da Santa Casa para evitar abandono e deterioração do patrimônio
O Ministério Público de Mato Grosso instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, especialmente no que diz respeito à destinação do prédio após o fim da gestão do Governo do Estado. A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo promotor Clóvis de Almeida Júnior, da 36ª Promotoria de Justiça Cível. O objetivo é evitar a deterioração do imóvel, preservar o patrimônio público e cultural e garantir que não haja prejuízo à política pública de saúde. Por que o MP entrou no caso? Segundo o Ministério Público, o procedimento foi instaurado para: acompanhar a atuação do poder público; fiscalizar a destinação do imóvel da Santa Casa; prevenir danos ao patrimônio público; evitar irregularidades administrativas ou atos que comprometam a probidade. De acordo com o promotor, esse tipo de procedimento é o instrumento adequado para monitorar políticas públicas de forma contínua, especialmente em situações de transição administrativa. Gestão do hospital segue até abril Atualmente, a Santa Casa segue sendo administrada pelo Governo de Mato Grosso até o mês de abril. Esse prazo está diretamente ligado ao cronograma de funcionamento pleno do Hospital Central de Mato Grosso, que deverá assumir a maior parte dos serviços prestados hoje pela Santa Casa. Apesar da gestão temporária, o Governo do Estado descartou a compra do prédio, alegando o alto custo de manutenção. Até o momento, também não há definição oficial sobre o destino do imóvel após a saída da administração estadual. Tentativas de venda não tiveram interessados A Santa Casa já foi colocada à venda em duas oportunidades, sem sucesso: Primeiro leilão (agosto) Avaliação: R$ 78,2 milhões Preço mínimo: R$ 54,7 milhões (70% do valor) Resultado: nenhuma proposta Segunda tentativa (outubro) Venda por iniciativa particular Preço reduzido para R$ 39,1 milhões Resultado: novamente sem interessados A venda do imóvel é considerada necessária para: evitar o abandono e a deterioração da estrutura; quitar cerca de 800 processos trabalhistas e fiscais; reduzir um passivo estimado em R$ 48 milhões. O que vai acontecer com os serviços de saúde? A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso informou que nenhum serviço será interrompido. As especialidades hoje ofertadas na Santa Casa serão transferidas gradualmente para outras unidades de saúde ou absorvidas pelo Hospital Central. Segundo a SES: a transferência ocorrerá de forma escalonada; o cronograma começa em 19 de janeiro e segue até abril; cerca de 80% dos serviços, principalmente cirurgias e internações, passarão a funcionar no Hospital Central. Situação segue sob acompanhamento Diante da indefinição sobre o futuro do prédio e do risco de abandono após o fim da gestão estadual, o Ministério Público seguirá acompanhando o caso para garantir: preservação do patrimônio; transparência nas decisões; continuidade da assistência à população. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Ônibus com 26 passageiros capota na BR-163 em MT; seis pessoas ficam em estado grave
Um ônibus de viagem que fazia a rota Sinop–Cuiabá capotou na madrugada desta quarta-feira (14) na BR-163, em Lucas do Rio Verde, a cerca de 354 quilômetros ao norte de Cuiabá. O acidente deixou dez passageiros feridos, sendo seis em estado grave. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 1h30, no km 678 da rodovia. As equipes de resgate foram acionadas após relatos de que o veículo havia tombado às margens da pista. Atendimento às vítimas Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram o ônibus já fora da pista. O veículo transportava 26 passageiros no momento do acidente. Durante o atendimento, as equipes priorizaram dez vítimas que apresentavam ferimentos. Entre os feridos: Seis pessoas sofreram lesões graves, com traumas e possíveis fraturas; Quatro passageiros tiveram ferimentos leves, como escoriações e contusões. Todos os feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, onde permanecem sob cuidados médicos. Causas ainda desconhecidas Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas do capotamento. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trecho da rodovia ficou parcialmente interditado durante o atendimento às vítimas e a remoção do veículo. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Polícia Civil deflagra mega operação, cumpre 471 mandados e desarticula facção criminosa em Primavera do Leste e região
Fonte: Assessoria | Polícia Civil-MT A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14.1), uma megaoperação, chamada Cartório Central, para o cumprimento de ordens judiciais, com foco na desarticulação de uma facção criminosa voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região. São cumpridos, na operação, um total de 471 mandados, sendo 225 de prisão preventiva, 225 de busca e apreensão domiciliar e 21 medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste, com base em investigações da Polícia Civil. As ordens judiciais são cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso e também nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. Para o cumprimento dos mandados, foi mobilizado um grande contingente de policiais civis, com apoio de unidades especializadas e equipes policiais dos outros estados onde os mandados são cumpridos. A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região. Investigações As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Primavera do Leste, por meio da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes, iniciadas há pouco mais de um ano e que permitiram identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região. De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, mantendo um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas, além da organização do comércio de entorpecentes e da imposição de regras internas, com indícios de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa. Empréstimos e juros abusivos Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos. O mecanismo utilizado pela facção se enquadra no crime de usura pecuniária, previsto no artigo 4º da Lei nº 1.521/1951, que tipifica a cobrança de juros ou comissões sobre dívidas em dinheiro superiores ao limite legal. O esquema era supervisionado por membros de maior escalão, identificados como responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o respaldo do “quadro de disciplina” da facção, que articulava represálias e até sequestros contra agiotas independentes. O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, ressaltou que elas continuam e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos, identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes da organização. “A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, disse o delegado.
Nova regra da CNH mantém idosos fora da renovação automática a partir de 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Uma mudança prevista para entrar em vigor a partir de 2026 deve alterar a forma como milhões de brasileiros renovam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A nova regra, criada para simplificar o processo e reduzir custos, não irá beneficiar motoristas com 70 anos ou mais, que continuarão obrigados a seguir o modelo tradicional de renovação. A medida está prevista na Medida Provisória nº 1.327, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e estabelece um sistema de renovação automática da CNH para parte dos condutores, desde que atendam a critérios específicos. Quem poderá renovar a CNH automaticamente De acordo com o texto da MP, a renovação simplificada será permitida apenas para motoristas considerados regulares, ou seja, aqueles que: não tenham restrições médicas, mantenham bom histórico no trânsito, não apresentem pendências administrativas. Para esse grupo, o processo poderá ser feito de forma automática, sem a necessidade de comparecimento presencial aos órgãos de trânsito e sem a repetição de etapas já cumpridas em renovações anteriores. Idade limita acesso ao novo benefício Apesar da proposta de modernização, a idade foi definida como critério decisivo para acesso ao novo modelo. Motoristas com 70 anos ou mais ficarão fora da renovação automática e continuarão obrigados a realizar o procedimento presencialmente, incluindo a realização de exames médicos periódicos. Para essa faixa etária, nada muda: a validade da CNH permanece em três anos; a renovação exige avaliação médica obrigatória; o comparecimento a unidades credenciadas continua sendo necessário. Segundo o governo federal, a decisão tem como base critérios de segurança viária, levando em conta que o envelhecimento pode provocar alterações nos reflexos, na visão e na capacidade de atenção, o que exige acompanhamento mais frequente. Como ficam as outras faixas etárias A regra atual de validade da CNH permanece para os demais motoristas: Condutores com até 49 anos: validade de 10 anos; Motoristas entre 50 e 69 anos: validade de 5 anos e possibilidade de adesão à renovação automática; Motoristas com 70 anos ou mais: validade de 3 anos, sem acesso ao novo sistema. Debate sobre inclusão e segurança Especialistas em mobilidade urbana apontam que a nova regra deve gerar debates sobre inclusão, autonomia e direitos da população idosa, especialmente diante do aumento da expectativa de vida e da permanência ativa de idosos na sociedade. O governo, por sua vez, sustenta que a medida busca equilibrar modernização administrativa com segurança no trânsito, garantindo maior controle da condição de saúde dos condutores mais velhos e reduzindo riscos para todos os usuários das vias.
União ou Desunião Brasil? Partido patina, pressão cresce e deputados cobram decisão coletiva para 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A indefinição do União Brasil em Mato Grosso sobre o cenário eleitoral de 2026 deixou de ser apenas um incômodo restrito aos bastidores e passou a gerar pressão aberta dentro do partido. Deputados estaduais, federais, prefeitos e lideranças regionais cobram uma posição clara da sigla, principalmente em relação à disputa pelo Governo do Estado. O desconforto envolve diretamente a condução estadual do partido, hoje sob forte influência do governador Mauro Mendes, que tem defendido publicamente o nome do vice-governador Otaviano Pivetta como seu sucessor natural. Por outro lado, cresce dentro do próprio União Brasil um movimento que defende protagonismo partidário, com decisão construída de forma coletiva, reunindo todas as lideranças da sigla. Direção nacional pressiona por candidatura própria A pressão não vem apenas do cenário local. Segundo o deputado estadual Júlio Campos, a direção nacional do União Brasil tem defendido que o partido apresente candidato próprio ao Palácio Paiaguás, condizente com o tamanho da legenda e com a estrutura administrativa e política que hoje comanda em Mato Grosso. Essa posição reforça o incômodo interno, já que, até o momento, não houve nenhuma reunião formal para discutir nem mesmo as chapas proporcionais, muito menos a candidatura majoritária ao governo. Jayme Campos se colocou como candidato desde o início Um dos nomes centrais desse debate é o do senador Jayme Campos. Desde o início das conversas sobre a sucessão de Mauro Mendes, Jayme deixou claro, em diversas entrevistas, que tem interesse em disputar o governo e que está à disposição do partido. Com trajetória consolidada — ex-governador, ex-prefeito, ex-senador e uma das principais lideranças políticas do Estado — Jayme tem intensificado visitas ao interior, dialogado com prefeitos e lideranças locais e buscado ampliar sua musculatura política dentro e fora do União Brasil. Em entrevistas recentes, o senador tem sido cuidadoso ao afirmar que respeita a decisão pessoal de Mauro Mendes em apoiar Otaviano Pivetta, mas faz questão de frisar que esse apoio não representa, necessariamente, a posição oficial do partido. Para Jayme, a definição do candidato ao governo precisa ser coletiva, construída com a participação de deputados, prefeitos, vereadores e da direção nacional do União Brasil, e não fruto de uma decisão individual. Risco de divisão preocupa bastidores Nos bastidores, aliados avaliam que Jayme Campos reúne experiência administrativa, trânsito político amplo e apoio que extrapola o União Brasil. A leitura interna é de que ignorar esse peso político pode gerar consequências eleitorais. Entre as hipóteses levantadas, está a possibilidade de Jayme Campos buscar outro caminho partidário, o que poderia fragmentar o grupo governista, retirar votos do projeto apoiado por Mauro Mendes e, em um cenário mais extremo, abrir espaço para o avanço de adversários, como o senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao governo pelo PL. Há ainda quem avalie que, em um eventual segundo turno, alianças cruzadas poderiam redesenhar completamente o tabuleiro político, enfraquecendo o candidato do atual governo. Prefeitos do interior cobram protagonismo A pressão também cresce no interior do Estado. Prefeitos eleitos pelo União Brasil, especialmente após o desempenho expressivo da sigla nas eleições municipais de 2024, defendem que o partido lidere a disputa em 2026, apresentando candidato próprio ao governo. Para esses gestores, abrir mão do protagonismo após conquistar capilaridade administrativa e política seria um erro estratégico. Falta de diálogo incomoda deputados Apesar da pressão nacional, da disposição de Jayme Campos e da cobrança dos prefeitos, deputados estaduais relatam falta de diálogo interno. Segundo eles, nenhuma reunião oficial foi convocada para discutir o cenário eleitoral, o que começa a afetar, inclusive, a formação das chapas proporcionais. “O partido precisa sentar, reunir todo mundo e decidir em grupo. Não dá para deixar isso na mão de uma pessoa só. O tempo está passando”, afirmou um parlamentar ouvido pela reportagem. Janela partidária aperta o prazo A preocupação aumenta com a aproximação da janela partidária, que se encerra em março. A avaliação interna é de que a indefinição pode resultar na perda de quadros, dificultar a atração de novos nomes e enfraquecer o projeto eleitoral da legenda. “Se não houver reunião até o fim de janeiro, o União Brasil corre o risco de perder espaço político. O projeto precisa ser apresentado agora”, resumiu outra liderança. Decisão coletiva ou desgaste interno Nos bastidores, a leitura é direta: o União Brasil, mesmo controlando o governo estadual e tendo forte presença institucional, avança lentamente na organização eleitoral. A paciência da bancada começa a se esgotar. Se depender de deputados e prefeitos, o debate sobre 2026 não ficará restrito a decisões individuais. A expectativa é que o partido seja forçado a tomar uma decisão coletiva, reunindo todas as lideranças, para definir o rumo da disputa ao Governo de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Morre Maria Benedita, mãe do ex-governador Dante de Oliveira, aos 104 anos
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Faleceu nesta segunda-feira (12), aos 104 anos, Maria Benedita Martins de Oliveira, mãe do ex-governador de Mato Grosso Dante Martins de Oliveira, um dos nomes mais importantes da história política do Estado e do processo de redemocratização do Brasil. A informação foi confirmada por familiares. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre velório e sepultamento. Trajetória discreta e legado familiar Maria Benedita Martins de Oliveira teve uma vida marcada pela longevidade, fé e dedicação à família. De perfil reservado, tornou-se referência familiar pela formação moral e pelos valores transmitidos aos filhos, entre eles Dante de Oliveira, cuja trajetória política ganhou projeção nacional. Quem foi Dante de Oliveira Natural de Cuiabá, Dante Martins de Oliveira governou Mato Grosso entre 1995 e 2002, período em que consolidou sua imagem como um dos principais líderes políticos do Estado. No cenário nacional, entrou para a história como um dos idealizadores e articuladores do movimento Diretas Já, que teve papel decisivo no processo de redemocratização do país e na retomada das eleições diretas para presidente da República. Além de governador, Dante também exerceu os cargos de prefeito de Cuiabá, deputado estadual, deputado federal e ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, deixando um legado político reconhecido em Mato Grosso e no Brasil. A morte de Maria Benedita encerra um ciclo familiar ligado a um dos períodos mais simbólicos da política brasileira, especialmente na luta pela democracia e pela participação popular.
Bombeiros militares socorrem vítima após acidente de trânsito em avenida
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na manhã desta segunda-feira (12.1), uma ocorrência de acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e um carro na Avenida JK, no município de Juína, a 745 km de Cuiabá. A equipe da 14ª Companhia Independente Bombeiro Militar (14ª CIBM) foi acionada para atender a ocorrência e se deslocou prontamente ao local indicado. Ao chegar, os bombeiros constataram que o condutor da motocicleta encontrava-se caído ao solo, com diversas lesões e fraturas pelo corpo, além de um corte profundo no joelho direito Durante o atendimento pré-hospitalar, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local e auxiliou na imobilização da vítima. Após os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, a vítima foi encaminhada a uma unidade de pronto atendimento para receber os cuidados médicos necessários. Não há informações sobre as causas do acidente. *Sob supervisão de Hannah Marques.
Deputado de MT publica foto de Bolsonaro preso e defende prisão domiciliar humanitária
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O deputado federal José Medeiros (PL-MT) publicou, nas redes sociais, uma foto do ex-presidente Jair Bolsonaro nas dependências da Polícia Federal, onde ele se encontra preso há cerca de cinco meses. Na publicação, Medeiros afirmou que Bolsonaro estaria com a saúde “bastante debilitada” e defendeu a concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário. Na legenda, o parlamentar classificou a medida como uma “necessidade urgente” e criticou o que considera ser uma motivação política por trás da manutenção da prisão do ex-presidente. Críticas ao STF e alegação de perseguição política José Medeiros afirmou que, na avaliação dele, o caso ultrapassa a esfera jurídica e envolve interesses políticos. Sem citar diretamente, o deputado fez referência ao ministro Alexandre de Moraes, relator de decisões envolvendo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). “O que está em jogo não é o Direito, mas uma sede de vingança”, escreveu o deputado, ao insinuar que a manutenção da prisão teria outros objetivos além da aplicação da lei. Na mesma publicação, Medeiros também mencionou, de forma indireta, um suposto escândalo financeiro, afirmando que o foco no sofrimento de Bolsonaro serviria para desviar a atenção de uma “fraude bilionária envolvendo um banco”, sem apresentar detalhes adicionais. Entenda o caso e a prisão de Bolsonaro Bolsonaro foi alvo de medidas cautelares determinadas pelo STF no dia 4 de agosto de 2025, no âmbito de investigações que apuram possíveis crimes relacionados a atos antidemocráticos, além de outros episódios ainda sob análise da Corte. Inicialmente, o ex-presidente teve a prisão domiciliar decretada, com uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, a medida foi convertida em prisão preventiva, com cumprimento na Polícia Federal, no dia 22 de novembro de 2025. A conversão ocorreu após uma série de episódios considerados descumprimento das medidas impostas, entre eles a convocação de uma vigília em frente à residência de Bolsonaro, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, segundo decisões judiciais. De acordo com despachos do ministro Alexandre de Moraes, as investigações apontam indícios de tentativa de interferência institucional e desrespeito a determinações judiciais. A defesa de Bolsonaro nega as acusações e segue pedindo a revisão das medidas cautelares. Estado de saúde do ex-presidente No campo da saúde, Bolsonaro deixou temporariamente a custódia da Polícia Federal no dia 24 de dezembro de 2025, quando passou por uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais, em um hospital particular de Brasília. Já no dia 6 deste mês, o médico Brasil Caiado informou que o ex-presidente sofreu uma queda, resultando em um traumatismo craniano leve. Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star, onde passou por exames. O boletim médico confirmou o diagnóstico e descartou a necessidade de procedimentos mais complexos. efesa do ex-presidente utiliza esses episódios médicos como argumento para reforçar o pedido de prisão domiciliar humanitária, que segue em análise no Supremo Tribunal Federal. https://www.instagram.com/p/DTaJvBrFsM9/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
Paula Calil detalha estudos e defende pacote administrativo da Câmara de Cuiabá
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que o conjunto de leis aprovado pelo Legislativo e sancionado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) é resultado de estudos técnicos e administrativos, e não de criação de privilégios, como apontam críticos das medidas. Segundo a parlamentar, o pacote teve como objetivo corrigir distorções históricas, reorganizar a estrutura administrativa da Casa e garantir condições mínimas de funcionamento dos gabinetes e setores internos, respeitando os limites legais e orçamentários. “Nada foi feito de forma aleatória. Houve estudo, análise de impacto financeiro e planejamento. O que aprovamos foi uma correção necessária para manter o funcionamento da Câmara”, afirmou Paula Calil. Defasagem salarial motivou ajustes Um dos principais argumentos da presidente diz respeito à situação dos cargos comissionados. Conforme explicou, esses servidores não recebem Revisão Geral Anual (RGA) e acumulam perdas inflacionárias ao longo de vários anos. “Os comissionados não têm RGA, não têm reposição da inflação e ficaram com salários congelados por muito tempo. Isso gerou uma defasagem real. O reajuste aprovado é temporal, para recompor perdas, e não um benefício extra”, destacou. O que foi aprovado e por quê As medidas foram aprovadas em dezembro de 2025 e sancionadas no início de janeiro. Entre os pontos centrais estão: Ampliação do número de servidores por gabinete, para até 20 cargos, adequando a estrutura à demanda atual Criação de auxílio-alimentação de R$ 1 mil para servidores comissionados Atualização dos salários da estrutura administrativa Autorização para conversão de férias não usufruídas em indenização financeira para vereadores, a partir de 2026 Segundo a Mesa Diretora, a ampliação de servidores visa equilibrar a carga de trabalho, melhorar o atendimento à população e dar suporte às atividades legislativas, especialmente em comissões, fiscalização e elaboração de projetos. Impacto financeiro foi calculado Paula Calil reforçou que o impacto financeiro das medidas foi previamente calculado. No caso da conversão de férias em indenização, a própria Câmara estima um custo inicial de R$ 339 mil por ano, podendo chegar a R$ 700 mil caso todos os 27 vereadores optem pelo mecanismo. “Esses valores foram projetados dentro do orçamento. Não há impacto fora do que a Câmara pode suportar”, afirmou. Ela acrescentou que a aprovação no fim do ano ocorreu por necessidade técnica, já que as medidas dependem da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do duodécimo repassado ao Legislativo. Remuneração e teto constitucional Atualmente, cada vereador de Cuiabá recebe R$ 26 mil de salário, além de verbas indenizatórias e auxílios que somam R$ 64,6 mil mensais. A Mesa Diretora ressalta que, embora o valor global supere o teto constitucional, a legislação permite essa composição por se tratar de verbas indenizatórias, e que tudo ocorre dentro da legalidade. Reorganização administrativa A nova legislação também redefine os valores pagos aos cargos comissionados, com salários que variam entre R$ 1.900 e R$ 16 mil, conforme a função. A presidência da Câmara afirma que todas as medidas respeitam os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e foram embasadas em pareceres técnicos. Apesar das explicações, o pacote segue sendo alvo de críticas e debates públicos. Para Paula Calil, no entanto, a discussão é legítima, mas precisa ser feita com base em dados. “É natural que haja debate. Mas é importante que ele seja feito com informação, entendendo o contexto e a necessidade administrativa da Câmara”, concluiu. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News