Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O atacante Raphinha alcançou mais um feito importante com a camisa do Barcelona. Após marcar dois gols na goleada por 5 a 0 sobre o Athletic Bilbao, na semifinal da Supercopa da Espanha, o brasileiro passou a integrar o seleto grupo dos 50 maiores artilheiros da história do clube catalão. Vivendo sua quarta temporada no Barça, Raphinha chegou ao clube em 2022 e, desde então, soma 63 gols em 160 partidas oficiais, marca que o coloca na 48ª posição do ranking histórico de goleadores do time blaugrana. Bom momento reforça protagonismo Na temporada 2025/26, o atacante já balançou as redes nove vezes e distribuiu quatro assistências em 16 jogos, considerando todas as competições. Com apenas mais um gol, ele igualará a soma de gols registrada nas duas primeiras temporadas pelo Barcelona. O auge do desempenho de Raphinha no clube ocorreu na temporada 2024/25, quando apresentou números expressivos: 34 gols e 22 assistências em 57 partidas, consolidando-se como uma das principais referências ofensivas da equipe. Ranking histórico e brasileiros no Barcelona O posto de maior artilheiro da história do Barcelona segue pertencendo a Lionel Messi, com impressionantes 672 gols em 778 jogos oficiais. No elenco atual, o jogador mais próximo no ranking é Robert Lewandowski, que soma 110 gols e ocupa a 16ª colocação geral. Entre os brasileiros que vestiram a camisa azul-grená, Raphinha aparece atualmente na quarta posição entre os maiores goleadores do clube. O ranking é liderado por Rivaldo, com 130 gols, seguido por Neymar (105 gols) e Ronaldinho Gaucho (94 gols). Próximo compromisso O Barcelona volta a campo neste domingo para enfrentar o Real Madrid, na final da Supercopa da Espanha, às 16h, em busca do primeiro título da temporada. 📊 Números de Raphinha pelo Barcelona 2022/23: 10 gols em 50 jogos 2023/24: 10 gols em 37 jogos 2024/25: 34 gols em 57 jogos 2025/26: 9 gols em 16 jogos
Locar volta a ser autorizada a coletar lixo em VG, mas impasse com sindicato e prefeitura mantém serviço travado
Mesmo após nova decisão judicial que autorizou a retomada da coleta de lixo em Várzea Grande pela empresa Locar Saneamento Ambiental, o serviço ainda não foi normalizado. O motivo é um novo impasse envolvendo a Prefeitura, a falta de ordem formal de serviço e a resistência do sindicato da categoria, que orientou os trabalhadores a não iniciarem as atividades. A autorização foi concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por decisão do presidente da Corte, José Zuquim Nogueira, que restabeleceu a atuação da Locar no município. Ainda assim, a empresa afirma que, até esta segunda-feira (12), não recebeu da Prefeitura de Várzea Grande a ordem formal de serviço, documento indispensável para o início regular da operação. Sindicato barra saída dos caminhões Segundo a Locar, mesmo sem a ordem administrativa, o Município foi oficialmente notificado no domingo (11) de que a empresa retomaria a coleta nesta segunda-feira. No entanto, os caminhões não chegaram a sair às ruas após orientação do Sindilimp-MT para que os garis não iniciassem os trabalhos. De acordo com o presidente do sindicato, Wenderson Alves, a paralisação ocorre por insegurança jurídica. A entidade cobra uma manifestação oficial da Prefeitura que garanta estabilidade contratual e segurança aos trabalhadores, evitando que eles sejam prejudicados caso haja nova mudança judicial. Empresa afirma manter salários em dia A Locar informou que, mesmo enfrentando atrasos nos repasses por parte do Município, mantém os salários dos trabalhadores rigorosamente em dia. A empresa reconhece a existência de um passivo financeiro ainda não equacionado, mas afirma que tem priorizado o cumprimento das obrigações trabalhistas, justamente para preservar os direitos dos funcionários. Prefeitura vai recorrer da decisão Em nota oficial, a Prefeitura de Várzea Grande informou que irá recorrer da decisão do presidente do TJMT que restabeleceu a atuação da Locar. A administração municipal reafirmou que defende uma coleta de resíduos eficiente e contínua, por se tratar de um serviço essencial à população. Entenda o impasse judicial O caso teve novos desdobramentos após o desembargador José Zuquim Nogueira suspender uma decisão anterior da segunda instância que havia retirado a Locar da operação em Várzea Grande. A medida atendeu a um pedido da própria Prefeitura, que alegava falhas na prestação do serviço e defendia a contratação emergencial de outra empresa. Antes disso, o Município havia solicitado a suspensão da decisão monocrática do desembargador Deosdete Cruz Junior, que mantinha o contrato administrativo da Locar. A Prefeitura argumentava que a empresa prestava o serviço de forma deficiente, com acúmulo de resíduos em diversos bairros, o que representaria risco à saúde pública e possível prejuízo à economia pública. Ao analisar o pedido, Zuquim considerou que estavam presentes os requisitos para suspender a liminar, citando risco à ordem, à economia e à saúde pública. Com isso, a Prefeitura chegou a autorizar, por ordem de serviço, o início imediato de um contrato emergencial com o Consórcio Pantanal Ambiental, que chegou a operar por apenas um dia, no último sábado (10). Após a nova decisão judicial, a Locar recolheu seus caminhões das ruas e afirmou que adotaria todas as medidas legais necessárias para esclarecer o impasse, sustentando que sua contratação e execução contratual ocorreram dentro dos parâmetros legais e com aval dos órgãos de controle. Enquanto isso, a população de Várzea Grande segue convivendo com a incerteza sobre a regularização definitiva da coleta de lixo, em meio a decisões judiciais, disputas administrativas e entraves sindicais. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Abilio avalia oposição, se compara ao próprio passado e expõe vaidade política na relação com a Câmara
Ao alfinetar vereadores da oposição, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi além da crítica política e acabou expondo um traço recorrente de seu estilo: a necessidade constante de se colocar como régua de avaliação do Legislativo e de reforçar, publicamente, a própria atuação passada. A declaração, feita no último sábado (10), teve como alvo os vereadores Daniel Monteiro, Maysa Leão (Republicanos), Dídimo Vovô (PSB) e Jefferson Siqueira (PSD), que vêm encabeçando críticas à atual gestão municipal. Ao afirmar que os oposicionistas “precisam trabalhar muito” para chegar ao nível que ele próprio teve como vereador, Abilio não apenas confronta a oposição, como também reafirma sua imagem de protagonista absoluto do debate político, mesmo agora ocupando o cargo de prefeito. O prefeito que ainda se mede como vereador O embate ocorre em meio à aprovação de leis sensíveis, como o reajuste do IPTU, do ISSQN e a revisão dos incentivos fiscais do Distrito Industrial. Abilio criticou a ausência de parlamentares em votações consideradas estratégicas, mas fez isso a partir de uma comparação direta com sua própria atuação no passado. “Eles têm que trabalhar muito para serem o ‘Abilio da atual gestão’”, afirmou. A frase, embora dita em tom crítico, revela mais do que uma cobrança política. Ela mostra um prefeito que ainda se coloca como referência central do confronto, reforçando uma postura de vaidade política e de constante autoafirmação. “Quem cala, consente”… e quem compara, se exalta Ao citar nominalmente Daniel Monteiro, Abilio reconheceu a boa oratória do vereador, mas voltou a insistir na comparação direta com sua própria trajetória. “Ele fala muito bem, mas precisa melhorar muito. Não participou da votação do ISS. Quem cala, consente”, disse. Nos bastidores, a avaliação é de que o prefeito gosta de medir adversários pelo espelho do próprio passado, criando um contraste que sempre termina com ele mesmo em posição superior. A crítica deixa de ser apenas institucional e passa a carregar um componente pessoal e simbólico. Sessões longas, memória seletiva e protagonismo Abilio também relembrou que, durante seu mandato como vereador, as sessões se estendiam até a madrugada, com debates longos e intensos. A lembrança reforça a narrativa de que “antes era melhor porque ele estava lá”, discurso que agrada sua base, mas gera incômodo entre parlamentares. “Hoje são perfis de atuação totalmente diferentes”, afirmou. A frase resume bem o tom: diferente, aqui, não significa necessariamente pior — mas é apresentada como tal a partir da régua do próprio prefeito. Respeito no discurso, cobrança no ego Embora tenha dito respeitar o estilo de cada vereador, Abilio não deixou de pontuar quem, na visão dele, “começou a trabalhar agora” ou ainda “não chegou lá”. O respeito aparece no discurso, mas a cobrança vem acompanhada de autoexaltação constante. Um prefeito que ainda disputa o plenário Abilio Brunini construiu sua trajetória política como opositor ferrenho do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), foi vereador entre 2017 e 2020, deputado federal em 2022 e venceu a eleição municipal em 2024. No entanto, suas falas indicam que, mesmo sentado na cadeira de prefeito, ele ainda disputa simbolicamente o plenário da Câmara. Mais do que avaliar a oposição, Abilio parece precisar reafirmar, a cada embate, que continua sendo o principal personagem da cena política — agora não mais como vereador, mas como prefeito que ainda gosta de se olhar no retrovisor… e se aplaudir. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Canetas emagrecedoras fazem Brasil gastar US$ 1,6 bilhão e superam importação de celulares
Consumo de medicamentos como Ozempic e Mounjaro cresceu 88% em um ano e já ultrapassa produtos tradicionais do comércio exterior O Brasil transformou as chamadas canetas emagrecedoras em um dos principais itens de sua pauta de importações. Somente em 2025, a compra de medicamentos como Ozempic e Mounjaro movimentou US$ 1,669 bilhão, valor superior ao gasto com a importação de produtos tradicionais como celulares, azeite de oliva e pneus. Os dados constam em um levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que aponta um crescimento de 88% na demanda por esses medicamentos em apenas um ano. Como não há produção nacional, todo o consumo brasileiro depende de importações, o que explica a rápida escalada do setor entre os produtos mais comprados no exterior. Dinamarca ainda lidera, mas EUA avançam com força A Dinamarca, sede da farmacêutica Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, segue como principal fornecedora para o Brasil. Em 2025, o país respondeu por 44% das importações, o equivalente a US$ 734,7 milhões. No entanto, esse domínio começa a ser pressionado pelos Estados Unidos, que já aparecem praticamente empatados, com 35,6% do total importado, ou US$ 593,7 milhões. O avanço está diretamente ligado à entrada agressiva da Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, que vem ganhando espaço de forma acelerada no mercado brasileiro. Os números revelam uma mudança clara na dinâmica do setor: Importações da Dinamarca cresceram 7% em 2025 Importações dos Estados Unidos dispararam 992% no mesmo período Na prática, o crescimento recente deixou de ser impulsionado apenas pelo Ozempic e passou a ser liderado pela rápida adoção do Mounjaro. Medicamentos já superam itens de consumo tradicional O impacto desse movimento já é visível quando os medicamentos são comparados com outros produtos de grande consumo. As canetas emagrecedoras superaram com folga a importação de: Celulares Azeite de oliva Pneus Salmão Esse avanço reposiciona o setor farmacêutico como um dos principais vetores do comércio exterior brasileiro, refletindo uma mudança no padrão de consumo da população. Mercado deve quadruplicar até 2030 E o crescimento está longe de atingir um limite. Um relatório do Itaú BBA projeta que o mercado de canetas emagrecedoras deve saltar de um volume anual próximo de US$ 1,8 bilhão para cerca de US$ 9 bilhões até 2030, o que representa aproximadamente R$ 50 bilhões. No curto prazo, outro fator deve acelerar ainda mais esse avanço: a quebra da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic. A entrada de versões genéricas tende a reduzir preços, ampliar o acesso ao tratamento e elevar ainda mais o volume de importações, reforçando o peso dessas medicações na economia brasileira. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Corrida Maluca da Eleição 2026: a disputa pelo Paiaguás e pelo Senado já está na pista
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A política de Mato Grosso já não está mais em aquecimento. A bandeira verde foi levantada silenciosamente, e quem acompanha os bastidores sabe: a corrida começou. Oficialmente, todos dizem que ainda é cedo. Extraoficialmente, ninguém solta o volante, ninguém tira o pé do acelerador e todo mundo já conversa pelo rádio do box. Como em toda corrida maluca, o grid é imprevisível. Tem carro que larga forte demais, tem piloto experiente economizando pneu, tem motor potente escondido na sombra e tem aqueles que juram que só estão “testando a pista”, mas já estão com macacão, capacete e equipe completa. A disputa acontece em duas pistas simultâneas — e qualquer erro em uma delas muda completamente a outra: Palácio Paiaguás (Governo do Estado) Senado Federal (duas vagas em jogo) 🏁 PISTA 1 — Governo de Mato Grosso “Quem vira líder cedo demais, vira alvo antes da hora” Carro 01 — “Touro do Planalto” (Wellington Fagundes – PL) Wellington Fagundes corre como quem conhece bem o traçado. Está solto na pista, aparece bem nos primeiros mapas eleitorais, percorre o interior com constância e já pilota em modo campanha. O PL trabalha para ter projeto próprio em Mato Grosso, alinhado ao discurso nacional, mas sem perder completamente a leitura local. Nos bastidores, a leitura é direta: Fagundes hoje é referência de largada, mas isso cobra preço. Quem sai na frente cedo demais vira alvo preferencial. Cada fala vira radar, cada movimento é analisado como tentativa de ultrapassagem irregular. Na corrida maluca: é o carro que dispara logo na largada e obriga os outros pilotos a decidir rápido: arriscar a ultrapassagem agora ou esperar o desgaste natural. Carro 02 — “Máquina Administrativa 4×4” (Otaviano Pivetta – Republicanos) Pivetta corre com cálculo. Sabe que, se Mauro Mendes mudar de prova e entrar na disputa ao Senado, assume o governo e passa a correr com vantagem institucional, estrutura e visibilidade. O problema é que, nos boxes, ainda se escuta um barulho estranho no motor. Há quem diga que o carro oscila: ou engrena de vez, ou pode ficar pelo meio do caminho. O desafio de Pivetta é provar que não depende apenas do vácuo do atual governo e que tem tração própria para sustentar a corrida até o fim. Na corrida maluca: é o carro forte que aguarda o momento certo para acelerar — mas sabe que não pode errar a troca de marcha. Carro 03 — “V8 da Tradição” (Jayme Campos – União Brasil) Jayme Campos é o piloto veterano que conhece cada curva da pista. Já avisou que pretende disputar 2026 e segue articulando com calma, conversando com vários boxes e mantendo influência real no grid. Nos bastidores, ninguém subestima Jayme. Sua experiência pesa, e ele sabe exatamente quando atacar e quando esperar. Pode ser protagonista ou fiel da balança — e, em corridas longas, esse papel costuma decidir campeonatos. Na corrida maluca: é o carro pesado, clássico, que faz curva com autoridade e chega quando muitos acham que ele já tinha ficado para trás. Carro 04 — “Ambulância Progressista Turbo” (Natasha Slhessarenko – PSD) Natasha entra na pista tentando ser o rosto da esquerda ao governo. Trabalha discurso, narrativa e alinhamento ideológico, mas nos bastidores há quem leia sua candidatura mais como peça tática do que como projeto final. A leitura política corrente é que sua presença pode servir para dificultar o avanço de Pivetta e, ao mesmo tempo, ajudar a organizar o palanque do PSD para o Senado, onde Carlos Fávaro busca a reeleição. Na corrida maluca: é o carro que não disputa a reta principal, mas interfere diretamente no fluxo da corrida. Carro 05 — “Piloto da Habilidade” (Max Russi – PSB / Podemos no radar) Max Russi é o carro silencioso que mais cresce no radar. À frente da Assembleia Legislativa, construiu uma gestão marcada por diálogo, articulação e execução. Nos corredores, já se fala abertamente que ele é o nome mais preparado para dar continuidade ao modelo administrativo de Mauro Mendes, com aceitação do grupo político e boa leitura popular. Evita exposição desnecessária, observa o desgaste alheio e mantém o motor sempre ajustado. Corre no tempo certo. Há quem diga, inclusive, que pode sair dessa corrida como o deputado mais votado do Estado, independentemente do próximo passo. Na corrida maluca: é o carro de farol baixo que aparece forte quando os líderes começam a se enroscar. PISTA 2 — Senado Federal “Duas vagas, curvas fechadas e empurra-empurra garantido” Carro 06 — “Foguete do Paiaguás” (Mauro Mendes – União Brasil) Se Mauro Mendes entra nessa pista, o grid muda instantaneamente. Alta aprovação, peso administrativo e forte recall eleitoral fazem seu carro largar na frente só de ligar o motor. Mas sua decisão mexe em toda a corrida: muda o jogo do governo, redistribui forças e redefine alianças. Na corrida maluca: é o carro que altera o ritmo da prova sem precisar forçar ultrapassagem. Carro 07 — “Mulher-Maravilha” (Janaina Riva – MDB) Janaina corre com torcida e holofote. Onde passa, gera barulho. Aparece forte nos cenários ao Senado, mas nos bastidores cresce a especulação de que pode recalcular a rota e disputar outro cargo, dependendo do arranjo final. Na corrida maluca: é o carro que atrai a arquibancada — e isso muda toda a dinâmica da pista. Carro 08 — “Trator de Brasília” (Carlos Favaro – PSD) Fávaro vem com força institucional, apoio nacional e trabalha para ser o principal nome da esquerda ao Senado. Articula silenciosamente, constrói alianças e tenta evitar isolamento. Na corrida maluca: é o carro que não faz show, mas empurra a prova com força constante. Carro 09 — “Retorno do Ex” (Pedro Taques – PSB) Pedro Taques voltou — e voltou falando grosso. Com discurso duro, promete “soltar bombas”, diz não ter rabo preso e já provoca desconforto no grid. Sua simples presença obriga os outros pilotos a recalcular estratégias. Na corrida maluca: é o carro que reaparece na pista e faz o
Terminal do CPA 3: após mais de um ano de gestão, Abilio mantém discurso contra gestão anterior e população segue pagando o preço do atraso
O Terminal do CPA 3, uma das principais estruturas de transporte coletivo da região norte de Cuiabá, voltou ao centro do debate após o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmar que a obra não estava adequada e anunciar o rompimento do contrato com a empresa responsável. A decisão, no entanto, reacende uma discussão que vai além de questões técnicas e expõe um impasse político-administrativo que continua impondo ônus direto à população. A estrutura atende bairros densamente povoados como CPA 1, CPA 2, CPA 3, Morada da Serra, Jardim Vitória, Novo Paraíso, Novo Horizonte e Altos da Serra, além de comunidades do entorno. Juntos, esses bairros concentram um grande fluxo diário de trabalhadores e estudantes. A estimativa é de que cerca de 40 mil passageiros utilizem o terminal todos os dias. Obra iniciada em 2022 permanece inacabada A construção do terminal teve início em 2022, com investimento estimado em R$ 2,5 milhões e previsão de conclusão dentro do cronograma contratual. No entanto, a obra foi paralisada em junho de 2024 e, até hoje, não foi entregue de forma definitiva. No último sábado (10), o prefeito afirmou que a estrutura apresentava falhas graves de projeto e execução, como área de embarque mal posicionada e dificuldade de visualização da chegada dos ônibus. “A qualidade da obra não estava adequada. Tudo estava errado. Decidimos romper o contrato, refazer o projeto e executar pela própria prefeitura”, declarou. Decisão política transfere impacto à população Embora o discurso oficial aponte problemas técnicos, a medida adotada não ocorre sem consequências. Ao romper o contrato e reiniciar o projeto, a prefeitura impõe novo atraso, ausência de prazo definitivo e mantém milhares de usuários do transporte coletivo dependentes de soluções improvisadas. O próprio prefeito reconheceu que decidiu liberar o uso emergencial do terminal após visitar o local em dia de chuva e presenciar passageiros aguardando ônibus sem cobertura adequada. Ainda assim, a liberação parcial não resolve o problema estrutural e reforça o caráter provisório de uma obra que já deveria estar concluída. Mais de 375 dias de gestão e foco ainda no passado Após mais de 375 dias à frente do Executivo municipal, Abilio Brunini segue adotando um discurso fortemente ancorado na responsabilização da gestão anterior, comandada por Emanuel Pinheiro. Na prática, a insistência em revisitar decisões passadas acaba funcionando como justificativa recorrente para obras paradas, contratos rompidos e recomeços administrativos. Enquanto isso, o impacto recai diretamente sobre a população, que continua enfrentando chuva, sol, insegurança e incerteza quanto à conclusão de um terminal considerado essencial para a mobilidade urbana da capital. Uso emergencial não substitui solução definitiva A prefeitura reforça que a abertura atual do terminal não é inauguração, mas apenas uma permissão de uso emergencial, com passagens provisórias, presença de agentes de trânsito e promessa de ajustes futuros, como rampas definitivas de acessibilidade. No entanto, a decisão de refazer todo o projeto indica que a conclusão definitiva do terminal ainda está distante, sem cronograma claro ou prazo público estabelecido. População segue aguardando respostas Enquanto o debate político se mantém no campo das responsabilidades passadas, moradores da região norte de Cuiabá seguem aguardando uma solução concreta. O Terminal do CPA 3, que deveria representar avanço na mobilidade urbana, tornou-se símbolo de atrasos, decisões administrativas custosas e da dificuldade de romper com o discurso do retrovisor para avançar com entregas efetivas. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Motociclista morre após ser atingido por dois veículos na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Um motociclista, ainda não identificado, morreu na tarde deste sábado (10) após se envolver em um grave acidente de trânsito na Avenida Miguel Sutil, uma das vias mais movimentadas da capital mato-grossense. De acordo com informações preliminares, a motocicleta em que a vítima estava foi atingida por dois veículos, sendo um deles um Volkswagen Up. Com a força da colisão, o motociclista foi arremessado ao solo, permanecendo caído ao lado da moto, com intenso sangramento. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e chegaram rapidamente ao local, porém apenas puderam constatar o óbito da vítima em decorrência da gravidade dos ferimentos. A Polícia Militar esteve na ocorrência, realizou o isolamento da área e organizou o tráfego de veículos na avenida, que precisou operar em sistema de lentidão para garantir a segurança dos motoristas e dos trabalhos das equipes de emergência. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para a realização dos procedimentos periciais. Após a perícia, o corpo será removido ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia e identificação oficial. As causas e circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.
Novo SUV da Caoa Changan é flagrado sem camuflagem e estreia da marca está prevista para 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A nova marca Caoa Changan começou a aparecer com força no Brasil, e um dos seus novos SUVs foi flagrado sem camuflagem, indicando que o lançamento está se aproximando. As imagens divulgadas pela coluna Autos Segredos do portal UOL mostram o modelo em testes nas ruas, sem disfarces, o que reforça a proximidade da estreia no mercado nacional. Autos Segredos Estreia da marca e previsão de início das vendas A Caoa Changan, resultante da parceria entre o Grupo CAOA e a chinesa Changan Automobile, foi oficialmente apresentada no Salão do Automóvel 2025, em São Paulo, marcando a entrada formal da marca no Brasil. Business Wire Segundo informações de mercado, a nova fabricante deverá iniciar as vendas de seus modelos a partir do primeiro semestre de 2026, com foco inicial em SUVs e opções que atendam diferentes perfis de consumidores brasileiros — desde versões mais acessíveis até eletrificados premium. Quatro Rodas O que esperar do portfólio no Brasil Ainda sem anúncio oficial de todos os modelos, informações apuradas no mercado automotivo apontam para uma linha diversificada, que pode incluir: SUVs compactos e médios, voltados ao uso urbano e familiar; Autos Segredos Modelos com motor turbo flex, como o UNI-T, já em fase de testes e considerado um dos candidatos a chegar primeiro às concessionárias brasileiras; Autos Segredos Modelos elétricos de alto padrão, como o AVATR 11, cujo lançamento no Brasil foi confirmado pela própria fabricante e que já teve unidades reservadas mediante sinal financeiro. Quatro Rodas Estimativa de preços Ainda não há valores oficiais divulgados pela Caoa Changan para o mercado brasileiro, mas há indicações iniciais e comparações com outros mercados que ajudam a criar uma projeção: AVATR 11 (SUV elétrico premium) — este modelo de alta tecnologia e foco em conforto e performance já está sendo comercializado em outros países e pode chegar ao Brasil com faixa de preço na casa dos R$ 500 mil ou mais, de acordo com estimativas de especialistas do setor automotivo (embora não haja confirmação oficial no Brasil). YouTube SUVs turbo flex e médios — modelos como o UNI-T e o CS55 são vistos como candidatos a competir em faixa de preço mais acessível, possivelmente entre R$ 150 mil e R$ 250 mil, conforme projeções baseadas em mercados similares e dados de importações. Autos Segredos É importante destacar que nenhum valor foi oficialmente confirmado pela marca até o momento, e a estimativa pode sofrer variação conforme versões, itens de série e equipamentos oferecidos no Brasil. Expectativas do mercado Especialistas apontam que a entrada da Caoa Changan no Brasil acontece em um momento de forte demanda pelo segmento SUV, que já domina as vendas no país. A expectativa é que a marca, com portfólio diversificado — incluindo opções com motor flex e alternativas elétricas — — aumente a competição e ofereça mais opções aos consumidores brasileiros. Além disso, a atuação da Caoa Changan será independente da Caoa Chery, com estratégias de produto e redes de concessionárias que, embora possam compartilhar estrutura com a Chery, funcionarão com identidade e posicionamento próprios. Webmotors Lançamento e próximos passos Com os testes em andamento e a presença em eventos automotivos já consolidada, a Caoa Changan prepara o lançamento oficial no Brasil para 2026, com expectativa de apresentação das primeiras versões e início das vendas no primeiro semestre. A marca também trabalha na instalação da rede de concessionárias e serviços de pós-venda. Manufacturers e analistas do setor automotivo destacam que a chegada da Caoa Changan pode influenciar escolhas de consumidores que buscam tecnologia, oferta variada e preços competitivos em um setor cada vez mais concentrado nos SUVs.
Acordo Mercosul–União Europeia é ratificado e entra em fase final de aprovação; veja os próximos passos
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A União Europeia ratificou nesta sexta-feira (9) o acordo de livre comércio com o Mercosul, durante reunião realizada em Bruxelas. A decisão marca um novo avanço em um tratado negociado há mais de três décadas entre os dois blocos. O acordo envolve os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — e os 27 Estados-membros da União Europeia. Em comunicado oficial, a UE afirmou que o tratado representa um marco na relação entre os blocos, criando um novo quadro para o diálogo político, a cooperação e o comércio. Assinatura prevista e etapas restantes Após a ratificação desta sexta-feira, o próximo passo será a assinatura formal do acordo, prevista para o dia 17 de janeiro, no Paraguai. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em publicação nas redes sociais. Apesar disso, o acordo ainda não entra em vigor imediatamente. Para que seja oficialmente validado, o texto precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu, onde é exigida maioria simples dos votos. Somente após a aprovação do Parlamento Europeu e a ratificação por todos os países da União Europeia e pelos membros do Mercosul é que o tratado passará a valer integralmente. Até lá, permanecem em vigor as regras comerciais atuais. O que muda com o acordo Considerado o maior acordo comercial já firmado pela União Europeia, o tratado tem potencial para provocar uma das maiores reconfigurações no comércio agrícola e industrial global das últimas décadas. Pelo texto acordado: O Mercosul eliminará tarifas sobre 91% das exportações da União Europeia, incluindo automóveis, ao longo de até 15 anos; A União Europeia eliminará tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul, de forma progressiva, em um período de até 10 anos. O acordo também prevê facilitação de comércio, regras comuns, maior previsibilidade jurídica e estímulo ao intercâmbio entre empresas dos dois blocos. Interesse estratégico da União Europeia Dentro da União Europeia, o tratado é visto como uma estratégia para reduzir a dependência da China, especialmente no acesso a minerais críticos, como o lítio, essencial para a produção de baterias e tecnologias ligadas à transição energética. O acordo garante isenção de impostos para a exportação da maior parte desses materiais. Durante as negociações finais, o aval da Itália foi decisivo para que o Conselho da União Europeia formasse maioria favorável à ratificação. Impactos e benefícios para o Brasil Para o Brasil, o acordo representa não apenas uma ampliação de mercado, mas também uma diversificação das exportações, em um momento em que a China — principal destino da carne bovina brasileira — começa a impor limites ao ritmo das importações. Além disso, o tratado abre espaço para: Exportação de produtos com maior valor agregado; Acesso ampliado a um mercado sofisticado e previsível; Maior integração do Brasil às cadeias globais de comércio e investimento. Com a ratificação desta sexta-feira, o acordo entra em sua fase decisiva. A expectativa agora se concentra no trâmite político e legislativo necessário para que o tratado se torne definitivo e passe a valer na prática.
Forças de segurança apreendem mais de 540 quilos de cocaína e prendem dois na fronteira de Mato Grosso
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Uma ação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de 544 quilos de cloridrato de cocaína e na prisão de dois suspeitos na zona rural do município de Comodoro, a cerca de 644 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi registrada na sexta-feira (9), durante patrulhamento na região de fronteira com a Bolívia. A operação foi realizada por equipes da Polícia Militar em conjunto com o Grupo Especial de Fronteira. Os policiais abordaram um veículo Fiat Toro, que estava sendo utilizado para o transporte do entorpecente. Durante a vistoria, foram localizados 16 fardos de droga, escondidos na carroceria do veículo. Os dois ocupantes foram presos em flagrante e não tiveram as identidades divulgadas. De acordo com as informações repassadas pelas forças de segurança, a apreensão ocorreu após troca de informações indicando que uma aeronave teria arremessado fardos de entorpecente em uma propriedade rural nas proximidades da Gleba Zambam, área estratégica utilizada por organizações criminosas para o tráfico internacional de drogas. Após a prisão, os suspeitos, a droga apreendida e o veículo foram encaminhados à Polícia Federal no município de Cáceres, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso será investigado para apurar a origem do entorpecente, o destino da carga e a possível participação de outros envolvidos na ação criminosa.