Alex RabeloJornalista e analista político O início de um novo ano sempre carrega expectativas. Mas 2026 não é um ano comum. É um período em que decisões políticas, sinais econômicos e comportamento do mercado se cruzam de forma intensa, afetando diretamente empresas, investidores, trabalhadores e consumidores. Mais do que fazer previsões otimistas ou alarmistas, o momento exige análise, leitura de cenário e reflexão. Estamos diante de um ano que tende a ser determinante para o futuro do país — e também para quem vive do comércio, do setor imobiliário e da economia real. Um ano eleitoral que vai além dos nomes Em 2026, o eleitor brasileiro não escolherá apenas um presidente. Estarão em jogo os governos estaduais, a renovação do Congresso Nacional, com deputados estaduais, deputados federais e dois terços do Senado. Isso significa que o resultado das urnas terá impacto direto sobre orçamento, leis, investimentos, políticas públicas e estabilidade institucional. Governadores definem prioridades regionais, infraestrutura, segurança e ambiente para novos negócios. Deputados federais e senadores influenciam reformas, regras fiscais, teto de gastos, impostos e o próprio equilíbrio entre os Poderes. Ou seja: o voto de 2026 não é simbólico, é estrutural. A grande reflexão é se o eleitor fará escolhas baseadas apenas em discursos e emoções ou se olhará para projetos, histórico e capacidade de entrega. Em anos eleitorais, a narrativa costuma ser barulhenta, mas as consequências são silenciosas — e duradouras. Economia: cautela ainda é a palavra-chave Do ponto de vista econômico, 2026 começa sob o impacto de juros elevados, que continuam sendo o principal freio do crescimento. A taxa Selic encerrou 2025 em patamar alto, e embora o mercado projete cortes ao longo de 2026, esse movimento tende a ser gradual. Isso significa que: O crédito continua caro; O consumo cresce com dificuldade; Investimentos exigem mais planejamento e menos impulso. Há projeções moderadas de crescimento do PIB, algo próximo de 2%, o que indica avanço, mas longe de um cenário de euforia. Em ano eleitoral, existe pressão por medidas que aqueçam a economia, ao mesmo tempo em que o Banco Central e o mercado seguem atentos à inflação e ao risco fiscal. Esse equilíbrio será decisivo para definir se 2026 será apenas um ano de transição ou o início de uma retomada mais consistente. O varejo em 2026: sobreviver bem é tão importante quanto crescer Para o varejo e os lojistas, 2026 não deve ser um ano fácil — mas pode ser um ano estratégico. Com juros altos, o consumidor fica mais seletivo, pensa mais antes de comprar e compara mais preços. Nesse cenário, o crescimento não virá apenas do volume de vendas, mas da qualidade da gestão. Controle de estoque, negociação com fornecedores, campanhas bem planejadas e comunicação eficiente passam a ser diferenciais reais. Outro ponto relevante é o fator emocional do consumo. Em anos eleitorais, o noticiário político influencia o humor do consumidor. Oscilações no mercado, discursos mais duros e incertezas podem travar decisões de compra. O lojista que entender esse comportamento e trabalhar relacionamento, confiança e posicionamento de marca tende a sair na frente. Mercado imobiliário: comprar, vender ou esperar? O setor imobiliário segue diretamente ligado ao comportamento dos juros. Financiamento caro limita o acesso ao crédito e reduz o número de compradores. Ainda assim, 2026 pode apresentar janelas de oportunidade. Para quem compra, especialmente com entrada maior ou visão de longo prazo, momentos de mercado mais frio costumam gerar melhores negociações. Para quem vende, o desafio será precificar corretamente e entender que o comprador estará mais exigente. Já para quem pensa em construir, o cenário exige atenção redobrada. O custo do capital elevado pressiona projetos e margens. A tendência é que o setor continue ativo, mas mais seletivo, priorizando imóveis com maior liquidez, planejamento rigoroso e público bem definido. Se os juros começarem a cair de forma consistente ao longo do ano, o segundo semestre pode trazer sinais mais positivos. Caso contrário, o mercado segue andando, porém com passos curtos e cautelosos. O que 2026 nos pede como sociedade Olhando o cenário político, econômico e setorial, 2026 se apresenta como um ano que exige prudência, consciência e responsabilidade. Não será um período de soluções mágicas, mas de escolhas que moldam o médio e longo prazo. Empresários precisarão planejar mais e arriscar menos. Consumidores tendem a gastar com mais critério. E o eleitor terá nas mãos decisões que vão muito além de um mandato: elas influenciam o ambiente econômico, o crédito, os impostos e a estabilidade do país. A pergunta que fica é simples, mas profunda:estamos escolhendo caminhos ou apenas reagindo ao momento? 2026 será, acima de tudo, um teste de maturidade — política, econômica e social.
Jair Bolsonaro: o líder que resgatou o patriotismo e mudou definitivamente o eixo da política brasileira
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político Poucos nomes da história recente do Brasil provocaram tamanha transformação no comportamento político da população quanto Jair Messias Bolsonaro. Mais do que presidente, Bolsonaro se tornou um marco geracional, um divisor de águas entre um Brasil apático politicamente e um país que voltou a discutir poder, Estado, liberdade, valores e identidade nacional. Das Forças Armadas à política Jair Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955, em Glicério, interior de São Paulo. Ingressou na carreira militar, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e chegou ao posto de capitão do Exército Brasileiro. Ainda na vida militar, já demonstrava perfil crítico, direto e avesso a hierarquias políticas tradicionais. Sua entrada na política ocorreu no final dos anos 1980, em um Brasil recém-saído da ditadura e mergulhado em instabilidade institucional. Vereador e deputado federal por quase três décadas Em 1988, Bolsonaro foi eleito vereador do Rio de Janeiro, exercendo mandato entre 1989 e 1990. No ano seguinte, deu início a uma longa trajetória no Congresso Nacional. De 1991 a 2018, Jair Bolsonaro foi deputado federal por sete mandatos consecutivos, representando o estado do Rio de Janeiro. Durante quase 30 anos, construiu uma imagem de parlamentar combativo, defensor das Forças Armadas, da segurança pública, da liberdade individual e crítico do sistema político tradicional. Por muitos anos foi tratado como figura marginal no Congresso. Mas o que parecia isolamento político revelou-se, com o tempo, conexão direta com uma parcela silenciosa da sociedade brasileira. A eleição de 2018 e a facada que mudou o país O ano de 2018 entrou para a história. Durante a campanha presidencial, Bolsonaro crescia nas pesquisas com um discurso duro contra corrupção, sistema político, aparelhamento do Estado e criminalidade. Em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca, em um episódio que chocou o Brasil e o mundo. A tentativa de assassinato quase lhe custou a vida. Foram múltiplas cirurgias, internações prolongadas e sequelas que ele carrega até hoje. A facada não interrompeu sua candidatura — impulsionou um movimento popular. Milhões de brasileiros passaram a ver em Bolsonaro não apenas um candidato, mas alguém que simbolizava resistência contra um sistema que eles rejeitavam. Em outubro de 2018, Jair Bolsonaro foi eleito Presidente da República, com mais de 57 milhões de votos. Presidente do Brasil (2019–2022) Bolsonaro assumiu a Presidência em 1º de janeiro de 2019, liderando um governo marcado por rupturas com práticas tradicionais. Seu mandato foi caracterizado por: Defesa aberta de pautas conservadoras Valorização da liberdade econômica Autonomia do Banco Central Avanços em infraestrutura e logística Reformas estruturais, como a Reforma da Previdência Redução do tamanho do Estado em diversos setores Reforço ao discurso de soberania nacional Foi também um governo de enfrentamentos intensos: com a imprensa tradicional, com o Judiciário, com setores da política e durante a pandemia da Covid-19 — um período que acentuou ainda mais a polarização nacional. O slogan que virou identidade nacional Poucos líderes conseguiram transformar um slogan em símbolo cultural. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” A frase ultrapassou campanhas eleitorais. Virou grito de torcida, refrão de músicas, palavra de ordem em manifestações, presença constante em shows, estádios, carreatas, eventos religiosos e atos cívicos. O verde e amarelo, antes restrito à Copa do Mundo, voltou às ruas. A bandeira nacional passou a ser exibida com orgulho em fachadas de lojas, sacadas de prédios, residências, carros e espaços públicos. Bolsonaro resgatou o patriotismo, algo que havia sido esvaziado ao longo de décadas. Ele devolveu ao brasileiro comum o sentimento de pertencimento à nação. A eleição de 2022 e a consolidação de um legado Em 2022, Jair Bolsonaro disputou a reeleição e foi derrotado por margem apertada. Ainda assim, saiu do processo como o líder político com a maior base popular organizada da direita brasileira. Mesmo fora da Presidência, Bolsonaro permaneceu como principal referência política de milhões de brasileiros. Seu nome segue presente no debate público, em manifestações, nas redes sociais e no imaginário popular. Saúde fragilizada, resistência intacta Desde a facada de 2018, Bolsonaro enfrentou uma sequência de problemas de saúde, incluindo obstruções intestinais, cirurgias complexas e internações recorrentes. Ainda assim, manteve agenda pública, viagens, atos políticos e participação direta no debate nacional. Um líder que transcende cargos Jair Bolsonaro pode ser analisado sob muitas óticas, mas há um ponto incontestável:ele mudou a relação do povo com a política. Fez o brasileiro entender que política define rumos. Que votar importa. Que escolher representantes é decisivo. Que símbolos nacionais têm valor. Que amar o país não é vergonha. Esse legado não se encerra em mandatos, decisões judiciais ou eleições.Ele transcende gerações. A direita brasileira, antes fragmentada e silenciosa, ganhou voz, identidade e organização. E isso, goste-se ou não, é um fato histórico. O Brasil pós-Bolsonaro é um país politicamente desperto.E esse despertar não tem volta.
Buscas entram no 4º dia por piloto e turista desaparecidos após naufrágio no Lago do Manso
As equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso retomaram, na manhã desta quarta-feira (31), as buscas pelo piloto Vando Celso de Almeida, de 64 anos, e pelo turista Lucas Yerdliska, desaparecidos após o naufrágio de uma lancha no Lago do Manso, ocorrido na noite de domingo (28). A operação chega ao quarto dia consecutivo sem localização das vítimas. Os trabalhos haviam sido interrompidos ao anoitecer de terça-feira (30), devido às condições de visibilidade, e foram retomados nas primeiras horas da manhã. De acordo com o major Sabóia, do Corpo de Bombeiros, a área de busca está concentrada em um raio de aproximadamente um quilômetro a partir da margem, onde ocorreu o acidente. A força-tarefa mobiliza helicópteros, embarcações, mergulhadores especializados e equipamentos de sonar, utilizados para varredura subaquática. Durante a tarde de terça-feira, um ponto identificado pelo sonar chegou a levantar a hipótese de ser a embarcação naufragada, mas a possibilidade foi descartada após mergulhos no local. “Pela imagem do sonar, dava a entender que poderia ser uma embarcação, mas após a verificação subaquática isso não se confirmou”, explicou o major. Dificuldades nas buscas O Lago do Manso possui profundidade média de cerca de 20 metros, mas em alguns trechos o fundo é ainda mais profundo, com grande concentração de sedimentos. Segundo os bombeiros, quanto maior a profundidade, pior é a visibilidade, devido à baixa incidência de luz solar e à suspensão de lama e resíduos no fundo, o que dificulta o trabalho dos mergulhadores. Com aproximadamente 470 km² de área, o lago é formado pela Usina Hidrelétrica de Manso, nos rios Manso e da Casca. Apesar de ser um importante ponto turístico entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, o local não possui unidade fixa do Corpo de Bombeiros, o que exige deslocamento de equipes especializadas para operações desse porte. O acidente O naufrágio ocorreu por volta das 19h30 de domingo, quando a lancha foi atingida por um vendaval repentino, que provocou ondas fortes e instabilidade na embarcação. Além do piloto e do turista desaparecidos, estavam na lancha um casal e dois filhos pequenos. A mãe, Camila Mazzaron, e um bebê de menos de dois anos foram resgatados ainda na noite do acidente. Já o filho mais velho, que utilizava colete salva-vidas, conseguiu nadar até a margem e pedir ajuda a moradores da região. Moradora de Arapongas (PR), Camila relatou que as condições climáticas mudaram de forma abrupta. “O céu estava limpo e a água calma quando saímos. De repente, veio muito vento, muita onda, e o barco virou. Foi tudo muito rápido”, contou. As buscas seguem sem previsão de encerramento, e o Corpo de Bombeiros reforça que os trabalhos continuarão enquanto houver condições técnicas e operacionais.
“Aposentados” da política voltam ao jogo em 2026: quem retorna forte e quem pode surpreender em Mato Grosso?
Por Alex RabeloJornalista e Analista Político A eleição de 2026 em Mato Grosso começa a ganhar contornos bem antes do calendário oficial. Nos bastidores, nomes que dominaram o cenário político em um passado recente voltaram a se movimentar, articulando candidaturas, buscando alianças e reacendendo um debate inevitável: os caciques da política estadual vão retomar espaço ou o eleitor abrirá caminho para novas lideranças? Reuniões no interior, articulações partidárias, conversas com lideranças regionais e presença cada vez mais ativa nas redes sociais indicam que o tabuleiro eleitoral já está em movimento. Ao menos cinco nomes de peso, que estiveram fora do jogo após derrotas nas urnas ou afastamento político, trabalham abertamente projetos eleitorais mirando cargos legislativos — Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado. Pedro Taques tenta novo retorno ao Senado Entre os principais nomes está o ex-governador Pedro Taques, agora filiado ao PSB. Com aval da cúpula nacional do partido, Taques se coloca como pré-candidato ao Senado, cargo que já ocupou antes de assumir o governo do Estado. Após deixar o Palácio Paiaguás, tentou retornar à política, mas acabou barrado pelas urnas. Agora, aposta em um novo discurso, em alianças estratégicas e no argumento da experiência para tentar recuperar protagonismo em um cenário político bem diferente daquele que o elegeu no passado. Nilson Leitão busca retomada na Câmara Federal Outro veterano que tenta voltar ao Congresso Nacional é o ex-deputado federal Nilson Leitão. Histórico nome do PSDB em Mato Grosso, foi prefeito de Sinop por dois mandatos e teve atuação de destaque em Brasília. Leitão está afastado da política desde 2020, quando foi derrotado na eleição suplementar ao Senado, repetindo o revés de 2018, quando integrou a mesma chapa de Pedro Taques. Recentemente, assumiu a presidência estadual do PP e deve disputar uma das oito vagas da Câmara Federal, apostando na reorganização partidária e no capital político construído ao longo dos anos. Neri Geller muda de partido e volta à disputa O ex-deputado federal Neri Geller também se movimenta para retornar ao Legislativo federal. Após disputar o Senado em 2022 sem sucesso, deixou o PP e se filiou ao Republicanos. Em 2026, Geller buscará novamente uma cadeira na Câmara Federal, apoiado principalmente por bases ligadas ao agronegócio e ao setor produtivo, onde sempre manteve forte interlocução. Mauro Savi e Wagner Ramos querem retomar espaço na ALMT Na esfera estadual, dois nomes conhecidos reaparecem no cenário político: Mauro Savi e Wagner Ramos, ex-deputados estaduais que deixaram a vida pública após o impacto das delações do ex-governador Silval Barbosa, episódio que provocou um verdadeiro “tsunami” na Assembleia Legislativa. Após regularizarem suas pendências com a Justiça, ambos agora tentam reconstruir suas trajetórias políticas e disputar uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2026. Experiência x renovação: o discurso que vem aí O retorno desses nomes tradicionais reacende um dilema que deve marcar a próxima eleição: experiência ou renovação?Tudo indica que o eleitor será novamente colocado diante de discursos simplificados, como: “Velha política x nova política” “Caciques x renovação” “Direita x esquerda” Essas narrativas tendem a dominar o debate, principalmente nas redes sociais, mas também carregam o risco de empobrecer a discussão sobre propostas concretas para áreas como saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. A pergunta que pode definir a eleição Diante desse cenário, cresce a importância de uma reflexão mais profunda por parte do eleitor: Antes de escolher entre o “novo” ou o “experiente”, não seria mais relevante analisar a trajetória, as propostas e a capacidade real de entrega de cada candidato? Mais do que rótulos ideológicos ou discursos prontos, a eleição de 2026 pode ser definida por quem conseguir demonstrar preparo, compromisso e condições reais de fazer algo pelo povo mato-grossense. O fato é que o jogo começou. E Mato Grosso caminha para uma das disputas mais simbólicas dos últimos anos, onde o passado tenta se reinventar, o presente se reorganiza e o futuro ainda está em aberto.
Motociclista morre após perder controle da moto na Avenida das Torres, em Cuiabá
O motociclista Wellington Ferraz da Silva Costa, de 37 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (30) após sofrer um acidente na Avenida das Torres, em Cuiabá. Ele conduzia uma motocicleta Yamaha Fazer quando perdeu o controle do veículo e caiu na pista. De acordo com informações da Polícia Civil, o acidente ocorreu por volta da 1h, no sentido centro–bairro da avenida. A vítima teria passado sobre um tachão de sinalização, conhecido como “tartaruga”, momento em que perdeu o equilíbrio e caiu no asfalto. A Polícia Militar foi a primeira a atender a ocorrência e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito ainda no local. O trecho foi imediatamente isolado para os trabalhos da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo relatos de testemunhas, Wellington havia participado momentos antes de uma confraternização de final de ano da empresa de segurança em que trabalhava. Ainda conforme essas informações, ele teria consumido bebida alcoólica durante o evento, dado que será apurado pelas autoridades no curso da investigação. A equipe da Politec realizou os procedimentos periciais necessários para esclarecer a dinâmica do acidente. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação.
Enfermeiro de 29 anos é encontrado morto em casa em Várzea Grande; Polícia Civil investiga o caso
O enfermeiro Michael Felicio da Silva, 29 anos, servidor da rede municipal de Saúde de Cuiabá, foi encontrado morto dentro de sua residência, em Várzea Grande, na noite de domingo (28). As circunstâncias da morte ainda não foram divulgadas, e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso. De acordo com as primeiras informações, equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para realizar os exames necessários e coletar evidências que possam ajudar a esclarecer o que ocorreu. Após os trabalhos periciais, o corpo foi liberado para os procedimentos fúnebres. Profissional dedicado e reconhecido pela humanização Michael era natural de Várzea Grande e atuava na enfermagem desde 2021. Atualmente, exercia suas funções na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Colegas de profissão destacam que o enfermeiro era conhecido pelo atendimento humanizado, pela dedicação aos pacientes e pela competência técnica. Sua atuação na saúde pública deixou marcas positivas em pacientes e equipes. Prefeitura de Cuiabá emite nota de pesar O prefeito Abilio Brunini (PL) manifestou pesar pela morte do servidor. A nota também foi assinada pela primeira-dama, Samantha Iris, pela secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, e pelo diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago. “Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando conforto e força para enfrentar a perda.” A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a causa da morte e entender as circunstâncias em que o enfermeiro foi encontrado. A matéria será atualizada assim que novas informações forem confirmadas pelas autoridades.
IPVA 2026 poderá ser pago com desconto à vista ou parcelado em até oito vezes
Os proprietários de veículos licenciados em Mato Grosso já podem se programar para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026, que poderá ser quitado à vista, com desconto de 5% ou 3%, ou parcelado em até 8 vezes. Conforme calendário divulgado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), as datas vencimento serão nos meses de março, abril e maio, de acordo com o final da placa do veículo Para veículos com placas terminadas em 1, 2, 3 e 4, o vencimento será no mês de março de 2026. Pagamentos realizados até dia 10 terão desconto de 5%, e até dia 20, redução de 3%. O pagamento sem desconto ou da primeira parcela deverá ser efetuado até 31 de março. Os veículos com placas de finais 5, 6 e 7 terão vencimento em abril, com desconto de 5% para pagamentos feitos até 10 e de 3% até o dia 20. O prazo para pagamento sem desconto ou da primeira parcela será até 30 de abril. Para placas terminadas em 8, 9 e 0, o prazo com desconto de 5% será até 11 de maio, e o desconto de 3% valerá até 20 de maio. O pagamento sem desconto ou a primeira parcela poderá ser efetuado até 29 de maio. Nos casos de parcelamento, o contribuinte deve se atentar ao valor mínimo da parcela que deve ser de 25% da UPF-MT vigente no mês da formalização. Além disso, as parcelas são mensais e consecutivas, com vencimento sempre no final de cada mês. Além das opções de pagamento previstas no calendário, os contribuintes cadastrados no Nota MT podem obter abatimento adicional de até 10% no valor do IPVA, limitado a R$ 700. O benefício é válido independentemente da forma de pagamento escolhida e pode ser acumulado com os demais descontos. Como pagar As guias para pagamento estarão disponíveis a partir de 1º de janeiro de 2026 no site da Sefaz. Os proprietários poderão emitir o documento utilizando o número do Renavam ou o chassi do veículo. Ao acessar o site para emissão dos boletos, é importante que o cidadão verifique se o endereço é o oficial da Sefaz (www.sefaz.mt.gov.br), a fim de evitar golpes, comuns neste período de pagamento do tributo. A orientação é digitar diretamente o endereço do site no navegador, evitando o uso de buscadores para acessar o serviço. Em caso de dúvidas, os contribuintes podem buscar orientação junto aos canais de atendimento da Sefaz, disponíveis na opção Fale Conosco do portal da secretaria.
Com Hospital Central em funcionamento, Júlio Campos alerta: “Santa Casa não pode cair no esquecimento; o governo tem dinheiro e deve agir”
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a acender o debate sobre o futuro do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, após duas tentativas de leilão fracassarem sem receber sequer um lance. Com a recente inauguração do Hospital Central, pelo Governo do Estado, o parlamentar teme que a Santa Casa — uma instituição quase tricentenária e historicamente fundamental para a saúde pública — seja abandonada e perca sua função social, especialmente na área de oncologia, um dos atendimentos mais sensíveis para a população de baixa renda. Segundo Júlio, não há justificativa para que o governo protele uma solução. Ele afirma que Mato Grosso vive um período de robustez fiscal, com arrecadação recorde, o que permitiria ao Estado assumir o hospital sem comprometer o orçamento. “O governo tem dinheiro; não podemos abandonar um patrimônio histórico” Em entrevista à imprensa, Júlio foi direto: “Não é porque inaugurou o Hospital Central, uma obra belíssima que merece aplausos, que vamos esquecer a bandeira do não fechamento da Santa Casa.Queremos a continuidade da Santa Casa. Não pode um patrimônio histórico ser abandonado num Estado rico. Pessoas humildes precisam da oncologia, não pode fechar cinco ou seis centros cirúrgicos.” A fala do deputado reflete um sentimento compartilhado por profissionais da saúde, pacientes e lideranças comunitárias que temem perder uma unidade tradicional, responsável por milhares de atendimentos ao longo de décadas. Parcerias para salvar a Santa Casa Júlio Campos também defendeu que a solução pode vir por meio de parcerias entre município, Estado, União e até planos de saúde, garantindo sustentabilidade financeira e preservando a função social da instituição. “O que está lá pode ser continuado, seja parceria municipal, estadual ou federal. Não podem demolir. É uma área tombada como patrimônio. Falta diálogo e bom senso. O Mauro é turrão, mas no final ele acerta. Por que não acertar com planos de saúde?” Leilões fracassados e impasse jurídico Desde setembro, duas tentativas de leilão foram realizadas: Primeira avaliação: R$ 78,2 milhões Segunda avaliação: R$ 39,1 milhões Nenhum interessado apresentou proposta, mesmo com prioridade de compra garantida à União, ao Governo de Mato Grosso e à Prefeitura de Cuiabá. O prédio permanece sob responsabilidade do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), por conta de dívidas trabalhistas da antiga administração. Por ser patrimônio tombado, não pode ter sua fachada modificada ou ser demolido, o que reforça a necessidade de preservação e reutilização adequada. Importância social e risco de apagamento histórico A Santa Casa é mais que um prédio: representa 300 anos de história, formação de profissionais, atendimento beneficente e contribuição direta à saúde da população mais vulnerável. Em um momento em que o Estado registra alta demanda por serviços oncológicos, emergenciais e cirúrgicos, perder uma estrutura consolidada seria, segundo especialistas, um retrocesso irreparável. A fala de Júlio e sua importância para toda a sociedade O posicionamento firme de Júlio Campos ganha peso pela sua experiência e pela defesa constante da Santa Casa ao longo de décadas. Sua cobrança não é apenas política — é um alerta público: sobre responsabilidade histórica, sobre preservação da memória da saúde mato-grossense, e sobre o dever do Estado em garantir atendimento a quem mais precisa. A discussão não trata apenas de patrimônio, mas de vidas. A Santa Casa não pode virar ruína ou depósito de histórias esquecidas — como ressalta Júlio, “o governo tem dinheiro; falta decisão.”
Atritos, crises e avanços: o turbulento primeiro ano da gestão Flávia Moretti em Várzea Grande
Por Alex Rabelo — Jornalista e Analista Político O primeiro ano de mandato da prefeita Flávia Moretti (PL) mostrou, na prática, o quanto governar Várzea Grande é tarefa para poucos. Eleita com discurso de modernização, gestão eficiente e o ousado plano de conceder o Departamento de Água e Esgoto (DAE) à iniciativa privada, a gestora enfrentou um 2025 marcado por choques políticos, crises estruturais, desconfiança interna e desafios que testaram sua capacidade de comando desde o primeiro dia de governo. Mesmo sob pressão, Flávia avançou em temas centrais do plano de governo — mas não sem enfrentamentos intensos ao longo de todos os meses. Primeiro embate: Câmara de Vereadores confronta a prefeita logo na largada Antes mesmo de completar 48 horas no cargo, a prefeita viu seu principal projeto — a concessão do DAE — ser questionado publicamente no plenário. O presidente da Câmara fez questão de expor a discordância: “Não é só chegar e dizer que vai fazer a concessão. Tem que analisar, ver o patrimônio do DAE. Será que o DAE não tem conserto?”, provocou. A fala antecipou o que se confirmaria ao longo do ano: uma relação instável e repleta de tensões entre Executivo e Legislativo, dificultando a articulação política da prefeita. Um início de governo sob colapso: dívidas, caos na limpeza e crise hídrica sem precedentes Flávia assumiu afirmando que a gestão anterior deixou dívidas superiores a R$ 94 milhões, valor que, segundo ela, aumentou após análises adicionais. O impacto foi imediato: atrasos na limpeza urbana, contratos travados e dificuldades para manter serviços básicos funcionando. Mas o pior ainda viria. 📌 A maior crise hídrica dos últimos anos Em fevereiro, Várzea Grande viveu o mais grave colapso de água de sua história recente, atingindo captação, tratamento e distribuição simultaneamente. A prefeita classificou o episódio como: “Boicotes criminosos às estações do DAE.” A suspeita, embora grave, nunca teve autores apontados oficialmente. A crise levou à troca da direção do DAE: Saiu o coronel Sandro Azambuja Entrou Zilmar Dias, após intensa pressão política dos vereadores. Chuvas, enchentes e famílias desabrigadas Janeiro e fevereiro trouxeram ainda outro desafio: alagamentos severos nos bairros Alameda e Construmat. A prefeita percorreu as áreas e determinou ações emergenciais. Mesmo assim, moradores relataram medo e falta de estrutura preventiva. Crise com o vice-prefeito: promessas de campanha e disputa de espaço Em março, um novo foco de instabilidade explodiu: um forte atrito com o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL). O presidente estadual do PL, Ananias Filho, precisou intervir afirmando que: “Havia compromisso de que obras, infraestrutura e parte da água seriam coordenadas pelo Tião.” O acordo evitou rompimento imediato, mas a relação nunca mais foi a mesma. Pauta popular: radares são retirados, mas ação vira alvo do Ministério Público Mesmo em meio a conflitos internos, a prefeita cumpriu uma promessa de campanha: retirar 20 radares de trânsito da cidade. O Ministério Público questionou a legalidade da medida.A prefeitura respondeu afirmando possuir estudos técnicos que justificavam a retirada. Embates com a família Campos: desgaste político e troca de acusações Outro capítulo marcante foram as rusgas públicas com Júlio e Jayme Campos, influentes nomes políticos de Mato Grosso. Em meio às críticas, Júlio chegou a declarar: “Ela não é essa boneca formosa. Está cheia de defeitos. É uma gestão perturbadora.” Apesar disso, Flávia manteve a interlocução ativa, chegando inclusive a visitar Jayme em Brasília. Avanço estratégico: concessão do DAE entra em fase técnica Mesmo sob ventos contrários, a prefeita avançou na principal promessa do mandato: a concessão do DAE. Para isso, contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelos estudos que darão base ao edital de licitação. Flávia participou pessoalmente das reuniões técnicas — inclusive em São Paulo — e manteve a agenda como prioridade absoluta, defendendo que a universalização da água e do esgoto só será possível com investimento privado. O ano termina com a maior crise política: Comissão Processante pode cassar a prefeita Fechando um ano turbulento, a Câmara aprovou por 17 votos a 5 a abertura de uma Comissão Processante que pode levar à cassação do mandato de Flávia Moretti. O motivo:A suposta utilização de slogan da gestão nos uniformes escolares, o que poderia configurar propaganda pessoal com recursos públicos. O vereador Charles da Educação afirmou ter feito alerta à prefeita ainda em julho: “Alertamos sobre o slogan nos uniformes das crianças.” Flávia rebateu dizendo que o processo tem caráter político e afirmou não temer a investigação. Entre crises e conquistas, um primeiro ano que mostrou o quão difícil é governar Várzea Grande A trajetória da prefeita em 2025 evidencia o tamanho do desafio que assumiu: Crises políticas internas Conflitos com o Legislativo Enchentes Colapso hídrico Pressão popular Embates com peças-chave da política estadual Uma Comissão Processante em andamento E, apesar de tudo isso, Flávia avançou em agendas estratégicas, manteve firme o discurso de modernização e defendeu decisões impopulares, como a concessão do DAE. Seu primeiro ano deixa claro:governar Várzea Grande é enfrentar tempestades em todas as direções — e Flávia Moretti segue aprendendo a navegar em mar revolto.
Max Russi endurece discurso contra violência doméstica e cobra execução de leis: “É inaceitável conviver com esse cenário”
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), voltou a reforçar nesta semana sua prioridade absoluta no enfrentamento à violência contra a mulher. Reconhecido como um dos parlamentares que mais legislam, cobram e articulam ações nessa área, Russi afirma que o Estado precisa avançar de forma real e urgente na proteção das vítimas — e que leis aprovadas nos últimos anos não podem continuar sem execução plena. “É inaceitável conviver com esse cenário. Precisamos aplicar rigorosamente as políticas públicas e garantir proteção real às mulheres. A violência não pode ser normalizada, e muito menos tolerada”, destacou o deputado. Mato Grosso segue entre os estados com maiores índices de feminicídio do país. Para Russi, esse quadro exige ações rápidas e duras: “Não basta aprovar leis; elas precisam sair do papel. É dever do Estado proteger, amparar e punir com firmeza.” Um mandato marcado pelo combate à violência contra a mulher Max Russi transformou a pauta em uma marca de sua gestão. Desde que assumiu a presidência, colocou a defesa das mulheres no centro das prioridades da Casa, com leis, campanhas, debates, parcerias e fiscalização ativa sobre o Poder Executivo. Entre as iniciativas de maior impacto: 📌 Lei nº 11.100/2020 Cria protocolo de auxílio a mulheres em risco em bares, restaurantes e casas noturnas. 📌 Lei nº 11.366/2021 Determina que agressores paguem as despesas médicas e assistenciais das vítimas. 📌 Lei nº 11.795/2022 Institui guia completo de serviços públicos destinados às mulheres vítimas de violência. 📌 Lei nº 13.151/2025 Inclui a Campanha do Laço Branco no ordenamento estadual, fortalecendo o engajamento dos homens no enfrentamento à violência. 📌 Projeto de Lei nº 107/2025 Reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade. Além disso, Russi ampliou o Agosto Lilás, fortaleceu a Procuradoria da Mulher e levou ações educativas para escolas, comunidades e órgãos públicos. “A Assembleia cumpre seu papel. Agora é responsabilidade do Executivo executar integralmente as políticas já aprovadas”, cobrou. Cobrança firme ao governo: mais de 60 leis aguardam execução Como presidente da Casa, Max Russi apresentou o Requerimento nº 548/2025, exigindo do governo do Estado cronogramas e dados sobre a aplicação de mais de 60 leis voltadas ao enfrentamento da violência doméstica. Segundo ele, a rede de proteção precisa funcionar de forma integrada: delegacias especializadas casas de passagem assistência social saúde apoio psicológico programas de autonomia financeira “A legislação só tem sentido quando chega a quem mais precisa. As leis estão aí — agora precisamos ver a execução”, reforçou o parlamentar. Parcerias institucionais e ações após casos recentes Após episódios de violência política de gênero registrados em Mato Grosso, Max Russi articulou diretamente com o Ministério Público Federal, deputada Janaína Riva e Procuradoria da Mulher a criação de um núcleo de enfrentamento à violência política contra mulheres dentro da própria Assembleia. O deputado também destinou emendas para: reforço das delegacias especializadas capacitação de equipes de atendimento abrigos e casas de passagem assistência jurídica e psicossocial programas de independência financeira Além disso, liderou debates públicos, audiências e campanhas educativas que alcançaram milhares de pessoas. MT lidera o ranking nacional de feminicídios Os dados são alarmantes: 27 feminicídios entre janeiro e junho de 2025, segundo a Sesp-MT 100% dos autores identificados 93% dos inquéritos concluídos Mato Grosso é o estado mais letal do Brasil para mulheres, com taxa de 2,5 feminicídios por 100 mil mulheres, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública “Precisamos construir uma nova realidade. E isso exige coragem, união e postura firme do poder público”, finalizou Max Russi.