Por Alex Rabelo Se alguém ainda tinha dúvidas de que 2026 seria uma das eleições mais quentes dos últimos anos, os últimos dias trataram de deixar tudo claro: a direita mato-grossense entrou oficialmente em ebulição. O atrito público entre o governador Mauro Mendes e o deputado federal Eduardo Bolsonaro não foi “apenas uma discussão”.Foi o primeiro terremoto político do ciclo eleitoral, criando impactos imediatos, ruídos estratégicos e um sinal claro de que nada será previsível daqui para frente. E o eleitor sente isso.A pergunta que mais ouvi nos últimos dias foi: “E agora? O que muda para 2026?” A resposta curta é: muda muita coisa.A resposta completa está aqui. A briga que expôs a disputa por comando dentro da direita Tudo começou quando Eduardo Bolsonaro atacou Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo — hoje um dos nomes mais fortes da direita nacional. Mauro Mendes não deixou barato:Chamou Eduardo de “louco” e disse que ele estava “falando bobagem”. Foi o suficiente para incendiar o debate.Eduardo respondeu atacando Mauro.E o país inteiro passou a olhar para MT. Mas a pergunta é: 👉 Por que esse conflito explodiu agora?👉 E o que realmente está por trás de tudo isso? A verdade é simples:está em jogo quem lidera a direita em Mato Grosso e qual tipo de direita vai comandar o estado nos próximos anos. Dois projetos diferentes dentro do mesmo campo político Hoje, existe uma divisão clara: ✔ A direita institucional Representada por Mauro Mendes e por lideranças como Tarcísio.Pragmática, técnica, de governo. ✔ A direita ideológica/identitária Representada pelo bolsonarismo raiz, pelo PL e pelos aliados mais próximos de Eduardo e Jair Bolsonaro. Esses dois grupos convivem…Mas não falam a mesma língua política. Quando Mauro defende Tarcísio e confronta Eduardo, ele envia um recado: “Eu não sou subordinado ao bolsonarismo.” E isso mexe com toda a engrenagem. Impacto direto nas eleições: o que muda para Pivetta? Agora entra o ponto mais polêmico — e mais importante: 👉 Esse conflito pode ter colocado em risco o apoio que Bolsonaro daria a Otaviano Pivetta. Quem acompanha política sabe que Pivetta vinha se movimentando com: apoio do governo Mauro Mendes proximidade administrativa e sinalizações discretas de diálogo com setores do PL A expectativa era que ele pudesse unir direita pragmática e direita ideológica. Agora? 🔻 Esse caminho ficou muito mais estreito.🔻 A militância bolsonarista recuou.🔻 O apoio que parecia possível agora está sob análise. Em um estado onde a identidade bolsonarista é fortíssima, isso é mais que um problema — é um desafio eleitoral real. O eleitor sente o cheiro de divisão E aqui está o ponto que eu, como analista, considero mais relevante: 📌 O eleitor de direita em MT acompanha cada movimento📌 Ele observa quem está aliado a quem📌 Ele reage rápido a sinais de conflito A briga entre Mauro e Eduardo não fica só nas redes sociais.Ela chega nas conversas, nos grupos de WhatsApp, nas rodas de análise. E a pergunta que circula é: 👉 De que lado cada candidato estará em 2026? Quem perde mais com essa crise? 🟥 Mauro perde Porque deixa de comandar sozinho a direita do estado. 🟥 O bolsonarismo perde Porque expõe fissuras que antes eram invisíveis. 🟥 Pivetta perde Porque dependia exatamente dessa ponte entre governo e bolsonarismo. 🟥 E a direita como um todo perde Porque o que antes era união…Agora virou disputa interna. E o eleitor? Está mais atento do que nunca O eleitor não é mais espectador.Ele acompanha em tempo real. 2026 será a eleição das redes sociais, das narrativas e da capacidade de se posicionar. E o que aconteceu nesta crise deixou claro: 👉 Quem não souber ler o momento… vai ficar para trás.👉 Quem vacilar, perde apoio de um dos lados.👉 Quem entender o movimento, vira protagonista. E é isso que torna o cenário tão eletrizante. Conclusão: o jogo virou — e agora vale tudo pela liderança da direita O episódio Mauro x Eduardo inaugurou oficialmente a corrida de 2026.A direita mato-grossense não fala mais como um bloco único.E os candidatos vão precisar escolher:quem apoia, quem enfrenta e como se posiciona diante desse novo cenário. O ambiente político mudou.E quem está acompanhando percebe que 2026 já começou — e começou pegando fogo. 🔎 Se prepare:Os próximos meses serão decisivos.E cada movimento contará pontos para quem quer chegar forte na disputa. Por Alex RabeloJornalista e Analista Político
Corpo de Bombeiros realiza atendimento a vítimas de acidentes de trânsito registrados durante a madrugada de sábado
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na madrugada deste sábado (15.11), duas ocorrências de acidente de trânsito com vítimas presas às ferragens, registradas em diferentes municípios do Estado. A primeira situação foi registrada por volta das 00h19, quando a equipe do 4º Batalhão Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada para atender um acidente no cruzamento da Avenida das Figueiras com a Avenida André Maggi, em Sinop (479 km de Cuiabá). No local, os militares constataram que uma caminhonete havia colidido com uma árvore, deixando uma mulher presa às ferragens no banco do passageiro, com ferimentos na região da perna. Para retirá-la, a equipe utilizou técnicas de desencarceramento, procedimento que durou cerca de 20 minutos. Durante todo o atendimento, a vítima permaneceu consciente e orientada. Após ser retirada, a mulher foi imobilizada e encaminhada ao Hospital Regional. Já a segunda ocorrência aconteceu às 2h40, na BR-070, no trecho entre Primavera do Leste e Poxoréu. A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) recebeu um chamado da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para socorrer uma vítima que havia ficado presa às ferragens de um veículo. Ao chegar, os militares verificaram que se tratava de um caminhão carregado com garrafas de água mineral, que havia caído em um buraco no canteiro central do trevo. Para liberar a perna da vítima, que estava presa junto ao câmbio, foram realizados cortes no banco do motorista com o desencarcerador, abrindo espaço para o resgate. O condutor apresentava fratura de fêmur direito e escoriações pelo corpo. Com o uso de prancha rígida, o homem foi retirado das ferragens e ficou aos cuidados da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Durante toda a ocorrência, a PRF prestou apoio na sinalização e segurança do local.
Polícia Penal intercepta drone com carga de telefones e acessórios na penitenciária da Mata Grande
A Polícia Penal impediu a entrada de materiais proibidos levados por um drone, que sobrevoava a penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, em Rondonópolis, na manhã desta quinta-feira (13.11). Na ação, a equipe antidrone da unidade localizou e interceptou o aparelho aéreo que sobrevoava rumo ao raio 3 da Penitenciária. Os policiais penais apreenderam o drone que transportava cinco celulares, uma fonte de carregador, dois fones de ouvido, um isqueiro, cigarros eletrônicos e uma serra. A direção da Penitenciária da Mata Grande atua constantemente na vigilância dos perímetros interno e externo da unidade, com o objetivo de impedir e capturar materiais e aparelhos proibidos. Na semana passada, as equipes da Polícia Penal do município impediram que 16 celulares, encontrados em pacotes levados por drones, chegassem às mãos dos custodiados na unidade prisional. *Com supervisão da jornalista Raquel Teixeira
Executor e mandantes de duplo homicídio no Shopping Popular são condenados a mais de 70 anos de prisão
Três envolvidos em um duplo homicídio, ocorrido em novembro de 2023 no Shopping Popular de Cuiabá, foram condenados por homicídio triplamente qualificado em sessão do Tribunal do Júri, realizada nesta quinta-feira (13.11). As penas impostas variam entre 23 e 25 anos de reclusão. Somadas, as penas ultrapassam 70 anos de prisão. A condenação teve como base as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que identificou mãe e filho como mandantes, assim como o executor do crime. Vanderlei Barreiro da Silva, apontado como um dos mandantes, e Sílvio Júnior Peixoto, identificado como o autor da execução das vítimas, foram sentenciados a 23 anos e quatro meses de prisão. Já Jocilene Barreiro da Silva, também identificada como mandante, foi condenada a 25 anos de reclusão. Eles foram condenados pelo crime de homicídio triplamente qualificado mediante promessa de recompensa, por meio cruel ou que possa resultar em perigo comum e por traição ou outro recurso que dificultou a defesa da vítima. Os crimes, que vitimaram Gersino Rosa dos Santos e Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, de 43 e 27 anos, ocorreram no dia 23 de novembro de 2023, dentro do Shopping Popular de Cuiabá. As investigações da DHPP apontaram que mãe e filho contrataram Sílvio Júnior Peixoto para matar o comerciante Gersino. A outra vítima, Cleyton, não era alvo, porém foi atingida no momento da execução pelo mesmo disparo. Motivação Dias antes do duplo homicídio, um filho da mandante, Girlei Silva da Silva, de 31 anos, conhecido pelo apelido de “Maranhão”, foi morto no bairro Santa Laura, em Cuiabá. A família da vítima atribuiu a Gersino Rosa a encomenda da morte de Maranhão. Eles decidiram, então, matar o comerciante como vingança. Prisões O executor do duplo homicídio teve o mandado de prisão cumprido em março de 2024, após ser localizado na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Mãe e filho foram presos em abril de 2024, na cidade de Campo Grande (MS). No endereço dos alvos, os policiais civis apreenderam três armas de fogo, sendo dois revólveres de calibre 38 e uma pistola 9 mm, que é, provavelmente, a arma usada nos homicídios do shopping. Uma quarta arma, letal, em formato de caneta, também foi apreendida com os investigados.
Caso Andreson Gonçalves: o peso da seletividade e o silêncio de quem também deveria responder
Por Alex Rabelo | MT Urgente News O nome de Andreson de Oliveira Gonçalves voltou a ocupar espaço nos noticiários e nas conversas de bastidores em Mato Grosso. Acusado de atuar como lobista e intermediário em um suposto esquema de venda de sentenças, ele se tornou o principal alvo de um caso que expõe as fragilidades e contradições do sistema de Justiça. Mas, entre tantas acusações, uma pergunta continua sem resposta: por que apenas ele está sendo punido? “Se ele não deu as sentenças, quem deu? E quem comprou?” A investigação mostra que Andreson não tinha poder para conceder decisões judiciais. Ele não “deu” sentenças — mas alguém deu. E, se houve uma suposta venda, alguém comprou. Essa é a pergunta que mais se repete entre juristas, advogados e pessoas próximas ao caso: quem são os outros envolvidos? Documentos obtidos pela imprensa nacional revelam que o suposto esquema envolvia advogados, clientes e até servidores de gabinetes de instâncias superiores, que tinham acesso antecipado a minutas de decisões. Mesmo assim, só um nome se tornou público, sofreu punições e foi exposto de forma implacável: o de Andreson Gonçalves. “Ele pode ter errado, mas não foi o único” Em entrevista ao MT Urgente News, familiares de Andreson afirmam que vivem dias de sofrimento e perplexidade diante da seletividade da Justiça. “Estamos destruídos. E ele está pagando sozinho por investigação da polícia federal que o próprio relator questiona.E pede que sejam conclusivos. A Justiça precisa ser igual pra todos”, disse um parente. Outro membro da família reforçou: “Nem nós e nem ele fugimos de nada. Desde o começo, ele sempre colaborou com as investigações, nunca se negou a esclarecer nada. Ele quer mostrar a verdade, mas precisa ter condições de saúde pra isso.” O desabafo vem acompanhado de indignação: “Será que tudo isso é porque ele é preto? Porque o peso da mão da Justiça, nesse caso, parece ser só pra um lado.” O lado humano que muitos ignoram Os laudos médicos anexados ao processo comprovam que Andreson sofre de síndrome restritiva e disabsortiva, resultado de um procedimento bariátrico realizado há alguns anos. A cirurgia, conhecida como bypass gástrico, altera o funcionamento do sistema digestivo, reduzindo a capacidade de absorção de nutrientes e exigindo alimentação especial e suplementação intravenosa periódica. De acordo com os documentos, Andreson precisa receber vitaminas, aminoácidos e minerais a cada 15 dias, pois o organismo não consegue reter os nutrientes ingeridos de forma natural. A falta desse tratamento pode causar anemia profunda, fraqueza extrema, depressão e até risco de morte. Além da condição física, os laudos também apontam abalo psicológico grave, com sintomas de ansiedade e estresse pós-traumático, agravados pelos meses em regime fechado. Os relatórios alertam que o retorno ao ambiente prisional representa risco real à integridade física e mental do paciente. Doenças reais, não forjadas Diferente do que alguns veículos chegaram a sugerir, os exames e relatórios médicos descartam qualquer simulação ou fingimento. A chamada “greve de fome” atribuída a Andreson nunca foi um ato de rebeldia — mas sim consequência direta da incapacidade do organismo de absorver nutrientes após a cirurgia. Trata-se de um quadro clínico complexo, que exige acompanhamento médico e suplementação constante para garantir a sobrevivência. Quem responde e quem se cala Enquanto Andreson enfrenta os processos, as dores e o peso de uma exposição pública devastadora, os nomes dos supostos beneficiados pelas sentenças permanecem em silêncio. As investigações mostram que havia um sistema que não funcionava sozinho, mas até agora, apenas um personagem tem sido punido. “Não buscamos impunidade. Queremos justiça — mas uma justiça completa, que alcance todos os lados”, disse uma das pessoas próximas à família. Por trás do nome, uma história de dor e desigualdade Por trás das manchetes e das acusações, existe um homem doente, uma família em sofrimento e uma pergunta que ecoa com força: até quando a Justiça vai escolher a quem punir e a quem proteger? O caso Andreson Gonçalves vai além das fronteiras do processo. Ele se tornou um espelho incômodo de uma verdade que muitos evitam encarar: a Justiça brasileira ainda pesa de forma desigual — e, muitas vezes, escolhe o lado mais fraco para fazer exemplo. 📍Reportagem Especial – MT Urgente News Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político
Rubens Barrichello celebra corrida histórica da Stock Car e destaca calor humano de Cuiabá
Prova noturna deste sábado (15) será a primeira em mais de 40 anos da categoria e marca um momento especial para o automobilismo brasileiro A Stock Car vai viver um momento histórico neste sábado (15), em Cuiabá, com a realização da primeira corrida noturna da categoria em mais de quatro décadas. O evento marca não apenas uma nova fase para o automobilismo nacional, mas também uma experiência inédita para pilotos e equipes. O veterano Rubens Barrichello, um dos grandes nomes da competição, destacou a importância da etapa e a energia especial de competir sob as luzes da noite. “Acho que a experiência não tem muito a ver com o fato de ser à noite, porque competi pouquíssimas vezes em corridas noturnas em outras ocasiões. Mas o que ajuda mesmo é a juventude, a vontade e a gratidão de estar aqui. Já deu para sentir o calor das pessoas, todo mundo trabalhando duro. Quero agradecer a todos que estão virando a noite para fazer tudo acontecer. É uma gratidão enorme conhecer uma cidade tão acolhedora e importante para o Brasil”, afirmou Barrichello. Pista nova, oportunidades iguais O piloto também comentou sobre o momento atual da categoria, que começou a temporada de forma mais tardia em 2025. Para ele, a prova em Cuiabá representa uma oportunidade equilibrada entre os competidores, já que a pista é inédita para todos. “A Stock está muito movimentada. Como começamos mais tarde este ano, agora é o momento de crescer. Vamos sair em uma pista zerada para todo mundo, tentando aproveitar as melhores oportunidades. Nosso carro vem progredindo, melhorando em qualidade, e queremos lutar pela vitória aqui”, destacou. Primeira vez em Cuiabá Mesmo com a agenda intensa de treinos e compromissos, Rubens Barrichello fez questão de elogiar o calor humano e a recepção dos cuiabanos. “Eu não tenho costume de sair muito, porque gosto de estar com os mecânicos, acompanhando tudo do carro. Mas é uma gratidão enorme poder conhecer uma cidade tão amada no Brasil. Fiquei impressionado com o carinho das pessoas no aeroporto, nos restaurantes, em todos os lugares. Me sinto realmente lisonjeado por estar aqui pela primeira vez”, completou. 📍 Cuiabá – MT
Motociclista morre ao tentar evitar colisão com caminhão em Cuiabá
Acidente ocorreu na noite de quarta-feira (12), no bairro Ribeirão do Lipa; vítima ainda não foi identificada Um motociclista, ainda não identificado, morreu na noite desta quarta-feira (12) após um acidente no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. Segundo informações do portal Lapada Lapada, o homem trafegava pela rodovia quando, ao tentar evitar uma colisão frontal com um caminhão, freou bruscamente. A manobra fez com que ele perdesse o controle da moto e caísse na pista. Com o impacto, o motociclista ficou inconsciente. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e realizaram os primeiros atendimentos ainda no local. Apesar dos esforços, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser encaminhada ao hospital. O homem não portava documentos, e sua identidade ainda não foi confirmada. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os trabalhos de apuração. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as causas do acidente. 📍 Cuiabá – MT
Força Tática prende suspeitos por tráfico de drogas e diversas passagens criminais
Policiais Militares da Força Tática do 14º Batalhão de Rondonópolis, prenderam nesta terça-feira (11.11), três pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas em Rondonópolis (220 km de Cuiabá). Duas das mulheres presas possuem várias passagens criminais por delitos como tráfico, facção criminosa, furto, estelionato e lesão corporal. Durante patrulhamento pela região central, a equipe recebeu denúncia de populares que uma residência, localizada na rua Ludovico de Camargo, estaria sendo usada para o comércio de entorpecentes. Ao chegar no local, os policiais visualizaram os suspeitos em frente à casa realizando a abordagem dos indivíduos. Os militares realizaram uma busca pessoal e com um dos suspeitos foram encontrados três porções de substância análoga a pasta base de cocaína. Já com uma das suspeitas, os policiais localizaram sete porções análogas à maconha. Dentro da residência, foram apreendidos meio tablete de maconha, uma balança de precisão, R$ 555 em dinheiro, além de 10 sacos zip lock para embalagem dos entorpecentes e várias carteiras de cigarro. Em checagem no sistema, foi constatado em favor de uma das suspeitas um mandado de prisão em aberto pelo crime de estelionato. Diante aos fatos, os três suspeitos envolvidos foram conduzidos à 1ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis para as devidas providências cabíveis. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Produtores fecham entrada de laticínio em Quatro Marcos e exigem pagamento após meses sem receber: “Queremos solução imediata”
A crise no setor leiteiro de São José dos Quatro Marcos (MT) atingiu um novo e tenso capítulo nesta quarta-feira. Exaustos após meses de atrasos e sem resposta do Laticínio Vencedor, dezenas de produtores se reuniram em frente à empresa, fecharam a entrada do local e decidiram permanecer ali até que uma solução concreta seja apresentada. O protesto acontece após a empresa, que está em recuperação judicial, acumular atrasos de três, quatro e até cinco meses no pagamento pelo leite entregue diariamente pelos produtores — uma atividade que não tem pausa, exige trabalho de domingo a domingo e sustenta centenas de famílias na região. Produtores ocupam a frente da empresa e bloqueiam acesso Desde as primeiras horas da manhã, produtores estacionaram caminhonetes, tratores e motocicletas na entrada do laticínio, impedindo a movimentação de funcionários e veículos. O clima é de indignação e desespero. “Nós viemos trabalhar, não viemos brincar. Estamos aqui porque não temos mais como manter nossas propriedades. Se eles não pagam, como vamos continuar?”, disse um produtor que participa do protesto. A categoria afirma que só vai liberar a entrada da empresa quando houver: Um compromisso formal de pagamento Um cronograma claro e público para quitação das dívidas Transparência sobre o andamento da recuperação judicial Trabalho diário, contas acumuladas e nenhuma previsão de pagamento A rotina no campo não permite descanso. Todos os dias, cedo da manhã e no fim da tarde, a ordenha acontece. É ração, energia, mão de obra, medicamentos e manutenção constante do rebanho. Mesmo assim, muitos produtores estão há 120 a 150 dias sem ver um centavo do leite entregue. Algumas propriedades já acumulam dívidas superiores a R$ 150 mil, e há produtores que ameaçam abandonar a atividade caso a situação continue. “A vaca não entende o que é recuperação judicial. O leite não espera. Mas o pagamento está sempre sendo empurrado para depois”, desabafou outro manifestante. Manifestação pacífica, mas firme: “Não vamos sair até pagar” A mobilização é pacífica, mas decidida. Com cartazes, faixas e a presença de famílias inteiras, os produtores afirmam que não há mais espaço para diálogos vazios. “Chega de promessa. Se o laticínio não paga, o produtor quebra. E quem quebra não volta”, disse uma produtora, emocionada. Os manifestantes destacam ainda que a recuperação judicial tem servido como justificativa para atrasos, mas na prática está penalizando justamente quem mantém a cadeia produtiva viva. Região inteira pode se unir ao movimento Após o bloqueio da entrada da empresa, produtores de municípios vizinhos já sinalizaram que devem reforçar a mobilização. O protesto pode ganhar força regional nos próximos dias, reunindo dezenas de fornecedores que enfrentam o mesmo problema com o Laticínio Vencedor. A intenção é pressionar por: Pagamento imediato Demonstração financeira da empresa Garantias mínimas para quem continuar fornecendo Empresa segue em silêncio Até o momento, o laticínio não emitiu nota, não se pronunciou sobre o protesto e não apresentou nenhum cronograma para quitar as dívidas. Enquanto isso, famílias que trabalham sem descanso — de sol a sol, de domingo a domingo — seguem sem previsão de quando vão receber pelo produto que entregaram há meses. Crise ameaça o coração da economia rural de Quatro Marcos O setor leiteiro é uma das bases econômicas da cidade, e a continuidade dos atrasos pode gerar: Abandono da atividade por pequenos produtores Redução de rebanhos Falência de propriedades Queda econômica no comércio local Desemprego na zona rural O risco é de um colapso estrutural, caso nenhuma medida urgente seja tomada. veja o vídeo: 91b763de-d28e-41c8-a568-92343527e0bd
50 anos de Geologia na UFMT: uma história de luta, ciência e desenvolvimento
Em 2025, o curso de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) completa cinco décadas de existência. Fundado em 1975, o curso se consolidou como um dos pilares da formação científica e técnica no estado, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e para a valorização da pesquisa geológica na região Centro-Oeste. Durante as décadas de 1980 e 1990, o curso enfrentou grandes desafios estruturais e pedagógicos. A precariedade das instalações, a escassez de equipamentos e a falta de professores especializados colocavam em risco a qualidade da formação dos alunos. Foi nesse contexto que emergiu uma forte mobilização estudantil, marcada por assembleias, ocupações e articulações com sindicatos e movimentos sociais. Os estudantes de Geologia da UFMT tornaram-se protagonistas de uma luta política por melhores condições de ensino. Organizaram campanhas por laboratórios adequados, pressionaram por concursos públicos para docentes e exigiram a ampliação do acervo bibliográfico. Essa atuação foi decisiva para que o curso conquistasse avanços significativos, como a modernização de suas instalações e o fortalecimento da pesquisa acadêmica. A movimentação estudantil não se limitou às reivindicações internas. Muitos alunos participaram ativamente de debates sobre a função social da universidade e da ciência, defendendo uma geologia voltada para os interesses da população mato-grossense. Surgiram projetos de extensão voltados à divulgação da geologia nas escolas e outros que aproximara o curso da comunidade. Essa postura crítica e engajada moldou gerações de geólogos comprometidos com a transformação social e com o uso responsável dos recursos naturais. O impacto do curso de Geologia da UFMT na economia de Mato Grosso é inegável. Profissionais formados na universidade atuam em áreas estratégicas como mineração, petróleo e gás, hidrogeologia, geotecnia e planejamento territorial. Eles são peças-chave na identificação de jazidas minerais, na gestão de recursos hídricos e na avaliação de impactos ambientais. Com um território rico em biodiversidade e em recursos naturais, Mato Grosso depende de uma atuação geológica qualificada para garantir o uso sustentável de suas riquezas. O curso da UFMT tem sido essencial nesse processo, formando especialistas que aliam conhecimento técnico à responsabilidade socioambiental. Celebrar os 50 anos do curso de Geologia da UFMT é reconhecer uma trajetória marcada por resistência, inovação e compromisso com o desenvolvimento regional. É também reafirmar a importância da universidade pública como espaço de formação crítica, científica e cidadã. Que os próximos 50 anos sejam de ainda mais conquistas, com a geologia mato-grossense ocupando seu lugar de destaque na construção de um futuro sustentável e justo. Sheila Klener é geóloga, servidora pública e deputada suplente estadual.