
Neste 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, é oportuno refletir sobre o equilíbrio entre a liberdade de escolha e a responsabilidade social. A liberdade de imprensa não se sustenta apenas no direito de publicar. Ela se sustenta, sobretudo, na consciência de que toda palavra publicada tem peso, alcance e consequência real na vida das pessoas.
A imprensa livre é o termômetro da saúde democrática de uma nação. Onde ela é silenciada, a tirania prospera. Onde o jornalismo é exercido com rigor, ética e coragem, os cidadãos têm acesso à verdade e podem exercer a cidadania com plenitude. Por isso, defender a liberdade de imprensa não é pauta de jornalistas apenas: é causa de toda a sociedade.
Contudo, liberdade sem responsabilidade é licença para o caos. A informação irresponsável, distorcida ou mal-intencionada não ilumina, obscurece. Ela não fortalece a democracia, a corrói. O fornecedor de informação deve considerar o impacto social do que divulga. Toda escolha produz um resultado, e suas consequências recaem sobre quem as toma e sobre a coletividade.
A liberdade de imprensa não se confunde com impunidade. Criticar o poder, denunciar irregularidades e dar voz aos sem voz são funções nobres e indispensáveis do jornalismo. Mas fazê-lo com base em falsidades ou sem rigor ético não é jornalismo, é desinformação. E a desinformação, nos tempos atuais, é uma das maiores ameaças à democracia e à convivência social.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso reconhece e valoriza o papel fundamental da imprensa na construção de uma sociedade mais justa e informada. Jornalistas que atuam em Mato Grosso, no Brasil e no mundo merecem condições seguras para exercer sua profissão, proteção diante de ameaças e reconhecimento diante da função pública que desempenham.
Somos todos responsáveis por nossas palavras e atos. O abuso da liberdade de expressão traz consequências imediatas, não apenas para quem sofre com a informação equivocada, mas para a sociedade como um todo. Um país que não cuida da qualidade da informação que consome e produz está, progressivamente, minando os alicerces da própria democracia.
Por isso, neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, minha mensagem é dupla, que celebremos a imprensa livre como bem coletivo insubstituível e que reafirmemos que a liberdade verdadeira é aquela que carrega consigo a consciência do dever. Direito e responsabilidade não se excluem: se completam. Essa é a essência de uma imprensa que, de fato, serve ao povo.


