Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
A corrida ao Palácio Paiaguás começa a ganhar contornos mais claros e uma nova pesquisa registrada aponta um cenário que chama atenção: o senador Wellington Fagundes aparece na liderança em todos os cenários testados para o Governo de Mato Grosso. ([Justiça Eleitoral][1])
O levantamento realizado pelo instituto MT Dados Inteligência Estratégica, registrado no TSE sob nº MT-03773/2026, ouviu 1.500 eleitores presencialmente em 45 municípios distribuídos em sete regiões do estado, alcançando 77% do eleitorado mato-grossense. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. ([Justiça Eleitoral][1])
Mas o que os números realmente mostram?
Mais do que apontar um favorito neste momento, o estudo revela como cada nome se comporta em diferentes composições eleitorais — e é aí que o cenário começa a ficar interessante.
No primeiro cenário apresentado, com três nomes, Wellington aparece com 31%, seguido por Otaviano Pivetta com 24% e Natasha Slhessarenko com 8%.
Mesmo considerando os 28% de indecisos e os votos brancos e nulos, o senador larga na frente e demonstra capacidade de manter desempenho competitivo em uma disputa mais concentrada.
Quando o cenário é ampliado e entra um quarto nome na disputa, Wellington continua liderando.
Nesse formato:
* Wellington Fagundes: 27%
* Otaviano Pivetta: 20%
* Jayme Campos: 14%
* Natasha Slhessarenko: 7%
O dado chama atenção porque indica manutenção da liderança mesmo com maior fragmentação do eleitorado.
Já em um cenário com três nomes — Wellington, Pivetta e Jayme — o senador aparece novamente na frente:
* Wellington Fagundes: 29%
* Otaviano Pivetta: 21%
* Jayme Campos: 15%
Outro ponto observado por analistas políticos é o desempenho em simulações de segundo turno.
Contra Otaviano Pivetta, Wellington aparece com 56% dos votos válidos, contra 44%.
Contra Jayme Campos, o placar é ainda mais amplo:
65% para Wellington contra 35%.
No cenário contra Natasha Slhessarenko, a vantagem também aparece ampliada.
Mas talvez um dos números mais observados por equipes políticas neste momento não esteja na intenção de voto.
Está no potencial de crescimento.
Segundo o levantamento:
* 21% afirmam que votariam com certeza em Wellington;
* 23% dizem que poderiam votar;
* 13% afirmam que não votariam;
* 17% dizem não conhecer;
* 27% ainda não sabem responder.
Na prática, os dados indicam que ainda existe parcela significativa do eleitorado em aberto — algo que mantém o cenário eleitoral distante de definição.
Enquanto isso, os adversários enfrentam seus próprios desafios.
O grupo ligado ao governo trabalha para consolidar um nome único.
Outros partidos ainda discutem composição interna e construção de alianças.
Já o PL, mesmo vivendo debates internos, aparece neste levantamento com um nome que mantém competitividade em diferentes formatos de disputa.
A eleição ainda está longe.
Mas uma leitura parece começar a aparecer nos bastidores:
quem conseguir transformar intenção em consolidação política e reduzir rejeição nos próximos meses tende a entrar mais forte na reta decisiva.
Porque em Mato Grosso, pesquisa abre caminho.
Mas eleição… continua sendo construída no campo político.
Fontes metodológicas: registro de pesquisa eleitoral e dados informados pelo levantamento. ([Justiça Eleitoral][1])
[1]: https://www.tse.jus.br/eleicoes/pesquisa-eleitorais/consulta-as-pesquisas-registradas?utm_source=chatgpt.com “Consulta às pesquisas registradas”


