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Seu cachorro ou gato bebe pouca água? Veja 8 dicas para evitar a desidratação e proteger a saúde do seu pet

Veterinário explica a quantidade de água recomendada para cães e gatos, os sinais de alerta e como estimular a hidratação com mudanças simples na rotina.

Por: Redação MT Urgente News

Você já percebeu que seu cachorro ou gato passa boa parte do dia sem beber água? Embora esse comportamento possa parecer normal, principalmente entre os felinos, a baixa ingestão de líquidos merece atenção. A hidratação adequada é fundamental para o funcionamento dos rins, a digestão, o controle da temperatura corporal e a saúde do animal.

Em Mato Grosso, onde as temperaturas frequentemente são elevadas, os cuidados precisam ser ainda maiores, principalmente nos dias de calor intenso.

Segundo o médico-veterinário Ricardo Vianna, ouvido pelo portal Metrópoles, pequenas mudanças na rotina podem ajudar os animais a consumir mais água e reduzir os riscos de desidratação, constipação e problemas urinários.

Entre as medidas recomendadas estão espalhar recipientes com água pela casa, oferecer alimentos úmidos e utilizar fontes que mantenham a água em movimento.

Afinal, quanta água um cachorro ou gato precisa beber por dia?

A quantidade varia conforme o peso, a alimentação, a idade, a temperatura ambiente e as condições de saúde do animal.

Como referência geral, o veterinário aponta os seguintes volumes diários:

Cachorros

50–60 ml

por quilo de peso ao dia

Gatos

40–60 ml

por quilo de peso ao dia

Calcule a necessidade aproximada do seu pet

Necessidade total estimada por dia

250 a 300 ml

Inclui a água presente nos alimentos. A quantidade a beber no pote pode ser menor quando o pet recebe alimentação úmida.

Esses valores são estimativas, não metas rígidas. Animais com doenças renais, cardíacas ou outras condições podem precisar de orientações específicas do veterinário.

8 dicas para estimular seu pet a beber mais água

1. Espalhe potes pela casa

Coloque recipientes em ambientes tranquilos, acessíveis e onde o animal costuma descansar. Isso facilita o consumo ao longo do dia, especialmente para animais idosos ou com dificuldade de locomoção.

2. Experimente uma fonte de água corrente

Muitos gatos demonstram preferência por água em movimento. As fontes próprias para animais podem despertar a curiosidade e estimular a ingestão, desde que sejam higienizadas regularmente.

3. Inclua sachês e alimentos úmidos

Sachês e patês próprios para cães ou gatos podem conter aproximadamente 70% a 80% de água. Eles ajudam na hidratação, mas devem ser adequados à espécie e ao plano alimentar do animal.

4. Troque a água várias vezes ao dia

Água fresca e limpa costuma ser mais atraente. Lave os recipientes diariamente para evitar resíduos, sujeira e formação de biofilme.

5. Use caldos caseiros sem temperos

Pequenas quantidades de caldo de frango ou carne, preparado apenas com água e ingredientes adequados ao animal, podem estimular o interesse. Nunca adicione cebola, alho, sal ou temperos. Consulte o veterinário antes de oferecer.

6. Mantenha a água fresca nos dias quentes

Algumas pedras pequenas de gelo podem ajudar a refrescar a água, sob supervisão. Evite oferecer blocos duros para mastigar, pelo risco de lesões dentárias ou engasgo.

7. Escolha bem a localização dos potes

Principalmente para gatos, evite colocar água perto da caixa de areia. Alguns animais também preferem recipientes afastados do alimento e de áreas movimentadas.

8. Observe mudanças no consumo

Se o animal começou a beber muito menos ou muito mais água do que de costume, não ignore. Alterações repentinas podem indicar problemas que precisam de avaliação veterinária.

Como saber se o animal está desidratado?

A desidratação pode afetar o funcionamento de diferentes órgãos e, nos casos mais graves, se tornar uma emergência.

Os tutores devem prestar atenção a sinais como:

  • Gengivas secas ou pegajosas;

  • Apatia, fraqueza ou cansaço incomum;

  • Redução do apetite;

  • Olhos aparentemente fundos;

  • Diminuição da produção de urina.

Esses sinais não confirmam desidratação sozinhos, mas indicam necessidade de avaliação. Se o pet estiver muito abatido, vomitando repetidamente ou incapaz de beber, procure atendimento veterinário imediatamente.

Atenção: nem todo líquido é seguro para cães e gatos

Alguns produtos consumidos por humanos podem ser prejudiciais aos animais.

Leite de vaca pode provocar desconforto digestivo e diarreia, especialmente em pets com intolerância à lactose. Refrigerantes e bebidas açucaradas também não são adequados.

Caldos industrializados frequentemente possuem excesso de sal e ingredientes tóxicos para os animais, como cebola e alho.

A água limpa deve continuar sendo a principal fonte de hidratação. Nunca substitua a água por leite, caldo ou outro líquido.

Quando é hora de procurar um veterinário?

A dificuldade para urinar, o aparecimento de sangue na urina, a perda de apetite e mudanças bruscas no consumo de água são sinais que merecem atenção.

Em gatos, principalmente machos, fazer força para urinar sem conseguir eliminar urina pode indicar obstrução urinária, uma emergência que exige atendimento imediato.

Também é importante observar se o animal apresenta sede excessiva. Beber muita água pode estar relacionado a condições como diabetes ou doenças renais, entre outras causas.

Não tente forçar água com seringa na boca de um animal debilitado sem orientação profissional, pois existe risco de aspiração.

Pequenos cuidados podem fazer grande diferença

Manter um cão ou gato bem hidratado não precisa ser complicado. Muitas vezes, mudanças simples, como oferecer mais pontos de água, manter os recipientes limpos e adaptar a alimentação, ajudam a melhorar o consumo diário.

O mais importante é conhecer os hábitos do animal, observar qualquer alteração e buscar orientação veterinária quando necessário.

Em regiões de calor intenso, como Mato Grosso, esses cuidados ganham importância ainda maior para garantir o conforto e o bem-estar dos animais de estimação.

Fonte: Metrópoles, com orientações do médico-veterinário Ricardo Vianna. Conteúdo informativo que não substitui consulta veterinária.

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Alex Rabelo de Araújo
Jornalista — DRT 3336

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