Candidato ao Governo de MT afirma que transferência de renda deve atender quem realmente precisa e ser acompanhada por geração de empregos e qualificação profissional
O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), defendeu o aumento do valor do Bolsa Família e afirmou ser favorável à manutenção e ampliação de auxílios destinados a famílias em situação de vulnerabilidade. A declaração foi dada nesta semana, após o reajuste anunciado pelo Governo Federal elevar o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
Fagundes afirmou que os programas de transferência de renda têm papel importante para famílias que enfrentam dificuldades financeiras e citou sua atuação durante a pandemia de covid-19 na discussão sobre a ampliação dos benefícios. Segundo o candidato, o poder público deve garantir condições mínimas para a população enquanto cria mecanismos para ampliar o acesso ao emprego e à qualificação profissional.
“Para quem precisar, sim. Para quem está passando fome, sim”, declarou ao ser questionado sobre a distribuição de benefícios. Em outra manifestação, defendeu que o valor seja ampliado para atender pessoas que ainda enfrentam dificuldades e também mencionou a necessidade de aumento do salário mínimo.
O candidato também relacionou a defesa da assistência social ao cenário de pobreza em Mato Grosso. Segundo ele, há milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade na Baixada Cuiabana e em outras regiões do Estado que necessitam de apoio do poder público.
Ao mesmo tempo, Wellington afirmou que a transferência de renda deve estar associada a políticas de geração de empregos e capacitação profissional. A proposta, segundo ele, é combinar o auxílio às famílias que precisam de proteção imediata com oportunidades para ampliar a autonomia financeira.
A posição ocorre em meio à repercussão do reajuste do Bolsa Família anunciado pelo Governo Federal. O aumento de 15,04%, estabelecido pelo Decreto nº 13.120, corrige os valores pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado subirá de R$ 675 para R$ 777, com os novos valores previstos para a folha de outubro.
A medida também gerou críticas entre integrantes do campo bolsonarista. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou o momento do reajuste, anunciado durante o período eleitoral, e afirmou que a medida deveria ser analisada pela Justiça Eleitoral.
Assim, Wellington passou a defender publicamente o aumento do benefício e a ampliação dos programas de assistência para a população em situação de vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de políticas voltadas à geração de emprego e à qualificação profissional.