A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou oficialmente a 2ª edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento, iniciativa que vem ganhando destaque não apenas pela valorização financeira dos profissionais da comunicação, mas principalmente pelo reconhecimento do papel que jornalistas, fotógrafos, radialistas e comunicadores exercem na construção da democracia e na aproximação entre o Parlamento e a sociedade. O lançamento ocorreu nesta quarta-feira (27) e chamou atenção pelo fortalecimento dado à premiação nesta nova edição, que terá R$ 300 mil distribuídos entre os vencedores. As inscrições estarão abertas entre os dias 30 de junho e 9 de novembro. Mas o que mais ganhou destaque durante o evento foi o posicionamento do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, e da equipe da Secretaria de Comunicação da Casa ao reconhecer publicamente a importância da imprensa mato-grossense. Max Russi destaca importância da imprensa para aproximar população do Parlamento Durante o lançamento, Max Russi reforçou que o prêmio vai além de uma competição jornalística. Segundo ele, a iniciativa representa reconhecimento aos profissionais que ajudam a levar informação à população e mostram como as decisões tomadas dentro do Parlamento impactam diretamente a vida dos mato-grossenses. “O prêmio vai além da valorização dos jornalistas, ao incentivar a divulgação das ações do Parlamento estadual e ampliar o acesso da sociedade mato-grossense às atividades desenvolvidas pela Casa de Leis”, afirmou Russi. A fala do presidente chamou atenção justamente por reforçar algo que profissionais da imprensa defendem há anos: o jornalismo regional continua sendo uma das principais ferramentas de informação, fiscalização e conexão entre poder público e população. Secretaria de Comunicação ganha destaque pela valorização dos profissionais Outro ponto destacado no lançamento foi o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa. O secretário de Comunicação, Henrique Santos, ressaltou que o prêmio foi ampliado após autorização da presidência da Casa e destacou que a expectativa é de grande participação dos profissionais da comunicação de todo o Estado. Henrique também explicou que o tema desta edição — “Onde a lei nasce, a cidadania cresce” — busca incentivar produções que mostrem de forma prática como o trabalho legislativo interfere no cotidiano da população. Já o secretário-adjunto José Marques destacou que a continuidade do prêmio acontece após o sucesso da primeira edição, reforçando que a iniciativa busca fortalecer o reconhecimento aos comunicadores mato-grossenses e ampliar o incentivo à produção jornalística voltada às pautas do Parlamento estadual. Premiação cresce e reforça reconhecimento ao jornalismo regional A nova edição manterá as categorias: Telejornalismo; Radiojornalismo; Fotojornalismo; Reportagem em Texto; Universitário. Os vencedores receberão: R$ 30 mil para o primeiro lugar; R$ 20 mil para o segundo; R$ 10 mil para o terceiro colocado. Outro ponto importante destacado pela ALMT é que os jurados serão profissionais com atuação nacional ligados a entidades como: TV Câmara; TV Senado; Rádio Câmara; Unale; Fenaj. Homenagem a nomes históricos da comunicação mato-grossense O prêmio também prestará homenagem a profissionais que marcaram a história da comunicação em Mato Grosso. Serão homenageados: Paulo de Tarso; Clóvis Roberto; Edson Pires; Luiz Acosta; Hend Santana. Reconhecimento que fortalece a comunicação no Estado A primeira edição do prêmio, realizada em 2025, já havia demonstrado a força da iniciativa, com 293 trabalhos inscritos, representantes de 54 veículos de comunicação e participação de profissionais de 19 municípios mato-grossenses. Agora, com ampliação da premiação e fortalecimento institucional, a expectativa é que a nova edição consolide ainda mais o reconhecimento aos profissionais da imprensa. Em um momento em que o jornalismo regional enfrenta desafios diários, o gesto da Assembleia Legislativa, liderada por Max Russi e pela equipe da Secretaria de Comunicação, foi interpretado por muitos profissionais como uma demonstração de valorização da imprensa séria, técnica e comprometida com a informação. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Governo de MT cria ala de segurança máxima na PCE para isolar presos de alta periculosidade
Nova estrutura no Raio 08 da Penitenciária Central do Estado terá 62 vagas e protocolos reforçados de vigilância, disciplina e controle operacional. O Governo de Mato Grosso oficializou a criação de uma unidade de segurança máxima dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, destinada à custódia de presos considerados de alta periculosidade. A medida transforma o Raio 08 da unidade prisional em uma estrutura autônoma, com regras mais rígidas de vigilância, isolamento e monitoramento dos detentos. A nova ala contará com 62 vagas distribuídas em 54 celas, sendo 46 individuais e oito duplas. A proposta é ampliar o controle sobre internos classificados como de elevado risco, fortalecendo a disciplina e reduzindo a atuação de organizações criminosas dentro do sistema penitenciário estadual. A criação da unidade faz parte das estratégias adotadas pelo Governo do Estado para reforçar a segurança nas penitenciárias e ampliar a capacidade operacional do sistema prisional. Entre as ações previstas estão investimentos em infraestrutura, inteligência e modernização dos mecanismos de controle das unidades administradas pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). Segundo o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, a medida representa um avanço importante para a segurança pública e para a gestão penitenciária de Mato Grosso. De acordo com ele, a implantação da unidade autônoma permitirá maior rigor operacional, além de garantir mais segurança para policiais penais, servidores e para a própria sociedade. A Sejus informou ainda que a estrutura foi planejada para atender padrões mais rigorosos de segurança, possibilitando acompanhamento mais efetivo dos custodiados considerados de maior risco dentro do sistema prisional mato-grossense.
Dívidas herdadas de R$ 72,6 milhões impactam orçamento atual de Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Gestão Fazendária, informou que os valores referentes a restos a pagar inscritos em 2025 e os impactos financeiros causados pelos pagamentos são resultado de dívidas herdadas de exercícios anteriores. Conforme a Secretaria, o Município registrou R$ 113,7 milhões em restos a pagar não processados no exercício de 2025. Esse tipo de despesa refere-se a valores empenhados — ou seja, reservados no orçamento —, mas cujos serviços ou obras ainda não haviam sido concluídos até o encerramento do exercício financeiro. Do total, R$ 99,5 milhões pertencem à Prefeitura Municipal, R$ 12,5 milhões ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) e R$ 1,6 milhão à Câmara Municipal. Outro ponto destacado pela gestão municipal refere-se às chamadas Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), que são despesas de anos anteriores não quitadas no período correto e que precisaram ser pagas pela atual administração. Em 2025, foram desembolsados R$ 33,5 milhões nessa modalidade. Somando os pagamentos de restos a pagar antigos e as despesas de exercícios anteriores, a Prefeitura informa que a atual gestão assumiu R$ 72,6 milhões em compromissos financeiros herdados de anos anteriores. A atual administração desembolsou, somente em 2025, R$ 39,1 milhões para quitar restos a pagar deixados por exercícios anteriores. Desse montante, R$ 32,1 milhões correspondem a restos a pagar não processados e R$ 7 milhões a restos a pagar processados. O relatório também aponta que o total de restos a pagar inscritos pela Prefeitura em 2025 chegou a R$ 110,2 milhões, sendo R$ 10,6 milhões em restos a pagar processados — quando o serviço já foi executado e a dívida reconhecida oficialmente — e R$ 99,5 milhões em restos a pagar não processados. A Prefeitura explica que esses pagamentos tiveram impacto direto no orçamento municipal. De acordo com o levantamento técnico, caso o Município não tivesse utilizado recursos atuais para quitar dívidas antigas, o valor dos restos a pagar não processados em 2025 seria cerca de 40% menor, ficando em aproximadamente R$ 60,3 milhões. Ainda conforme os dados apresentados, em 2026 a Prefeitura já efetuou o pagamento de R$ 27 milhões em restos a pagar, reduzindo o saldo atual para R$ 54,4 milhões. A pasta reforça que, sem o pagamento dessas obrigações antigas, o valor estimado de restos a pagar não processados em 2025 seria de aproximadamente R$ 26,8 milhões.
REUNIÃO NO TCE MUDA O TOM DO DEBATE SOBRE A MT-170: pressão dos vereadores ganha apoio de Wellington, expõe alerta técnico e provoca reação dura de Mauro Mendes
O que inicialmente parecia ser apenas mais uma reclamação regional sobre condições de uma rodovia ganhou dimensão estadual e abriu um dos debates mais sensíveis sobre infraestrutura em Mato Grosso. Uma reunião provocada por vereadores dos municípios atendidos pela MT-170 levou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) denúncias e relatos sobre a situação atual da rodovia, colocando em discussão qualidade da obra, segurança para a população, impacto econômico e responsabilidade sobre decisões tomadas ao longo dos últimos anos. Participaram do encontro o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, o senador Wellington Fagundes, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Dr. João, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro, vereadores da região e representantes técnicos. E um ponto precisa ficar claro: o senador Wellington não convocou a reunião. Segundo o que foi apresentado, Wellington participou a convite do Tribunal de Contas e dos vereadores, que buscaram ampliar a discussão diante dos relatos levados pela população da região. O que levou os vereadores ao Tribunal A mobilização dos vereadores nasceu porque o tema deixou de ser apenas técnico. Nos relatos apresentados durante o encontro, o problema passou a atingir diretamente quem vive na região. Foram apontadas preocupações relacionadas a : segurança de motoristas; deslocamento de pacientes; aumento do custo de produtos; prejuízos econômicos; dificuldades logísticas; risco para ambulâncias e transporte regional. O sentimento levado ao TCE foi resumido por uma pergunta que apareceu de forma indireta durante toda a reunião: Como uma obra aguardada por tantos anos passou tão cedo a gerar preocupação em vez de tranquilidade? Vereadores fizeram relatos fortes sobre a realidade da estrada O vereador Oseias Pereira Guedes, de Colniza, fez uma das falas mais contundentes. Segundo ele, o que era visto como sonho regional passou a gerar preocupação. “Estão acontecendo mortes. Queremos qualidade na pavimentação asfáltica de Castanheira a Colniza. Esse é o sonho da nossa região”, afirmou. O presidente da Câmara de Cotriguaçu, Fich Vaz, chamou atenção para o impacto econômico. “Os produtos chegam mais caros por causa dessas estradas, que não estão em boa qualidade. Além disso, nessa MT, todo dia, tem ambulância para o hospital correndo risco, porque nosso polo de saúde é Juína”, declarou. Também de Cotriguaçu, o vereador Vanilton de Paula Silva reforçou o impacto humano. “Temos que deslocar ambulância até Juína. É muito difícil, o paciente sofrendo ali numa maca. É incalculável o sofrimento que enfrentamos por causa dessa rodovia”, relatou. Wellington elevou o debate ao apontar erro na estadualização Durante a reunião, Wellington Fagundes fez uma declaração que ampliou a repercussão do encontro. O senador afirmou que considera que a estadualização da rodovia foi um erro e que o cenário atual exige explicações. A fala ganhou repercussão porque ocorreu dentro de uma discussão que tinha como foco justamente entender por que um investimento esperado pela região passou a ser alvo de questionamentos. O que também chamou atenção: reação imediata de Mauro Mendes Poucas horas depois da reunião, o ex-governador Mauro Mendes publicou um vídeo em suas redes sociais respondendo diretamente às críticas. Na gravação, Mauro utilizou tom duro e chamou Wellington de “cara de pau”, afirmando que o senador teria influência política sobre o período em que o trecho esteve vinculado ao DNIT e questionando por que não houve solução naquela época. A manifestação chamou atenção nos bastidores porque veio logo após uma reunião cujo foco principal era ouvir municípios e buscar respostas técnicas para os problemas apresentados. O ex-governador também defendeu a decisão de estadualização e argumentou que a região permaneceu anos sob gestão federal sem solução definitiva. Relato técnico de ex-secretária da Sinfra amplia questionamentos Mas talvez um dos pontos mais sensíveis de toda a discussão tenha sido o relato da ex-secretária adjunta de obras rodoviárias da Sinfra, Nívia Calzolari. Segundo ela, ainda durante a execução foram identificados pontos de atenção que chegaram a ser formalmente registrados. Nívia relatou que detectou patologias na pista durante etapas da pavimentação e afirmou que questionou tecnicamente premissas utilizadas no projeto. “Suspendi o processo e questionei as premissas do projeto para verificar se havia problema entre coeficientes, materiais e dimensionamento”, afirmou. Ela também declarou que o caso pode indicar necessidade de revisão tecnológica nos modelos utilizados. “Se o Estado necessita de uma tecnologia mais aprimorada nos recursos de pavimentação, acredito que o TCE pode olhar para isso”, disse. Segundo informações citadas durante o debate, Nívia posteriormente deixou o cargo após divergências técnicas em outro projeto estadual — ponto que aumenta a atenção sobre seus apontamentos, embora isso não estabeleça relação automática entre os fatos. Agora o debate muda de fase A reunião dos vereadores conseguiu colocar uma discussão regional dentro da agenda estadual. Mais do que discutir autoria política da obra, o que começou a ser cobrado é explicação. Explicação sobre qualidade. Explicação sobre planejamento. Explicação sobre o que levou uma obra aguardada por tantos anos a se tornar tema de preocupação, prejuízo econômico e risco para quem depende dela todos os dias. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Governo de Mato Grosso lança programa para fortalecer indústria têxtil e ampliar geração de empregos
Iniciativa será apresentada nesta quarta-feira (27), no Palácio Paiaguás, com foco no fortalecimento da cadeia produtiva, atração de investimentos e incentivo à industrialização no Estado. O Governo de Mato Grosso realiza nesta quarta-feira (27.5), às 15h, no auditório Garcia Neto, o lançamento oficial do Programa de Fomento à Indústria Têxtil de Mato Grosso. O evento contará com a presença do governador Otaviano Pivetta, do secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, e da secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do setor têxtil, estimular novos investimentos, incentivar a industrialização e ampliar a geração de emprego e renda em Mato Grosso. SERVIÇO Evento: Lançamento do Programa de Fomento à Indústria Têxtil de Mato GrossoData: Quarta-feira (27.5)Horário: 15hLocal: Auditório Garcia Neto – Palácio Paiaguás, Cuiabá.
Policial militar é alvo de operação contra esquema de roubo e redistribuição de drogas em MT
Investigação aponta atuação de facções criminosas em esquema que envolvia assaltos a depósitos de entorpecentes na região de fronteira e lavagem de dinheiro A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou uma operação para desarticular um esquema criminoso de roubo, redistribuição e comercialização de drogas ligado a facções criminosas que atuavam entre a região de fronteira e a Baixada Cuiabana. Os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda, o grupo criminoso operava em duas frentes. Um dos núcleos era responsável por monitorar e identificar locais usados como depósitos de drogas pertencentes a uma facção criminosa na faixa de fronteira. Já o segundo grupo saía da região metropolitana de Cuiabá em direção ao interior do Estado para executar os roubos dos entorpecentes e fazer o transporte da carga ilícita. Entre os principais alvos da operação está um policial militar, apontado como responsável por liderar as ações de subtração das drogas. Conforme apurado, ele viajava da Capital até Pontes e Lacerda para coordenar os roubos e organizar a separação dos entorpecentes que seriam distribuídos posteriormente por integrantes da organização criminosa na região metropolitana. A Polícia Civil chegou ao esquema após a prisão de um dos envolvidos. Apesar de parte do grupo ter conseguido fugir inicialmente, o avanço das investigações permitiu identificar outros integrantes da quadrilha e mapear a dinâmica do crime, que incluía roubos entre facções rivais, tráfico de drogas e movimentações financeiras suspeitas. As investigações também revelaram indícios de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. O grupo utilizava contas de familiares, empresas de fachada e plataformas de apostas para pulverizar os valores obtidos com a atividade criminosa, dificultando o rastreamento dos recursos. Batizada de “Tu Quoque”, expressão em latim que significa “tu também” ou “até tu”, a operação faz referência ao envolvimento de um agente das forças de segurança no esquema criminoso, fato considerado pelas autoridades como uma grave quebra de confiança institucional. A ação integra a Operação Pharus, desenvolvida dentro do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado. A ofensiva também faz parte da sexta fase da Operação Narke, coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.