Encontro da Federação Brasil da Esperança será realizado em 25 de julho para acelerar a homologação das candidaturas e permitir participação de lideranças no lançamento nacional da campanha presidencial. A Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), composta por PT, PCdoB e PV, juntamente com os partidos aliados PSB, PSD, PDT e Rede, será a primeira força política de Mato Grosso a realizar sua convenção partidária para as eleições deste ano. O encontro foi confirmado para o dia 25 de julho, antecipando o planejamento inicial, que previa a realização do evento entre os dias 1º e 4 de agosto. A mudança no calendário foi definida para possibilitar que dirigentes e lideranças da federação participem do ato nacional de lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para o dia 2 de agosto, em São Paulo. Com isso, o grupo também pretende concluir mais cedo os procedimentos internos necessários para o registro oficial das candidaturas. As convenções partidárias marcam a etapa em que partidos e federações homologam seus candidatos aos cargos em disputa e deliberam sobre questões relacionadas ao processo eleitoral. Conforme o calendário da Justiça Eleitoral, esses encontros podem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, sendo que somente após a convenção as candidaturas podem ser registradas no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A direção estadual da federação informou que a organização das chapas proporcionais já está concluída. Toda a documentação exigida dos partidos integrantes foi entregue, permitindo o avanço da fase burocrática sem risco de atrasos. A distribuição das vagas para composição da chapa proporcional seguiu os critérios definidos entre os três partidos que integram a federação. Até o momento, o único adversário político que também definiu a data da convenção é o União Brasil. O partido, liderado em Mato Grosso pelo ex-governador Mauro Mendes, programou seu encontro para o dia 30 de julho, quando deverá oficializar seus candidatos para a disputa eleitoral.
Motorista embriagado é preso após provocar grave acidente entre carretas na BR-364, em Cuiabá
Um grave acidente registrado nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (8) terminou com um motorista preso por embriaguez ao volante na BR-364, em Cuiabá. A colisão envolveu duas carretas que seguiam no mesmo sentido da rodovia e provocou a interdição da via marginal, causando transtornos no trânsito da região. De acordo com informações apuradas no local, o motorista de uma das carretas viajava acompanhado da família quando ocorreu a colisão lateral com outro veículo de carga. Com a força do impacto, as duas carretas perderam o controle e tombaram sobre a pista. Durante o atendimento da ocorrência, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram o procedimento de fiscalização e constataram que um dos caminhoneiros apresentava sinais de embriaguez. Após a confirmação da irregularidade, ele foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool. Equipes de resgate atenderam as vítimas As vítimas receberam atendimento das equipes de resgate da concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde dos envolvidos. Acidente provocou bloqueio da via Segundo a Nova Rota do Oeste, a ocorrência foi registrada às 6h56, no km 401 da BR-364. As informações preliminares apontam que as duas carretas trafegavam no sentido norte quando houve uma colisão lateral. Após o impacto, ambos os veículos tombaram e ficaram sobre a via marginal norte. Por conta do acidente, o tráfego na marginal precisou ser totalmente interditado. O fluxo de veículos foi desviado para o perímetro urbano até a retirada das carretas e a liberação da pista. A Polícia Rodoviária Federal deverá apurar as circunstâncias do acidente e confirmar as causas da colisão. O motorista preso foi encaminhado para os procedimentos legais e responderá pelas medidas previstas na legislação de trânsito.
Oposição articula nova CPI dos Consignados na Assembleia e amplia pressão sobre o Governo de Mato Grosso às vésperas das eleições
A poucos meses das eleições de 2026, o cenário político em Mato Grosso ganhou mais um capítulo dentro da Assembleia Legislativa (ALMT). Deputados da oposição articulam a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez para investigar possíveis irregularidades na oferta de empréstimos consignados aos servidores públicos estaduais. Batizada de CPI dos Consignados, a proposta ainda depende do número mínimo de assinaturas para ser oficialmente instalada, mas já movimenta os bastidores da política estadual e aumenta a pressão sobre o governo comandado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o Executivo após a desincompatibilização de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado Federal. Pedido já reúne seis assinaturas De acordo com informações apuradas, o requerimento da CPI conta atualmente com seis assinaturas. Para que a comissão seja criada, são necessárias oito adesões parlamentares. Caso o número mínimo seja alcançado, o pedido poderá ser lido em plenário ainda nesta quarta-feira (8), dando início ao processo de instalação da comissão. Entre os deputados que já assinaram o requerimento estão Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e Janaina Riva (MDB). Outros dois parlamentares também teriam aderido ao pedido, embora seus nomes ainda não tenham sido divulgados oficialmente. Base governista acompanha movimentação A articulação surpreendeu parte da base governista na Assembleia Legislativa, que agora trabalha para evitar que a oposição consiga o número necessário de assinaturas. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a criação de uma nova CPI, em pleno período pré-eleitoral, pode ampliar o desgaste político do governo estadual e influenciar o debate público durante a campanha. A preocupação da base aumenta porque, no início deste ano, a oposição conseguiu reunir apoio suficiente para instalar a CPI da Saúde, demonstrando capacidade de articulação dentro do Parlamento. O que a CPI pretende investigar? O foco da investigação são os contratos de empréstimos consignados, especialmente nas modalidades cartão benefício e cartão de crédito consignado, oferecidos a servidores públicos estaduais. Essas modalidades passaram a ser alvo de questionamentos após denúncias de possíveis irregularidades envolvendo cobranças, condições de contratação e atuação de instituições financeiras credenciadas pelo Estado. Segundo informações do próprio governo, das 25 instituições financeiras submetidas à apuração administrativa, 19 tiveram a cobrança dos descontos suspensa em algum momento por decisão da própria administração estadual, enquanto eram realizadas análises internas. Os defensores da CPI afirmam que a comissão poderá esclarecer como ocorreu o credenciamento dessas empresas, quais critérios foram utilizados e se houve eventual prejuízo aos servidores públicos. Movimento sindical também pressiona deputados Além da articulação política, entidades representativas dos servidores estaduais passaram a defender publicamente a criação da CPI. Parte do movimento sindical lançou um abaixo-assinado em apoio à investigação, buscando pressionar os deputados estaduais a apoiarem a instalação da comissão. O tema ganhou força justamente em um momento em que o funcionalismo público acompanha discussões sobre descontos considerados indevidos em operações de crédito consignado. Caso também repercute após investigação envolvendo Mauro Mendes A movimentação na Assembleia ocorre poucos dias depois da divulgação de informações de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) teria autorizado a abertura de investigação para apurar atos relacionados à edição de decretos publicados em 2023, durante o governo de Mauro Mendes. As informações divulgadas apontam que a apuração busca verificar se houve eventual favorecimento ao Banco Master após mudanças nas regras que permitiram a oferta de empréstimos consignados nas modalidades cartão benefício e cartão de crédito aos servidores estaduais. Mauro Mendes nega qualquer irregularidade. O ex-governador afirma que os atos praticados seguiram a legislação e classificou a divulgação da investigação como uma tentativa de interferência no cenário eleitoral, já que é pré-candidato ao Senado Federal. Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade ao ex-governador em relação aos fatos investigados. Tentativas anteriores não avançaram Esta não é a primeira vez que deputados tentam criar uma CPI para investigar os consignados. No ano passado, propostas semelhantes não conseguiram reunir o número mínimo de assinaturas necessárias para serem instaladas. Outras CPIs defendidas pela oposição, como as que pretendiam investigar questões ambientais e o acordo envolvendo a empresa Oi S.A., também não avançaram por falta de apoio suficiente entre os parlamentares. Ação do Ministério Público segue suspensa Paralelamente à discussão na Assembleia Legislativa, uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), envolvendo empresas e instituições financeiras que operam crédito consignado no Estado, encontra-se suspensa por decisão judicial. Assim, enquanto a discussão política sobre a criação da CPI continua dentro do Parlamento, a análise judicial do caso permanece pendente, aguardando novos desdobramentos. Debate deve ganhar força nas próximas semanas Com a proximidade do período eleitoral, a possível instalação da CPI dos Consignados tende a se tornar um dos principais temas da política estadual. Caso a oposição consiga as duas assinaturas restantes, a Assembleia Legislativa deverá decidir sobre a instalação da comissão, que poderá convocar autoridades, requisitar documentos e realizar diligências para esclarecer os fatos relacionados aos empréstimos consignados concedidos aos servidores públicos estaduais. Enquanto isso, governo e oposição intensificam as articulações políticas em torno de um tema que promete permanecer no centro do debate nos próximos meses.
Rosana Martinelli defende aliança entre MDB e PL e fortalece articulação em torno de Wellington Fagundes
Ex-prefeita de Sinop afirma que negociações entre os partidos estão avançadas e diz que definição sobre a composição deve ocorrer nos próximos dias, apesar da resistência de lideranças do PL. A pré-candidata a deputada federal pelo MDB e ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, confirmou que o partido trabalha para consolidar uma aliança com o projeto político do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia Cidade, da Rádio 104 FM, em Rondonópolis. Segundo Rosana, as conversas entre as duas legendas avançaram nas últimas semanas e uma definição sobre a composição deve ser anunciada em breve. Ela informou ainda que uma reunião entre as lideranças está prevista para discutir os últimos detalhes da possível aliança. Na configuração defendida pela ex-prefeita, Wellington Fagundes encabeçaria a disputa pelo Palácio Paiaguás, enquanto a chapa ao Senado seria formada pelo deputado federal José Medeiros, representando o PL, e pela deputada estadual Janaína Riva, pelo MDB. A proximidade política entre os grupos também passa por laços familiares. Janaína Riva é casada com Diógenes Fagundes, filho do senador Wellington Fagundes. Além disso, Rosana ocupa atualmente a segunda suplência do senador no Senado Federal, cargo que já exerceu de forma temporária durante o mandato. As declarações reforçam a movimentação das duas siglas na construção de um bloco para as eleições deste ano. No entanto, a proposta de união ainda enfrenta resistência dentro do próprio PL. Entre os que já se posicionaram contra a composição estão os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Flávia Moretti, de Várzea Grande. Caso seja confirmada, a aliança poderá redesenhar o cenário político em Mato Grosso, influenciando não apenas a disputa pelo Governo do Estado e pelas duas vagas ao Senado, mas também as chapas proporcionais para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
Natasha diz que apoio de Lula não atrapalha e aposta em propostas para disputar o Governo de MT
Pré-candidata do PSD afirma que recebe com honra o apoio da federação formada por PT, PV e PCdoB, defende diferenciação entre conservadorismo e extremismo e diz que eleitor busca soluções para os problemas do Estado. A pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou que o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve representar um obstáculo em sua campanha ao Palácio Paiaguás, mesmo diante do perfil conservador do eleitorado mato-grossense. Segundo ela, o respaldo da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, é recebido com respeito e não compromete sua competitividade na disputa estadual. Natasha destacou que Mato Grosso possui uma população majoritariamente conservadora, mas defendeu que é necessário distinguir valores conservadores de posições extremistas. Católica praticante, a médica afirmou compartilhar princípios conservadores, ao mesmo tempo em que criticou discursos radicais e reforçou a importância do equilíbrio no debate político. Para a pré-candidata, a eleição de 2026 deve ser pautada pelas propostas apresentadas aos eleitores, e não pelo posicionamento ideológico dos candidatos. Ela argumentou que a população espera respostas concretas para problemas históricos, especialmente na saúde pública, citando a necessidade de reduzir filas para consultas, exames e atendimentos especializados. Natasha também avaliou que o ambiente político está menos polarizado do que nas eleições de 2022. Na visão dela, o eleitorado demonstra maior disposição para ouvir diferentes projetos e tende a priorizar candidatos que apresentem soluções práticas para melhorar a qualidade dos serviços públicos e atender às demandas da população.
PF desencadeia megaoperação em 14 estados para enfraquecer facções criminosas
Força-tarefa cumpre 272 medidas judiciais contra grupos envolvidos com tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro, homicídios e roubos, em meio ao debate internacional sobre o combate ao crime organizado. A Polícia Federal iniciou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Força Integrada III, uma ampla mobilização nacional voltada ao enfrentamento de organizações criminosas com atuação em diferentes regiões do país. A ofensiva ocorre simultaneamente em 14 estados e tem como foco desarticular esquemas ligados ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos de cargas e outros delitos praticados por facções. A ação foi autorizada pela Justiça, que expediu 272 medidas judiciais, sendo 93 mandados de prisão e 179 de busca e apreensão. Além das diligências, também foram determinadas medidas cautelares para bloquear bens e recursos financeiros de investigados, com o objetivo de enfraquecer a estrutura econômica das organizações criminosas. As operações são realizadas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo, envolvendo equipes integradas de segurança pública. A coordenação dos trabalhos é das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem a Polícia Federal, polícias estaduais e outros órgãos responsáveis pelas investigações. Segundo a corporação, a estratégia busca atingir tanto os integrantes das facções quanto os mecanismos financeiros que sustentam as atividades criminosas. A operação acontece em um momento de maior atenção internacional ao combate ao crime organizado. O avanço das ações coincide com discussões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos sobre a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. O governo brasileiro tem reiterado que o enfrentamento dessas organizações deve ocorrer por meio da cooperação entre instituições policiais e judiciais, preservando a soberania nacional e a condução interna das investigações.
CPI dos Consignados ganha força na ALMT e amplia pressão sobre o governo Pivetta
Com seis assinaturas confirmadas, requerimento precisa de mais dois apoios para ser instaurado; articulação envolve parlamentares da oposição e entidades sindicais. A articulação para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados ganhou força na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e aumentou a pressão política sobre o governo de Otaviano Pivetta (Republicanos) às vésperas do recesso parlamentar e em um cenário de pré-campanha eleitoral. O requerimento já reúne seis assinaturas e precisa de mais duas para alcançar o número mínimo necessário para a instalação da comissão. A expectativa é de que, caso as novas adesões sejam confirmadas, o pedido seja lido em plenário ainda nesta quarta-feira (8), dando início ao trâmite para a criação da CPI. Inicialmente, o documento foi subscrito pelos deputados Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e Janaina Riva (MDB). Posteriormente, outros dois parlamentares também teriam aderido ao requerimento, embora seus nomes ainda não tenham sido divulgados. A movimentação surpreendeu a base governista, que agora trabalha para impedir que a oposição alcance o número necessário de assinaturas. O episódio relembra o cenário vivido no início do ano, quando foi instalada a CPI da Saúde após a oposição conseguir reunir o apoio suficiente. O foco da investigação proposta são os contratos de crédito consignado nas modalidades cartão benefício e cartão de crédito destinados aos servidores públicos estaduais. O requerimento sustenta que há necessidade de apurar possíveis irregularidades envolvendo instituições financeiras que operaram essas linhas de crédito. Das 25 empresas atualmente sob análise administrativa do Estado, 19 já tiveram a cobrança de parcelas suspensa em algum momento por decisão do próprio governo. A iniciativa também recebeu apoio de entidades sindicais, que organizaram um abaixo-assinado para reforçar a pressão sobre os deputados em defesa da abertura da investigação. O avanço da proposta ocorre em meio à repercussão de informações divulgadas pela imprensa nacional sobre uma investigação envolvendo decretos editados em 2023, que autorizaram instituições financeiras a oferecer esse tipo de crédito aos servidores estaduais. O ex-governador Mauro Mendes (União), citado nas informações, nega qualquer irregularidade e afirma que a divulgação do caso possui motivação eleitoral. Esta não é a primeira tentativa de criação da CPI dos Consignados. O tema já foi levado ao Parlamento em ocasiões anteriores, mas não obteve o número mínimo de assinaturas. Outras propostas de investigação, como as CPIs do Meio Ambiente e do acordo envolvendo a OI S.A., também não prosperaram. Paralelamente, uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso contra empresas e instituições financeiras que atuam na oferta de empréstimos consignados permanece suspensa por decisão judicial.