Deputado pediu informações ao governo depois de se reunir com a associação dos aprovados no concurso da SES-MT O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), apresentou dois requerimentos de informações para que o Governo de Mato Grosso informe o planejamento de nomeações do concurso público da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), entre outras informações relativas ao certame. Os requerimentos foram apresentados a pedido da Associação dos Aprovados em Concurso da Saúde de MT (AACS-MT), e votados por unanimidade pelo Plenário da ALMT nesta quarta-feira (8). Representantes da AACS-MT estiveram no Plenário nesta quarta em apoio aos requerimentos de Max Russi. Os pedidos de informação foram direcionados à SES-MT e à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). O prazo para resposta é de 30 dias. A SES-MT deverá informar, por exemplo, o número de servidores efetivos em exercício, de acordo com o cargo ou profissão; a quantidade de contratados temporariamente, também com informações sobre cargo ou profissão; a distribuição dos contratos temporários; e as vacâncias desde a homologação do concurso. O requerimento solicita dados sobre a quantidade de candidatos aprovados no concurso que foram nomeados e estão em exercício, discriminados por cargo ou profissão, além do número de candidatos aprovados aguardando convocação e o planejamento ou previsão para novas convocações. Dos mais de 7 mil profissionais aprovados no concurso da SES-MT, realizado em 2024, cerca de 10% foram convocados pela pasta até o momento. A AACS aponta que o lotacionograma disponibilizado no Portal Transparência, referente ao 4º trimestre de 2025, demonstra que há 2.518 cargos vagos de Profissional Técnico de Nível Superior em Serviços de Saúde do SUS; 3.695 cargos vagos de Profissional Técnico de Nível Médio em Serviços de Saúde do SUS; e 469 cargos vagos de Profissional de Apoio em Serviços de Saúde do SUS. “Entretanto, considerando que determinadas carreiras abrangem diferentes categorias profissionais, torna-se necessário obter informações detalhadas por cargo/profissão, permitindo uma análise mais precisa da composição da força de trabalho da Secretaria, da existência de vacâncias e da eventual necessidade de novos provimentos”, diz trecho da justificativa do requerimento à SES-MT apresentado por Max Russi. Em relação à Seplag, o requerimento aponta que a pasta é responsável pelo dimensionamento de pessoal do governo, o que inclui a SES-MT. As nomeações dos aprovados no concurso também passam pela Seplag. “A Seplag, enquanto órgão responsável pela formulação de diretrizes e pela gestão sistêmica de pessoas no âmbito do Poder Executivo Estadual, possui informações essenciais relacionadas ao quantitativo de servidores, cargos existentes, provimentos realizados, vacâncias e demais registros funcionais necessários para subsidiar o acompanhamento da força de trabalho estadual”, aponta o requerimento de Max Russi. Para o deputado, segundo o requerimento, a Seplag pode “contribuir para a obtenção de dados oficiais que permitam avaliar a composição do quadro de pessoal e fortalecer o planejamento administrativo” em relação às nomeações do concurso.
Expoagro deve injetar mais de R$ 20 milhões em negócios e impulsionar economia de Cuiabá
Além da expectativa de movimentação milionária nos leilões, feira deve gerar mais de 2 mil empregos e beneficiar setores como hotelaria, gastronomia, comércio e transporte. A 58ª Expoagro chega à edição de 2026 com expectativa de fortalecer a economia de Cuiabá dentro e fora do parque de exposições. Realizada entre os dias 10 e 19 de julho, no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, a feira projeta movimentar mais de R$ 20 milhões apenas com a realização de quatro leilões de animais, além de criar mais de dois mil empregos diretos e indiretos ao longo da programação. Reconhecida como um dos maiores eventos do agronegócio em Mato Grosso, a Expoagro também aquece diversos segmentos econômicos da capital. A chegada de visitantes, expositores e investidores amplia a demanda por hospedagem, alimentação, transporte, comércio e prestação de serviços, gerando renda para empresas e trabalhadores de diferentes áreas. Os leilões reunirão animais de corte, exemplares da raça Nelore PO e Cavalo Pantaneiro, reforçando o potencial da feira como ambiente estratégico para negócios e valorização da pecuária estadual. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira, os resultados da Expoagro vão além das negociações realizadas no parque de exposições, alcançando toda a cadeia produtiva ligada ao evento. A expectativa é de que milhares de profissionais atuem durante a feira, contribuindo para a geração de emprego e renda em diversos setores da economia local. Nesta edição, o acesso ao evento será gratuito durante todos os dias, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, que será destinado a instituições beneficentes. A programação reúne exposição de animais, feira de produtores locais, mostra de máquinas e equipamentos agrícolas, vitrine tecnológica, palestras, fóruns técnicos, rodeio, atrações para crianças e shows nacionais, consolidando a Expoagro como um dos principais eventos do calendário mato-grossense.
Governo quer empréstimo de R$ 1,5 bilhão, mas próximo governador decidirá onde investir o dinheiro
Presidente da Assembleia afirma que recursos para construção de 60 mil moradias deverão ser executados apenas pela gestão que assumir o Palácio Paiaguás em 2027 A discussão sobre o empréstimo de R$ 1,5 bilhão solicitado pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo ingrediente político nesta semana. Pela primeira vez, uma das principais lideranças do Parlamento estadual admitiu publicamente que o dinheiro poderá ser administrado por um governador diferente daquele que está propondo a operação. A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), que afirmou que, devido ao calendário eleitoral e ao tempo necessário para conclusão da operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal, a aplicação dos recursos deverá ficar sob responsabilidade da próxima gestão estadual. Na prática, isso significa que o governador eleito em 2026 poderá decidir como será executado um dos maiores financiamentos da história recente de Mato Grosso. Empréstimo prevê financiamento para 60 mil moradias O projeto foi encaminhado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e prevê a contratação de um financiamento de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal. Segundo o Governo do Estado, os recursos serão destinados ao programa SER Família Habitação, que tem como meta ampliar a política habitacional e viabilizar a construção de aproximadamente 60 mil moradias populares em Mato Grosso. A justificativa do Executivo é garantir recursos para o programa diante da previsão de redução na arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), preservando investimentos em outras áreas consideradas estratégicas. “Quem assumir o governo vai definir como gastar” Durante entrevista concedida à Rádio CBN Cuiabá, Max Russi afirmou que, mesmo com eventual aprovação da Assembleia Legislativa, a execução do financiamento deverá ocorrer somente após as eleições. Segundo ele, caberá ao próximo governador definir as prioridades de investimento. “Esse é um recurso que, até a aprovação — e agora a aprovação deve ocorrer após o período eleitoral — ficará para o próximo governo definir no que vai gastar, como vai gastar e a forma que vai fazer. Mas o governo, independentemente de quem seja, terá que fazer planejamento e acompanhar a execução desses investimentos.” A declaração chama atenção porque parte da responsabilidade sobre a aplicação dos recursos poderá ficar com uma gestão diferente daquela que elaborou o projeto e buscou a autorização para contratar o empréstimo. Projeto ainda depende da Assembleia Antes de seguir para contratação junto à Caixa Econômica Federal, o projeto precisa ser aprovado pelos deputados estaduais. Na última semana, a votação foi adiada após pedido de vista apresentado pelos deputados Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT), que solicitaram mais tempo para analisar os detalhes da operação de crédito. A expectativa é que a proposta retorne à pauta da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (8). Russi defende financiamento para habitação Apesar do adiamento da votação, Max Russi declarou ser favorável à contratação do empréstimo. Segundo o presidente da Assembleia, Mato Grosso possui um déficit habitacional significativo e a construção de moradias populares representa uma necessidade para milhares de famílias. “Se falou na construção de moradias, eu, particularmente, defendo muito isso. Mato Grosso tem uma necessidade muito grande de moradia.” O parlamentar também afirmou que considera legítima a iniciativa do Poder Executivo de buscar financiamento quando o Estado apresenta capacidade financeira para assumir a operação. Empréstimo divide opiniões Embora a base governista defenda a proposta como uma forma de ampliar os investimentos em habitação, parlamentares da oposição defendem uma análise mais aprofundada das condições do contrato e dos impactos financeiros que a operação poderá gerar para as próximas administrações. O tema deve continuar sendo debatido nos próximos dias e promete se tornar um dos assuntos centrais da agenda política estadual. Análise | Alex Rabelo A declaração de Max Russi revela um aspecto que vai além da discussão sobre o valor do empréstimo. Ela traz para o centro do debate uma questão de planejamento de longo prazo. Na prática, um financiamento dessa dimensão ultrapassa um mandato e exige continuidade administrativa. Independentemente de quem vença as eleições de 2026, será o próximo governador quem terá a responsabilidade de transformar esse recurso em obras, acompanhar a execução dos contratos e prestar contas dos resultados à população. Sob a ótica da estratégia política e da gestão pública, essa talvez seja a decisão mais prudente. Grandes operações de crédito não podem estar vinculadas apenas ao calendário eleitoral, mas sim à capacidade do Estado de executar investimentos com planejamento, transparência e responsabilidade fiscal. Mais do que discutir quem propôs o empréstimo, o desafio será acompanhar quem efetivamente entregará as moradias prometidas. No fim das contas, é esse resultado que será avaliado pela população. Por: Alex Rabelo Jornalista e estrategista político | MT Urgente News
Receita libera consulta ao lote especial de restituição do IR 2026; pagamento será em 15 de julho
Cerca de 3,5 milhões de contribuintes poderão receber até R$ 1 mil por meio da restituição automática, creditada diretamente via Pix. A Receita Federal disponibilizou nesta quarta-feira (8) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda 2026, iniciativa piloto conhecida como “cashback” do IR. A medida deve beneficiar aproximadamente 3,5 milhões de contribuintes que não estavam obrigados a apresentar a declaração do Imposto de Renda de 2025, mas que possuem valores a receber referentes a tributos recolhidos indevidamente no ano anterior. Os contribuintes já podem verificar se foram contemplados por meio do portal oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo do órgão. O pagamento está programado para a próxima quarta-feira, 15 de julho, e será realizado em parcela única, diretamente na chave Pix vinculada ao CPF do beneficiário. Segundo a Receita, cerca de R$ 460 milhões serão liberados neste lote especial. O valor da restituição é limitado a R$ 1 mil por contribuinte. O Fisco também alerta que irregularidades no CPF podem impedir a efetivação do crédito, sendo recomendada a regularização cadastral antes da data do pagamento. Diferentemente da restituição tradicional, destinada aos contribuintes que entregaram a declaração dentro do prazo, esse lote possui regras específicas e atende exclusivamente quem não precisou declarar, mas ainda tinha direito à devolução de valores. Já o calendário regular de restituições segue normalmente, com o próximo lote previsto para 31 de julho e o último para 28 de agosto.
Operação Falso Elo mira esquema de fraudes em vendas de veículos pela internet
A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou, nesta quarta-feira (8.7), em apoio à Polícia Civil do Piauí, a Operação Falso Elo, com o objetivo de combater fraudes e desarticular um grupo criminoso responsável pela prática sistemática de estelionatos por meios eletrônicos. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Baixa Grande do Ribeiro (PI), com o suporte da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIPC) do Piauí e apoio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, e teve início após a denúncia de um idoso, morador de Ribeiro Gonçalves (PI), vítima do golpe conhecido como “intermediário de vendas”, aplicado no comércio de veículos pela internet. Nesta quarta-feira (8), foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, sendo 11 em Cuiabá, pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), e um em Barra do Garças, pela equipe da 1ª Delegacia de Barra do Garças. Estelionato digital De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam a plataforma OLX para induzir a vítima a acreditar que realizava uma compra legítima. O investigado manipulou as conversas entre comprador e o vendedor real, fazendo com que o automóvel fosse exibido sem que o proprietário revelasse o valor verdadeiro de venda. Mediante comprovantes falsificados e outros artifícios fraudulentos para simular legalidade, o grupo conseguiu que o idoso transferisse valores expressivos diretamente para contas controladas por eles, gerando grave e substancial prejuízo financeiro. No decorrer das apurações, o trabalho de inteligência policial conseguiu identificar e mapear a estrutura operacional responsável pelas fraudes. Foi constatado que o esquema era operado e comandado por integrantes de uma família moradora de Cuiabá (MT), que atuava de forma reiterada, aplicando fraudes semelhantes. As diligências técnicas demonstraram ainda que o grupo criminoso possuía alcance nacional e internacional, com registros de pessoas lesadas não apenas em diversas unidades da Federação, mas também residentes no exterior, evidenciando uma elevada capacidade operacional e logística na pulverização de golpes digitais. Além do crime de estelionato digital, a investigação também apura a prática de outros delitos relacionados, entre eles a falsificação de documento e a associação criminosa, sem prejuízo da identificação de outras infrações penais eventualmente evidenciadas no decorrer do procedimento. Operação Com base nos elementos probatórios reunidos durante o inquérito policial, as forças de segurança representaram pelas medidas cautelares cabíveis de busca e apreensão domiciliar e prisões temporárias. Os mandados judiciais foram expedidos pela Central Regional de Inquéritos IV – Polo Floriano do Tribunal de Justiça do Piauí e cumpridos em Cuiabá e Barra do Garças, onde as equipes localizaram as bases do grupo. A operação contou com o suporte do Núcleo de Inteligência de Parnaíba (NUINT/PHB) e com a cooperação operacional da Derf Cuiabá e da 1ª Delegacia de Barra do Garças, demonstrando a importância da integração entre as instituições de segurança pública no enfrentamento às facções criminosas de caráter interestadual. Durante o cumprimento das medidas judiciais nos endereços confirmados, foram apreendidos aparelhos celulares e equipamentos de informática utilizados pelos investigados. Os dispositivos serão submetidos à perícia e à extração forense de dados, etapa considerada fundamental para o aprofundamento das investigações. A análise técnica poderá identificar novas vítimas, revelar a real extensão da atuação criminosa, desvelar a cadeia de movimentação financeira e reunir provas cabíveis para a completa responsabilização penal de todos os envolvidos. “A internet não serve como escudo para a impunidade, e a cooperação técnica e tática entre os estados e o Ministério da Justiça foi decisiva para desarticular a estrutura do grupo criminoso, visando estancar o prejuízo das vítimas e garantir a punição rigorosa dos envolvidos perante a Justiça”, afirmou o delegado Mário Santiago, titular da Derf Cuiabá. O delegado orienta que os cidadãos adotem cautela em negociações virtuais e, caso identifiquem indícios de fraude, procurem imediatamente uma unidade policial, preservando mensagens, comprovantes, capturas de tela e links das plataformas utilizadas, elementos que são essenciais para o sucesso dos trabalhos investigativos. Falso Elo O nome da operação, Falso Elo, simboliza a atuação das forças de segurança para quebrar o vínculo fraudulento criado pelos criminosos, que manipulavam as comunicações entre compradores e vendedores reais no ambiente virtual para lesar cidadãos de boa-fé. A operação reafirma o compromisso institucional em utilizar investigação especializada, inteligência digital e cooperação interestadual para neutralizar redes de estelionato cibernético que atuam de forma transfronteiriça. As investigações prosseguem sob sigilo para análise de todo o material telemático e documental arrecadado, identificação de outras possíveis fraudes e completo esclarecimento dos fatos.
STF ordena buscas por armas e munição na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro
A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para procurar armas e munições. A ação foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A diligência ocorreu após Bolsonaro ter entregado as oito armas registradas em seu nome, depois que uma delas foi apreendida em uma blitz no Distrito Federal, em junho, fato que levou o Exército a encaminhar todo o arsenal do ex-presidente à Polícia Federal por ordem de Moraes.Para verificar se havia ainda outras armas na residência, o ministro do STF determinou essa busca e apreensão.A informação foi divulgada pela defesa do ex-presidente após o cumprimento do mandado. Um dos advogados, João Henrique Freitas, afirmou que nada foi encontrado nem apreendido na ação.“O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, afirmou. Na segunda-feira (6), o Exército informou que entregou à Polícia Federal seis das oito armas registradas em nome do ex-presidente. Em ofício assinado pelo comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa, a corporação afirmou que duas das armas listadas não estavam sob sua custódia: uma pistola Glock calibre nove milímetros e uma espingarda calibre 12 da fabricante Maestro Arms Company. Após a manifestação do Exército, a defesa de Bolsonaro se pronunciou sobre o paradeiro dos dois equipamentos. Segundo os advogados, a pistola é a mesma apreendida durante uma blitz em posse de militar que atua na segurança de Bolsonaro e se encontra acautelada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Já a espingarda, afirmam, foi dada de presente a Bolsonaro, mas nunca chegou a ser retirada e permanece sob a guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS). Na decisão de cinco páginas que autorizou a busca e apreensão, Moraes afirmou que a versão da defesa sobre o paradeiro da espingarda “evidencia inconsistência das informações prestadas” e que ela “diverge dos dados constantes dos registros existentes”. O ministro anotou que não foi apresentada “documentação idônea capaz de comprovar a efetiva localização do armamento, a identidade do suposto depositário ou a regularidade da alegada custódia”. “A permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida e justifica a adoção de medida constritiva destinada exclusivamente à localização e apreensão de armamentos remanescentes”, diz o ministro no despacho. Na noite do último dia 3, Alexandre de Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, apesar do episódio envolvendo a apreensão da pistola registrada em seu nome durante uma blitz no Distrito Federal. Moraes endossou a avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não foi comprovada falta grave do ex-presidente no caso da arma. “No presente momento, a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostra‑se razoável, adequada e proporcional”, afirmou. Em 16 de junho, uma arma nove milímetros da marca Glock foi apreendida com um de seus seguranças em Brasília. A Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para investigar o caso e compreender as razões de o armamento estar fora da residência do ex-presidente e em posse de outra pessoa. Bolsonaro prestou depoimento no dia 23 de junho e disse que deu a arma a um de seus seguranças para que realizasse um conserto no equipamento. Ele ainda alegou que um delegado da Polícia Federal permitiu que ele ficasse com uma arma em casa.A defesa de Bolsonaro afirmou na ocasião que havia retirado uma peça da arma para inutilizá-la, em razão do estado mental do ex-presidente. Contudo, Bolsonaro teria percebido ao manusear a arma e pedido que o segurança a levasse para o conserto. A Polícia Civil do DF indiciou Estácio Leite da Silva Filho, o segurança de Bolsonaro envolvido no episódio, por porte ilegal de arma de fogo. O ex-presidente não foi alvo de acusações.
Conselho libera análise para pesquisa de ouro em faixa de fronteira de Mato Grosso
Autorização permite que a Agência Nacional de Mineração dê continuidade à avaliação técnica de pedidos, mas não representa licença para exploração mineral. A análise de dois processos de pesquisa mineral em uma área de quase 10 mil hectares na faixa de fronteira de Mato Grosso poderá avançar após autorização concedida pela Secretaria-Executiva do Conselho de Defesa Nacional. A medida contempla uma área localizada entre os municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade e Nova Lacerda e beneficia uma cooperativa de mineração sediada em Pontes e Lacerda. A autorização atende à exigência legal para empreendimentos situados em regiões de fronteira, onde qualquer atividade de pesquisa mineral depende do assentimento prévio do Conselho de Defesa Nacional antes de prosseguir na Agência Nacional de Mineração (ANM). Apesar da publicação do ato, a decisão não autoriza a extração de ouro nem o início de atividades na área. O documento apenas libera a continuidade da análise técnica e administrativa dos processos, que ainda passarão pela avaliação dos critérios legais, ambientais e operacionais previstos na legislação. Durante a tramitação, a cooperativa deverá cumprir uma série de exigências relacionadas à preservação ambiental e à proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais. Também será necessário atender às determinações dos órgãos responsáveis pelo licenciamento e fiscalização, entre eles a Agência Nacional de Mineração, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav). Somente após o cumprimento de todas as etapas e a obtenção das licenças exigidas pelos órgãos competentes é que os processos poderão evoluir para uma eventual autorização de pesquisa mineral e, futuramente, para a exploração da área, caso todos os requisitos sejam atendidos.
Federação de Lula antecipa convenção em Mato Grosso e abre calendário eleitoral
Encontro da Federação Brasil da Esperança será realizado em 25 de julho para acelerar a homologação das candidaturas e permitir participação de lideranças no lançamento nacional da campanha presidencial. A Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), composta por PT, PCdoB e PV, juntamente com os partidos aliados PSB, PSD, PDT e Rede, será a primeira força política de Mato Grosso a realizar sua convenção partidária para as eleições deste ano. O encontro foi confirmado para o dia 25 de julho, antecipando o planejamento inicial, que previa a realização do evento entre os dias 1º e 4 de agosto. A mudança no calendário foi definida para possibilitar que dirigentes e lideranças da federação participem do ato nacional de lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para o dia 2 de agosto, em São Paulo. Com isso, o grupo também pretende concluir mais cedo os procedimentos internos necessários para o registro oficial das candidaturas. As convenções partidárias marcam a etapa em que partidos e federações homologam seus candidatos aos cargos em disputa e deliberam sobre questões relacionadas ao processo eleitoral. Conforme o calendário da Justiça Eleitoral, esses encontros podem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, sendo que somente após a convenção as candidaturas podem ser registradas no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A direção estadual da federação informou que a organização das chapas proporcionais já está concluída. Toda a documentação exigida dos partidos integrantes foi entregue, permitindo o avanço da fase burocrática sem risco de atrasos. A distribuição das vagas para composição da chapa proporcional seguiu os critérios definidos entre os três partidos que integram a federação. Até o momento, o único adversário político que também definiu a data da convenção é o União Brasil. O partido, liderado em Mato Grosso pelo ex-governador Mauro Mendes, programou seu encontro para o dia 30 de julho, quando deverá oficializar seus candidatos para a disputa eleitoral.
Motorista embriagado é preso após provocar grave acidente entre carretas na BR-364, em Cuiabá
Um grave acidente registrado nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (8) terminou com um motorista preso por embriaguez ao volante na BR-364, em Cuiabá. A colisão envolveu duas carretas que seguiam no mesmo sentido da rodovia e provocou a interdição da via marginal, causando transtornos no trânsito da região. De acordo com informações apuradas no local, o motorista de uma das carretas viajava acompanhado da família quando ocorreu a colisão lateral com outro veículo de carga. Com a força do impacto, as duas carretas perderam o controle e tombaram sobre a pista. Durante o atendimento da ocorrência, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram o procedimento de fiscalização e constataram que um dos caminhoneiros apresentava sinais de embriaguez. Após a confirmação da irregularidade, ele foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool. Equipes de resgate atenderam as vítimas As vítimas receberam atendimento das equipes de resgate da concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde dos envolvidos. Acidente provocou bloqueio da via Segundo a Nova Rota do Oeste, a ocorrência foi registrada às 6h56, no km 401 da BR-364. As informações preliminares apontam que as duas carretas trafegavam no sentido norte quando houve uma colisão lateral. Após o impacto, ambos os veículos tombaram e ficaram sobre a via marginal norte. Por conta do acidente, o tráfego na marginal precisou ser totalmente interditado. O fluxo de veículos foi desviado para o perímetro urbano até a retirada das carretas e a liberação da pista. A Polícia Rodoviária Federal deverá apurar as circunstâncias do acidente e confirmar as causas da colisão. O motorista preso foi encaminhado para os procedimentos legais e responderá pelas medidas previstas na legislação de trânsito.
Oposição articula nova CPI dos Consignados na Assembleia e amplia pressão sobre o Governo de Mato Grosso às vésperas das eleições
A poucos meses das eleições de 2026, o cenário político em Mato Grosso ganhou mais um capítulo dentro da Assembleia Legislativa (ALMT). Deputados da oposição articulam a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez para investigar possíveis irregularidades na oferta de empréstimos consignados aos servidores públicos estaduais. Batizada de CPI dos Consignados, a proposta ainda depende do número mínimo de assinaturas para ser oficialmente instalada, mas já movimenta os bastidores da política estadual e aumenta a pressão sobre o governo comandado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o Executivo após a desincompatibilização de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado Federal. Pedido já reúne seis assinaturas De acordo com informações apuradas, o requerimento da CPI conta atualmente com seis assinaturas. Para que a comissão seja criada, são necessárias oito adesões parlamentares. Caso o número mínimo seja alcançado, o pedido poderá ser lido em plenário ainda nesta quarta-feira (8), dando início ao processo de instalação da comissão. Entre os deputados que já assinaram o requerimento estão Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e Janaina Riva (MDB). Outros dois parlamentares também teriam aderido ao pedido, embora seus nomes ainda não tenham sido divulgados oficialmente. Base governista acompanha movimentação A articulação surpreendeu parte da base governista na Assembleia Legislativa, que agora trabalha para evitar que a oposição consiga o número necessário de assinaturas. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a criação de uma nova CPI, em pleno período pré-eleitoral, pode ampliar o desgaste político do governo estadual e influenciar o debate público durante a campanha. A preocupação da base aumenta porque, no início deste ano, a oposição conseguiu reunir apoio suficiente para instalar a CPI da Saúde, demonstrando capacidade de articulação dentro do Parlamento. O que a CPI pretende investigar? O foco da investigação são os contratos de empréstimos consignados, especialmente nas modalidades cartão benefício e cartão de crédito consignado, oferecidos a servidores públicos estaduais. Essas modalidades passaram a ser alvo de questionamentos após denúncias de possíveis irregularidades envolvendo cobranças, condições de contratação e atuação de instituições financeiras credenciadas pelo Estado. Segundo informações do próprio governo, das 25 instituições financeiras submetidas à apuração administrativa, 19 tiveram a cobrança dos descontos suspensa em algum momento por decisão da própria administração estadual, enquanto eram realizadas análises internas. Os defensores da CPI afirmam que a comissão poderá esclarecer como ocorreu o credenciamento dessas empresas, quais critérios foram utilizados e se houve eventual prejuízo aos servidores públicos. Movimento sindical também pressiona deputados Além da articulação política, entidades representativas dos servidores estaduais passaram a defender publicamente a criação da CPI. Parte do movimento sindical lançou um abaixo-assinado em apoio à investigação, buscando pressionar os deputados estaduais a apoiarem a instalação da comissão. O tema ganhou força justamente em um momento em que o funcionalismo público acompanha discussões sobre descontos considerados indevidos em operações de crédito consignado. Caso também repercute após investigação envolvendo Mauro Mendes A movimentação na Assembleia ocorre poucos dias depois da divulgação de informações de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) teria autorizado a abertura de investigação para apurar atos relacionados à edição de decretos publicados em 2023, durante o governo de Mauro Mendes. As informações divulgadas apontam que a apuração busca verificar se houve eventual favorecimento ao Banco Master após mudanças nas regras que permitiram a oferta de empréstimos consignados nas modalidades cartão benefício e cartão de crédito aos servidores estaduais. Mauro Mendes nega qualquer irregularidade. O ex-governador afirma que os atos praticados seguiram a legislação e classificou a divulgação da investigação como uma tentativa de interferência no cenário eleitoral, já que é pré-candidato ao Senado Federal. Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade ao ex-governador em relação aos fatos investigados. Tentativas anteriores não avançaram Esta não é a primeira vez que deputados tentam criar uma CPI para investigar os consignados. No ano passado, propostas semelhantes não conseguiram reunir o número mínimo de assinaturas necessárias para serem instaladas. Outras CPIs defendidas pela oposição, como as que pretendiam investigar questões ambientais e o acordo envolvendo a empresa Oi S.A., também não avançaram por falta de apoio suficiente entre os parlamentares. Ação do Ministério Público segue suspensa Paralelamente à discussão na Assembleia Legislativa, uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), envolvendo empresas e instituições financeiras que operam crédito consignado no Estado, encontra-se suspensa por decisão judicial. Assim, enquanto a discussão política sobre a criação da CPI continua dentro do Parlamento, a análise judicial do caso permanece pendente, aguardando novos desdobramentos. Debate deve ganhar força nas próximas semanas Com a proximidade do período eleitoral, a possível instalação da CPI dos Consignados tende a se tornar um dos principais temas da política estadual. Caso a oposição consiga as duas assinaturas restantes, a Assembleia Legislativa deverá decidir sobre a instalação da comissão, que poderá convocar autoridades, requisitar documentos e realizar diligências para esclarecer os fatos relacionados aos empréstimos consignados concedidos aos servidores públicos estaduais. Enquanto isso, governo e oposição intensificam as articulações políticas em torno de um tema que promete permanecer no centro do debate nos próximos meses.